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20 março 2011

Puro, confuso e sincero

Minha mãe diz costuma dizer (principalmente em época de catástrofes naturais) que o homem se esquece o quão pequeno é, o quão impotente é diante da grandeza de Deus. E ela não está errada quanto a isso, acho, porque na maior parte do tempo o homem é apenas egoísta (como eu no post anterior), ganancioso e hipócrita. 

Tenho uma tendência a me fechar diante das desgraças que acontecem por aí, entre outros motivos porque isso me faz sofrer, me faz sentir mal justamente por toda a impotência que me cabe. É duro assistir a uma série de coisas erradas acontecendo e no fim apenas concluir que não se pode fazer muito ou praticamente nada.  E nem estou falando do Japão exatamente.

Está claro que daqui não podemos dimensionar de fato o tamanho da tragédia lá e  o tamanho do caos (mesmo que todos se mostrem resignados com a situação). Está nítido também que se aquilo tivesse acontecido aqui tudo seria muito pior por conta de nossa desorganização nata, pela falta de estrutura, pela falta de planejamento e por aí vai... 

Somente hoje é que assisti aquele filme, Tropa de Elite 2. Não vi o primeiro, e também não tenho cultura de filme nacional, até hoje o único que havia gostado foi O Auto da Compadecida. E assim como "O Auto" sempre me faz pensar, o Tropa também o fez. Sabe quando você vê um filme ou lê um livro e a chave do pensamento não desliga, horas e horas depois você ainda está a refletir sobre aquilo? Pois é.

Acho que já comentei aqui o quanto fiquei satisfeita no fim do ano passado quando invadiram o morro do Alemão lá no Rio, que implantaram aquela polícia pacificadora e tudo o mais. A sensação naquele período foi ótima, foi a conclusão de que quando se quer fazer algo, se faz; não há impedimentos. No entanto nunca é tão simples, não é? Por que será que sempre haverá o lado podre na história? Por que sempre haverá o policial corrupto ou mesmo os políticos? Por que será que sempre mesmo correndo o risco de "catástrofes catastróficas", os países continuarão a construir não apenas usinas nucleares, mas também hidrelétricas que acabam com o meio ambiente e seu equilíbrio natural? Por que será que mesmo estando sob morros desmoronando as pessoas insistirão em permanecer em suas casas e esses morros seguirão seu caminho de cair sobre as casas e matar todos seus habitantes? Por que será que sempre haverá pessoas como Kadhafi, Hitler e Mussolini?

Dinheiro? Poder?A pergunta é: justifica? Será que vale mesmo a pena? Quando eu falei das pessoas que permanecem em suas casas com o morro caindo logo atrás... Isso acontece porque elas não têm para onde ir. E por que não tem? Cadê o poder público numa hora dessas para apoiar essas pessoas? A matemática é simples, vejam o espaço dado para aquele casal e o filhinho que faleceram na região serrana do Rio no início deste ano; a TV mostrou até um pedacinho do velório. Mas e quantas outras pessoas não morreram ali? Quantas outras famílias não passaram pela mesma dor e ficou por isso mesmo? E o Tim Lopes? Virou aquele bafafá danado porque ele era jornalista da Globo. E quanto às outras pessoas que são vítimas desse tipo de crime, cidadãos comuns que tem direito a um fim digno tanto quanto ele, mas que não aparecem nem numa notinha do jornal?

Não é revoltante uma situação dessas? Acho que se focasse o pensamento nisso o tempo todo já teria desistido de viver. Numa visão otimista de tudo isso, alguns podem dizer que pensar assim faz alguma diferença; não se curvar ao que é ilícito é um bom começo e que de grão em grão "a galinha enche o papo". Mas será mesmo? Digo, um pouco de bem que fazemos vem um infeliz e desfaz. Será que não há mesmo jeito para essa humanidade? Quer dizer, a mudança parece algo tão simples - se todos decidissem vestir essa camisa. 

Ontem ouvi uma canção linda, do Padre Fábio de Melo, que resume (em minha opinião) o que deveríamos realmente fazer de nossas vidas. É o que estou tentando fazer, é o que acho que todos deveriam fazer, mas claro: nunca será tão simples.

A letra diz:

Sê inteiro em cada parte, em cada fragmento
Da vida que hoje está ao teu redor
Breve, leve, certo se despede este instante
Pra nunca mais pousar em tuas mãos
Tempo foge, escorrendo nos dias que vão
Vai seguindo os trilhos da luz
Não permitas que a vida termine sem que
Extraias dela todo sabor

Deixa que a aventura de ser gente te evolva
Prepara o que serás no que és
Não prenda os teus olhos nos olhares que te acusam
Esquece a voz que te condenou
 (...)
Nunca te aprisiones nos teus medos e receios
Nem sê refém de quem não sabe amar
Não, não te condenes a morrer com teus defeitos
Nem use a expressão não vou mudar
Pois a cada instante é possível crescer
Retirando excessos do ser
Aprimora o teu jeito de ver e de ouvir
E do amor tão perto estarás

Eis que trago noticias do céu
Deus resolveu te fazer vencedor
Ergue os olhos, destranca tua voz
Vem receber novas vestes de luz

      

Tenho feito um exercício interessante ultimamente. Não sei como funciona na sua região a questão de mão e contramão, mas aqui as ruas são alternadas, uma vai e outra vem, ou seja, uma mão e outra contramão. E esses dias a caminho do trabalho tenho trilhado um caminho diferente durante as caminhadas, determinada rua tenho ido pela contramão. É a mesma rua que na volta ando "na mão".  O interessante da experiência é que por mais que seja a mesma rua, mesmas casas e árvores, caminhar por ela no sentido contrário do convencional oferece uma visão totalmente diferente. O que é comum torna-se irreconhecível. O que aprendi com isso é que tudo tem dois lados. Ok, essa é uma constatação óbvia, mas faça um teste do gênero qualquer hora dessas e entenderão o que quero dizer; é espantoso como a maior parte do tempo acreditamos que sabemos de algo, ou que conhecemos bem alguma coisa, mas a uma simples mudança de ângulos nos vemos diante de algo novo novamente.

E para encerrar e mudando completamente de assunto, essa semana recebi um selo muito fofo da Patrícia do Meu infinito particular (Obrigada!!) 



e outro super curioso do Helio Tadeu, desenhadinho.blogspot.com, que achou meu blog a princípio "super feminino". Achei uma fofura já que ninguém havia dito isso. Mas depois ele voltou e me deu outro que se enquadrava melhor, rsrs: "Esse blog faz pensar!". Adorei.



23 novembro 2010

Um anjo que retornou ao céu

Um dia desses eu estava passando pela rua e vi um carro da Fiat, modelo Doblô e lembrei-me de uma ex-aluna minha que era cadeirante e que os pais possuiam carro semelhante àquele que pelo qual passei e fiquei a me perguntar como estaria aquela criança, a família e tudo o mais. Dias depois me deparei novamente com carro semelhante e ainda me perguntei se era o mesmo que eu tinha visto antes ou ainda se era o carro pertencente à família da menina.

É estranho como às vezes pessoas que já há algum tempo passaram por nossas vidas reapareçam em nossa memória 'do nada'. Mas tudo bem, minha vida seguiu normalmente até que há algumas sexta-feiras atrás, minha chefe, madrinha e também grande amiga veio até mim comentando:
"__Você se lembra daquela aluninha especial, cadeirante, a ***?" e respondi:
"__Sim, me lembro, o que é que tem?"
"__Ela faleceu. Não foi agora, já tem alguns dias. Eu encontrei uma conhecida que me deu a notícia." surpresa, claro, exclamei diante da notícia,e ela continuou:
"__Me contaram que ela tinha vários problemas, não era só a questão de ser cadeirante. Ela tinha uma espécie de válvula no coração que deveria ser trocada de dez em dez anos e a mãe dela - que é médica - já estava providenciando a cirurgia. Disseram que na noite anterior à operação ela sonhou com borboletas e que contou o sonho encantada para os pais. No entanto ela não resistiu e veio a falecer."

Desde que recebi tal notícia fiquei meio anestesiada, não sei se há uma palavra para melhor expressar a sensação, mas foi por demais estranho receber essa notícia logo depois de dias pensando na menina. Eu fiquei triste, óbvio, mas também preocupada. Preocupei-me com os pais, afinal já deve ser muito doloroso perder um filho "normal", agora imagine perder uma criança que por anos dependeu inteiramente deles, uma criança que estes pais dedicaram total atenção principalmente em função de suas limitações naturais, que tiveram que mudar seu modo de viver para que ela possuísse qualidade de vida, criança esta que não mediram esforços para que vivesse a vida mais normal possível para que convivesse com outras crianças e tivesse uma infância feliz, produtiva e cercada de todo o amor que é possível um pai e uma mãe dedicarem ao seu filho.

 Tentei imaginar o vazio que estão sentindo agora. Não foi difícil, sabe? Eu que pouco convivi com este anjinho me vi comovida além do que o de costume. Acho que não é novidade que não fomos educados para a morte, mesmo sendo esse momento algo tão natural quanto o nascimento, mas talvez seja nato do ser humano sentir essa tristeza, vazio ou sentimentos afins.

Eu tenho certeza que a passagem dela por esta terra não foi em vão, certamente a mudança operada nesses pais que aceitaram com maestria o desafio de criar um filho especial é uma dádiva oferecida a poucos e uma cruz que poucos de nós seríamos capazes de carregar. Nenhuma vida é dada por acaso e tampouco é tirada sem razão. Acho que cada um de nós tem um papel a cumprir por aqui para então partirmos para outro plano bem mais próximo do que é Divino. E acredito também que ao atravessar esse momento o que carregamos são nossas experiências, lembranças, aquilo que nos fez crescer, que nos fez feliz e o que nos tornou melhores.

Isso me gerou outra preocupação. Como será que fui para ela? Será que fiquei guardada em algum lugar em sua memória? Será que pude contribuir de alguma maneira para aquela pessoa? Você já parou para se perguntar isso? Se nos encontramos hoje e você é rude comigo e logo em seguida morro, o que levarei de você junto comigo? Digo levar porque no fim das contas somos a soma de cada um que passa por nós, nossos pais, amigos, irmãos, professores, familiares...

É claro que não me cabe saber se fui ou não relevante para aquela menina, mas ela certamente foi para mim – de um jeito que não sou capaz de explicar ou expressar –, e isso me fez criar essa nova preocupação com todos os que me cercam, a preocupação de tentar sempre Somar coisas boas, de promover a paz e o amor e não o contrário, porque não se trata apenas de que memória a pessoa vai levar, isso é tão pessoal (!), mas do quanto podemos iluminar os que estão à nossa volta e do quanto um pequeno gesto ou uma palavra singela podem mudar pra sempre um coração.

Eu quero os corações e almas ao meu redor iluminados, plenos de amor e paz pois estes são os tesouros que carregamos. Quanto à minha aluninha, foi um anjo. Um anjinho que Deus permitiu perambular pela terra – não por pouco tempo –, mas o suficiente para tocar vários corações. Que ela esteja em paz, que seus pais também alcancem essa paz e que sejam capazes de seguir em frente e espalhar o amor deixado por sua linda filha. São esses os meus votos, por mais anônimos que sejam...

26 outubro 2010

Onde nasce a mudança

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos meus leitores pela ausência tanto aqui quanto nos seus blogs. No momento gostaria de possuir não apenas tempo, mas disposição para ler cada um de vocês e participar da interação maravilhosa que acontece entre nós. Quem sabe depois que eu formar as coisas voltem ao normal? Vamos ver, não é? :)

Bem, a reflexão de hoje já vem se construindo há algum tempo e alcançou seu ápice sábado (22) depois de assistir o filme Wake – Despertar, o que serviu apenas para confirmar minhas suspeitas.

Quantas vezes você já se sentiu vazio? Como se tudo ao seu redor não fizesse mais sentido? Como se sua vida tivesse se tornado uma grande rotina? Acordar (geralmente cansado), ir para o trabalho sem nenhuma disposição para dar o melhor de si, almoçar apenas porque seu corpo necessita, trabalhar mais, ou quem sabe ainda estudar, se perguntar várias vezes ao dia “O que estou fazendo aqui?” ou possuir pensamentos não necessariamente suicidas, mas do tipo “Minha presença ou minha ausência não fazem diferença no ambiente...”? Será que eu sou a única estranha nesse mundo ou todos alguma vez na vida passam por momentos assim?

A minha teoria é que se o indivíduo ainda não passou por um momento desses ainda vai passar! Mas quem já viveu isso alguma vez sabe que assim como em algum momento começou, em algum momento teve ou terá fim. E o meu momento felizmente se foi e desde então tenho buscado entender quando e como isso aconteceu. Não que existam saudades dessa época, mas são passagens tão sutis que fica difícil determinar onde começa e termina cada etapa.

Analisando a vida de antes e a vida de agora percebo que não mudou muita coisa; a rotina é quase a mesma, os problemas que aparecem geralmente são de mesma origem, as dores de cabeça e as coisas que me fazem rir ou chorar também não se distinguem de antigamente. Então o que mudou? O que me faz sorrir agora e ter mais fé na vida? Ao assistir o filme vi que a mudança não foi algo físico, o mundo ao meu redor não mudou, ninguém que eu conheça ganhou na loteria ou algo realmente extraordinário, mas meu ponto de vista mudou.

E no fim das contas tudo se resume a isso: a maneira como você decide encarar as coisas. Se um dia você amanhece de mau humor e põe pra tocar uma música melancólica, acha mesmo que seu astral irá melhorar? Ficar todo o tempo reclamando da vida, da corrupção no Brasil, da fome, da falta de saneamento básico para mais da metade da população, da violência, da desigualdade, da unha encravada no pé... Isso irá resolver o problema? É claro que não! Muitas vezes para as coisas acontecerem temos que nos mover, entrar em ação, correr atrás do prejuízo, e para outras temos apenas que fazer a escolha de como encarar a situação que se apresenta.

Sei que não é simples assim, que não é fácil sentir-se bem humorado depois de levantar atrasado, chutar o dedão no pé da cama, derramar suco na camisa no café da manhã e ao chegar ao trabalho ser demitido. Porém realmente existem duas opções: a primeira é reclamar da vida e lamentar o quanto se é desafortunado, mas também se pode encarar isso como uma oportunidade de buscar um emprego melhor ou finalmente sair daquele ambiente que só trazia frustração.

Tudo nessa vida tem dois lados, acho que é por isso que ninguém está apto a julgar ninguém, e por isso também que podemos escolher enxergar o lado bom ou ruim de todas as coisas. Geralmente tendemos a supervalorizar os problemas pequenos tornando-os gigantescos a ponto de não termos mais condições de lidar com eles, ou ainda acreditar que existem chaves ou receitas para alcançar a felicidade, estipular metas ou raciocínios do gênero “Só serei feliz se possuir isso...”, ou “Isso me fará feliz.” ou ainda “Ele (a) me fará feliz!”... O que aprendi foi o seguinte: não vai ser um bem material ou uma pessoa ou situação que tornará um indivíduo feliz ou bem sucedido ou vice-versa, mas somente sua maneira de agir (principalmente diante das adversidades ) e de encarar as situações é que definirão o bem estar de espírito ou não. No fim das contas, dictum et factum: “Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.


08 outubro 2010

Invisível




Não querendo dar uma de pessoa que não tem mais nada a fazer nessa vida a não ser dar conta da vida dos outros, me considero uma pessoa observadora. E ao passar todos os dias pelo mesmo caminho para ir a o trabalho, sempre avistava um rapazinho na entrada de sua casa. Isso sempre me intrigava porque se eu passava no período matutino ele estava na soleira da porta, se eu passava no início da tarde ele continuava lá e passando no fim da tarde isso tornava a se repetir. Fiquei pensando se o menino freqüentava ou não a escola, pois nunca o via de uniforme nem nada, sempre na frente de casa, ora conversando com pessoas, ora apenas observando o movimento. Acontece que um dia desses eu o vi com o uniforme da APAE e  claro, fim de mistério!

Essa situação me fez pensar nesse ato comum a todos nós: a observação. Acho que a todo o momento isso acontece em nossas vidas, não é por mal, é resultado apenas da observação cotidiana e acabamos por conhecer desconhecidos. Eu achava que apenas eu era assim, que apenas eu tinha essa percepção para até definir comportamentos da pessoa observada. Mas acontece que há algum tempo atrás eu me vi no papel do observado. Fui procurar uma manicure com urgência e durante o tempo que estive no salão me surpreendi com a moça indicando a direção da casa onde eu morava há cerca de cinco anos atrás. Ela se lembrava de mim passando na frente de sua casa todas as semanas – período em que eu freqüentava aulas de piano e passava sempre pelo mesmo caminho para chegar à escola de música.

Foi uma sensação diferente, porque estamos acostumados com a nossa “onisciência”, aquilo de observar por observar e simplesmente saber (da vida dos outros). Mas se descobrir como a pessoa observada é bem diferente porque geralmente não nos julgamos como um alvo de observação alheia. Como disse isso não é feito por mal, ou com alguma má intenção, mas é no mínimo desconfortável. 

Isso me levou a imaginar quantas outras pessoas como aquela manicure existem por aí, que tem consciência da minha existência sem ao menos saber meu nome ou endereço e que fazem do meu rosto não “mais um na multidão”.  Isso é perfeitamente possível, tiro por mim que faço coleção de rostos que simplesmente chamaram a atenção e que se qualquer dia eu encontrar pelo caminho provavelmente não irei abordar, mas terei alguma referência na memória.  Não é meio bizarro?  Isso me lembra o “Grande Irmão”, livro de George Orwell que nunca li, mas que descreve uma sociedade onde todos são vigiados e tal...

Essa semana foi bem carregada de pequenos acidentes, machuquei o tornozelo, quase arranco uma unha, sem contar com um prego  que quase perfurou minha cabeça! Isso também foi estímulo para me fazer pensar a respeito dos maus observadores que existem por aí, enviando energias negativas que chegam a tal ponto de afetar nossa vida e nossa segurança. Fiquei a pensar se existe alguém que me odeia, sente inveja ou deseja-me algum mal. Não sei. Até porque se eu fosse outra pessoa, não me daria o trabalho de me desejar mal ou sentir inveja, não há muito que invejar em mim... 

Mas a questão não é essa, se a pessoa observa para o bem ou para o mal e sim sobre o quanto nos julgamos invisíveis para sociedade.  Quero saber de você, o quanto se julga invisível? Que sensações lhe vêm ao imaginar que alguém que você não direciona a mínima importância “te conhece”, lembra de você e você nada sabe desse cidadão?


 

16 junho 2010


09 fevereiro 2010

Eu e meus devaneios...



Hoje dando aula, minha aluna que tem mania de me tratar como uma criancinha apertou minhas bochechas e disse com aquela voz que fazemos quando falamos com bebês:

__Hummm!!(apertando as bochechas), parece uma mocinhaaa! (rsrs)
Então eu disse à ela:
__Mas eu sou uma mocinha....
Ela então fingindo espanto e olhando bem em meus olhos disse:
__Nããão Tia, você não é uma mocinha... Você é uma Mulher.

Conclusões alcançadas com o fato:
As fases de nossa vida passam de maneira sutil, nos lembramos de nossa infância, adolescência, juventude, fase adulta e tudo o mais. Porém não conseguimos encontrar o ponto de passagem de uma fase pra outra. As coisas simplesmente se desenrolam dessa maneria, quando percebemos aquela outra fase já é passado.

Mas vez ou outra você se depara com algo como essa história que acabei de contar; nos damos conta de que estamos no meio desse processo de transição. Somos inundados por um excitação diante do que está por vir, mas junto também vem o Medo, esse companheiro que nunca me larga.

Mais uma fase da vida, correto? Mas diga-me, você já passou por momentos assim, houve algo marcante nesse momento de transição, independende de que fase foi?

31 janeiro 2010

Você já praticou o perdão hoje, ontem ou alguma vez na sua vida?

Cá estou hoje perguntando a respeito do perdão, mas não apenas aquele perdão como um simples pedido de desculpas quando você pisa no pé do seu amigo, estou falando do verdadeiro perdão, aquele que nos faz relevar coisas difíceis de digerir.

É que isso aconteceu comigo este domingo. Eu fui ofendida, acusada de algo que não cometi e não foi muito legal. A verdade é que eu parecia uma barata tonta, porque eu não estava entendendo exatamente do que eu estava sendo acusada, meus olhos queriam se encher d'água, minhas pernas falharam naquele momento e imagino o quanto a outra pessoa ficou desconcertada no alto de sua ira ao perceber que eu não tinha feito nada daquilo que ele imaginara.

Ele me pediu desculpas desconcertado e se retirou.E como sempre acontece comigo, quando chega a calmaria é que percebo a tempestade,  só então as lágrimas começaram a rolar e eu quis - como sempre quando isso acontece - ir embora, deixar de mão o que eu tinha ido fazer ali, mas por algum motido dessa vez eu não só quis como engoli o choro, e tentei levar ao pé da letra as desculpas que eu tinha aceitado. E adivinhem... Foi TÃO bom!!

Sério! A sensação é meio esquisita no começo, mas depois você se acostuma, e você se sente muito bem por isso. Bem, todos sabemos que guardar rancor não melhora as situações formadas, não resolve e nem faz de nós pessoas melhores. No entanto essa não é uma tarefa fácil, na realidade são poucas as vezes que conseguimos perdoar de verdade quando alguém nos machuca, intencionalmente ou não. Mas de vez em quando isso acontece.

Acretido que nós deveríamos praticar isso mais vezes, e por mais que pareça clichê, rs, o mundo até poderia ser um lugar melhor em função disso!!  Às vezes quando alguém tem algum ente querido morto brutalmente e você assiste na TV o parente perdoando o criminoso, sei que tem muita gente que pensa "Ele (a) está de brincadeira...", porque não estamos acostumados com isso. Se não fosse assim, por que aquela expressão do Código de Hamurabi é famosa até hoje?Lembram-se? "Olho por olho, dente por dente"...

Crescemos aprendendo que quando somos ofendidos, quando tiram algo importante de nós, quando nos fazem mal de maneira geral devemos retribuir com mesma moeda. Mas o que acontece ao agirmos assim é que se portar como o "inimigo" não nos faz sentir nem sermos melhores. Por isso que tal tentarmos praticar de agora em diante o perdão? 

Buscando uma imagenzinha legal no Google pra ilustrar este post encontrei isso:
 
Que [me] faz refletir, não faz?


23 janeiro 2010

Eu disse que não ia durar muito...

"Não existe certeza quando se trata de sonhos. Alguns se realizam porém outros tantos morrem. Quando isso ocorre, é quando alguns se perguntam para que continuar sonhando." (Retirado do episódio número 14 da primeira temporada de Everwood).

Pois é, aqui estou eu mais uma vez - parecendo um CD ralado que ficou tocando só um pedaço da música, sem seguir adiante e nem retornar. É que esses dias tenho andado inquieta e não tenho conseguido ordenar os pensamentos, o que não é bom. Então estava assistindo a esse seriado quando ele encerrou com essa frase, o que trouxe à tona essas coisas que tenho sentido, ou melhor, esses questionamentos que tenho levantado.

Dei uma passadinha na Wikipédia, pra pesquisar a origem da tão famosa expressão Carpe Diem. Aproveitar o dia, "colher o instante, sem confiar no amanhã", como diz lá, porém cada vez que penso nela (a expressão), mais vêm à consciência o quanto é difícil praticar isso de verdade. Tudo o que fazemos, o que pensamos, geralmente é depositando total confiança no amanhã. Nos últimos dias, eu tenho tentado exercitar o não-pensar-no-amanhã, e foi muito estranho, porque eu notei que grande parte do meu tempo, perco pensando no futuro!

Mas de que adianta pensar, planejar? Talvez projetos até se tornem concretos depois de muito esforço, mas sonhos.... A maioria deles vira alguma coisa, mas nunca como imaginamos.. Mas se é assim, POR QUE ainda insistimos em sonhar?

18 janeiro 2010

O Grande Irmão e a política do Pão e Circo

Embora o livro '1984' ainda não tenha caído em minhas mãos, já ouvi falar de sua histórinha, e do trocadilho feito pelos criadores do - em minha opinião - maior programa do 'gênero' Pão e Circo do Brasil. Claro que estou falando do Big Brother Brasil, e de todos os outros programas do gênero, se a carapuça servir - e arrisco a dizer que serve.

É lastimável, a cada outubro ou agosto que chega, vê-los trazendo consigo aqueles comerciais anunciando que as inscrições estão abertas para mais uma leva de babaquice a ser exibida. E o mais chato da história, é que centenas de pessoas se inscrevem. Pessoas que contam as horas para a exibição de mais uma edição do programa. Elas adoram, se deliciam e ainda acham o máximo aparecer naquelas tomadas da Rede Globo e dizer quem é o preferido na Casa.

Que vida real há aí? As pessoas que estão lá não entram por acaso,  a maioria faz o tipo símbolo sexual, apenas como mais uma distração para as pessoas que não tem nada melhor para fazer depois que acaba a novela das 9. É bizarro como a sociedade se apóia nisso e acompanha vidrada a tudo o que acontece, como não têm consciência da inutilidade pública que consiste um programa assim ou se têm, não considera importante.

Só para efeito de levantamento de dados, enquanto escrevia esse texto fiz uma pesquisa no Orkut e verifiquei que a comunidade 'Big Brother Brasil 10' já conta com 1.117.740 (um milhão cento e dezessete mil setecentos e quarenta) participantes, ou seja, mais de um milhão de pessoas empenhadas em discutir as idiotices exibidas no programa. Eu tenho meu ladinho psicóloga de analisar o comportamento humano, mas assistir BBB, ou A fazenda já é demais para minha pessoa.

E provavelmente os dignos de estudo não são aqueles que estão dentro da(s) casa(s), mas os que estão fora. É terrível perceber que os grandes veículos de informação nacional têm como objetivo maior transformar essa nação num povo desprovido de raciocínio e/ou inteligência. Outra maneira de evidenciar isso é que os programas mais interessantes transmitidos em TV aberta são exibidos muito tarde. De outra maneira, para se ter acesso a entretenimento de qualidade e em horários convencionais, apenas pagando por isso. 

Nessas horas é perceptível como a História se repete! Como teoricamente evoluímos, mas no fim das contas o lado negro do ser humano - aquele dos que têm sede de dominar as massas - sempre está em algum canto apenas esperando uma oportunidade para se mostrar. Aconteceu há centenas de anos atrás na Roma antiga, aconteceu, de acordo com meu ponto de vista na Idade Média com a caça às bruxas, e acontece hoje através dos programas de TV, rádio e até mesmo através da Internet.

Infelizmente quadros assim não mudam de uma hora para outra, e a solução provavelmente viria pelas mãos da educação. Mas a educação aqui, assim como a programação dos meios de comunicação anda precária e tende a piorar ainda mais. O que fazer para nos salvar desse fenômeno tão desagradável? Como proteger a sociedade que hoje engatinha, mas que comandarão o amanhã?

12 janeiro 2010

Dura realidade

No livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, o filósofo André Comte-Sponville diz o seguinte:

"A virtude ocorre, assim, no cruzamento da hominização (como fato biológico) e da humanização (como exigência cultural); é nossa maneira de ser e de agir humanamente, isto é (já que a humanidade, nesse sentido, é um valor), nossa capacidade de agir bem."
 Me chamou atenção essa afirmação porque nunca havia parado para pensar por esse lado - apesar de já ter assistido Tarzan - que nós somos resultado da combinação desses dois fatores.

Eu começei este post com essa citação, em função de uma dúvida que tem assolado minha mente já tem um tempo. Já foi citado aqui  sobre aquele polêmico - ao  menos para mim - seriado True Blood, de como ele resgata o lado animalesco do ser humano e tudo mais. E pensando nisso comecei a questionar sobre qual vantagem há em conhecer o mundo como ele é? Podemos nos tornar pessoas melhores por conhecer de perto as mazelas do mundo? Observando as barbáries que o homem comete faz de nós seres humanos mais fortes ou justos ou íntegros?

Os noticiários hoje viraram nota de falecimento ou de tragédias por todo o mundo. A coisa chegou a tal ponto que trinta pessoas perderem a vida de uma vez é algo comum. Como pode ser comum algo assim?
A verdade é que a maior parte do tempo não nos damos conta disso. Um exercício para tentar entender isso seria imaginarmos que trinta entes queridos morressem de uma vez. Doloroso, não? Quer dizer, é algo tão surreal, que mesmo tentando imaginar situação parecida, não conseguimos entender a gravidade da coisa toda.

Eu não quero defender uma visão restrita sobre o mundo atual, pelo contrário, o senso crítico deve ser sempre praticado, no entanto, vamos combinar, assistir um Jornal Nacional por semana talvez seja suficiente, já que as notícias são sempre de mesmo caráter. No post anterior, não sei daqueles que comentaram - ou não - quantos acessaram a palavra linkada 'virtudes'. Na realidade era um link do Jornal Hoje contando a história de um garotinho que virou notícia após entregar ao dono uma bolsa que havia sido perdida. A manchete diz o seguinte: "Menino devolve bolsa e dá exemplo de cidadania". E daí, você pensa: desde quando um "exemplo de cidadania" e honestidade tem que virar notícia? Isso é algo que deveria ser natural a todos, assim como hoje é natural as notícias de sequestro, roubo, atentados e assassinatos.



Concordo que precisamos sim de uns 'sacodes' de vez em quando. Para percebermos e levantar as mãos pro Céu e agradecer a vida que temos, e não apenas isso, mas sair do sofá e ir atrás de ações que estão ao nosso alcance e que irão ajudar um próximo que se encontra em situação pior que a nossa.
Eu acredito que as más notícias devam nos inspirar a praticar ações contrárias a isso, e não gerar um comodismo diante dessas situações, como vem ocorrendo.E você, como encara essa situação?

07 janeiro 2010

Sobre frases prontas :)

Bem, esses dias tenho andado com muito bom humor, mas o meu questionamento principal refere-se à quanto tempo isso irá durar, e isso me fez voltar o pensamento para algumas frases prontas - três na verdade (!):
  • "O importante é a qualidade e não a quantidade."
  • "O importante não é vencer e sim competir."
  • "O bem sempre vence no final."
Alguém se opõe a qualquer uma dessas afirmações? Eu imagino que não.
Mas a questão aqui não é o quanto acreditamos nessas verdades, mas sim a nossa capacidade de aceitá-las numa boa. Vejam o que encontrei na Wikipédia:


Vocês se lembram como eu da decepção que ele ficou na época? Não só ele, mas todos que estavam confiantes na vitória?
Há certos tipos  de coisas que é muito fácil falar - principalmente para os outros - mas que quando  não saem da maneira esperada, causam 'feridas' em nossa memória, auto-estima e segurança.
E o que dizer então da primeira frase, 'o importante é a qualidade e não a quantidade'?! Estava eu visitando um blog - taste it, eu acho - quando vi a singela imagem:




E então me lembrei de quando criei esta página, com mil idéias, imaginando como seria todos os meus amigos lendo e comentando isso aqui - todo mundo imagina isso, não é verdade? - , o que não aconteceu. O que houve é que eu parecia uma histérica a cada novo post, implorando a eles com e-mails ou mensagens instantâneas para que comentassem as besteira que eu escrevia. E mesmo assim não adiantava!!

Mais uma vez a questão, é muito fácil dizer que o importante é a qualidade dos comentários e não a quantidade. Só que simplesmente quando você posta alguma coisa e ninguém comenta nada pra sinalizar que leu rende uma depressãozinha, não rende? Hoje eu já consigo conviver -muito bem- com isso, diga-se de passagem, mas no princípio não era assim.

E para encerrar as frases prontas: 'O bem sempre vence no final.' Mas aquele que nunca se cansou de ser bonzinho - pra não dizer otário - "que atire a primeira pedra". Diversas vezes nos vemos em situações em que decidimos fazer ou dar o melhor de nós, tentamos ser honestos, justos, sinceros e diversas na maioria das vezes somos taxados de ridículos ou coisa pior.

Sabe, ser bom ou não é algo muito pessoal. Se sempre vence no final, alguns dirão que sim e outros que não, mas seria ótimo se todos praticassem bondade no dia a dia. Bondade e outras virtudes mais.
Sei que viajei um bocado só com essas frases, mas o barato é justamente isso. Mas e você, o que acha de tudo isso, e mais importante, como lida com as frases prontas que vez ou outra apontam no horizonte? :)

* Agradecimentos especiais à minha amiga Kadilza que finalmente conseguiu definir o meu blog: Livre!

04 janeiro 2010

Ahhh, olá 2010!


Olááá!! Como estou contente de estar de volta! Nas últimas vezes que estive malinando por aqui, acredito que o servidor do Blogspot estava mal humorado ou apenas tirando férias, por esse e outros motivos além da pausa para festas só agora retorno ao meu cantinho amado.

Nesses dias em que estive longe aproveitei para ler um pouco, já que é algo que simplesmente amo e durante o ano não posso fazê-lo devido a infinidade de responsabilidades e o pouco tempo para cumpri-las. Mas digamos que deu para tirar o atraso!

Bem, tive a oportunidade de terminar a série O Diário da Princesa e nem precisa comentar o quanto A-D-O-R-E-I! O fato é que Meg Cabot escreve muito e sabe expressar como ninguém a realidade, cotidiano, medos, inseguranças e histerias de uma menina  que aos poucos vai se descobrindo Mulher.

Também comecei o  Curso de Iniciação Logosófica. Embora seja um livrinho finíííínho e que qualquer um pode receber em casa gratuitamente clicando aqui, ainda não o terminei e sinceramente estou na maior dúvida. O caso é que é um daqueles livros que ficam te dizendo o tempo todo: "Nós vamos te ensinar isso e vai ser muito bom pra você!", mas nunca chegam no Isso de fato. E tem outra coisa também, o livrinho recomenda que se pratique a tal sabedoria logosófica que vai mudar minha vida o tempo todo, coisas do tipo. Vejam bem, não estou criticando o livro até porque ainda não concluí a leitura, porém não consigo afastar a estranha sensação de receio ao avançar cada página; porque dá uma ligeira sensação de lavagem cerebral, se é que me entendem. Estou sim em busca de novos pontos de vista, novas filosofias até, mas creio que para tudo existe um limite. O que quero dizer é o seguinte: não quero ficar maluca igual a um monte de gente quando leu o Código da Vinci e realmente acreditou nas palavras sensasionalistas do autor. Ou seja, tudo é uma questão de 'peneirar' as informações, extrair o que lhe é útil e botar fora o resto.

Continuando a dissertação sobre livros, tinha um tal de 'A cabana' lá em casa e eu olhei pro livro e pensei assim: "Por que não?" e lá fui eu. E que bela surpresa eu tive. Este é mais um daqueles livros que entraram para a coleção dos livros que um dia quero dar a todas as pessoas especiais à minha volta, para compartilhar tão boas experiências.



O livro - roubando as palavras de alguém na internet - é  “Um encontro com Deus".  Você já teve a sensação ao ler algo que é como se aquelas palavras fossem dirigidas especificamente à você? Bem, foi isso o que senti e a julgar por uns testemunhos encontrado nesse site, não fui a única a desenvolver tal sentimento.
O questão é que quando o assunto é Deus, geralmente sentimos um certo desconforto (não é?) porque simplesmente a pessoa mais inteligente da Terra ainda não será capaz de traçar um perfil completo d'Ele, quer dizer, na nossa humanidade, na nossa limitação, por mais que criemos alguma intimidade com Ele, sempre Ele nos conhecerá melhor e não o contrário. E sejamos sinceros aqui: isso às vezes afeta o nosso ego.

O que posso dizer mais a respeito disso é que se você é como eu (ou não) que passa horas pensando na vida, observando as peculiaridades deste insano (?) mundo em que vivemos, tem grandes chances de gostar do livro,  e mais importante: aprender com ele. Considerando que vamos adquirindo maturidade e sabedoria ao longo desta vida através das experiências e de algumas abençoadas parábolas sugiro que não deixem este livro de lado!

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Bom, eu não sei se já comentei aqui que não sou muito chegada em livros de auto-ajuda. No entanto por mais contraditório que isso seja, existem alguns livros fictícios que deixam mensagens tão legais que podem acabar classificados como desse gênero e que sugiro para todos um dia possam ler, são eles:




O livro traz uma narrativa partindo da suposição que ao morrer cada um de nós encontra cinco pessoas que foram essenciais em nossa existência. Mitch Albom conta essa história através do personagem Eddie, um senhor que morre ao completar 80 anos. E ao longo da história ele mostra à Eddie e ao leitor como somos especiais. :)







            E o outro, aliás, os outros livros foram escritos por esse senhor aqui. Ele é J.J. Benítez e escreveu a coleção Operação Cavalo de Tróia. Até hoje apenas li o primeiro volume (Jerusalém), mas não deixa de ser perturbador e certamente fará você rever algumas opiniões.








Pois é..Acho que encerro aqui hoje. Mas falei, falei contudo gostaria muito de ouvi-los a respeito dos "assuntos" que levantei aqui. Ficou claro? Não? Bem...! Você já leu algum desses livros citados - não o Diário da Princesa!! -  mas e os outros? Houve algum livro que operou mudanças em sua vida, maneira de pensar, agir, enfim... Falem comigo!

26 dezembro 2009

Apontamentos sobre o Natal



E eis que chegamos a mais um final de ano, e com ele, (como sempre) vem o período de festas. Já tem um tempo que tenho observado que minha família não comemora o Natal como eu costumo ver na Tv.  A nossa ceia é uma festa. Claro, existe aquela confraternização, mas depois de um tempo as pessoas vão dançar, cantar, mas tudo isso esquecendo do verdadeiro significado desta data tão especial.

Tudo bem que isso foi uma data estipulada por alguém, que os comerciantes se aproveitam para poder vender mais os seus produtos, e que ninguém estava lá para atestar que Jesus nasceu mesmo no dia 25. No entanto deveria haver mais respeito por esse simbólico momento, deveria haver maiores reflexões... Deveriam, como eu já disse em um post anterior, perceber que tempo para ser gentil, amoroso, caridoso, e respeitoso com o próximo não se deve marcar no calendário. Esse é o tipo da coisa que devemos praticar o ano inteiro, a vida inteira!





Esse ano foi bem diferente do costume, eu tenho tentado me socializar mais e foi por isso que deixei de assistir a Missa do Galo com meu avô para aceitar o convite de minha prima para ir à uma festa de aniversário (no dia de Natal). Saí de lá com um curioso comentário/conselho de meu pai, ele me chamou de lado e disse: “Lembre-se, galinha que acompanha pato morre afogado!” e desejou-me boa noite.

Lá fui eu para a tal festa! Cheguei lá e encontrei uma  mini boate instalada e ela e seus amigos começaram a dançar, - a ‘galinha’ aqui é tão empacada quanto um burro, logo, ficou sentadinha num sofá apenas tirando fotos da galera e pensando na vida - um repertório que é melhor nem comentar.


E de repente vendo aqueles jovens dançando e rebolando naquela sala, com as luzes piscando a ponto de deixar qualquer um tonto, eu me lembrei: É noite de Natal! - E olha só o que eles estão fazendo!! Não que esteja certo ou errado, quem sou eu para julgar alguma coisa. E tudo bem, é o nascimento de Jesus, temos mesmo que comemorar.... Mas tenho certeza que ao dançar aqueles funks horrorosos, ninguém estava se lembrando disso.

E dessa vez foi isso que me entristeceu. Me entristeceu porque é mais uma coisa que está perdendo o seu sentido ou a sua essência na sociedade. Todos estão reunidos porém não sabem por que vieram, por que  de fato estão ali.  E com o tempo tudo isso vai se perdendo. E a pergunta que não quer cessar: quem vai impedir isso? O que podemos fazer para que algo tão lindo não caia no esquecimento?

No meio daquelas músicas - que passam longe do meu computador ou do meu player portátil - eu fiquei imaginando se algum dia eu constituirei uma família e serei capaz de realizar uma ceia respeitando o que deveria ser na realidade, ir à missa e depois um jantar não apenas de confraternização, mas de respeito e louvor a Cristo....