01 novembro 2012

Passado, Presente e Futuro

Eu não sei precisar em que momento de minha existência eu passei a ter prazer em Aprender coisas, mas sei que quando aprendi, foi um tipo de desejo perpétuo. Eu gosto de saber das coisas, entendê-las; e essas coisas vão desde simples curiosidades (como um galo que sobreviveu sem a cabeça por algum tempo) à lições de vida.

Uma das últimas lições que tinha tomado nota - a respeito da vida -, era sobre a importância de viver o hoje. Pode ser óbvio para alguns, mas só há pouco tempo é que me dei conta que o nosso amanhã depende inteiramente do que fazemos hoje. Mesmo com aquele trecho lindo do filme do Kung Fu Panda, onde o panda e a tartaruga conversam sobre a importância do hoje - "é por isso que se chama PRESENTE" -, eu ainda não tinha de fato colocado isso em prática, vivido isso para ter certeza que é verdade.

E então eu parei por aí, nessa onda de Carpe Diem. Foi quando um amigo meu chegou para e disse que eu reclamava muito de algumas coisas relacionadas ao passado; que culpava algumas pessoas por algumas situações que me aconteceram ou que contribuíram para que eu me tornasse quem sou. Falou que eu devia "largar mão disso", seguir em frente e tals. E foi aí que eu percebi que tão importante quanto não viver todo o tempo assuntando como será o futuro, é fundamental desapegar-se do que já foi.

Já parou para pensar em quantas coisas vamos guardando na despensa da memória? Quantas coisas realmente inúteis e que só atrasam as nossas vidas? Já pensou que ocupando os espaços da despensa com   essas coisas que não valem tudo isso, que muitas vezes só nos fazem mal, estamos deixando de dar lugar a coisas novas e realmente interessantes?

Povo, empurrar a vaquinha do precipício aqui e acolá geralmente não traz mal nenhum. Se as coisas não saírem como ou melhor que o imaginado, ao menos ter-se-á aprendido; e pra que coisa mais valiosa que isso?

Hoje tenho feito um esforço legal para começar a desapegar do passado. Tá certo, ele não deve ser esquecido, está ali para ser apreciado, para retirarmos lições. E não para carregá-los todo o tempo como fardo pesado, como angústia ou mágoa constante. Quando conseguimos nos desprender disso com perfeição é tão bacana!

Esse desapego não é caminho fácil, mas também não é sinônimo de impossivel. O primeiro passo é tomar consciência disso e depois colocar para fazer; isso sim faz diferença.

Eu estava com vontade de dividir isso. Não se será de serventia para alguém, mas quem sabe exista alguém aí do outro lado que só estava precisando ouvir algo assim também?

Você chegou às mesmas conclusões que eu? Sim? Não? Me conta. Quem sabe eu seja presenteada com mais um precioso ponto de vista? ;)


16 outubro 2012

Destino

Já vem de algumas semanas o meu desejo de escrever sobre esse tema, mas eu queria fazer uma postagem coletiva por ser um assunto controverso... E também porque alguém está me devendo uma postagem coletiva prometida há anos e até hoje nunca se concretizou, não é mesmo, Hugo Alves? rsrs Brincadeiras à parte, como acho que meu amigo não estava muito em sintonia com o tema e eu me encontrava justamente sentindo o oposto, resolvi escrever e ver no que é que dá. Espero que vocês me ajudem a encontrar as respostas... ou quem sabe lançar perguntas mais pertinentes ao assunto!

E então, a pergunta que não quer calar é: Você acredita em Destino?

Eu já escrevi alguma coisa parecida aqui, mas não é bem isso que eu quero tratar hoje.

A maneira que eu encontrei de aliar os conceitos de Destino e Livre Arbítrio foi a seguinte: que a nossa vida funciona como uma grande estrada. Em determinados momentos essa estrada culmina numa encruzilhada. Essa encruzilhada representa o nosso poder de escolha, nosso livre arbítrio. No entanto, cada caminho disponível naquele cruzamento leva à um lugar específico, isso seria o destino; como numa "estrada de rio" encontraríamos água, numa estrada de terra encontraríamos pedras. Ou seja, embora tenhamos feito escolhas, algumas coisas são imutáveis, "pré-destinadas" em função de nossas escolhas.

Até aí tudo bem. Eu juro que até pouco tempo essa teoria se encaixava perfeitamente em minha vida e ainda abria espaço para que eu pensasse em outras coisas (mais importantes, talvez). Mas olhando para trás, para algumas coisas que já me aconteceram, eis que surgiu a pergunta:  Será que se as coisas tivessem tomado outro rumo, TUDO teria sido diferente?

A princípio a minha (ou a nossa) primeira resposta seria "sim"; mas nunca te aconteceu de parar um pouco, analisar os fatos e se dar conta de que determinadas situações te levariam exatamente ao mesmo resultado independente do caminho tomado? Ou que você precisasse realmente passar por algo para determinado fim? Ou ainda, agora fazendo da palavra 'Propósito' sinônimo da palavra 'Destino', em algumas situações parecer que tua presença em determinado local ou situação fossem necessários para o cumprimento de um propósito seja ele qual for?            


***

Entenderam? Esse assunto, é complicado ou não? rs
Alguém possui uma resposta ou teoria quanto a isso? Estou curiosíssima para saber!

Um beijo, um abraço e um queijo pra quem entendeu de verdade o que eu quis dizer com esse post.

09 setembro 2012

Quando a gente sente soprar novos ventos...

Eu não sei dizer se já me senti assim antes.
Sabe quando você sente Algo Maior? Quando você finalmente aceita que não tem controle algum sobre aquilo que acontece ao seu redor e... Isso não é algo que te traga desespero?
De alguns dias para cá eu tenho sentido isso. E eu quero cultivar esse estado de espírito cada dia mais.

De uns dias para cá eu tenho recordado e revivido coisas que antes eram muito, mas muito importantes para o meu ser e que eu havia esquecido. Que por um tempo eu tinha deixado de acreditar, praticar... Meio que a desesperança desse mundo me atingiu, e as coisas boas só foram morrendo aos poucos. A verdade tornou-se dúvida e pouco a pouco foi sendo rebaixada. E tudo aquilo que não era saudável foi tomando um espaço cada vez maior.

Como eu disse, me parece que agora tenho uma "segunda chance", não sei se essas são as palavras corretas. Mas a sensação é também de que, talvez, agora eu seja melhor preparada para compreender tudo que cabe a mim ser compreendido nessa vida. E também fazer. É notado que eu penso muito e pouco faço.

As vezes é difícil traduzir em palavras aquilo que estamos sentindo. O que eu sei, é que, como está no título, sinto soprar novos ventos. Eu não tenho ideia de onde eles me levarão, mas pela primeira vez na vida isso não me assusta.

Eis aqui (mais um) desabafo. Mas também um desejo, de que, cada um que por aqui passa, viva ou tenha vivido o que estou vivendo agora ao menos uma vez na vida.
Uma semana iluminada a todos!



31 agosto 2012

Sobre uns livros que li e outras coisas que ouvi. (ou senti)..

Gente, essa vida é muito doida mesmo, né? É ou não é? Falem a verdade!
As vezes eu penso que meu problema seja justamente esse: pensar demais. Eu tenho essa mania de explicação, de tentar entender as coisas que acontecem, comigo e à minha volta. Eu não sei se é uma curiosidade doentia ou se é minha forma de ter paz, mas o fato é que "casos inacabados", coisas que ficam pela metade me deixam puta! (perdoem o palavreado)

Isso me faz lembrar de um dos primeiros livros que comprei na primeira FLIT que fui aqui no Tocantins. Foi uma coisa de última hora e eu nem sabia do que se tratava o evento direito; a única coisa que me disseram é que meu pai tinha direito à R$100,00 em livros... quaisquer livros! E como ele não ia, eu fui, para não perder o benefício. Como não havia planejado nada, os livros que comprei foram porque alguém já havia recomendado ou por pura curiosidade. Me lembro que na época um livrinho me chamou a atenção: "As cinco pessoas que você encontra no céu".

Esse é, como eu já disse outras vezes aqui, um daqueles livros que se eu tivesse condições, daria a cada uma das pessoas especiais em minha vida, a cada um dos meus amigos mais próximos, na esperança de esse livro os tocar como tocou a mim. 

"As cinco pessoas que você encontra no céu" é o livro perfeito para mim porque ele traz o que seria o Paraíso ideal para uma pessoa ávida por entender tudo como eu. Ele conta a história de um senhor que morre e vai para o céi (dãããã!) e lá ele vai encontrar cinco pessoas que foram muito marcantes na vida dele ou pessoas que ele acabou por marcar, propositalmente ou não. A moral da história é que, por mais que diversas vezes nos sintamos insignificantes nessa vida, por mais que tenhamos acessos de "o que estou fazendo aqui?", "qual é o meu propósito?", "eu sirvo pra alguma coisa que preste?" ou "eu sirvo para alguém?", esse livro vem e mostra que todos, do rico ao pobre, do intelectual ao leigo, todos temos papéis a cumprir. Todos nós estamos em constante contato com diversas pessoas, cometas ou não, e cada um desses contatos vem para nos mostrar alguma coisa, ou nos acrescentar. Ou para também, mostrarmos algo a essas pessoas, acrescentar, fazer a diferença de algum modo...

Talvez este post seja a continuação do anterior. Não sei. Não era bem esse o objeitvo, mas se soou assim, eu também não me importo. A questão é que eu fico, talvez vocês também fiquem (se forem tão esquisitos como eu), tentando entender as coisas que acontecem com a gente, tentando descobrir no que isso vai dar, qual é, afinal, a razão de tudo isso.

Outro livro muito bom que li, é uma série que não cheguei ao final ainda, e trata de temas muito delicados em minha opinião. Trata-se da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Algum de vocês já leu algum? Operação Cavalo de Tróia conta a história do J.J.Benítez, que é um jornalista e escritor espanhol, quando ele supostamente recebe uns documentos de um ex-funcionário da NASA ou aquelas paradinhas americanas que fazem tudo às escondidas, sabe? Essa documentação é um relato desse ex-funcionário, contando sobre um projeto que foi feito há algum tempo atrás. 

Segundo a história, esse grupo americano teria supostamente encontrado uma forma de voltar no tempo. Sim, sim, uma máquina do tempo, pessoas! E então eles resolvem escolher algum grande momento histórico da humanidade para voltar e acompanhar de perto. Por votação, o momento escolhido acaba sendo a vinda de Jesus Cristo à terra. 

Segundo a história, eles escolhem e preparam um cientista sem nenhum tipo de crenças, uma pessoa neutra para se infiltrar naquele período e acompanhar os últimos passos de Cristo. O que eu posso dizer, é que, apesar da escrita ser diversas vezes enfadonha, OCT é uma narrativa fantástica - no melhor sentido da palavra. Ele traz uma perspectiva maravilhosa, principalmente para pessoas que como eu, liam a Bíblia e pouco absorviam do que ali estava escrito. 

Eu acho que tudo está relacionado com a maneira como as histórias são contadas. A narrativa do personagem é bem fiel aos acontecimentos relatados na Bíblia, mas ao mesmo tempo ele faz ressalvas a respeito da imparcialidade dos Evangelistas... Quem já leu sabe, que alguns contam certas coisas e deixam outras de fora, mas enfim... Eu queria falar mesmo é do segundo volume, que foi até onde eu li.

A história tava muito boa, bem legal mesmo. Até chegar num ponto que cutucou a minha ferida de Católica. Em determinado momento, quando o major está escutando a gravação da conversa que "rolou" durante a Última Ceia, Cristo falava algo que nós, Católicos não fomos acostumados a acreditar: essa coisa de reencarnação. 

De acordo com o livro, o Filho do Homem dizia que tipo assim, (rs), nós ficaríamos nesse ciclo de vidas e mais vidas até alcançar a Graça, entende? Até nos tornamos espíritos mais evoluídos.... Eu me recordo que na época eu até zanguei com o livro, fiquei quase um mês sem lê-lo, mas como eu disse no início desse post, eu abomino casos inacabados! Então fui terminar a leitura. Muito boa, muito boa, mas te instiga a querer comprar o terceiro volume, hahaha.

Mas novamente, o que eu queria dizer mesmo, é que tem horas que isso me deixa com a pulga atrás da orelha. Eu sou desconfiada o suficiente para saber que OCT é uma coleção de livros, que, entre outros objetivos,  pretende que os leitores se interessem pelo que viram e comprem mais e mais volumes. No entanto, vira e mexe, essa coisa de outras vidas não me sai da cabeça.... É que geralmente eu me sinto tão velha, algumas coisas me parecem tão óbvias, tão claras. Eu sei que isso soa intransigente por demais, que pobre de nós, não temos acesso a verdades absolutas e tudo mais. Mas é que a mente não se desliga assim.

Eu realmente queria dedicar mais do meu tempo a descobrir qual tom de blush combina mais com a minha pele ou em fazer exercícios e conseguir amenizar um pouco das celulites que insistem em aparecer, mas não dááá! Tem horas que eu fico pensando que já nasci antes entre meados da década de vinte e cinquenta porque tenho paixão por música antiga; tem horas que imagino que eu tenha me dado bem com aquele período entre séculos XVIII e XIX que a Jane Austen descreve tão bem. Tem horas também que penso na jovem ou no jovem inconsequente que fui para ir embora tão cedo daquele período entre anos 70 e 80!

Que Deus me perdoe a provável quantidade de asneiras contidas num post só... Só que muitas vezes eu me sinto assim. Eu penso assim. E isso passa a fazer muito sentido. Mesmo não possuindo o menor sentido.
Alguém me entende?!
Ah, e isso tudo, era para dizer que, por causa desse fluxo todo de pensamentos, é que eu tenho tanto medo de me aprofundar nas coisas Celestiais. 
 

22 agosto 2012

Sobre o "toque" ou sobre o "tocar" (alguém)


Eu cresci ouvindo minha mãe dizer: "Nessa vida há apenas três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". E a ouvi também falar da importância de se pensar e medir as palavras antes de pronunciá-las. Segundo ela, o problema não é aquilo que entra pela boca, mas o que sai; porque as palavras que vem, vem direto do coração, sejam elas de amor ou de mágoa.

Eu não sei se devo me justificar por aqui e também não sei se alguém se importa com isso de fato, mas a questão é que eu tenho uma certa dificuldade de falar de mim abertamente; dificuldade maior ainda em expor de forma clara aquilo que sinto. Então, eis a minha surpresa quando meu ex-namorado veio até mim comentar sobre uma das mensagens que eu havia enviado a ele recentemente, comentando do quanto estava sendo legal o vínculo que estávamos criando e o quanto eu estava curiosamente contente com isso. Ele me disse então, que foi no momento em que leu a tal mensagem, que percebeu - e sentiu um certo peso com relação às minhas palavras -, que ele de fato estava começando a fazer parte de minha vida - e o quanto isso era/é delicado... 

Esse acontecimento me fez pensar em algo que já venho pensando há algum tempo e não tenho certeza se já escrevi sobre isso aqui: o poder de nossas palavras e da nossa presença diante das outras pessoas. E vice-versa também, claaaro. Me explico melhor: (ou complico)... Eu conheci um dos meus melhores amigos na faculdade. A relação que nós temos é única e eu não sei se conseguiria me sentir tão à vontade com outras pessoas como o quanto me sinto com ele. A questão é que, numa dessas vezes que paramos para olhar para trás e observar como chegamos a esse ponto (de amizade), ele me contou de certa vez lááá no segundo período quando ele me pediu para lhe ensinar o conceito de passagem de parâmetros (acho que o assunto era esse... se não era, devia ser sobre recursividade...). Mas enfim, o que ele me conta - pois eu não me lembro disso -, é que eu lhe expliquei alguma coisa sobre o assunto, mas ainda assim ele não entendeu; e que em certo ponto eu disse a ele que deveria fazer algum esforço para tentar entender, ou algo do gênero... 

 Apesar de eu provavelmente ter dito isso com a melhor das intenções (sem ironias, por favor), ele me conta que as minhas palavras pareceram muito duras para ele na época e que isso o magoou muito! O ponto que quero chegar é o seguinte: quando eu disse essas palavras ao meu hoje melhor amigo, eu não tinha ideia do efeito delas sobre ele. Não medi o quanto ele poderia ficar chateado... Mas não é que eu seja má ou tenha falta de tato total com as palavras... Acho que é "apenas" mais uma questão que todos nós passamos de vez em sempre: essa coisa de nunca termos como saber de fato como a pessoa do outro lado está se sentindo. Quem nunca num momento de tristeza, desamparo ou coisa assim, ouviu algumas despretensiosas palavras vindas de alguém, e ganhou o dia com isso? Ou, como na história que contei, falou alguma coisa sem a menor pretensão de ser rude e acabou machucando a outra pessoa?

 Mal entendidos acontecem o tempo todo! Eu até criei aversão aos comunicadores online só porque essas ferramentas deixam margem para que os receptores interpretem o que eu digo da maneira que bem entendem e não necessariamente como eu gostaria de ser entendida.  Porém, mesmo evitando esses comunicadores, nas conversas do dia a dia, essas coisas acontecem e esse é mais um motivo para ligarmos o botãozinho da sensibilidade sempre que pudermos! 

Talvez eu devesse ter intitulado a postagem de hoje como "Um post meio Touch", fazendo referência àquela série que o Kiefer Sutherland está participando agora. No primeiro episódio, o garotinho que narra a história diz o seguinte: 

"Há um antigo mito chinês sobre o Fio Vermelho do Destino. Diz que os deuses prendem um fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e os conectam a todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir. (...) E é meu trabalho ficar de olho (...)   Fazer as conexões para aqueles que precisam se encontrar. Aqueles cujas vidas precisam se tocar."

Talvez eu tenha fugido um pouco do assunto, mas era nesse ponto que eu queria chegar: cada palavra que sai de nossa boca, cada uma de nossas ações, causará algum “efeito" em alguém. Pode ser que ele (o efeito) não seja tão grande quanto o que queremos causar, mas esteja certo que em alguma situação alguém irá supervalorizar o que você disse ou fez, para bem ou para mal. Por conta disso, talvez seja interessante estarmos sempre atentos à maneira como falamos e agimos com quem está ao nosso redor.

Essa semana eu perdi uma Grande Amiga. Ela era uma moça espetacular, de um caráter indiscutível, de sonhos grandiosos, e de uma grande capacidade para torná-los realidade. Ela era filósofa, provavelmente antropóloga também e uma das pouquíssimas pessoas que eu tinha total prazer em conversar e ter a certeza de que por mais doido que fosse o assunto, ela entenderia exatamente o que eu queria dizer. Porém não era só essa questão de "ser entendida", isso soa até um pouco egoísta, mas ela era sem dúvida uma pessoa ímpar, daquelas que quando estava por perto tinha sempre as palavras certas, esse dom de tocar quem estava à sua volta, de cativar a todos...

A Rafa faleceu aos 23 anos por causa de uma parada cardíaca. Pelo que eu soube, ela estava em serviço no momento em que começou a passar mal. Ela trabalhava no Corpo de Bombeiros, e tinha como profissão salvar vidas, socorrer pessoas... Possuía uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo uma fibra muito grande nos momentos em que isso era necessário...

 Apesar de toda a tristeza e do choque que foi ter recebido essa notícia, por um lado eu fico extremamente feliz e grata... Pelo simples fato de tê-la conhecido! Por ter tido a oportunidade de ser amiga, de compartilhar situações da vida e sonhos... Eu não quero pensar por agora se ela foi cedo demais ou não; isso não cabe a nenhum de nós julgar. Mas sem dúvida ela deixou a marca dela em cada um que a conheceu. Ela soube "tocar".

E eu acho que se cada um de nós nessa vida for capaz de tocar alguém dessa maneira, de fazer diferenças positivas na vida de outras pessoas, por menor que sejam essas diferenças... Nossa vida terá valido a pena!  


Pronto, falei!
Obs. para desencargo de consciência: O meu amigo lá de cima, (aquele que ficou chateado comigo) depois resolveu seguir meu conselho (!!!). Ele aprendeu passagem de parâmetros, recursividade, orientação a objetos e no fim do curso era eu quem precisava de sua ajuda! xD


16 agosto 2012

Sobre dúvidas, conveniência e desconfiança...


De uns dias para cá eu tenho pensado o quão é interessante essa tal de Conveniência, e como ela se aplica até mesmo sobre aquilo que pensamos. Talvez eu seja a campeã no uso dessa ‘senhora’. Aquilo que dá trabalho em se pensar ou é muito contraditório, convenientemente ou automaticamente – não sei dizer ao certo –, acaba ficando em segundo plano na hora de desenvolver raciocínios a respeito.

Mas eu estou preocupada ultimamente, é com o poder da Conveniência e da Desconfiança sobre mim. Apesar dos pesares, eu fui ensinada a “peneirar” tudo aquilo que me é dito, exposto e nunca ir engolindo tudo sem ao menos um questionamento. Aí está o problema: até que ponto isso é saudável? É mesmo necessário fazermos e pensarmos tudo com um pé atrás? E onde fica a espontaneidade das situações? E o instinto?

Eu me lembro quando me interessei pela Logosofia; lembro-me o quanto cresceu ainda mais meu interesse quando o livrinho que eu pedi de brinde ao site chegou aqui em casa (eu nunca tinha pedido um brinde antes que tivesse de fato sido enviado até mim, rs). Eu comecei a ler o livro – que até onde me lembro dizia o tempo todo que ia dizer mais na frente do que se tratava a Logosofia de fato, mas nunca chegava nesse ponto – e, em pouco tempo, foi aparecendo uma desconfiança enooooorme a respeito do que estava escrito ali. Algo como uma lavagem cerebral... Entendem? Viajei muito, agora?!

Mas a sensação era essa mesma, meus caros: La-va-gem ce-re-bral. E eu fiquei com isso na cabeça e larguei de mão o livro (!) – apesar das muitas coisas escritas lá fazerem sentido e eu até adotar algumas posturas afins em minha vida. Eu fiquei com medo daquilo, do que era repetido constantemente e chegou ao ponto de eu ficar regrando a leitura, tipo: “Muita atenção com o que você acaba de ler... Isso serve para você?”

A história do livrinho de Logosofia é só uma das muitas que aconteceram comigo. E não é desejando mal, mas espero que eu não seja a única pessoa que padeça desse “mal de desconfiança”. O que me trouxe aqui hoje foi a questão do questionar. Quando iniciei esse post falando de conveniências, foi pensando a respeito de como muitas vezes, para nós é mais “fácil” lidar com essas questões apenas quando convém – ou seja, quando não tem mais jeito, do que encarar as situações de uma vez.

Felizmente ou não, todos os conceitos que adotamos em nossas vidas passam pelo processo do “livrinho de Logosofia”: alguém diz ou escreve alguma coisa direcionada às pessoas, nós recebemos essas informações, arquivamos em nosso cérebro e de acordo com o andar de nossas vidas algumas coisas se tornam mais “verdades” que outras; algumas coisas se tornam mais certas que outras. E aí eu refaço as perguntas: como nós iremos separar o joio do trigo? Como saberemos o que é certo e o que é errado se somos resultado de uma série registros da vida? Vemos, ouvimos, processamos e separamos. Como saber se estamos separando as coisas corretamente, como se deve?  

12 agosto 2012

"Só" sobre a Vida...


Tem horas que a gente para, mede e percebe o quanto ainda existem coisas para serem aprendidas e vividas.

Em alguns momentos tornamos certas "verdades" absolutas e com isso, nos fechamos e ficamos estagnados em tal momento.

Talvez o que falte, seja mesmo essa tranquilidade, essa leveza de espírito em dizer: "Te acalma, vive um dia de cada vez...!".

Eu sei que são coisas óbvias o que eu disse aqui.
Mas eu reforço mesmo assim, só porque...
Nos esquecemos com muita facilidade!

Uma semana iluminada a todos =)

24 junho 2012

Pra ser sincero....


... eu sabia que esse momento ia chegar. Sabia que não seria fácil. Só que isso não era difícil de presumir. Dá pra ver como a vida funciona; não precisa ser ‘expert’, é tudo uma questão de observação. Sempre foi assim; é assim para todo mundo. Tem uma época que tudo vai bem, e tem outras épocas que a coisa simplesmente não flui. E não acho que vale essa máxima de que quando o trabalho vai bem o amor vai mal, ou o contrário. Eu acho perfeitamente possível o cidadão estar amando e feliz no emprego sem uma coisa interferir na outra; assim como é perfeitamente possível ter por aí o indivíduo completamente ferrado, como eu.

É uma questão de observação, não é preciso “passar por isso” para perceber essas coisas. Quando você estiver muito feliz, tenha certeza que em algum momento, próximo ou não, alguma coisa desagradável vai acontecer. E quando a coisa desagradável chegar você vai se lembrar do tempo feliz; e mais, você irá se agarrar a isso e irá cultivar a esperança de que dias melhores como os que já foram darão ar da graça novamente. É isso ou você simplesmente se entrega; se rende. Deixa de viver e dá lugar a uma sub vida...ou seria sub morte?

O fato é que períodos desagradáveis são desagradáveis. É um porre. E quando a coisa está realmente feia é difícil tentar convencer a sua consciência de que em algum lugar está a tal da luz no fim do túnel. É difícil digerir que todo mal vem para bem, e que no fim você sairá disso tudo fortalecido, e com sorte, imune a outras situações semelhantes a essas.

Não é fácil. Mas é o que é. Isso é viver. E se estamos achando tão ruim assim, é como meu pai diz: “para morrer basta estar vivo..!”; a porta da rua é serventia da casa... No entanto, como ninguém quer morrer (ou quase ninguém, assim espero), o jeito é ir levando como der. Enfrentado com a coragem dos heróis de cinema, ou simplesmente fingindo que não é com a gente, esperando para ver no que vai dar.
Só espero que valha a pena.