27 fevereiro 2014

Decidi que vou Casar!

Acho que todos que me conhecem bem e os amigos aqui do blog  que acompanham as abobrinhas que escrevo ou escutam as baboseiras que eu falo, sabem que estou há tempos, passando por um período de transição ou coisa parecida.

Nesse post aqui, vocês viram um pouquinho da minha crise de idade, rs. E aqui, um pouco dos questionamentos que tenho feito ou do quanto sou grata por cada experiência que Deus coloca no meu caminho.

O fato é que de um tempo pra cá tenho tentado muito, mas muito mesmo, entender o sentido das coisas. É um pensamento ambicioso, eu sei, mas não me entendam mal. Acho que evoluímos muito interna e humanamente quando nos dispomos a olhar um pouco ao nosso redor; quando tentamos não supervalorizar os nossos probleminhas de cada dia e tals. Para isso então, cada situação que me acontece eu tento fazer um tipo de verificação, buscando sentidos em entrelinhas para que nada passe desapercebido.

Fazendo essas 'verificações', percebi que é necessário definir prioridades na vida. Acho que já dividi com todos aqui os meus desejos profissionais, minhas vitórias e frustrações. Desde que saí da faculdade eu tenho tentado conseguir essas coisas (especialização, mestrado, doutorado...) mas, como eu evidenciei no post sobre minha crise de idade, tenho andado bem lerda quanto aos estudos e tudo o mais. E não sei se é porque ando com meu instinto materno aflorado ultimamente, mas cheguei à conclusão que entre outras coisas, eu também quero casar!!!

Eu vejo, nesse meio acadêmico uma série de profissionais inteligentíssimos, competentíssimos e tals, mas que para chegar nesse grau de titulação tiveram que abrir mão de tantas coisinhas comuns à maioria das pessoas e isso é tão triste. Eu não quero ser uma tia velha casada apenas com títulos! Credo! :s

Não estou condenando quem é assim, vejam bem. É como eu disse no começo: tudo é questão de se definir prioridades. E ser uma tia velha casada com títulos não é a minha. Descobri isso há aproximadamente umas quatro semanas e fiquei tão feliz com essa descoberta! É muito mais fácil ser objetivo quando sabemos o que estamos buscando. (Óbvio, né? Mas pasmem, eu dei muitas voltas para chegar à essa conclusão, haha.)

Quando eu estava ministrando um curso em uma cidadezinha entre outubro e novembro de 2013, um dia conversando com um aluno com um certo potencial, perguntei a ele o que ele esperava, ansiava ou lutava nessa vida, algo nesse sentido. Eu perguntei isso porque eu passo tanto tempo pensando nisso, tipo: até onde sabemos, só possuímos essa vida, essa oportunidade de ver, conhecer, saber e experimentar coisas e situações. Eu tenho minha listinha de coisas que, ao chegar no final da minha vida, gostaria muito de olhar para trás e me sentir realizada e com a sensação de dever cumprido. Claro que isso me torna uma pessoa meio  totalmente sistemática, etc (mas já estou acostumada). Mas o que me deixa realmente intrigada, é que muita gente não pensa a esse respeito.

Você já parou pra pensar nisso? A vida é algo único e todos estamos aqui por alguma razão... Então imagine a pessoa apenas passar por aqui de maneira vazia? É ou não é de cortar o coração? Sei que esse é um pensamento superficial, sei que todas as pessoas possuem o seu valor. Muitas vezes nos sentimos insignificantes nesse grande caos de existência e SOMOS mesmo (insignificantes). No entanto,  mesmo em nossa pequenez existe um sentido, somos sim capazes de gerar mudanças - de pequeno, médio e grande porte -, e talvez  - isso vai soar utópico - se mais pessoas tivessem consciência disso, o mundo não estaria tão carregado de desamor, barbáries e egoísmo.

Alguma sábia pessoa já disse por aí que não se faz omelete sem quebrar os ovos... Então que quebremos todos eles e façamos ovos, bolos e biscoitos. Não dá pra chegar a algum lugar sem ter uma vaga ideia de para onde ir. Encerro esse post com algumas citações que encontrei na internet, visto não encontrei nenhuma que se enquadrasse nos livros que andei lendo. Beijos, beijos e um feriado de carnaval legalzinho para todo mundo. 







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"O objetivo da vida é o autodesenvolvimento; é perceber, com perfeição, nossa natureza... é para isto que estamos aqui, cada um de nós. Mas, hoje em dia, as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram da mais elevada das obrigações, a obrigação que devemos a nós mesmos. Mas, é claro, são caridosas. Alimentam os famintos, vestem os mendigos. Suas próprias almas, entretanto, sentem fome, estão nuas." - Oscar Wilde.

"Existem dois objetivos na vida: o primeiro, o de obter o que desejamos; o segundo, o de desfrutá-lo. Apenas os homens mais sábios realizam o segundo." - L. Smith

27/02/2014

31 dezembro 2013

Pressentimentos

31/12/13


Não foi exatamente sobre isso que imaginei o último post do ano; na realidade eu tenho aqui na ponta da língua uns dois ou três assuntos que gostaria de já ter postado, mas a preguiça tem me impedido. Me conforta a suposição de que não faltará oportunidade para tratá-los posteriormente.

O assunto de hoje é algo que tem me incomodado de uns dias ou meses para cá. Acho que nessa simples palavra posso resumir toda a angústia que com a qual tenho tido que lidar. Não sei até que ponto isso é positivo ou não. Saudável ou não. Não sei se você acredita ou não, ou se eu simplesmente tenho supervalorizado tudo isso.

Tal como nos filmes de super heróis, acredito que hajam controvérsias a respeito da autenticidade dos pressentimentos. Alguns dizem que isso é fato, outros dão de ombros e simplificam apenas reduzindo à palavra superstição. Já ouvi várias vezes pessoas me recriminando, dizendo que isso é besteira, que eu, minha mãe, tia e avó supervalorizamos tudo isso. Mas quem não carrega esse 'fardo', não sabe o quão angustiante isso pode ser. 

Minha mãe sempre me contou do olho esquerdo dela. Me contou de como quando esse tal olho tremia, algo ruim estava acontecendo ou por acontecer. Lembro-me de como ela ficava angustiada com aquilo, porque a única informação de que dispunha era essa: algo ruim estava prestes a acontecer.

De começo, eu sempre dei de ombros. Não acreditava nem desacreditava; deixava estar. Eu dizia a mim mesma que supervalorizar aquilo era dar razão ao medo e isso não era algo saudável.

Acontece que de alguns meses para cá, esses mesmos sinais, essa mesma herança de família tem se colocado sobre mim. E não sei dizer ao certo quando foi que me deixei desesperar por causa desse tipo de coisa.  

O fato é que, sabe quando você se vê cansado? Amedrontado? Como se você tivesse assumido o papel da pessoa forte por muito tempo e de repente você não consegue mais agir daquele modo? Tá certo que seria sobre humano 'resistir' friamente a todas as desventuras que volta e meia nos acontecem. Mas sabe quando você se torna sensível além da conta?

Nas últimas semanas aconteceram algumas coisinhas pequenas. Coisinhas perfeitamente resolvíveis. Mas olho para trás e fico encabulada como fiquei des-con-tro-la-da diante dessas situações. Cadê meu auto-controle? Cadê a frieza necessária para lidar com as adversidades que tanto tenho me esforçado para cultivar?

Converso com minha mãe e ela diz que tenho estado sobre muita pressão, que é muita coisa sobre mim agora, mas embora eu me sinta assim a maior parte do tempo, penso que não deveria ser assim. Poxa vida, a gente cai e se levanta o tempo todo. Ninguém nunca morreu por conta de adversidades ou períodos não tão ideais. Por que é então que quando se apresentam esses tipos de momento é como se nenhum pensamento racional fosse levado em conta na hora do desespero?

Em 2005, era um final de semana de abril e meus dois olhos tremiam freneticamente, de um jeito que já estava a incomodar. Eu nunca liguei aquilo à algo ruim prestes a acontecer. Mas assim que a semana entrou, meu avô sofreu um infarto e não fosse o socorro imediato ele não teria resistido.

Ano passado mais uma vez estava eu incomodada com os olhinhos a tremer. Também dei de ombros. Numa madrugada de domingo para segunda o telefone tocou. Minha prima de trinta e poucos anos, saudável, com duas filhas lindas... simplesmente teve um ataque cardíaco fulminante.

Esse ano, agora no final de novembro, início de dezembro, tive um dia daqueles que teria sido melhor ter ficado na cama, dormido até mais tarde, faltado o trabalho ou qualquer coisa do gênero. Eu devia ter me aquietado quando ele tremeu.

Três dias depois, assim, também sem aviso prévio meu avô se foi para sempre. Eu me lembro da ligação de meu pai avisando, foi bem na hora que eu estava saindo do trabalho. Naquele dia haveria uma confraternização, por isso todos estávamos encerrando o expediente meia hora mais cedo.

Lembro-me que combinei com um colega de trabalho para ele levar o presente do meu amigo secreto visto que eu não poderia comparecer... Cheguei em casa, concluí os diários que eu deveria enviar ao meu coordenador. Nessa altura o telefone já tocava incessantemente. Eu não atendia porque sabia da notícia que queriam me dar. Concluí todas as minhas pendências (como quem diz: agora posso entrar de luto em paz), fiz um lanche (a noite seria longa) e só então fui para a casa de minha avó dar assistência à família.

Hoje eu me pergunto: será que não chorei o suficiente naqueles dias? Será que meu discurso de "Morte é algo natural e certo para todas as pessoas" funcionou só na teoria e olhando pelo lado prático não valeu de nada como mecanismo de consolo?

O título desse post é 'Pressentimentos'. Meu olho (in)feliz tem dado sinais há alguns dias. Sei que não deveria dar importância a isso visto que nunca sei do que se trata nem a quem se direciona. Preocupar-se nesse sentido é inútil. Mas sabe quando vem aquele aperto, aquela angústia?

Sabe quando você não sabe se vai aguentar outro tapa da vida dessa natureza? Sabe quando você se sente apenas cansado e busca por tudo maneiras de desviar sua atenção desses sinais?

Não vou dizer "Que o ano novo traga bons ventos". Fica claro para mim a cada dia que passa que o ano nunca será novo se não nos renovarmos. Então acho que rezo por isso desse momento em diante. Que se façam todas as mudanças necessárias, mas que sejam de dentro para fora. Sempre.

É de maneira angustiada  e febril que escrevo o último post de 2013.
E a pergunta que eu deixo é simples: você acredita em pressentimentos? Como você lida com esses 'toques do além'?  Como a gente desliga o botão do "sofrer com antecedência"?

Um 2014 iluminado a todos. ;)


01 dezembro 2013

Política ou coisa parecida

02/12/13


Pessoal, que saudades. Que saudades da minha vergonha na cara para me dedicar mais ao meu blog. O fato é que penso tanto, que quase todas às vezes penso: “Ó, perigoso até sair um post decente aqui”. No entanto, as ideias vêm e vão e geralmente, quando resolvo tirar um tempinho para escrever, me vejo como estou agora, com aquela sensação de: “O que é que eu queria falar, mesmo??”. Rs. É a idade, é a idade. Mas isso vai ser assunto de outro post.

Tal como Lorde Walder Frey, sempre atrasado, hoje vou falar desse negócio que tem sido muito falado, ou estava sendo, sei lá, os Black Blocs ou coisa parecida.

Na época da Copa das Confederações a coisa ficou preta. Confesso que não tenho mais acompanhado noticiários, mas a bagunça foi tão grande que até eu soube. o.O

A questão é que nas redes sociais, choviam memes dizendo “O gigante acordou” e outras besteiras do tipo. Quando eu vi aquilo ali, não consegui me deixar levar pela onda, não consegui acreditar que alguma coisa iria mudar, e olhe que sou a rainha da utopia.

Fiquei pensativa porque quando eu estava na faculdade, quando houve greve eu fui para as ruas, eu acreditei, sabe? Que gritar, fazer barulho ou coisa do gênero faria diferença. Não foi porque naquela época a gritaria não deu em nada que eu desacreditei e desacredito desses movimentos atuais.
A verdade é que (momento intransigência agora, ram ram) as coisas não irão mudar. Podem gritar, podem depredar patrimônio público e privado, podem prender o Dirceu e pode até ser que neguem a prisão domiciliar do Genoíno, mas nada disso vai mudar enquanto a mentalidade e o comportamento da sociedade não for alterado.
E quando falo de mudança de comportamento não me refiro a sair para ruas e começar a quebrar tudo. Falo de mudança de caráter mesmo, mudança de mentalidade, mudança de comportamento, sabe?
Há aproximadamente um mês atrás fui a trabalho a uma cidadezinha lecionar um curso de um mês de duração. Quando cheguei nesse lugar, me deparei com uma cidade com menos de três mil habitantes e diminuindo a cada dia. Lá não existe comércio, ou turismo, ou qualquer atividade que leve para frente aquele local. A conclusão simples é que em 30 ou 40 anos, aquela cidade irá morrer. Mas eu mencionei essa cidade não por causa da situação econômica dela, nem pelo fato de todo mundo ser parente do prefeito e por qualquer coisinha fora do lugar culpar o tal homem.

Eu mencionei essa cidade porque, lecionando o tal curso, reparei em um comportamento ‘curioso’ por parte de meus alunos. Reparei que todas as vezes que eu chamava a atenção de um aluno, o tal aluno nunca aceitava a minha correção. Ninguém nunca ficava quieto, se envergonhava ou sentia-se mal de alguma forma por estar errado. O comportamento padrão era o seguinte: “Ahh, fulano fez isso ou aquilo e você não disse nada...”. Basicamente.

Isso me fez perceber o quanto, em geral, todo mundo quer ter razão. No momento de receber os louros da vitória, quem não se habilita? Na hora de apontar o dedo e expor o erro alheio, todo mundo quer, não é? (Sem hipocrisia, pessoal). Mas e quando você está errado? E quando quem fez meleca foi você? Você tem peito para admitir o erro? Pense sinceramente ao responder essa pergunta.

Outra: quem possui humildade suficiente para dizer “Eu errei.” atualmente? Ou melhor, quantas pessoas?

O que eu vejo são pessoas que querem ter sempre razão e que, estando erradas, buscam formas de culpar outras pessoas, disfarçar os erros, ou fingir que não saber do que se trata.

Concluí que pessoas assim são tão corruptas e erradas quanto essas outras que insistimos tanto em condenar. Ou seja, farinha do mesmo saco. Percebi que eu não posso mudar o mundo nem você. A única coisa que se encontra ao nosso alcance é mudar o nosso comportamento, mudar a nossa forma de agir e pensar. Se eu desejo honestidade, eu não devo exigir isso das outras pessoas para comigo, devo sim, adotar essa postura de mim para elas.

A partir do momento que a sociedade perceber que todas as mazelas que nos acontecem são apenas reflexo daquilo que somos talvez haja alguma chance de iniciarem-se as mudanças reais.



Pronto, falei.

24 setembro 2013

Mais um pensamento...


Tava pensando... Como a gente reclama da vida, já reparou?

Esses dias me peguei olhando pro passado, para algumas coisas que fiz e que achei estar tão cheia da razão no momento. E agora to me sentindo até envergonhada pela postura infantil. É engraçado como isso acontece o tempo todo!

Mas olhando para as coisas que já aconteceram notei uma coisinha: o egocentrismo do ser humano. Já notou que salvo raríssimas exceções, a maioria de nós gasta a maior parte do tempo e energia preocupados apenas com o próprio umbigo?  

Os políticos corruptos “trabalham” apenas pelo próprio benefício. Esses loucos terroristas lutam por uma causa que beneficia quem, exatamente? (Eu não acho que as vítimas desses ataques ficaram lá muito satisfeitas...). O cara que recebe propina para fazer vista grossa com uma situação errada... Tudo benefício próprio...

Copiando descaradamente um camarada da net, as pessoas passam a maior parte do tempo querendo “ser o mais rico, o mais poderoso, o mais lindo, viver num paraíso, ter milhões de escravos, ser o melhor, o mais famoso, viver, curtir, ter tudo do bom e do melhor, e tudo isto sem ao menos se importar com os outros” OU trabalhar para que tudo isso se concretize.

Assim tá fácil, não é, galera?

Enfim. O que eu queria dizer é a gente reclama demais. De tudo. Tem neguinho aí se estressando por pouca coisa. Estressando por pouca coisa quando há tanto para se agradecer!

Poxa vida, se estou escrevendo isso aqui, é porque, por acaso ou não, eu estou VIVA! E isso é algo ótimo só para começar. Não nos falta nada! Temos teto, temos comida, temos família, amigos, trabalho... E daí se na garagem não se encontra o carro do ano? E daí se meu pai ainda não conseguiu ganhar na mega sena? Se... Se... Se não possuímos tudo aquilo que querem nos fazer acreditar que necessitamos mais do que tudo?

Para ser feliz não é preciso muito. Para viver bem não é preciso luxo.  Para se conquistar qualquer coisa, grande ou pequena, é preciso esforço, dedicação e foco.

E antes de tudo isso...: Fé.


04 setembro 2013

Sobre Aika e minha crise de idade

                                                                                                                           04/09/13

Velho, na boa.

A gente nunca acredita que essa tal "crise da idade" vai chegar, mas quando você menos espera, PLUFT!,  olha ela aí.

Eu comecei a acreditar que estou mesmo num tipo de crise ou transe de maturidade porque... poxa, porque...

Bem, nesse julho, eu trabalhei até metade do mês e depois tive duas semanas de folga antes do retorno das atividades. Eu planejei tanta coisa para fazer, comprei um quebra cabeça com 3000 peças (que até hoje só montei as bordas), separei um monte de músicas para aprender (tanto no violão quanto no piano), comprei 5 livros novos numa promoção da Saraiva de frete grátis (coisa rara para o Tocantins agora) - cinco livros que pelo menos 2, eu desejava há quase 10 anos   [tá notando o quanto estou velha? Quem deseja um livro por 10 anos???] - e acho que eu pretendia mais coisas, mas não me lembro no momento... Ah, sim, escrever no blog todas as quintas-feiras, e colocar todos os meus seriados em dias, ver todos os filmes que baixei e que concorreram ou ganharam o Oscar desse ano e do ano passado... 

Lista grande, né? Mas sabe o que eu fiz nessas duas semanas de folga? (ah, acho que constava na lista também cultivar um pouco mais a vida social, haha)  Nas duas semanas de folga eu basicamente joguei Aika e assisti os Pinguins de Madagascar  que deixei o semestre inteiro gravando no receptor da Sky lá de casa. É mole ou quer mais?

Tá, legal, eu sou filha de Deus afinal,  e Deus sabe o quanto eu corri esse semestre estudando, preparando aula, testando programa, tentando desvendar aquele tal Nagios, corrigindo prova até as três da manhã, aquela maratona toda entre duas cidades todos os dias da semana e indo para minha cidade natal nos fins de semana... 

Aprendi tanto, tanto.  Mas tanta coisa ficou a desejar também. Eu quase não pude dar atenção aos meus familiares, quanto mais aos meus amigos. Toda a lista que fiz para aquelas duas semanas de julho, eram de certo modo para compensar aquilo que não consegui conciliar durante o primeiro semestre.

Mas o que eu achei interessante foi justamente eu me 'apegar' tanto a essas duas coisas: jogo e desenho. Soa TÃO infantil, porque peralá, né? Essa ano completei 24 janeiros! Teoricamente minha preocupação agora deveria ser, além da parte profissional, encontrar o 'macho alfa' e perpetuar a espécie (kkkk). Mas sabe quando você está meio que ... 'sei lá, entende?' ?

Não sei.
Minha amiga psicóloga  me perguntou, quando eu contei assustada a maneira como eu havia conduzido minhas férias (sem fazer o mínimo esforço para socializar, para viver o que minha idade realmente sugere), se eu não estava fazendo aquilo como um mecanismo de defesa, como quem quer evitar maiores problemas. Sim, porque socializar nesse mundo é problema, né, pessoal?  Quer passar raiva gratuitamente, contrate o serviço de linha telefônica ou de telefonia móvel, mais cedo  ou mais tarde você se verá há pelo menos uma hora pendurada no telefone com um atendente nem um pouco disposto a resolver o seu problema.

Isso sem contar os dissabores nas relações sociais quando você encontra criaturas difíceis de lidar, daquelas que você tem que contar até 10. Mil. Para não perder as estribeiras e falar o que deve e o que não deve. 

E as relações amorosas então? Dor de cabeça, dor de cabeça na certa. 
Jesus misericordioso. Me dá até calafrios de pensar. Virgem Maria!

Sim, eu encontrei refúgio no jogo.
Mas... quando você tá jogando e o camaradinha do outro lado te diz que tem 8 anos...  É foda também. (Embora eu tenha descoberto que não sou a única 'adulta' por lá. Acredita que tem cidadão que espera a esposa ir dormir para ir pro pc jogar?).

Tá reparando meu palavreado inculto? Culpa deles! rsrs
Se por um lado é muito divertido e a gente acaba fazendo amizades muito legais, tem umas criaturinhas também.... que sorte a deles eu ser apenas lvl 49, sentimental e com pouca ou quase nenhuma habilidade para matá-los (no jogo, que fique claro, rsrs) só com uma espadada.

Eu estou realmente apaixonada pelo joguinho, até porque agora eu tô começando a pegar o jeito do treco ( a gente sempre fica feliz quando começa a dar conta de alguma coisa).  E estou me apaixonando também por dirigir. Ih, nem contei que nessas férias comecei o processo para tirar habilitação de condutor, né?  Pois é. Estou quase terminando as aulas de carro e meio que terei um carro para utilizar pelo menos por enquanto, visto que meu pai comprou carro novo e ainda não desfez do antigo. ^^  ( Se eu desaparecer de vez do universo online, vocês saibam que eu provavelmente morri em algum acidente por aí). 

Falar em carteira de habilitação, me fez lembrar em prova. Acredita que eu não fechei a prova teórica do Detran por duas questões? E também fiz PS para professor no Instituto Federal (e passei) e fiz PS pro Senac para instrutor (e passei também, em primeiro :o). E tudo isso no tempo em que eu estava basicamente jogando Aika. O que me fez pensar também em como esses jogos podem fazer bem para a cabeça, o contrário do que muita gente acredita. (Que isso não serva de desculpa para a molecada aí não estudar...)

E isso me levou a outra grande questão: como serão os idosos de amanhã? Os idosos que hoje jogam online, no xbox e ainda assistem anime. Coisa bem filosófica, né?

E por falar em filósofo, estou lendo Nietzsche, já que a vida não é feita apenas de jogos online, música ou coisa do gênero.

Nietzsche é um sujeitinho curioso. Pelo que li até agora, dá para concordar com algumas coisas que ele diz e outras a gente simplesmente abafa o riso. No entanto as vezes sinto dificuldade em encontrar contexto no que ele diz. Alguém pode me dar uma luz? Sugestões de como fazer esse tipo de leitura? Porque no fim das contas, Martin é bom pra entretenimento mas não engrandece a alma, não é verdade? rsrsrs

Quando eu terminar Crepúsculo dos Ídolos, certamente isso renderá um post aqui. Um post muito mais objetivo, diga-se de passagem. Mas por enquanto termino aqui apenas dividindo um pouco das minhas peripécias e deixando as seguintes perguntas no ar:

Para quem já passou dessa idade: Isso é normal? Eu ainda tenho conserto ou o melhor mesmo é marcar terapia? Algum conselho?

E para quem ainda nem imagina como é ter essa idade: O que você espera da vida de agora em diante? Você é do tipo que acha deprimente uma adulta como eu até hoje estar nessa de joguinho e assistir desenho ou o seu sonho é conservar esse lado 'teen' forevermente?


24 julho 2013

Quem é vivo...

Olá Queridíssimos.
Perdão!
Perdão pelo desleixo todos esses meses. Perdão pela minha incapacidade de cumprir acordos feitos comigo mesma ("Todas as quintas feiras irei postar algo novo!"); desculpem. Não que vocês façam questão que eu escreva algo, mas a troca ocorrida aqui no Dictum é demais. Eu amo e sei que algumas pessoas sentem o mesmo que eu nesse sentido.

Bem, primeiro as desculpas, depois as justificativas. Pois bem, esse semestre fui chamada pelo Instituto Federal de uma cidade próxima para atuar como professora substituta durante um semestre letivo. E como vocês todos já conhecem os meus dramas, eu não pensei duas vezes e fui. E olha, foi FANTÁSTICO.

Fantástico primeiro porque nunca tinha vivido experiência como essa em minha área de formação (era por isso que eu tinha rezado e esperado por mais de ano); fantástico porque foi uma forma de me re-lembrar o quanto eu ainda tenho o que aprender, o quanto sou pequenininha (embora vira e mexe, me apego ao refrão de Pena do TM: "eu sinto que sei que sou um tando bem maior...!"). Fantástico simplesmente porque é fantástico engajar-se em novas experiências. 

Conheci muitas pessoas novas, diferentes, interessantes, irritantes, amáveis, e não amáveis, digamos. Mas tudo vem a somar e Deus sabe o quanto sou grata por essa experiência, o quanto isso me abriu as portas  e os olhos para um monte de coisas.

O contrato terminou. O professor voltou e meu papel chegou ao fim como substituta. Isso ainda não é sinônimo de que postarei com maior frequência, no entanto, é o que tentarei fazer. 
E sobre o contrato ter terminado também não é o fim. Diante de uma série de coisas que me ocorreram nos últimos meses, essa coisa de praticar a fé ficou bastante evidente para mim.

Eu poderia ficar horas e horas aqui contando os milagres que me aconteceram e as novas epifanias. Mas como para variar só um pouco estou atrasada, termino dizendo: esteja sempre atento aos sinais. Às mensagens que Deus te manda diariamente, nunca despreze o seu sexto sentido. Ouça os conselhos daqueles que te amam e ame-os. Mas ame mais ainda aqueles que não quiseram o teu bem.

Beijinhos, beijinhos.
E espero essa semana ainda contar uma história mais leve.




14 abril 2013

Um post Podre. Mas foi o que deu para fazer...


Tem aproximadamente um mês que estou morando em Palmas, capital do estado onde moro e nasci. E uma das coisas que não possuo aqui e que já era corriqueiro lá em Gurupi é a TV por assinatura. Nós aderimos a esse serviço há alguns anos atrás não só em busca de uma melhor qualidade de imagem, mas principalmente em função da maior oferta de programação. Porque, francamente, a programação da TV aberta é uma afronta à inteligência das pessoas, não é não?

Mas voltando à minha nova realidade. Sentei ali para jantar e estava passando o Fantástico (que deixou de ser Fantástico faz muito tempo). Era uma reportagem sobre venda de carteiras de habilitação. O dono do lugar foi filmado informando preços e tudo o mais, garantindo a entrega do produto e quando foi preso, ele teve a coragem de dizer que nunca vendeu carteiras de motorista.

Ãã? 

Peraê, né gente?

Daí eu olhei aquilo... Pensei... Pensei mais um pouco e concluí... Que a CARA DE PAU é uma ARTE! Porque, sério... Tem que ser artista, né? Pra ter coragem de negar o inegável? Eu não tenho essas coragens não. E tem vezes que eu até gostaria de dispor um pouquinho dessa cara de pau, pra ver se algumas coisas fluem um pouco mais. Mas não dá para irmos contra nossa natureza, né? Rs

Só que isso não sai da memória com facilidade. É tão triste essa perspectiva. Olhamos para todos os lados e vemos todos os tipos de coisas em todos os lugares sendo corrompidos. Parece um câncer, daquele tipo que se espalha por todo o corpo e por mais que se procure uma parte sã e ela parece não existir.

Eu sei que existem partes sãs ainda. Eu já tive contato com algumas dessas partes sobreviventes. E devo dizer que são elas que nos dão força dia a dia para seguir em frente, pra não desistir das pessoas mesmo diante de tanta coisa errada. Mas existem acontecimentos que realmente forçam a barra, não é, camaradas?
Outra coisa que vi no jornal foi um eleitor da Venzuela todo comovido porque essa seria a primeira eleição sem o Chávez em muitos anos. 

Poxa vida!

 É um absurdo ou não é?

Daí você para e pensa que não é absurdo, não. Uma vez eu li em algum lugar que o nazismo na Alemanha não aconteceu só por causa do Hitler. Ele foi o cara que deu a cara a tapa. Que subiu nos palanques e danou a pregar aquele tanto de abobrinha. Mas abobrinha por abobrinha, ele não teria conseguido que aquele movimento ganhasse a proporção que ganhou caso a população não fosse conivente.

E aí você fica pensando, comparando com tantos outros países que vivem sob o regime de ditadura e começa a se perguntar se não é tudo uma coisa só. Quem está de fora tente a alimentar a pena quanto às pessoas que vivem nesses países, reprimidas. Porém fica difícil você não pensar que é até merecido para esse povo passar pelo que passam. E isso vale para nós também. Infelizmente.

Se um louco chega ao poder e pinta e borda com uma nação, é porque essa nação permite. 

E esse quadro não vai mudar enquanto nós permanecermos sentados esperando que as coisas mudem.

18 fevereiro 2013

Das coisas sobrenaturais...


Eu comecei a escrever esse texto as 06:00 da manhã (insônia desde as 03:30) ao som de "O anjo mais velho" d'O Teatro Mágico e não pude deixar de me lembrar de semana passada, quando li uma declaração do Fernando (Anitelli) sobre o fato de ter, no show feito em Portugal, cantado essa canção para o seu Anjo mais velho, que naquela data completaria mais um aniversário caso não houvesse partido ano passado em 28 de agosto (aniversário do meu pai).

Eu me recordo que no dia em que li a notícia, passei o dia inteiro afetada, um pouco triste, sei lá. Sabemos que a morte é algo natural, só o começo de uma nova jornada num lugar melhor, esperamos... No entanto, o vazio deixado pelo ente que se foi é algo impossível de se preencher.

Em parte, o motivo de eu ficar ainda mais comovida com a história do vocalista número um das minhas playlists atualmente, foi, é claro, a perda ainda recente e "inexplicável" da minha prima há pouco mais de dois meses. Eu tenho um texto relacionado a isso que pode ser lido aqui.

Eu não sei se você acredita nessas coisas sobrenaturais, mas eu soube um dia desses que minha tia, mãe dessa prima falecida, teve um sonho com ela, a Djane. No sonho, a D. aparecia de repente de detrás de uma cortina e abria o sorriso mais lindo! Minha tia conta que ficava maravilhada com aquele sorriso e ao tentar puxar conversa, minha prima lhe dizia que não tinha muito tempo, que precisava voltar logo, que só tinha passado para dar uma notícia: que vinha criança nova por aí.

(!!!)

Eu acho que minha tia ficou ainda de duas a três semanas intrigada com o tal sonho, até todos nós recebermos a notícia que daqui a alguns meses um mocinho chamado Davi virá se tornar o mais novo membro da nossa família abençoada! Isso é ou não é lindo? Só me faz crer ainda mais que para o Amor não existem fronteiras, nem de Vida ou de Morte.... Ou, como disse o Mitch Albon no livro As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, "cada vida afeta a outra, e a outra afeta a seguinte, e que o mundo está cheio de histórias, mas todas as histórias são uma só"...

***

Esse  é um "causo" verdadeiro e particular, mas acredito que vale a pena ser compartilhado. Não foi o primeiro e tampouco será o último. Mas e você, tem alguma história dessas, meio encantadas, meio sobrenaturais? Como foi?