Conclusões sobre 2012


Você sabe o que é Ano Sabático? Eu descobri o significado dessa expressão ainda nos tempos da faculdade e em meio àquela correria toda eu decidi interiormente que um dia eu iria fazer algo do gênero. Mas assim como o show do U2 que fui em 2011, era o tipo de coisa que eu imaginava que iria sim acontecer, mas daqui a muito tempo no futuro; no momento considerado ideal. No entanto, nessas últimas semanas analisando tudo o que aconteceu durante esse ano, percebi que o meu ano sabático foi justamente esse de 2012....

Não, gente! Eu não viajei o mundo e entrei em contato com outras culturas fascinantes; eu não tive aquele êxtase de perder de vista o horizonte do topo daqueles rochedos lá na Irlanda, sentindo o vento frio em meu rosto e me dando conta mais uma vez da minha pequenez e do quanto Deus é grande e generoso para com todos nós disponibilizando tamanhas maravilhas. Não, nada disso.

Eu também não consegui o lendário Emprego-Na-Área-De-Formação. Tampouco o emprego para fazer aquilo que sempre sonhei e que provavelmente mencionei em um dos primeiros posts do ano. Ã-ã. Nada foi como imaginado, e nem vou utilizar a expressão "nada saiu como o planejado", porque como boa ariana que sou (os que não vão com a cara de horóscopo estão rindo de mim agora), não gosto desse negócio de planejar demais. O negócio aqui é na impulsividade: se ideia pareceu boa e o momento propício, pronto (!),  é só disso que preciso.

Quem tem juízo já sabe que essa última frase meio que prediz como foi o ano e como será o resto do post, né? Haha. Pois é. 2012 foi um ano de provações. Eu procuro e procuro mais um pouco e não encontro outras palavras que definam tão bem como foi este ano, um ano de PROVAÇÕES. Já adianto que o lado bom de tudo isso é que onde há provação, há também aprendizado. E como aprendi.

Nesse ano tudo o que planejei deu errado. Tudo aquilo em que eu colocava fé deu errado. As coisas que começavam bem, que pareciam que iriam vingar, que renovavam as minhas esperanças de novo, davam errado no final. A coisa foi tanta que até com processo judicial eu mexi. O resultado dessas constantes derrotas foi um crescente gosto amargo na boca e o quase desaparecimento da minha Fé. Isso de longe foi a parte mais difícil de enfrentar.

Eu cheguei ao ponto de não querer mais sair de casa, de não querer ver ou conversar com ninguém conhecido. Eu faltava morrer de ódio quando todo mês, naquele único dia que eu era obrigada a sair de casa para ir ao banco eu SEMPRE topava com alguém conhecido. E esse alguém sempre queria saber das novidades, de como eu estava... e aquilo era como tocar com força numa ferida exposta, doía. Eu não cheguei a me consultar com alguém, mas acho que tive sim um início de depressão. Só que, por algum motivo Deus me deu pais maravilhosos e super atentos a esses detalhes, e foram eles que seguraram a onda, que me apoiaram e não deixaram que eu piorasse ainda mais o meu estado.

Houveram os amigos também. Sobre os amigos, no meu período negro eu me afastei de um monte deles e por isso já pedi perdão muitas vezes. Mas por outro lado, me aproximei de alguns outros, alguns outros que estavam na mesma sintonia que eu: para morrer! Foi bom porque fomos nos ajudando, um dando suporte ao outro e assim cada passo para cima de novo tinha um gosto especial, gosto de reencontro e horas e horas de conversa refletindo o que tinha virado nossas vidas e onde tudo isso iria dar.

Afastamento de uns, estreitamento de laços com outros... e mesmo pintando o ano de 2012 de feio e sofrido como pintei, ainda sobrou espaço para novas amizades e reencontros. Reencontros esses que foram fundamentais para que eu me reencontrasse e reavivasse minha fé.

O meu reencontro com Deus foi de uma forma inimaginável; de uma maneira tão explícita que eu tive medo, e que só um tempo depois de isso já ter ocorrido é que pude ver e entender o significado de muitas coisas e das muitas coisas pelas quais passei. Foi através desse reencontro que (re)descobri o Amor e a Misericórdia Divina, o fato de que nada nessa vida acontece por acaso e o quão importante é tentar fazer o melhor possível com o nosso agora. Vai soar repetitivo mas é verdade: nós perdemos muito tempo precioso em nossas vidas planejando e sonhando coisas para o nosso futuro. Depositamos toda nossa fé e esforço no que ainda está por vir (como se tivessemos todo o tempo do mundo) e esquecemos que o tesouro já está em nossas mãos, que ele se chama Hoje e que o que fazemos com ele agora refletirá o amanhã.

Não foi só isso que aprendi. Pela primeira vez na vida experimentei a entrega total (a Deus) e o quanto isso faz bem para a alma; percebi (na marra) que a paciência é mesmo necessária e que as vezes ela é o melhor caminho a se trilhar. Descobri que não tenho controle total de minha vida e que bom que é assim. Tomei nota também de que geralmente não sabemos o que pedir ou o que querer de nossas vidas. Que nem sempre aquilo que queremos é de fato aquilo que precisamos. Vi a quantidade de muralhas que construímos dentro de nós (com grande facilidade) e o quanto é difícil destruí-las sozinho. Percebi o quanto complicamos tudo, o quanto nos preocupamos em demasia, e o quanto dificultamos a entrada de Deus em nossa vida... Aprendi que ainda há muito a se aprender e que para isso basta abrir não só os olhos ou a mente, mas principalmente o coração.

No ano de 2012 não aconteceu tudo o que eu queria, mas aconteceu tudo o que era necessário acontecer comigo e com todos. Houveram alguns momentos felizes e outros não tão felizes assim, mas no final das contas o crescimento pessoal foi tão grande que não é preciso esforço para olhar para trás e concluir que cada instante valeu a pena.

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 Trechinho de uma das cartas que escrevi para Deus em 2012
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Cristo!!!!!
Muito obrigada.
Obrigada, e obrigada por tudo!
Quando eu disse na última carta: " Será que isso significa que é para eu ir ao G.O.? Para eu me despir completamente de meus medos, temores e terrores? Para eu me entregar de corpo e alma a tudo o que o Senhor tem guardado para mim e não consigo enxergar ou tenho medo de enxergar ou tenho medo do fardo, ou tenho medo de não dar conta, ou tenho medo de tanta Graça assim?", ao terminar de escrever, eu ouvi aquela vozinha que uns chamam de consciência, outros da TUA própria voz dizendo:
"__Sim! Isso não é óbvio?!"



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Afinal, "todo pokemón evolui"!

Gente, hoje eu reparei numa coisa: que bom que a gente cresce, né?
Que bom que todos nós estamos evoluindo a todo instante, aprendendo, amadurecendo, enfim.

De uns tempos para cá tenho percebido que uma série de coisas que antes me incomodavam hoje não o fazem mais. Que uma gama de complexos que antes me atingiam hoje não surtem mais o mesmo efeito.
É que chega um período que você se dá conta que algumas coisas podem sim ser mudadas, desenvolvidas, mas existem outras coisas que não vão mudar e por mais que não gostemos tanto de algumas delas, elas também contribuem e muito para ser o que e quem somos.

Eu lembro que na minha adolescência eu adorava a música do video abaixo. Tinha um trechinho que dizia assim:
 "Eu sou um risco pra mim mesma... (...) Eu sou o meu pior inimigo
      É pior quando você irrita a si mesmo (...) Não quero mais ser minha amiga
  Eu quero ser qualquer outra pessoa...."

Pessoal, eu ADORAVA isso. Achava isso a minha cara, tudo era motivo para reclamação, o meu peso não era legal, todos achavam que eu ia crescer mas fiquei baixinha, meu cabelo era minha sina, meu nariz não me permitirá nunca que eu use óculos sem que fique extremamente esquisito e por aí vai. Só que naquela época eu achava isso ruim, acreditava que tinha que ser mudado. E sabe como é um belo dia você acordar e perceber que você é baixa sim, que óculos não combinam mesmo com você, que seu cabelo é ruim pra %$#&*@ mas que bom que pelo menos você tem cabelo? E que por mais que eu ache meus quadris grandes demais isso não vai mudar em nada quem eu sou?




Pois é. É algo realmente libertador e fortalecedor. Isso nos torna imune a uma série de coisas. Situações que antes poderiam nos magoar profundamente, nos trazer desespero por causa da auto-cobrança de perfeição tomam para si proporções bem menores (graças a Deus), e isso contribui para que redirecionemos nossas energias para coisas que valham mais a pena.

É bom ou não é, sentir-se assim?


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Sobre o Perdão...

Tem uma música que eu adoro. E não é só por concordar com toda a sua letra ou por ser tão família. Esta, é o tipo de música que sempre me faz refletir ou rir sozinha de situações passadas.  A música, chamada 'Cara de Família',  do Rodrigo Grecco, em certo momento diz assim:
  
"Minha mãe me disse umas coisas sobre os ódios do meu peito
     Disse que o ódio que se guarda vai matando só quem sente..."

Esse trechinho em especial, toca na ferida que eu quero tratar no post de hoje: mágoas e rancores.

Uma vez conversando com um amigo, ele me falou de sua fraqueza, daquilo que o afastava de Deus. Ele disse que a fraqueza que ele sentia era dele e que outra pessoa podia encontrar a própria fraqueza em outra coisa.

Apesar de ele ter dito isso em apenas segundos, me perdi dias pensando em qual era a minha fraqueza; o que eu sentia, e que quando sentia, sentia-me afastada do Amor de Deus. Foi quando percebi que minha fraqueza estava justamente na facilidade, quase naturalidade, em guardar e cultivar mágoas e rancores; desamor...

Entenderam o porquê da música agora? rs
É óbvio que já percebi o quanto isso é nocivo, principalmente para quem sente, para quem acaba cultivando sentimentos dessa natureza. E uma das primeiras coisas que me ajudaram nesse processo de "me consertar" foi um livro chamado "Oração da Amorização", do Pe. Alírio J. Pedrini, SCJ. Livro este que vira e mexe estou recomendando-o para alguém.

O livro propõe um método sem grandes segredos para ajudar-nos a praticar o perdão: pois só através do perdão genuíno é que conseguimos nos libertar desses sentimentos ruins.

Esse livro foi uma bênção em minha vida. Imagino que tenha surtido efeito semelhante na vida de muitas outras pessoas também, mas apesar de tudo, colocar em prática o que lá diz é um processo longo e árduo.

Acontece que um dia desses, (ontem, rs), conversando com uma amiga, contando um pouco do que já tinha me acontecido, na hora de contar um fato aparentemente já superado e também perdoado, fiquei surpresa ao sentir meus olhos cheios d'água novamente e o coração sentindo uma pontadinha de dor. Isso me fez pensar numa coisa: na linha tênue existente entre o perdão genuíno e o esquecimento de algo que te magoou.

As perguntas que venho lançar hoje são:
1- Até que ponto conseguimos perdoar de verdade?
2- Quantas coisas repetimos a nós mesmos "está perdoado" quando na verdade deixamos apenas de cutucar a ferida, e por algum tempo chegamos a esquecê-las...?

Nós somos tão pequenos, tão limitados... 

3- Por que é tão fácil absorver o que é ruim e tão difícil nos abrirmos para o que realmente vale a pena?
4- O que você acha disso?
5- Como você reaje em situações assim? O que te incomoda?

Escrevendo hoje sobre a decepção de descobrir que ainda não consegui perdoar por completo, lembrei de outro post que escrevi há alguns anos descrevendo a ótima experiência que é quando conseguimos colocar em prática. A quem interessar, é só clicar aqui!



Uma ótima semana a todos ;)
 


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Passado, Presente e Futuro

Eu não sei precisar em que momento de minha existência eu passei a ter prazer em Aprender coisas, mas sei que quando aprendi, foi um tipo de desejo perpétuo. Eu gosto de saber das coisas, entendê-las; e essas coisas vão desde simples curiosidades (como um galo que sobreviveu sem a cabeça por algum tempo) à lições de vida.

Uma das últimas lições que tinha tomado nota - a respeito da vida -, era sobre a importância de viver o hoje. Pode ser óbvio para alguns, mas só há pouco tempo é que me dei conta que o nosso amanhã depende inteiramente do que fazemos hoje. Mesmo com aquele trecho lindo do filme do Kung Fu Panda, onde o panda e a tartaruga conversam sobre a importância do hoje - "é por isso que se chama PRESENTE" -, eu ainda não tinha de fato colocado isso em prática, vivido isso para ter certeza que é verdade.

E então eu parei por aí, nessa onda de Carpe Diem. Foi quando um amigo meu chegou para e disse que eu reclamava muito de algumas coisas relacionadas ao passado; que culpava algumas pessoas por algumas situações que me aconteceram ou que contribuíram para que eu me tornasse quem sou. Falou que eu devia "largar mão disso", seguir em frente e tals. E foi aí que eu percebi que tão importante quanto não viver todo o tempo assuntando como será o futuro, é fundamental desapegar-se do que já foi.

Já parou para pensar em quantas coisas vamos guardando na despensa da memória? Quantas coisas realmente inúteis e que só atrasam as nossas vidas? Já pensou que ocupando os espaços da despensa com   essas coisas que não valem tudo isso, que muitas vezes só nos fazem mal, estamos deixando de dar lugar a coisas novas e realmente interessantes?

Povo, empurrar a vaquinha do precipício aqui e acolá geralmente não traz mal nenhum. Se as coisas não saírem como ou melhor que o imaginado, ao menos ter-se-á aprendido; e pra que coisa mais valiosa que isso?

Hoje tenho feito um esforço legal para começar a desapegar do passado. Tá certo, ele não deve ser esquecido, está ali para ser apreciado, para retirarmos lições. E não para carregá-los todo o tempo como fardo pesado, como angústia ou mágoa constante. Quando conseguimos nos desprender disso com perfeição é tão bacana!

Esse desapego não é caminho fácil, mas também não é sinônimo de impossivel. O primeiro passo é tomar consciência disso e depois colocar para fazer; isso sim faz diferença.

Eu estava com vontade de dividir isso. Não se será de serventia para alguém, mas quem sabe exista alguém aí do outro lado que só estava precisando ouvir algo assim também?

Você chegou às mesmas conclusões que eu? Sim? Não? Me conta. Quem sabe eu seja presenteada com mais um precioso ponto de vista? ;)

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Destino

Já vem de algumas semanas o meu desejo de escrever sobre esse tema, mas eu queria fazer uma postagem coletiva por ser um assunto controverso... E também porque alguém está me devendo uma postagem coletiva prometida há anos e até hoje nunca se concretizou, não é mesmo, Hugo Alves? rsrs Brincadeiras à parte, como acho que meu amigo não estava muito em sintonia com o tema e eu me encontrava justamente sentindo o oposto, resolvi escrever e ver no que é que dá. Espero que vocês me ajudem a encontrar as respostas... ou quem sabe lançar perguntas mais pertinentes ao assunto!

E então, a pergunta que não quer calar é: Você acredita em Destino?

Eu já escrevi alguma coisa parecida aqui, mas não é bem isso que eu quero tratar hoje.

A maneira que eu encontrei de aliar os conceitos de Destino e Livre Arbítrio foi a seguinte: que a nossa vida funciona como uma grande estrada. Em determinados momentos essa estrada culmina numa encruzilhada. Essa encruzilhada representa o nosso poder de escolha, nosso livre arbítrio. No entanto, cada caminho disponível naquele cruzamento leva à um lugar específico, isso seria o destino; como numa "estrada de rio" encontraríamos água, numa estrada de terra encontraríamos pedras. Ou seja, embora tenhamos feito escolhas, algumas coisas são imutáveis, "pré-destinadas" em função de nossas escolhas.

Até aí tudo bem. Eu juro que até pouco tempo essa teoria se encaixava perfeitamente em minha vida e ainda abria espaço para que eu pensasse em outras coisas (mais importantes, talvez). Mas olhando para trás, para algumas coisas que já me aconteceram, eis que surgiu a pergunta:  Será que se as coisas tivessem tomado outro rumo, TUDO teria sido diferente?

A princípio a minha (ou a nossa) primeira resposta seria "sim"; mas nunca te aconteceu de parar um pouco, analisar os fatos e se dar conta de que determinadas situações te levariam exatamente ao mesmo resultado independente do caminho tomado? Ou que você precisasse realmente passar por algo para determinado fim? Ou ainda, agora fazendo da palavra 'Propósito' sinônimo da palavra 'Destino', em algumas situações parecer que tua presença em determinado local ou situação fossem necessários para o cumprimento de um propósito seja ele qual for?            


***

Entenderam? Esse assunto, é complicado ou não? rs
Alguém possui uma resposta ou teoria quanto a isso? Estou curiosíssima para saber!

Um beijo, um abraço e um queijo pra quem entendeu de verdade o que eu quis dizer com esse post.

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Quando a gente sente soprar novos ventos...

Eu não sei dizer se já me senti assim antes.
Sabe quando você sente Algo Maior? Quando você finalmente aceita que não tem controle algum sobre aquilo que acontece ao seu redor e... Isso não é algo que te traga desespero?
De alguns dias para cá eu tenho sentido isso. E eu quero cultivar esse estado de espírito cada dia mais.

De uns dias para cá eu tenho recordado e revivido coisas que antes eram muito, mas muito importantes para o meu ser e que eu havia esquecido. Que por um tempo eu tinha deixado de acreditar, praticar... Meio que a desesperança desse mundo me atingiu, e as coisas boas só foram morrendo aos poucos. A verdade tornou-se dúvida e pouco a pouco foi sendo rebaixada. E tudo aquilo que não era saudável foi tomando um espaço cada vez maior.

Como eu disse, me parece que agora tenho uma "segunda chance", não sei se essas são as palavras corretas. Mas a sensação é também de que, talvez, agora eu seja melhor preparada para compreender tudo que cabe a mim ser compreendido nessa vida. E também fazer. É notado que eu penso muito e pouco faço.

As vezes é difícil traduzir em palavras aquilo que estamos sentindo. O que eu sei, é que, como está no título, sinto soprar novos ventos. Eu não tenho ideia de onde eles me levarão, mas pela primeira vez na vida isso não me assusta.

Eis aqui (mais um) desabafo. Mas também um desejo, de que, cada um que por aqui passa, viva ou tenha vivido o que estou vivendo agora ao menos uma vez na vida.
Uma semana iluminada a todos!


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Sobre uns livros que li e outras coisas que ouvi. (ou senti)..

Gente, essa vida é muito doida mesmo, né? É ou não é? Falem a verdade!
As vezes eu penso que meu problema seja justamente esse: pensar demais. Eu tenho essa mania de explicação, de tentar entender as coisas que acontecem, comigo e à minha volta. Eu não sei se é uma curiosidade doentia ou se é minha forma de ter paz, mas o fato é que "casos inacabados", coisas que ficam pela metade me deixam puta! (perdoem o palavreado)

Isso me faz lembrar de um dos primeiros livros que comprei na primeira FLIT que fui aqui no Tocantins. Foi uma coisa de última hora e eu nem sabia do que se tratava o evento direito; a única coisa que me disseram é que meu pai tinha direito à R$100,00 em livros... quaisquer livros! E como ele não ia, eu fui, para não perder o benefício. Como não havia planejado nada, os livros que comprei foram porque alguém já havia recomendado ou por pura curiosidade. Me lembro que na época um livrinho me chamou a atenção: "As cinco pessoas que você encontra no céu".

Esse é, como eu já disse outras vezes aqui, um daqueles livros que se eu tivesse condições, daria a cada uma das pessoas especiais em minha vida, a cada um dos meus amigos mais próximos, na esperança de esse livro os tocar como tocou a mim. 

"As cinco pessoas que você encontra no céu" é o livro perfeito para mim porque ele traz o que seria o Paraíso ideal para uma pessoa ávida por entender tudo como eu. Ele conta a história de um senhor que morre e vai para o céi (dãããã!) e lá ele vai encontrar cinco pessoas que foram muito marcantes na vida dele ou pessoas que ele acabou por marcar, propositalmente ou não. A moral da história é que, por mais que diversas vezes nos sintamos insignificantes nessa vida, por mais que tenhamos acessos de "o que estou fazendo aqui?", "qual é o meu propósito?", "eu sirvo pra alguma coisa que preste?" ou "eu sirvo para alguém?", esse livro vem e mostra que todos, do rico ao pobre, do intelectual ao leigo, todos temos papéis a cumprir. Todos nós estamos em constante contato com diversas pessoas, cometas ou não, e cada um desses contatos vem para nos mostrar alguma coisa, ou nos acrescentar. Ou para também, mostrarmos algo a essas pessoas, acrescentar, fazer a diferença de algum modo...

Talvez este post seja a continuação do anterior. Não sei. Não era bem esse o objeitvo, mas se soou assim, eu também não me importo. A questão é que eu fico, talvez vocês também fiquem (se forem tão esquisitos como eu), tentando entender as coisas que acontecem com a gente, tentando descobrir no que isso vai dar, qual é, afinal, a razão de tudo isso.

Outro livro muito bom que li, é uma série que não cheguei ao final ainda, e trata de temas muito delicados em minha opinião. Trata-se da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Algum de vocês já leu algum? Operação Cavalo de Tróia conta a história do J.J.Benítez, que é um jornalista e escritor espanhol, quando ele supostamente recebe uns documentos de um ex-funcionário da NASA ou aquelas paradinhas americanas que fazem tudo às escondidas, sabe? Essa documentação é um relato desse ex-funcionário, contando sobre um projeto que foi feito há algum tempo atrás. 

Segundo a história, esse grupo americano teria supostamente encontrado uma forma de voltar no tempo. Sim, sim, uma máquina do tempo, pessoas! E então eles resolvem escolher algum grande momento histórico da humanidade para voltar e acompanhar de perto. Por votação, o momento escolhido acaba sendo a vinda de Jesus Cristo à terra. 

Segundo a história, eles escolhem e preparam um cientista sem nenhum tipo de crenças, uma pessoa neutra para se infiltrar naquele período e acompanhar os últimos passos de Cristo. O que eu posso dizer, é que, apesar da escrita ser diversas vezes enfadonha, OCT é uma narrativa fantástica - no melhor sentido da palavra. Ele traz uma perspectiva maravilhosa, principalmente para pessoas que como eu, liam a Bíblia e pouco absorviam do que ali estava escrito. 

Eu acho que tudo está relacionado com a maneira como as histórias são contadas. A narrativa do personagem é bem fiel aos acontecimentos relatados na Bíblia, mas ao mesmo tempo ele faz ressalvas a respeito da imparcialidade dos Evangelistas... Quem já leu sabe, que alguns contam certas coisas e deixam outras de fora, mas enfim... Eu queria falar mesmo é do segundo volume, que foi até onde eu li.

A história tava muito boa, bem legal mesmo. Até chegar num ponto que cutucou a minha ferida de Católica. Em determinado momento, quando o major está escutando a gravação da conversa que "rolou" durante a Última Ceia, Cristo falava algo que nós, Católicos não fomos acostumados a acreditar: essa coisa de reencarnação. 

De acordo com o livro, o Filho do Homem dizia que tipo assim, (rs), nós ficaríamos nesse ciclo de vidas e mais vidas até alcançar a Graça, entende? Até nos tornamos espíritos mais evoluídos.... Eu me recordo que na época eu até zanguei com o livro, fiquei quase um mês sem lê-lo, mas como eu disse no início desse post, eu abomino casos inacabados! Então fui terminar a leitura. Muito boa, muito boa, mas te instiga a querer comprar o terceiro volume, hahaha.

Mas novamente, o que eu queria dizer mesmo, é que tem horas que isso me deixa com a pulga atrás da orelha. Eu sou desconfiada o suficiente para saber que OCT é uma coleção de livros, que, entre outros objetivos,  pretende que os leitores se interessem pelo que viram e comprem mais e mais volumes. No entanto, vira e mexe, essa coisa de outras vidas não me sai da cabeça.... É que geralmente eu me sinto tão velha, algumas coisas me parecem tão óbvias, tão claras. Eu sei que isso soa intransigente por demais, que pobre de nós, não temos acesso a verdades absolutas e tudo mais. Mas é que a mente não se desliga assim.

Eu realmente queria dedicar mais do meu tempo a descobrir qual tom de blush combina mais com a minha pele ou em fazer exercícios e conseguir amenizar um pouco das celulites que insistem em aparecer, mas não dááá! Tem horas que eu fico pensando que já nasci antes entre meados da década de vinte e cinquenta porque tenho paixão por música antiga; tem horas que imagino que eu tenha me dado bem com aquele período entre séculos XVIII e XIX que a Jane Austen descreve tão bem. Tem horas também que penso na jovem ou no jovem inconsequente que fui para ir embora tão cedo daquele período entre anos 70 e 80!

Que Deus me perdoe a provável quantidade de asneiras contidas num post só... Só que muitas vezes eu me sinto assim. Eu penso assim. E isso passa a fazer muito sentido. Mesmo não possuindo o menor sentido.
Alguém me entende?!
Ah, e isso tudo, era para dizer que, por causa desse fluxo todo de pensamentos, é que eu tenho tanto medo de me aprofundar nas coisas Celestiais. 
 

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Sobre o "toque" ou sobre o "tocar" (alguém)


Eu cresci ouvindo minha mãe dizer: "Nessa vida há apenas três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". E a ouvi também falar da importância de se pensar e medir as palavras antes de pronunciá-las. Segundo ela, o problema não é aquilo que entra pela boca, mas o que sai; porque as palavras que vem, vem direto do coração, sejam elas de amor ou de mágoa.

Eu não sei se devo me justificar por aqui e também não sei se alguém se importa com isso de fato, mas a questão é que eu tenho uma certa dificuldade de falar de mim abertamente; dificuldade maior ainda em expor de forma clara aquilo que sinto. Então, eis a minha surpresa quando meu ex-namorado veio até mim comentar sobre uma das mensagens que eu havia enviado a ele recentemente, comentando do quanto estava sendo legal o vínculo que estávamos criando e o quanto eu estava curiosamente contente com isso. Ele me disse então, que foi no momento em que leu a tal mensagem, que percebeu - e sentiu um certo peso com relação às minhas palavras -, que ele de fato estava começando a fazer parte de minha vida - e o quanto isso era/é delicado... 

Esse acontecimento me fez pensar em algo que já venho pensando há algum tempo e não tenho certeza se já escrevi sobre isso aqui: o poder de nossas palavras e da nossa presença diante das outras pessoas. E vice-versa também, claaaro. Me explico melhor: (ou complico)... Eu conheci um dos meus melhores amigos na faculdade. A relação que nós temos é única e eu não sei se conseguiria me sentir tão à vontade com outras pessoas como o quanto me sinto com ele. A questão é que, numa dessas vezes que paramos para olhar para trás e observar como chegamos a esse ponto (de amizade), ele me contou de certa vez lááá no segundo período quando ele me pediu para lhe ensinar o conceito de passagem de parâmetros (acho que o assunto era esse... se não era, devia ser sobre recursividade...). Mas enfim, o que ele me conta - pois eu não me lembro disso -, é que eu lhe expliquei alguma coisa sobre o assunto, mas ainda assim ele não entendeu; e que em certo ponto eu disse a ele que deveria fazer algum esforço para tentar entender, ou algo do gênero... 

 Apesar de eu provavelmente ter dito isso com a melhor das intenções (sem ironias, por favor), ele me conta que as minhas palavras pareceram muito duras para ele na época e que isso o magoou muito! O ponto que quero chegar é o seguinte: quando eu disse essas palavras ao meu hoje melhor amigo, eu não tinha ideia do efeito delas sobre ele. Não medi o quanto ele poderia ficar chateado... Mas não é que eu seja má ou tenha falta de tato total com as palavras... Acho que é "apenas" mais uma questão que todos nós passamos de vez em sempre: essa coisa de nunca termos como saber de fato como a pessoa do outro lado está se sentindo. Quem nunca num momento de tristeza, desamparo ou coisa assim, ouviu algumas despretensiosas palavras vindas de alguém, e ganhou o dia com isso? Ou, como na história que contei, falou alguma coisa sem a menor pretensão de ser rude e acabou machucando a outra pessoa?

 Mal entendidos acontecem o tempo todo! Eu até criei aversão aos comunicadores online só porque essas ferramentas deixam margem para que os receptores interpretem o que eu digo da maneira que bem entendem e não necessariamente como eu gostaria de ser entendida.  Porém, mesmo evitando esses comunicadores, nas conversas do dia a dia, essas coisas acontecem e esse é mais um motivo para ligarmos o botãozinho da sensibilidade sempre que pudermos! 

Talvez eu devesse ter intitulado a postagem de hoje como "Um post meio Touch", fazendo referência àquela série que o Kiefer Sutherland está participando agora. No primeiro episódio, o garotinho que narra a história diz o seguinte: 

"Há um antigo mito chinês sobre o Fio Vermelho do Destino. Diz que os deuses prendem um fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e os conectam a todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir. (...) E é meu trabalho ficar de olho (...)   Fazer as conexões para aqueles que precisam se encontrar. Aqueles cujas vidas precisam se tocar."

Talvez eu tenha fugido um pouco do assunto, mas era nesse ponto que eu queria chegar: cada palavra que sai de nossa boca, cada uma de nossas ações, causará algum “efeito" em alguém. Pode ser que ele (o efeito) não seja tão grande quanto o que queremos causar, mas esteja certo que em alguma situação alguém irá supervalorizar o que você disse ou fez, para bem ou para mal. Por conta disso, talvez seja interessante estarmos sempre atentos à maneira como falamos e agimos com quem está ao nosso redor.

Essa semana eu perdi uma Grande Amiga. Ela era uma moça espetacular, de um caráter indiscutível, de sonhos grandiosos, e de uma grande capacidade para torná-los realidade. Ela era filósofa, provavelmente antropóloga também e uma das pouquíssimas pessoas que eu tinha total prazer em conversar e ter a certeza de que por mais doido que fosse o assunto, ela entenderia exatamente o que eu queria dizer. Porém não era só essa questão de "ser entendida", isso soa até um pouco egoísta, mas ela era sem dúvida uma pessoa ímpar, daquelas que quando estava por perto tinha sempre as palavras certas, esse dom de tocar quem estava à sua volta, de cativar a todos...

A Rafa faleceu aos 23 anos por causa de uma parada cardíaca. Pelo que eu soube, ela estava em serviço no momento em que começou a passar mal. Ela trabalhava no Corpo de Bombeiros, e tinha como profissão salvar vidas, socorrer pessoas... Possuía uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo uma fibra muito grande nos momentos em que isso era necessário...

 Apesar de toda a tristeza e do choque que foi ter recebido essa notícia, por um lado eu fico extremamente feliz e grata... Pelo simples fato de tê-la conhecido! Por ter tido a oportunidade de ser amiga, de compartilhar situações da vida e sonhos... Eu não quero pensar por agora se ela foi cedo demais ou não; isso não cabe a nenhum de nós julgar. Mas sem dúvida ela deixou a marca dela em cada um que a conheceu. Ela soube "tocar".

E eu acho que se cada um de nós nessa vida for capaz de tocar alguém dessa maneira, de fazer diferenças positivas na vida de outras pessoas, por menor que sejam essas diferenças... Nossa vida terá valido a pena!  


Pronto, falei!
Obs. para desencargo de consciência: O meu amigo lá de cima, (aquele que ficou chateado comigo) depois resolveu seguir meu conselho (!!!). Ele aprendeu passagem de parâmetros, recursividade, orientação a objetos e no fim do curso era eu quem precisava de sua ajuda! xD

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Sobre dúvidas, conveniência e desconfiança...


De uns dias para cá eu tenho pensado o quão é interessante essa tal de Conveniência, e como ela se aplica até mesmo sobre aquilo que pensamos. Talvez eu seja a campeã no uso dessa ‘senhora’. Aquilo que dá trabalho em se pensar ou é muito contraditório, convenientemente ou automaticamente – não sei dizer ao certo –, acaba ficando em segundo plano na hora de desenvolver raciocínios a respeito.

Mas eu estou preocupada ultimamente, é com o poder da Conveniência e da Desconfiança sobre mim. Apesar dos pesares, eu fui ensinada a “peneirar” tudo aquilo que me é dito, exposto e nunca ir engolindo tudo sem ao menos um questionamento. Aí está o problema: até que ponto isso é saudável? É mesmo necessário fazermos e pensarmos tudo com um pé atrás? E onde fica a espontaneidade das situações? E o instinto?

Eu me lembro quando me interessei pela Logosofia; lembro-me o quanto cresceu ainda mais meu interesse quando o livrinho que eu pedi de brinde ao site chegou aqui em casa (eu nunca tinha pedido um brinde antes que tivesse de fato sido enviado até mim, rs). Eu comecei a ler o livro – que até onde me lembro dizia o tempo todo que ia dizer mais na frente do que se tratava a Logosofia de fato, mas nunca chegava nesse ponto – e, em pouco tempo, foi aparecendo uma desconfiança enooooorme a respeito do que estava escrito ali. Algo como uma lavagem cerebral... Entendem? Viajei muito, agora?!

Mas a sensação era essa mesma, meus caros: La-va-gem ce-re-bral. E eu fiquei com isso na cabeça e larguei de mão o livro (!) – apesar das muitas coisas escritas lá fazerem sentido e eu até adotar algumas posturas afins em minha vida. Eu fiquei com medo daquilo, do que era repetido constantemente e chegou ao ponto de eu ficar regrando a leitura, tipo: “Muita atenção com o que você acaba de ler... Isso serve para você?”

A história do livrinho de Logosofia é só uma das muitas que aconteceram comigo. E não é desejando mal, mas espero que eu não seja a única pessoa que padeça desse “mal de desconfiança”. O que me trouxe aqui hoje foi a questão do questionar. Quando iniciei esse post falando de conveniências, foi pensando a respeito de como muitas vezes, para nós é mais “fácil” lidar com essas questões apenas quando convém – ou seja, quando não tem mais jeito, do que encarar as situações de uma vez.

Felizmente ou não, todos os conceitos que adotamos em nossas vidas passam pelo processo do “livrinho de Logosofia”: alguém diz ou escreve alguma coisa direcionada às pessoas, nós recebemos essas informações, arquivamos em nosso cérebro e de acordo com o andar de nossas vidas algumas coisas se tornam mais “verdades” que outras; algumas coisas se tornam mais certas que outras. E aí eu refaço as perguntas: como nós iremos separar o joio do trigo? Como saberemos o que é certo e o que é errado se somos resultado de uma série registros da vida? Vemos, ouvimos, processamos e separamos. Como saber se estamos separando as coisas corretamente, como se deve?  

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"Só" sobre a Vida...


Tem horas que a gente para, mede e percebe o quanto ainda existem coisas para serem aprendidas e vividas.

Em alguns momentos tornamos certas "verdades" absolutas e com isso, nos fechamos e ficamos estagnados em tal momento.

Talvez o que falte, seja mesmo essa tranquilidade, essa leveza de espírito em dizer: "Te acalma, vive um dia de cada vez...!".

Eu sei que são coisas óbvias o que eu disse aqui.
Mas eu reforço mesmo assim, só porque...
Nos esquecemos com muita facilidade!

Uma semana iluminada a todos =)

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Sobre a FLIT 2012...

Olá pessoal, já faz um tempo que não ando por aqui, o que significa que quase ninguém tem andado por aqui também. Uma coisa interessante que tenho observado: não é que blogar tenha perdido a graça, mas boa parte dos blogs que leio deram uma parada ultimamente. É claro que as razões devem ser diversas, mas tenho muitas saudades de todo esse pessoal sumido.

Há alguns domingos atrás (15/07) chegou ao fim a FLIT - Feira Literária Internacional do Tocantins. Durante alguns dias pude participar de diversas palestras e oficinas disponibilizadas no evento e todas elas foram bastante proveitosas e interessantes. É de parabenizar uma iniciativa assim tão bacana por parte do governo, pois a sociedade brasileira é muito carente de cultura; e na Região Norte esse quadro é ainda mais agravante. A minha reclamação (a respeito da feira) é apenas uma: embora seja um grande passo trazer esse ambiente para o grande público, oferecer oficinas e apresentações culturais gratuitas, a venda dos livros não vai tão bem assim.

Caminhando pelo salão do livro, é possível encontrar várias livrarias, no entanto, no geral, as pessoas que comparecem com o intuito de comprar alguma coisa, saem de lá com as sacolas contendo principalmente aquelas grandes revistas de colorir para a criançada. Livros mesmo, o que é bom, são poucos os consumidores, e se consomem, é em menor quantidade em função dos altos preços.

Está claro que o mercado literário tem que ter os seus lucros, mas se quisermos mesmo incentivar o cidadão a consumir esse tipo de produto, é preciso repensar a situação. Cada um dos livros do George R. R. Martin na FLIT estavam custado aproximadamente de R$ 45,00 a R$ 50,00 CADA, sendo que com uma boa oferta das lojas Submarino é possível comprar os três primeiros volumes por pouco mais de R$ 60,00! Então a matemática é simples: por que devo eu comprar meus livros aqui se pedir de longe sai mais em conta?  Afinal, quanto mais baratos forem, mais poderei consumir, correto? 

Provavelmente, para quem lê o que escrevo e não vive no Tocantins, isso soe um pouco bobo e bastante óbvio. No entanto, cada vez que um indivíduo deixa  de comprar no município ou estado, é menos dinheiro circulando na praça, o que é ruim para economia local. E por quê com as livrarias é pior? Porque quase não existem livrarias por aqui!!Na cidade onde vivo, como exemplo, só existe UMA livraria e eu sinceramente não sei como eles sobrevivem!! 

Recentemente, uma escritora brasileira fez um protesto (meio estúpido para o meu gosto) relacionado à pirataria de livros no Peru. Aqui no Brasil, acho que isso (a reprodução ilegal dos livros) ainda não é tão comum com livros impressos, mas pela internet é possível ter acesso a um amplo acervo. Eu acredito que em nosso país a "pirataria literária" só não é pior pelo fato de o hábito da leitura ser um privilégio de poucos. Então, aí está mais um motivo para tornar popular o consumo desse tipo de produto.

E por ter iniciado esse post falando da FLIT 2012, eu não poderia deixar de falar do lançamento do qual pude participar, do livro "O inverno das fadas", da super simpática Carolina Munhoz! Acho que nunca deixei muito evidente neste blog a minha paixão por literatura fantástica e mitologias no geral. Isso sempre me fascinou e até hoje eu não entendo por que simplesmente não consigo ler um livrinho do Rousseau de cento e poucas páginas, mas toda a coleção de Tolkien, J.K. Rowling, Martin, Adams, Cabot, Keys, Lewis e Austen não ser martírio para mim apenar das centenas e mais centenas de páginas.

Devo dizer que estava ansiosa, porque além de o livro ter despertado uma grande curiosidade e causado uma ótima impressão, este acabara de ser lançado e não estava disponível em nenhuma das livrarias da feira. Então, imagine minha surpresa ao perceber que a palestra "Dos contos de fada a Harry Potter", que me inscrevi simplesmente por inscrever, pensando: "provavelmente o palestrante não irá falar nada que seja novidade para mim sobre este tema",  seria apresentada pela escritora do meu novo objeto de cobiça, o  já mencionado livro "O inverno das fadas"!

Sobre este livro ainda não tenho muito a dizer, pois ainda estou me deleitando com o quinto volume das Crônicas  de Gelo e Fogo, o também a pouco tempo lançado: "A dança dos Dragões". Mas certamente o próximo será o da Carolina. O que posso dizer é que fiquei encantada, com a autora, com a palestra e com a mensagem que ficou de tudo isso: a de que os sonhos não são impossíveis, mas que precisam sim de muito esforço investido e muita determinação, principalmente para acreditar no próprio poder, poder este, capaz de mudar o rumo da nossa própria história.  


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Pra ser sincero....


... eu sabia que esse momento ia chegar. Sabia que não seria fácil. Só que isso não era difícil de presumir. Dá pra ver como a vida funciona; não precisa ser ‘expert’, é tudo uma questão de observação. Sempre foi assim; é assim para todo mundo. Tem uma época que tudo vai bem, e tem outras épocas que a coisa simplesmente não flui. E não acho que vale essa máxima de que quando o trabalho vai bem o amor vai mal, ou o contrário. Eu acho perfeitamente possível o cidadão estar amando e feliz no emprego sem uma coisa interferir na outra; assim como é perfeitamente possível ter por aí o indivíduo completamente ferrado, como eu.

É uma questão de observação, não é preciso “passar por isso” para perceber essas coisas. Quando você estiver muito feliz, tenha certeza que em algum momento, próximo ou não, alguma coisa desagradável vai acontecer. E quando a coisa desagradável chegar você vai se lembrar do tempo feliz; e mais, você irá se agarrar a isso e irá cultivar a esperança de que dias melhores como os que já foram darão ar da graça novamente. É isso ou você simplesmente se entrega; se rende. Deixa de viver e dá lugar a uma sub vida...ou seria sub morte?

O fato é que períodos desagradáveis são desagradáveis. É um porre. E quando a coisa está realmente feia é difícil tentar convencer a sua consciência de que em algum lugar está a tal da luz no fim do túnel. É difícil digerir que todo mal vem para bem, e que no fim você sairá disso tudo fortalecido, e com sorte, imune a outras situações semelhantes a essas.

Não é fácil. Mas é o que é. Isso é viver. E se estamos achando tão ruim assim, é como meu pai diz: “para morrer basta estar vivo..!”; a porta da rua é serventia da casa... No entanto, como ninguém quer morrer (ou quase ninguém, assim espero), o jeito é ir levando como der. Enfrentado com a coragem dos heróis de cinema, ou simplesmente fingindo que não é com a gente, esperando para ver no que vai dar.
Só espero que valha a pena.

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Affirmation

Há muito eu queria postar essa letra, com figurinha e tal e coisa.
Hoje eu queria postar alguma coisa, mas li demais, já está tarde e não sinto a inspiração bater à minha porta. Portanto posto essa linda letra que me define um bocado (não sei se isso interessa a alguém, mas definitivamente me faz sentir melhor, logo... Apreciem.

Affirmation - Savage Garden


I believe the sun should never set upon an argument
                I believe we place our happiness in other people's hands
I believe that junk food tastes so good because it's bad for you
        I believe your parents did the best job they knew how to do
    I believe that beauty magazines promote low self esteem
I believe I'm loved when I'm completely by myself alone

               I believe you can't control or choose your sexuality
 I believe that trust is more important than monogamy
                                         I believe your most attractive features are your heart and soul
I believe that family is worth more than money or gold
             I believe the struggle for financial freedom is unfair
        I believe the only ones who disagree are millionaires

I believe forgiveness is the key to your own happiness
                I  believe that wedded bliss negates the need to be undressed
          I believe that God does not endorse TV evangelists
I believe in love surviving death into eternity

                 I believe in Karma what you give is what you get returned
 I believe you can't appreciate real love until you've been burned
           I believe the grass is no more greener on the other side
                                I believe you don't know what you've got until you say goodbye 

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Sobre o Grande Iceberg das Escolhas e Descobertas da Vida


Esses dias estive a pensar no caminho que fiz para chegar até aqui. As várias situações por que passei, as inúmeras vezes que mudei de opinião, de todas as vezes que julguei minhas verdades como absolutas, claras como cristal para, num virar de ano, meses ou dias, mais uma vez mudar de opinião. Para mim está claro que cada um desses rompantes contribuiu para o que me tornei e os rompantes que virão ainda me levarão por caminhos que agora desconheço, mas que mais dia ou menos dia me tornarei tão íntima quanto já sou dos dias passados.

E pensando mais afundo nessa volubilidade natural, cheguei a uma conclusão...: o nosso Sistema de Ensino TÁ ERRADO! Siim, esse negócio de estudar uma vida inteira (entenda-se ensino fundamental e médio), pra depois em um ano - o último ano da escola - decidir assim, sem mais nem menos o que será - pelo menos teoricamente - a sua profissão pelo resto de sua vida está sendo feito de maneira errada.

Quando eu tinha uns quatro ou cinco anos (deve ter sido nessa época), eu me lembro que eu queria ser professora. Sempre fez parte dos meus brinquedos aquele quadro verde e várias caixas de giz colorido. Eu me recordo dos meus ursinhos espalhados pelo chão, cada um com um livro ou caderno em sua frente e eu, claro, comandando o quadro verde - eu nunca vi um quadro negro, você já?

Eu me lembro também do meu pai, professor por profissão reclamando do que fazia e dizendo a mim esperançoso: " Que você não seja professora..." ou coisa do tipo. Lembro-me também que lá pela 2ª ou 3ª série eu gostava de desenhar casas na última folha do caderno, e então, depois de desenhada a casa,  a árvore a seu lado, a cerquinha e a grama, eu virava a folha ao contrário, e utilizando os contornos da casa, eu começava a desenhar o interior dela. Quando viram isso, me disseram que eu seria arquiteta!

Na quarta série, o fascínio mudou. Ao invés de casa, passei a desenhar vestidos! Vestidos e mais vestidos... Dizia eu que aquela seria minha coleção... Que coisa, rsrsrs. No ano seguinte comecei a ler, e me lembro como se fosse ontem quando li "Os vinte e um balões" de William Pène du Bois, o "maior livro - em quantidade de páginas - que já li em toda minha vida", pensei eu, Cento e Cinquenta e Uma páginas...! Quando, eu me perguntava, quando eu seria capaz de ler tantas páginas assim? É claro que vieram quantidades maiores que isso depois, mas isso ficou marcado como o primeiro Grande livro que li... Depois disso desabrochou o gosto pela leitura e posteriormente, pela escrita. 

Eu possuí um livro censurado por mim mesma, chamado "O diário", que ao definir que nunca o publicaria joguei fora, e tenho um que escrevi e mostrei para alguns amigos quando terminei. Meus leitores mais ávidos - uma ou duas pessoas - ainda esperam a continuação do meu best-seller que prometi ser uma trilogia. A boa notícia é que tenho em mente o que acontecerá nos dois últimos volumes, mas não estou com pressa em escrever. ;)

Além de tudo isso houve a música, que me acompanha desde os onze anos de idade, e houve os computadores na época da faculdade. Nossa relação é estranha (com os computadores), as vezes eu os amo, mas as vezes os odeio do fundo do meu ser; e odeio mais ainda as cobranças que me faço a seu respeito aqui e acolá.

Todo esse relato (que provavelmente não vem ao acaso) quer mostrar que todos nós temos várias facetas. Que num só corpo somos vários ao mesmo tempo, e que decidir quem nós seremos por boa parte de nossas vidas apenas por causa de um nome chamado Vestibular é muita falta de consideração de nós mesmos.

Esses dias, eu que fui tão caxias no tempo da escola, que acreditava que deveria ingressar numa faculdade  a todo custo quando terminasse o ensino médio, que acreditava que quanto mais nova melhor, que isso era sinal de inteligência, percebi que estava errada. Que não devia ter feito isso, ou melhor, que deveria possuir a cabeça que tenho hoje - depois de formada e de ter praticamente 23 anos nas costas - para começar a tomar qualquer decisão considerada importante para o futuro de minha  vida.

E mesmo depois dessa idade e dessa suposta experiência, sei que ainda serei capaz de muitas burradas pela frente, muitos tropeços e pontos de vista errados pra começar a acertar alguma coisa. O peso que a sociedade tem depositado nos jovens a meu ver é alto demais. Aos 17 ainda somos crianças, ainda estamos a descobrir apenas uma pequena ponta desse Grande Iceberg das Escolhas e Descobertas da Vida. E tomar uma decisão dessa magnitude de forma precipitada, pode não ser o melhor negócio que fazemos.

Existe tanto a ser visto, vivido e concluído. Existe tanto que se aprender e não apenas numa sala de aula, existem tantas coisas que precisamos descobrir - por nós mesmos, e não pelo que diz no Google -, existe tanto a viver... Eu não sei se disse asneira demais pra um post só, mas acho que consegui chegar onde queria (depois de várias tentativas infrutíferas de escrita), que é isso: antes de saber o que queremos "ser", precisamos saber - a fundo - o que já somos e o que é importante para nós. 

Aparentemente algumas pessoas nasceram com o dom de saber desde cedo o que querem/queriam fazer da vida delas. Parabéns! Cada um possui a vida que lhe foi dada e lhe cabe fazer dela o melhor possível. Mas existem pessoas cuja realidade não parece ser tão simples assim, elas precisam de tempo, elas precisam de espaço. Está certo que ninguém é obrigado a fazer vestibular quando terminam a escola, mas a maioria acha que sim; e é isso o que me preocupa. É essa idéia de caminho perfeito que me desagrada, porque.... não existem caminhos perfeitos. 

O que vejo hoje é o seguinte: um monte de colegas, amigos, conhecidos, ou amigo do amigo do amigo que terminou a faculdade mais perdido do que entrou. Gente que achou que o curso superior era a solução dos problemas, mas que acabou descobrindo que isso é só o começo do “problema”. Gente como eu, que acha que ter dado um tempo para se conhecer melhor antes de tomar uma decisão dessas teria sido a melhor escolha...


Falei, e falei demais. Agora eu queria ouvir vocês. O que acham de tudo isso? Você que fez faculdade, que se formou e que já atua ou não, o que acha de tudo isso? E você que já está na faculdade, ou que está pelejando para entrar nela, qual sua opinião?  E você que já passou por tudo isso e ri de mim com minhas infantis preocupações, o que me diz?

Espero feedback!

 **************************************
  Vingança 
Felipe Basso


De quem você foge, amanhã irá procurar.
Quem você julga, amanhã irá julgar.
Quem você odeia, com certeza irá amar.
Se hoje me chama de louco,
Amanhã me seguirá.

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Ontem um menino (...) me falou, que hoje é semente do amanhã...



Você já se sentiu como se estivesse parado no tempo, apenas marcando passo? Como se a vida estivesse apenas passando em sua frente? Você, mero expectador...? Já se sentiu assim? 
Por algum tempo foi assim que me vi, mas ainda não sabia nomear essa angustia; era incapaz de distingui-la de mim mesma, provavelmente porque nos acostumamos facilmente com determinados estados de espírito e algo que deveria ser passageiro acaba fazendo parte de nossa natureza.

Mas felizmente Deus é grandioso, se compadece de nós, e as vezes se vê obrigado a interferir de estranhas formas para fazer com que nossos olhos vejam novamente. E foi isso o que aconteceu nesse mês de janeiro.. Após uma insônia incomum, eu decidi de ultima hora pegar um vôo para Brasília onde estava começando o CIVEBRA - Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília. São as coisas divinas que ocorrem em nossas vidas...Eu não podia ir e eu não queria ir! Mas havia algo me puxando para isso, impulsionando para que eu fosse... e fui.

No início não foi fácil. Ambiente diferente, pessoas muuuito diferentes, alojamentos com mais de quinze pessoas, condições não muito ideais, banheiros coletivos, horário de refeições como no serviço militar e por aí vai. O primeiro pensamento ao chegar na Escola de Música? "Onde raios eu estava com a cabeça quando resolvi parar aqui????????" Sim! Isso mesmo! Eu achei que não duraria uma semana, quem dirá os quase vinte dias que estavam programados. 

Como era de se esperar eu me isolei, me submeti (como sempre) ao papel de expectadora, mal humorada expectadora. Mas mesmo pessoas 'anti-sociais' (como eu) num lugar assim passam a desenvolver com o passar dos dias uma certa melancolia, "Todos fazem amigos menos eu...", como se eu estivesse de fato me esforçando para algo do gênero. E além da melancolia, companheira de alguns anos quase, não desgrudava de mim a tal Preocupação, com tudo o que tinha deixado para trás, todos os pequenos problemas que dependiam de mim.. Espere, dependiam mesmo?

E foi assim que lá pelo quinto dia, depois de um telefonema para a família, depois de um não-conseguir-segurar-as-lágrimas que me encontraram pela primeira vez. Esse rapaz que agora não me recordo o nome me viu chorando e veio solidário até mim. Naquele dia conversamos um monte, eu falei um pouco sobre mim, e ele um pouco sobre si e naquele momento percebi como eu me lamentava demais e o quanto não estava me esforçando nem um pouquinho para mudar minha situação, para ser diferente, para consertar tudo o que me incomodava e estava ao meu alcance. Esse foi o primeiro anjo. E a ele devo toda mudança a partir de então...

Depois disso eu me deixei levar mais, divertir mais, me preocupar menos e acima de tudo aproveitar cada instante. É engraçado como de tempos em tempos acabamos por reaprender aquilo que teoricante já sabíamos, não? E eu brinquei de Stop! como se ainda fosse uma menina até de madrugada, fui comer pizza as duas da manhã, tomei ônibus errado, fiz novos amigos, fui para a aula de havaianas, comi o que não podia, gastei o que não devia... E nesse meio tempo, eis que surge o segundo anjo! Em forma de professor, ou deveria dizer Mestre? Em forma de gente humilde, feliz em compartilhar o tanto que sabe, feliz em responder perguntas fora do contexto, em se atrasar até mesmo para um vôo para dedicar atenção aos curiosos. 

Esse anjo contou sua história de vida, disse a quem quisesse ouvir que não foi fácil, que houveram sacrifícios, que houveram DÚVIDAS, mas tudo foram degraus percorridos, cada um a seu tempo, cada um com seu desafio e cada um com sua recompensa. Essa pessoa certamente irá me influenciar pelo resto da vida... Ela também me presenteou com um dos mais belos presentes que se pode receber: palavras amigas!

Vieram outros anjos depois desses dois, cada um com seus méritos. Houve anjo bom de fala com direito a poesia, palavras amigas e algo mais, houve anjo cúmplice e repleto de compreensão, houve anjo prestativo, cheio de dicas e orientações e houve também o anjo-família que há muito me acompanha e fica sempre na torcida!

O curso terminou dia 21 e 22 amanheceu tímido, com carinha de 'Foi um belo sonho... Eu queria mais', com carinha de despedida, de lembranças lindas, de amigos ímpares, de novos sonhos e de muita vontade de fazer diferente de agora em diante.

A semana foi cheia. Muita coisa acontecendo simultaneamente, uma gama de novas informações, novas realidades para todos. O que eu achei que não iria nunca acontecer aconteceu, estou indo embora de minha cidade natal, estou deixando o único emprego que conheci até agora, emprego este que até então definiu quem sou. Cidade nova, casa nova, realidade nova.
Não é preciso ler o resumo no verso do livro para se ter ideia do que vem pela frente. Por hora tudo está empolgante; o novo quando não assusta nos enche de prazer. Mas tenho a consciência de que não será fácil esse começar de novo, tenho consciência de que não faço ideia do que vem pela frente. Sei que muitos sorrisos ainda irão se abrir, muitas lágrimas irão rolar, mas por hora necessito disso. Acho que todos precisamos aqui e acolá. Nos colocar à prova, testar nossas capacidades, aprender mais, aventurar-nos mais... Ser mais!

Há meses eu venho tentando postar algo interessante, algo bom de se ler, alguma nova lição. Mas o vazio me preenchia. Espero que este post sele uma nova fase do Dictum, sele uma nova etapa para todos nós. Hoje vejo que a maioria dos blogs que frequentava estão parados ou inconstantes. Eu não reclamo disso. Todos passamos por essas fases e é importante que vivenciemos isso.... Mas.... não há nada como RENASCER!!!


Beijos e bom resto de vida a todos!
 





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Post de Ano Novo

Hoje eu re-acordei para a vida. Sabe quando você entra num transe ou passa alguns dias absorto numa realidade diferente e agradável? É ótimo, não é? Mas uma hora abrimos os olhos novamente  e lá está a mesa atulhada de coisas para serem organizadas, papéis para serem estudados e a vida para ser posta nos eixos novamente.

Transes assim sempre fazem bem, eu acho. Faz com que a nossa percepção seja aguçada, que passemos a enxergar melhor coisas que geralmente passam desapercebidas em função da rotina. Serve também para renovar as forças,  fazer renascer esperanças e a disposição para continuar na luta.
Esse mês de janeiro passei o tempo quase todo na 34ª edição do CIVEBRA- Curso Internacional de Verão de Brasília e foi ótimo, me fez relembrar o quanto diversas vezes paramos no tempo e o comodismo ajuda a não mais sairmos do lugar. Eu digo isso porque não fazia parte dos meus planos sair de casa esse mês de janeiro, não fazia parte dos planos dividir uma sala de aula - vulgo dormitório - com mais dezenove moças, nem fazer um curso de Musicografia Braille, por exemplo. Mas diferente dos planos, tudo isso aconteceu e foi ótimo. Eu já não me lembrava de ter vivido momentos tão divertidos e instrutivos assim, o que não é legal, pois mostra um fechamento para o mundo.

Esse fechamento é sempre muito desagradável e ele se dá de maneira tão sutil que na maioria dos casos torna-se imperceptível para o seu portador. Isso gera um peso demasiado para as costas, um negativismo nocivo, uma perda da visão.

Foi muito bom abrir os olhos novamente, foi muito bom enxergar novas possibilidades justo num momento em que julgava a vida tão turva... Foi bom! 

Eu cheguei a esse post hoje meio sem propósito... Mas não podia deixar de dividir essa alegria, que é poder ver o mundo um pouco mais colorido do que antes, que é a Fé nas sementes hoje plantadas e as esperanças de bons frutos no futuro.

Para esse ano novo, desejo olhos novos a todos. Que possamos enxergar as pequenas belezas que se colocam em nossa frente a cada dia e que muitas vezes na pressa do cotidiano deixamos de notar... Que possamos olhar para o céu ao menos de vez em quando e avistar as estrelas, ou quem sabe a lua. Que diante das dificuldades que vêm e vão, possamos tirar o melhor de todas essas adversidades, que cresçamos, que aproveitemos ao máximo todos os ensinamentos que a vida nos dá. E que por fim aprendamos com isso!
Assim desejo....

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