Um post "eu poderia estar dormindo ao invés de escrever isto"

Estou incutida com essa música: Young in Love do Borgeous feat. Karmin. Quando coloco para tocar e ouço com os fones de ouvido a vontade que dá é deixar repetindo pelo próximo mês. E não é a primeira vez que isso acontece com uma música. E de certo não será a última.

Não sei o que terceiros iriam achar desses meus gostos, mas enfim. Eu cresci com uma influência musical legal. Minha mãe me ensinou a admirar o Jessé, pagar pau pro Roupa Nova, viajar com o Martinho da Vila e achar bonito a sonoridade e molejo das músicas tradicionalmente africanas. Meu pai me mostrou a música latina, Creedence, Queen ou Beatles ou Boney M. Devo admitir que não fui tão bem iniciada na música popular brasileira (quando falamos dos grandes clássicos da Bossa Nova ou a MPB), mas algumas coisas eu fui descobrindo com a idade.

Meus anos de piano me apresentaram Mozart (que sempre que ouço visualizo um menino sapeca, saltitante e prodígio), Bach (das músicas mais doces e profundas), o melancólico Chopin e o introspectivo Beethoven.  Mas apesar de adorar ouvir compositores (salvaguardados os momentos adequados), depois de ter contato com a música erudita sempre me senti um pouco "pressionada" a sempre gostar apenas de "música boa". Neste caso música ruim seria tudo aquilo de procedência duvidosa ou não tão popular como era os heavy metal ou os hip hop da vida. Mas acontece que se chega na adolescência e existem algumas influências que não há como se esgueirar. Enfim. 

Um tipo de música que sempre gostei foram aquelas de trilha sonora. Acho fascinante isso de conseguir casar músicas a momentos. Acho que eu poderia dizer quase de cor certas músicas que marcaram determinados períodos da minha vida.

Sei que até agora minha escrita está sem nexo. Mas já chego ao ponto. :)

Já tem um tempo que me descobri mais para o lado das músicas alternativas. Folk, indie, indieltronica, indie-pop, psychedelic, pop e essa pegada que usa e abusa dos synths. Pois é. Logo eu que amo o piano e o violão acústico com essa queda descarada pelos sons gerados pelos sintetizadores. 

Eu sei. Eu sei. Muitos músicos hoje fazem maravilhas dentro do estúdio mas na hora H, no ao vivo, não sai metade daquilo. Já fui muito disso: julgar se o cantor ou grupo eram bons a partir de sua performance ao vivo. Mas de uns tempos pra cá isso tem mudado. Um exemplo é o The Limousines. Eu acho essa dupla genial. As letras, melodia, arranjos/efeitos. Eu viajo na maionese com The Future, Very Busy People ou Internet Killed the Video Star. Mas ao vivo o Eric é uma merda cantando... Parece até eu quando tento cantar alguma coisa '-'. Mas e daí? Porque desvalorizamos o trabalho anterior?

Produzir uma música não é uma tarefa fácil (mesmo com tantos recursos tecnológicos disponíveis atualmente). Posso ter os melhores instrumentos do mundo, os melhores equipamentos, mas se não houver aquele "Q" criativo, a sensibilidade, a capacidade de distinguir quais sons funcionarão melhor em quais momentos da música, quais melodias e harmonias adotar. Meu! Isso é trabalho pra cacete! Quisera eu ter esse tipo de dom.

Na época do Lollapalooza vi um vídeo do Nando Moura criticando o The Chainsmokers porque a música Closer era pobre harmonicamente. Sim, é pobre harmonicamente. Mas sei lá. Será que a qualidade de uma música é medida pelo grau de complexidade de suas harmonias? Se minha música não possuir dissonâncias ou usar todos os recursos apresentados lindamente pela teoria musical ela é ruim e pobre por isso? :/

Acho que música boa é aquela que toca você. 

E vai saber. Eu estudei teoria musical, não os efeitos que os sons podem nos trazer (emocionalmente falando). Por exemplo: eu tenho uma coisa com músicas que trazem nos seus arranjos banjo, cello, escaleta ou sintetizadores. 

Me encanta e pronto. 

Simples assim.

A música que iniciei comentando neste texto brinca com synths. Simplesmente traz uma sensação muito agradável a mim.

Queria um dia conseguir escrever um post elencando todas as músicas que me encantam e tentar te fazer sentir o mesmo ecstasy que eu. Mas provavelmente não iria adiantar. (de forma semelhante de quando um amigo te apresenta uma música "pica das galáxias" e você não vê a menor graça).

A conclusão do dia é clichê mas é verdade. Gosto musical não se discute. Assim como não se discute política ou religião.

Suportemo-nos.






 
Talvez meu namorado tenha que aprender a tocar banjo para mim.



Deve haver uma personalidade hippie meio enterrada dentro de mim.


 
Se eu fosse uma pessoa que dançasse, essa seria definitivamente uma das músicas que eu arriscaria.




Mark Foster é outro que não canta nada ao vivo xD








Não deixar de ver Wait e Reunion
























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