Um post Podre. Mas foi o que deu para fazer...

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Tem aproximadamente um mês que estou morando em Palmas, capital do estado onde moro e nasci. E uma das coisas que não possuo aqui e que já era corriqueiro lá em Gurupi é a TV por assinatura. Nós aderimos a esse serviço há alguns anos atrás não só em busca de uma melhor qualidade de imagem, mas principalmente em função da maior oferta de programação. Porque, francamente, a programação da TV aberta é uma afronta à inteligência das pessoas, não é não?

Mas voltando à minha nova realidade. Sentei ali para jantar e estava passando o Fantástico (que deixou de ser Fantástico faz muito tempo). Era uma reportagem sobre venda de carteiras de habilitação. O dono do lugar foi filmado informando preços e tudo o mais, garantindo a entrega do produto e quando foi preso, ele teve a coragem de dizer que nunca vendeu carteiras de motorista.

Ãã? 

Peraê, né gente?

Daí eu olhei aquilo... Pensei... Pensei mais um pouco e concluí... Que a CARA DE PAU é uma ARTE! Porque, sério... Tem que ser artista, né? Pra ter coragem de negar o inegável? Eu não tenho essas coragens não. E tem vezes que eu até gostaria de dispor um pouquinho dessa cara de pau, pra ver se algumas coisas fluem um pouco mais. Mas não dá para irmos contra nossa natureza, né? Rs

Só que isso não sai da memória com facilidade. É tão triste essa perspectiva. Olhamos para todos os lados e vemos todos os tipos de coisas em todos os lugares sendo corrompidos. Parece um câncer, daquele tipo que se espalha por todo o corpo e por mais que se procure uma parte sã e ela parece não existir.

Eu sei que existem partes sãs ainda. Eu já tive contato com algumas dessas partes sobreviventes. E devo dizer que são elas que nos dão força dia a dia para seguir em frente, pra não desistir das pessoas mesmo diante de tanta coisa errada. Mas existem acontecimentos que realmente forçam a barra, não é, camaradas?
Outra coisa que vi no jornal foi um eleitor da Venzuela todo comovido porque essa seria a primeira eleição sem o Chávez em muitos anos. 

Poxa vida!

 É um absurdo ou não é?

Daí você para e pensa que não é absurdo, não. Uma vez eu li em algum lugar que o nazismo na Alemanha não aconteceu só por causa do Hitler. Ele foi o cara que deu a cara a tapa. Que subiu nos palanques e danou a pregar aquele tanto de abobrinha. Mas abobrinha por abobrinha, ele não teria conseguido que aquele movimento ganhasse a proporção que ganhou caso a população não fosse conivente.

E aí você fica pensando, comparando com tantos outros países que vivem sob o regime de ditadura e começa a se perguntar se não é tudo uma coisa só. Quem está de fora tente a alimentar a pena quanto às pessoas que vivem nesses países, reprimidas. Porém fica difícil você não pensar que é até merecido para esse povo passar pelo que passam. E isso vale para nós também. Infelizmente.

Se um louco chega ao poder e pinta e borda com uma nação, é porque essa nação permite. 

E esse quadro não vai mudar enquanto nós permanecermos sentados esperando que as coisas mudem.
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Das coisas sobrenaturais...

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Eu comecei a escrever esse texto as 06:00 da manhã (insônia desde as 03:30) ao som de "O anjo mais velho" d'O Teatro Mágico e não pude deixar de me lembrar de semana passada, quando li uma declaração do Fernando (Anitelli) sobre o fato de ter, no show feito em Portugal, cantado essa canção para o seu Anjo mais velho, que naquela data completaria mais um aniversário caso não houvesse partido ano passado em 28 de agosto (aniversário do meu pai).

Eu me recordo que no dia em que li a notícia, passei o dia inteiro afetada, um pouco triste, sei lá. Sabemos que a morte é algo natural, só o começo de uma nova jornada num lugar melhor, esperamos... No entanto, o vazio deixado pelo ente que se foi é algo impossível de se preencher.

Em parte, o motivo de eu ficar ainda mais comovida com a história do vocalista número um das minhas playlists atualmente, foi, é claro, a perda ainda recente e "inexplicável" da minha prima há pouco mais de dois meses. Eu tenho um texto relacionado a isso que pode ser lido aqui.

Eu não sei se você acredita nessas coisas sobrenaturais, mas eu soube um dia desses que minha tia, mãe dessa prima falecida, teve um sonho com ela, a Djane. No sonho, a D. aparecia de repente de detrás de uma cortina e abria o sorriso mais lindo! Minha tia conta que ficava maravilhada com aquele sorriso e ao tentar puxar conversa, minha prima lhe dizia que não tinha muito tempo, que precisava voltar logo, que só tinha passado para dar uma notícia: que vinha criança nova por aí.

(!!!)

Eu acho que minha tia ficou ainda de duas a três semanas intrigada com o tal sonho, até todos nós recebermos a notícia que daqui a alguns meses um mocinho chamado Davi virá se tornar o mais novo membro da nossa família abençoada! Isso é ou não é lindo? Só me faz crer ainda mais que para o Amor não existem fronteiras, nem de Vida ou de Morte.... Ou, como disse o Mitch Albon no livro As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, "cada vida afeta a outra, e a outra afeta a seguinte, e que o mundo está cheio de histórias, mas todas as histórias são uma só"...

***

Esse  é um "causo" verdadeiro e particular, mas acredito que vale a pena ser compartilhado. Não foi o primeiro e tampouco será o último. Mas e você, tem alguma história dessas, meio encantadas, meio sobrenaturais? Como foi?


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O cavalo do filme e o conflito no Mali

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Quando entrei para a faculdade eu deixei de assistir jornal. Não foi por questões de lerdeza, alienação ou coisa do tipo, era porque os horários eram mesmo imcompatíveis. No entanto, na medida que eu fui retomando o tempo para desperdiçar na frente da TV, vi que eu já não era mais a mesma, que não conseguia mais ficar muito tempo parada ali assistindo o que a Rede Globo resolvia me empurrar.

Cresceu também uma certa revolta quanto aos telejornais, que dia após dia noticiavam conflitos atrás de conflitos, 20, 40, 200 mortos e a coisa ficando banal. Eu já falei sobre isso em algum post no passado, sobre a banalidade das coisas, sobre as pessoas já não mais se surpreenderem com a proporção das tragédias e das desgraças que ocorrem a cada instante. Provavelmente amanhã irão anunciar algum outro bombardeio, na Síria, talvez. E quem sabe isso tenha acontecido no momento em que estou aqui, sentadinha dispondo sobre isso.

O fato é que o mês de janeiro quase todo fiquei na casa do papai. E o papai assiste jornal, e na casa do papai não tem TV por assinatura, portanto eu não tive muita saída. Naqueles dias não se falava em outra coisa, a não ser do conflito no Mali, na África. Segundo o que li na internet, "o norte do Mali começou a ser ocupado por radicais islâmicos em abril do ano passado, quando o país africano sofreu um golpe de Estado. A instabilidade política permitiu o avanço dos grupos extremistas e dos tuaregues, fazendo com que o governo central não conseguisse controlar a região"¹. Depois disso, houve um ataque a uma refinaria na Argélia capturada por extremistas islâmicos..."Os extremistas disseram ter agido em represália à intervenção militar francesa no Mali"².

Enfim, provavelmente já aconteceram mais absurdos de lá para cá, mas eu deixei de acompanhar o noticiário novamente (felizmente ou não). Essa questão ficou marcada porque dias depois eu vi um filme sobre cavalo.

Eu não sou muito chegada em cavalos, sabe? É um bicho elegante e tudo o mais, porém é muito desconfortável! Eu simplesmente não entendo pessoas que trocam o conforto de um carro ou motocicleta por um cavalo. Mas o fato é que, por alguma razão, todos os filmes de cavalo que já vi me emocionaram -
Seabiscuit, Secretariat -, e agora, esse tal de "Cavalo de Guerra" do Spielberg. 

É uma história fantástica, para dizer a verdade (no sentido de irreal ou surreal), mas ao mesmo tempo tem o toque especial emocional dos filmes de cavalo. A cena mais marcante do filme (que é o que faz ligação com o meu relato sobre o conflito no Mali, haha, acharam que eu tinha surtado, né?) acontece quando o cavalo, nosso protagonista, se encontra em meio ao fogo cruzado em plena Primeira Guerra Mundial. Lembra da "guerra de trincheiras" das aulas de história? Pois é, o coitadinho do Joey (o cavalo), começa correr adoidado em meio ao bombardeio e sai arrastando tudo o que há pela frente, ficando completamente imobilizado por metros e mais metros de arame farpado. Olha aqui a foto.   î

Mas a questão não está centrada na má sorte do cavalo, mas da situação inusitada e até mesmo embaraçosa que se arma a seguir. Com pena do pobre animal, um soldado do lado inglês resolve ir até o bicho (que como eu disse está no meio do "campo de batalha" - entre a trincheira inglesa e a trincheira inimiga alemã) para resgatá-lo. Acontece que um soldado alemão também ficou comovido com a situação do animal.

Imagina a cena! Eu infelizmente não consegui encontrar essa imagem na internet, mas imaginem: você está em guerra, atirando no lado inimigo, jogando bomba e tudo o mais. Vai até o cavalo resgatá-lo e dá de cara com um cara que provavelmente estava atirando na sua direção também. Eles poderiam ter se matado ali, mas sabe o que acontece? Apesar de estarem em lados opostos na guerra, eles unem esforços para resgatar o animal.

É uma cena linda! Fantástica! Sublime! É um soco na cara da nossa sociedade. Deveria ser um soco na cara desses infelizes que estão por aí nesse mundo fazendo guerra, caçando conversa e sarna para se coçar, como o povo da Coreia do Norte que anunciou um dia desses a retomada aos testes nucleares. É uma cena que faz a gente pensar... que faz a gente ver que uma parcela de seres humanos está indo de mal a pior, pior do que bicho, porque bicho nenhum faz com seus semelhantes o que nós temos feito uns aos outros!

Eu procuro, eu juro que procuro algo que justifique toda essa matança, toda essa onda de injustiça, impunidade, banalidade e CHORO de tristeza porque eu sei que não vou encontrar justificativa. Não tem lógica! É de cortar o coração ver que em pleno século XXI ainda tenhamos que presenciar tamanhas barbáries, centenas de tragédias que poderiam ser evitadas; milhares de desalamados por aí fazendo maldade por prazer, política, poder, riqueza ou ainda pior, usando o nome de Deus. 

O que eu pensei naquela hora do filme, foi em todos esses conflitos que aconteceram e  tem acontecido. No que se tem perdido, valores, humanidade... Coisas que a meu ver valem muito mais do que tecnologias e mais tecnologias que tem tanta gente preocupada em aprimorar....

Onde foram parar o valor, o respeito e o amor à vida? Não só à nossa (vida), mas principalmente a do outro?


*Fonte das notícias transcritas no texto:
¹. http://www.jornalacidade.com.br
². http://www.ebc.com.br
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Sonhei com o Anitelli e acordei inspirada...

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Ele disse que é tudo uma questão de prioridade. E eu falei: "Prioridade. Palavra chata!". E ele concordou: "Palavra chata! Mas também Palavra Chave". Não está errado. Não deixa de ter razão, mas eu fiquei a pensar em quanta coisa se perdeu por cauda dessas prioridades. Prioridades que a sociedade em que vivo me forçou a por em primeiro plano.

Quantas vezes eu já divaguei ao ver alguém com dinheiro na mão ou eu mesma, olhar para aquele pedaço sujo de papel e pensar "É isso mesmo? É por causa disso que as pessoas (e eu, infelizmente) lutam e labutam todos os dias para ganhar? É nisso que as pessoas tem depositado a sua fé? É justo, isso?". Bem... Poético não é. 

Eu tentei atrasar o máximo que pude a minha vida adulta, é sério! Fiz força para brincar de boneca até os 15, e ainda cultivei o gosto por fantasias do cinema e literatura até os 20 e não vem ao caso. Mas nem assim eu fiquei imune. Mesmo assim as preocupações vieram,  as prioridades (Aarg!).

E o pior, é que vejo hoje que muitas dessas prioridades e  preocupações me desviaram, tiraram o foco daquilo que sou, do que me faz ser genuína, do que faz os meus olhos brilharem de forma especial. E é duro, meu amigo, quando num dia como esse você se dá conta de que teu plano de ser diferente tá dando errado.

Quando eu era menina e via adultos estressados, que já não viam mais a vida com a mesma esperança de outrora, com aquela objetividade férrea de cumprir as tais prioridades, eu disse a mim que não queria me transformar naquilo. Não era um tipo de "síndrome de Peter Pan" - crescer é bom; traz maturidade e diversos pontos de vista que não adquiriríamos senão por meio das experiências vividas -, eu só queria que quando a fase adulta chegasse, quando a coisa apertasse, eu não deixasse de lado e nem tratasse com desdém a bênção que é ver o mundo, mesmo que seja por alguns momentos, como que com os olhos de uma criança.

No fim, lembrando do nosso trocadilho, da Palavra Chata e da Palavra Chave, vejo que também não sou dona da Verdade Absoluta. Tudo depende de onde cada um quer chegar. Eu busco o que me é necessário, mas sempre esperando que isso não custe aquilo o que sou. Porém está claro que a prioridade de muita gente é ficar rico, aparecer na televisão, virar um Big Brother (haha)...

O meu conselho (como se eu possuísse algum cacife para tal) é: (roubando descaradamente as palavras de Gessinger) "tudo bem, até pode ser. Se for POR AMOR (às causas perdidas).
Eu não tenho mais jeito mesmo! Mas isso não me entristece.
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Conclusões sobre 2012

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Você sabe o que é Ano Sabático? Eu descobri o significado dessa expressão ainda nos tempos da faculdade e em meio àquela correria toda eu decidi interiormente que um dia eu iria fazer algo do gênero. Mas assim como o show do U2 que fui em 2011, era o tipo de coisa que eu imaginava que iria sim acontecer, mas daqui a muito tempo no futuro; no momento considerado ideal. No entanto, nessas últimas semanas analisando tudo o que aconteceu durante esse ano, percebi que o meu ano sabático foi justamente esse de 2012....

Não, gente! Eu não viajei o mundo e entrei em contato com outras culturas fascinantes; eu não tive aquele êxtase de perder de vista o horizonte do topo daqueles rochedos lá na Irlanda, sentindo o vento frio em meu rosto e me dando conta mais uma vez da minha pequenez e do quanto Deus é grande e generoso para com todos nós disponibilizando tamanhas maravilhas. Não, nada disso.

Eu também não consegui o lendário Emprego-Na-Área-De-Formação. Tampouco o emprego para fazer aquilo que sempre sonhei e que provavelmente mencionei em um dos primeiros posts do ano. Ã-ã. Nada foi como imaginado, e nem vou utilizar a expressão "nada saiu como o planejado", porque como boa ariana que sou (os que não vão com a cara de horóscopo estão rindo de mim agora), não gosto desse negócio de planejar demais. O negócio aqui é na impulsividade: se ideia pareceu boa e o momento propício, pronto (!),  é só disso que preciso.

Quem tem juízo já sabe que essa última frase meio que prediz como foi o ano e como será o resto do post, né? Haha. Pois é. 2012 foi um ano de provações. Eu procuro e procuro mais um pouco e não encontro outras palavras que definam tão bem como foi este ano, um ano de PROVAÇÕES. Já adianto que o lado bom de tudo isso é que onde há provação, há também aprendizado. E como aprendi.

Nesse ano tudo o que planejei deu errado. Tudo aquilo em que eu colocava fé deu errado. As coisas que começavam bem, que pareciam que iriam vingar, que renovavam as minhas esperanças de novo, davam errado no final. A coisa foi tanta que até com processo judicial eu mexi. O resultado dessas constantes derrotas foi um crescente gosto amargo na boca e o quase desaparecimento da minha Fé. Isso de longe foi a parte mais difícil de enfrentar.

Eu cheguei ao ponto de não querer mais sair de casa, de não querer ver ou conversar com ninguém conhecido. Eu faltava morrer de ódio quando todo mês, naquele único dia que eu era obrigada a sair de casa para ir ao banco eu SEMPRE topava com alguém conhecido. E esse alguém sempre queria saber das novidades, de como eu estava... e aquilo era como tocar com força numa ferida exposta, doía. Eu não cheguei a me consultar com alguém, mas acho que tive sim um início de depressão. Só que, por algum motivo Deus me deu pais maravilhosos e super atentos a esses detalhes, e foram eles que seguraram a onda, que me apoiaram e não deixaram que eu piorasse ainda mais o meu estado.

Houveram os amigos também. Sobre os amigos, no meu período negro eu me afastei de um monte deles e por isso já pedi perdão muitas vezes. Mas por outro lado, me aproximei de alguns outros, alguns outros que estavam na mesma sintonia que eu: para morrer! Foi bom porque fomos nos ajudando, um dando suporte ao outro e assim cada passo para cima de novo tinha um gosto especial, gosto de reencontro e horas e horas de conversa refletindo o que tinha virado nossas vidas e onde tudo isso iria dar.

Afastamento de uns, estreitamento de laços com outros... e mesmo pintando o ano de 2012 de feio e sofrido como pintei, ainda sobrou espaço para novas amizades e reencontros. Reencontros esses que foram fundamentais para que eu me reencontrasse e reavivasse minha fé.

O meu reencontro com Deus foi de uma forma inimaginável; de uma maneira tão explícita que eu tive medo, e que só um tempo depois de isso já ter ocorrido é que pude ver e entender o significado de muitas coisas e das muitas coisas pelas quais passei. Foi através desse reencontro que (re)descobri o Amor e a Misericórdia Divina, o fato de que nada nessa vida acontece por acaso e o quão importante é tentar fazer o melhor possível com o nosso agora. Vai soar repetitivo mas é verdade: nós perdemos muito tempo precioso em nossas vidas planejando e sonhando coisas para o nosso futuro. Depositamos toda nossa fé e esforço no que ainda está por vir (como se tivessemos todo o tempo do mundo) e esquecemos que o tesouro já está em nossas mãos, que ele se chama Hoje e que o que fazemos com ele agora refletirá o amanhã.

Não foi só isso que aprendi. Pela primeira vez na vida experimentei a entrega total (a Deus) e o quanto isso faz bem para a alma; percebi (na marra) que a paciência é mesmo necessária e que as vezes ela é o melhor caminho a se trilhar. Descobri que não tenho controle total de minha vida e que bom que é assim. Tomei nota também de que geralmente não sabemos o que pedir ou o que querer de nossas vidas. Que nem sempre aquilo que queremos é de fato aquilo que precisamos. Vi a quantidade de muralhas que construímos dentro de nós (com grande facilidade) e o quanto é difícil destruí-las sozinho. Percebi o quanto complicamos tudo, o quanto nos preocupamos em demasia, e o quanto dificultamos a entrada de Deus em nossa vida... Aprendi que ainda há muito a se aprender e que para isso basta abrir não só os olhos ou a mente, mas principalmente o coração.

No ano de 2012 não aconteceu tudo o que eu queria, mas aconteceu tudo o que era necessário acontecer comigo e com todos. Houveram alguns momentos felizes e outros não tão felizes assim, mas no final das contas o crescimento pessoal foi tão grande que não é preciso esforço para olhar para trás e concluir que cada instante valeu a pena.

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 Trechinho de uma das cartas que escrevi para Deus em 2012
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Cristo!!!!!
Muito obrigada.
Obrigada, e obrigada por tudo!
Quando eu disse na última carta: " Será que isso significa que é para eu ir ao G.O.? Para eu me despir completamente de meus medos, temores e terrores? Para eu me entregar de corpo e alma a tudo o que o Senhor tem guardado para mim e não consigo enxergar ou tenho medo de enxergar ou tenho medo do fardo, ou tenho medo de não dar conta, ou tenho medo de tanta Graça assim?", ao terminar de escrever, eu ouvi aquela vozinha que uns chamam de consciência, outros da TUA própria voz dizendo:
"__Sim! Isso não é óbvio?!"



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Afinal, "todo pokemón evolui"!

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Gente, hoje eu reparei numa coisa: que bom que a gente cresce, né?
Que bom que todos nós estamos evoluindo a todo instante, aprendendo, amadurecendo, enfim.

De uns tempos para cá tenho percebido que uma série de coisas que antes me incomodavam hoje não o fazem mais. Que uma gama de complexos que antes me atingiam hoje não surtem mais o mesmo efeito.
É que chega um período que você se dá conta que algumas coisas podem sim ser mudadas, desenvolvidas, mas existem outras coisas que não vão mudar e por mais que não gostemos tanto de algumas delas, elas também contribuem e muito para ser o que e quem somos.

Eu lembro que na minha adolescência eu adorava a música do video abaixo. Tinha um trechinho que dizia assim:
 "Eu sou um risco pra mim mesma... (...) Eu sou o meu pior inimigo
      É pior quando você irrita a si mesmo (...) Não quero mais ser minha amiga
  Eu quero ser qualquer outra pessoa...."

Pessoal, eu ADORAVA isso. Achava isso a minha cara, tudo era motivo para reclamação, o meu peso não era legal, todos achavam que eu ia crescer mas fiquei baixinha, meu cabelo era minha sina, meu nariz não me permitirá nunca que eu use óculos sem que fique extremamente esquisito e por aí vai. Só que naquela época eu achava isso ruim, acreditava que tinha que ser mudado. E sabe como é um belo dia você acordar e perceber que você é baixa sim, que óculos não combinam mesmo com você, que seu cabelo é ruim pra %$#&*@ mas que bom que pelo menos você tem cabelo? E que por mais que eu ache meus quadris grandes demais isso não vai mudar em nada quem eu sou?




Pois é. É algo realmente libertador e fortalecedor. Isso nos torna imune a uma série de coisas. Situações que antes poderiam nos magoar profundamente, nos trazer desespero por causa da auto-cobrança de perfeição tomam para si proporções bem menores (graças a Deus), e isso contribui para que redirecionemos nossas energias para coisas que valham mais a pena.

É bom ou não é, sentir-se assim?


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Sobre o Perdão...

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Tem uma música que eu adoro. E não é só por concordar com toda a sua letra ou por ser tão família. Esta, é o tipo de música que sempre me faz refletir ou rir sozinha de situações passadas.  A música, chamada 'Cara de Família',  do Rodrigo Grecco, em certo momento diz assim:
  
"Minha mãe me disse umas coisas sobre os ódios do meu peito
     Disse que o ódio que se guarda vai matando só quem sente..."

Esse trechinho em especial, toca na ferida que eu quero tratar no post de hoje: mágoas e rancores.

Uma vez conversando com um amigo, ele me falou de sua fraqueza, daquilo que o afastava de Deus. Ele disse que a fraqueza que ele sentia era dele e que outra pessoa podia encontrar a própria fraqueza em outra coisa.

Apesar de ele ter dito isso em apenas segundos, me perdi dias pensando em qual era a minha fraqueza; o que eu sentia, e que quando sentia, sentia-me afastada do Amor de Deus. Foi quando percebi que minha fraqueza estava justamente na facilidade, quase naturalidade, em guardar e cultivar mágoas e rancores; desamor...

Entenderam o porquê da música agora? rs
É óbvio que já percebi o quanto isso é nocivo, principalmente para quem sente, para quem acaba cultivando sentimentos dessa natureza. E uma das primeiras coisas que me ajudaram nesse processo de "me consertar" foi um livro chamado "Oração da Amorização", do Pe. Alírio J. Pedrini, SCJ. Livro este que vira e mexe estou recomendando-o para alguém.

O livro propõe um método sem grandes segredos para ajudar-nos a praticar o perdão: pois só através do perdão genuíno é que conseguimos nos libertar desses sentimentos ruins.

Esse livro foi uma bênção em minha vida. Imagino que tenha surtido efeito semelhante na vida de muitas outras pessoas também, mas apesar de tudo, colocar em prática o que lá diz é um processo longo e árduo.

Acontece que um dia desses, (ontem, rs), conversando com uma amiga, contando um pouco do que já tinha me acontecido, na hora de contar um fato aparentemente já superado e também perdoado, fiquei surpresa ao sentir meus olhos cheios d'água novamente e o coração sentindo uma pontadinha de dor. Isso me fez pensar numa coisa: na linha tênue existente entre o perdão genuíno e o esquecimento de algo que te magoou.

As perguntas que venho lançar hoje são:
1- Até que ponto conseguimos perdoar de verdade?
2- Quantas coisas repetimos a nós mesmos "está perdoado" quando na verdade deixamos apenas de cutucar a ferida, e por algum tempo chegamos a esquecê-las...?

Nós somos tão pequenos, tão limitados... 

3- Por que é tão fácil absorver o que é ruim e tão difícil nos abrirmos para o que realmente vale a pena?
4- O que você acha disso?
5- Como você reaje em situações assim? O que te incomoda?

Escrevendo hoje sobre a decepção de descobrir que ainda não consegui perdoar por completo, lembrei de outro post que escrevi há alguns anos descrevendo a ótima experiência que é quando conseguimos colocar em prática. A quem interessar, é só clicar aqui!



Uma ótima semana a todos ;)
 


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Passado, Presente e Futuro

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Eu não sei precisar em que momento de minha existência eu passei a ter prazer em Aprender coisas, mas sei que quando aprendi, foi um tipo de desejo perpétuo. Eu gosto de saber das coisas, entendê-las; e essas coisas vão desde simples curiosidades (como um galo que sobreviveu sem a cabeça por algum tempo) à lições de vida.

Uma das últimas lições que tinha tomado nota - a respeito da vida -, era sobre a importância de viver o hoje. Pode ser óbvio para alguns, mas só há pouco tempo é que me dei conta que o nosso amanhã depende inteiramente do que fazemos hoje. Mesmo com aquele trecho lindo do filme do Kung Fu Panda, onde o panda e a tartaruga conversam sobre a importância do hoje - "é por isso que se chama PRESENTE" -, eu ainda não tinha de fato colocado isso em prática, vivido isso para ter certeza que é verdade.

E então eu parei por aí, nessa onda de Carpe Diem. Foi quando um amigo meu chegou para e disse que eu reclamava muito de algumas coisas relacionadas ao passado; que culpava algumas pessoas por algumas situações que me aconteceram ou que contribuíram para que eu me tornasse quem sou. Falou que eu devia "largar mão disso", seguir em frente e tals. E foi aí que eu percebi que tão importante quanto não viver todo o tempo assuntando como será o futuro, é fundamental desapegar-se do que já foi.

Já parou para pensar em quantas coisas vamos guardando na despensa da memória? Quantas coisas realmente inúteis e que só atrasam as nossas vidas? Já pensou que ocupando os espaços da despensa com   essas coisas que não valem tudo isso, que muitas vezes só nos fazem mal, estamos deixando de dar lugar a coisas novas e realmente interessantes?

Povo, empurrar a vaquinha do precipício aqui e acolá geralmente não traz mal nenhum. Se as coisas não saírem como ou melhor que o imaginado, ao menos ter-se-á aprendido; e pra que coisa mais valiosa que isso?

Hoje tenho feito um esforço legal para começar a desapegar do passado. Tá certo, ele não deve ser esquecido, está ali para ser apreciado, para retirarmos lições. E não para carregá-los todo o tempo como fardo pesado, como angústia ou mágoa constante. Quando conseguimos nos desprender disso com perfeição é tão bacana!

Esse desapego não é caminho fácil, mas também não é sinônimo de impossivel. O primeiro passo é tomar consciência disso e depois colocar para fazer; isso sim faz diferença.

Eu estava com vontade de dividir isso. Não se será de serventia para alguém, mas quem sabe exista alguém aí do outro lado que só estava precisando ouvir algo assim também?

Você chegou às mesmas conclusões que eu? Sim? Não? Me conta. Quem sabe eu seja presenteada com mais um precioso ponto de vista? ;)

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