31 agosto 2012

Sobre uns livros que li e outras coisas que ouvi. (ou senti)..

Gente, essa vida é muito doida mesmo, né? É ou não é? Falem a verdade!
As vezes eu penso que meu problema seja justamente esse: pensar demais. Eu tenho essa mania de explicação, de tentar entender as coisas que acontecem, comigo e à minha volta. Eu não sei se é uma curiosidade doentia ou se é minha forma de ter paz, mas o fato é que "casos inacabados", coisas que ficam pela metade me deixam puta! (perdoem o palavreado)

Isso me faz lembrar de um dos primeiros livros que comprei na primeira FLIT que fui aqui no Tocantins. Foi uma coisa de última hora e eu nem sabia do que se tratava o evento direito; a única coisa que me disseram é que meu pai tinha direito à R$100,00 em livros... quaisquer livros! E como ele não ia, eu fui, para não perder o benefício. Como não havia planejado nada, os livros que comprei foram porque alguém já havia recomendado ou por pura curiosidade. Me lembro que na época um livrinho me chamou a atenção: "As cinco pessoas que você encontra no céu".

Esse é, como eu já disse outras vezes aqui, um daqueles livros que se eu tivesse condições, daria a cada uma das pessoas especiais em minha vida, a cada um dos meus amigos mais próximos, na esperança de esse livro os tocar como tocou a mim. 

"As cinco pessoas que você encontra no céu" é o livro perfeito para mim porque ele traz o que seria o Paraíso ideal para uma pessoa ávida por entender tudo como eu. Ele conta a história de um senhor que morre e vai para o céi (dãããã!) e lá ele vai encontrar cinco pessoas que foram muito marcantes na vida dele ou pessoas que ele acabou por marcar, propositalmente ou não. A moral da história é que, por mais que diversas vezes nos sintamos insignificantes nessa vida, por mais que tenhamos acessos de "o que estou fazendo aqui?", "qual é o meu propósito?", "eu sirvo pra alguma coisa que preste?" ou "eu sirvo para alguém?", esse livro vem e mostra que todos, do rico ao pobre, do intelectual ao leigo, todos temos papéis a cumprir. Todos nós estamos em constante contato com diversas pessoas, cometas ou não, e cada um desses contatos vem para nos mostrar alguma coisa, ou nos acrescentar. Ou para também, mostrarmos algo a essas pessoas, acrescentar, fazer a diferença de algum modo...

Talvez este post seja a continuação do anterior. Não sei. Não era bem esse o objeitvo, mas se soou assim, eu também não me importo. A questão é que eu fico, talvez vocês também fiquem (se forem tão esquisitos como eu), tentando entender as coisas que acontecem com a gente, tentando descobrir no que isso vai dar, qual é, afinal, a razão de tudo isso.

Outro livro muito bom que li, é uma série que não cheguei ao final ainda, e trata de temas muito delicados em minha opinião. Trata-se da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Algum de vocês já leu algum? Operação Cavalo de Tróia conta a história do J.J.Benítez, que é um jornalista e escritor espanhol, quando ele supostamente recebe uns documentos de um ex-funcionário da NASA ou aquelas paradinhas americanas que fazem tudo às escondidas, sabe? Essa documentação é um relato desse ex-funcionário, contando sobre um projeto que foi feito há algum tempo atrás. 

Segundo a história, esse grupo americano teria supostamente encontrado uma forma de voltar no tempo. Sim, sim, uma máquina do tempo, pessoas! E então eles resolvem escolher algum grande momento histórico da humanidade para voltar e acompanhar de perto. Por votação, o momento escolhido acaba sendo a vinda de Jesus Cristo à terra. 

Segundo a história, eles escolhem e preparam um cientista sem nenhum tipo de crenças, uma pessoa neutra para se infiltrar naquele período e acompanhar os últimos passos de Cristo. O que eu posso dizer, é que, apesar da escrita ser diversas vezes enfadonha, OCT é uma narrativa fantástica - no melhor sentido da palavra. Ele traz uma perspectiva maravilhosa, principalmente para pessoas que como eu, liam a Bíblia e pouco absorviam do que ali estava escrito. 

Eu acho que tudo está relacionado com a maneira como as histórias são contadas. A narrativa do personagem é bem fiel aos acontecimentos relatados na Bíblia, mas ao mesmo tempo ele faz ressalvas a respeito da imparcialidade dos Evangelistas... Quem já leu sabe, que alguns contam certas coisas e deixam outras de fora, mas enfim... Eu queria falar mesmo é do segundo volume, que foi até onde eu li.

A história tava muito boa, bem legal mesmo. Até chegar num ponto que cutucou a minha ferida de Católica. Em determinado momento, quando o major está escutando a gravação da conversa que "rolou" durante a Última Ceia, Cristo falava algo que nós, Católicos não fomos acostumados a acreditar: essa coisa de reencarnação. 

De acordo com o livro, o Filho do Homem dizia que tipo assim, (rs), nós ficaríamos nesse ciclo de vidas e mais vidas até alcançar a Graça, entende? Até nos tornamos espíritos mais evoluídos.... Eu me recordo que na época eu até zanguei com o livro, fiquei quase um mês sem lê-lo, mas como eu disse no início desse post, eu abomino casos inacabados! Então fui terminar a leitura. Muito boa, muito boa, mas te instiga a querer comprar o terceiro volume, hahaha.

Mas novamente, o que eu queria dizer mesmo, é que tem horas que isso me deixa com a pulga atrás da orelha. Eu sou desconfiada o suficiente para saber que OCT é uma coleção de livros, que, entre outros objetivos,  pretende que os leitores se interessem pelo que viram e comprem mais e mais volumes. No entanto, vira e mexe, essa coisa de outras vidas não me sai da cabeça.... É que geralmente eu me sinto tão velha, algumas coisas me parecem tão óbvias, tão claras. Eu sei que isso soa intransigente por demais, que pobre de nós, não temos acesso a verdades absolutas e tudo mais. Mas é que a mente não se desliga assim.

Eu realmente queria dedicar mais do meu tempo a descobrir qual tom de blush combina mais com a minha pele ou em fazer exercícios e conseguir amenizar um pouco das celulites que insistem em aparecer, mas não dááá! Tem horas que eu fico pensando que já nasci antes entre meados da década de vinte e cinquenta porque tenho paixão por música antiga; tem horas que imagino que eu tenha me dado bem com aquele período entre séculos XVIII e XIX que a Jane Austen descreve tão bem. Tem horas também que penso na jovem ou no jovem inconsequente que fui para ir embora tão cedo daquele período entre anos 70 e 80!

Que Deus me perdoe a provável quantidade de asneiras contidas num post só... Só que muitas vezes eu me sinto assim. Eu penso assim. E isso passa a fazer muito sentido. Mesmo não possuindo o menor sentido.
Alguém me entende?!
Ah, e isso tudo, era para dizer que, por causa desse fluxo todo de pensamentos, é que eu tenho tanto medo de me aprofundar nas coisas Celestiais. 
 

22 agosto 2012

Sobre o "toque" ou sobre o "tocar" (alguém)


Eu cresci ouvindo minha mãe dizer: "Nessa vida há apenas três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". E a ouvi também falar da importância de se pensar e medir as palavras antes de pronunciá-las. Segundo ela, o problema não é aquilo que entra pela boca, mas o que sai; porque as palavras que vem, vem direto do coração, sejam elas de amor ou de mágoa.

Eu não sei se devo me justificar por aqui e também não sei se alguém se importa com isso de fato, mas a questão é que eu tenho uma certa dificuldade de falar de mim abertamente; dificuldade maior ainda em expor de forma clara aquilo que sinto. Então, eis a minha surpresa quando meu ex-namorado veio até mim comentar sobre uma das mensagens que eu havia enviado a ele recentemente, comentando do quanto estava sendo legal o vínculo que estávamos criando e o quanto eu estava curiosamente contente com isso. Ele me disse então, que foi no momento em que leu a tal mensagem, que percebeu - e sentiu um certo peso com relação às minhas palavras -, que ele de fato estava começando a fazer parte de minha vida - e o quanto isso era/é delicado... 

Esse acontecimento me fez pensar em algo que já venho pensando há algum tempo e não tenho certeza se já escrevi sobre isso aqui: o poder de nossas palavras e da nossa presença diante das outras pessoas. E vice-versa também, claaaro. Me explico melhor: (ou complico)... Eu conheci um dos meus melhores amigos na faculdade. A relação que nós temos é única e eu não sei se conseguiria me sentir tão à vontade com outras pessoas como o quanto me sinto com ele. A questão é que, numa dessas vezes que paramos para olhar para trás e observar como chegamos a esse ponto (de amizade), ele me contou de certa vez lááá no segundo período quando ele me pediu para lhe ensinar o conceito de passagem de parâmetros (acho que o assunto era esse... se não era, devia ser sobre recursividade...). Mas enfim, o que ele me conta - pois eu não me lembro disso -, é que eu lhe expliquei alguma coisa sobre o assunto, mas ainda assim ele não entendeu; e que em certo ponto eu disse a ele que deveria fazer algum esforço para tentar entender, ou algo do gênero... 

 Apesar de eu provavelmente ter dito isso com a melhor das intenções (sem ironias, por favor), ele me conta que as minhas palavras pareceram muito duras para ele na época e que isso o magoou muito! O ponto que quero chegar é o seguinte: quando eu disse essas palavras ao meu hoje melhor amigo, eu não tinha ideia do efeito delas sobre ele. Não medi o quanto ele poderia ficar chateado... Mas não é que eu seja má ou tenha falta de tato total com as palavras... Acho que é "apenas" mais uma questão que todos nós passamos de vez em sempre: essa coisa de nunca termos como saber de fato como a pessoa do outro lado está se sentindo. Quem nunca num momento de tristeza, desamparo ou coisa assim, ouviu algumas despretensiosas palavras vindas de alguém, e ganhou o dia com isso? Ou, como na história que contei, falou alguma coisa sem a menor pretensão de ser rude e acabou machucando a outra pessoa?

 Mal entendidos acontecem o tempo todo! Eu até criei aversão aos comunicadores online só porque essas ferramentas deixam margem para que os receptores interpretem o que eu digo da maneira que bem entendem e não necessariamente como eu gostaria de ser entendida.  Porém, mesmo evitando esses comunicadores, nas conversas do dia a dia, essas coisas acontecem e esse é mais um motivo para ligarmos o botãozinho da sensibilidade sempre que pudermos! 

Talvez eu devesse ter intitulado a postagem de hoje como "Um post meio Touch", fazendo referência àquela série que o Kiefer Sutherland está participando agora. No primeiro episódio, o garotinho que narra a história diz o seguinte: 

"Há um antigo mito chinês sobre o Fio Vermelho do Destino. Diz que os deuses prendem um fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e os conectam a todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir. (...) E é meu trabalho ficar de olho (...)   Fazer as conexões para aqueles que precisam se encontrar. Aqueles cujas vidas precisam se tocar."

Talvez eu tenha fugido um pouco do assunto, mas era nesse ponto que eu queria chegar: cada palavra que sai de nossa boca, cada uma de nossas ações, causará algum “efeito" em alguém. Pode ser que ele (o efeito) não seja tão grande quanto o que queremos causar, mas esteja certo que em alguma situação alguém irá supervalorizar o que você disse ou fez, para bem ou para mal. Por conta disso, talvez seja interessante estarmos sempre atentos à maneira como falamos e agimos com quem está ao nosso redor.

Essa semana eu perdi uma Grande Amiga. Ela era uma moça espetacular, de um caráter indiscutível, de sonhos grandiosos, e de uma grande capacidade para torná-los realidade. Ela era filósofa, provavelmente antropóloga também e uma das pouquíssimas pessoas que eu tinha total prazer em conversar e ter a certeza de que por mais doido que fosse o assunto, ela entenderia exatamente o que eu queria dizer. Porém não era só essa questão de "ser entendida", isso soa até um pouco egoísta, mas ela era sem dúvida uma pessoa ímpar, daquelas que quando estava por perto tinha sempre as palavras certas, esse dom de tocar quem estava à sua volta, de cativar a todos...

A Rafa faleceu aos 23 anos por causa de uma parada cardíaca. Pelo que eu soube, ela estava em serviço no momento em que começou a passar mal. Ela trabalhava no Corpo de Bombeiros, e tinha como profissão salvar vidas, socorrer pessoas... Possuía uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo uma fibra muito grande nos momentos em que isso era necessário...

 Apesar de toda a tristeza e do choque que foi ter recebido essa notícia, por um lado eu fico extremamente feliz e grata... Pelo simples fato de tê-la conhecido! Por ter tido a oportunidade de ser amiga, de compartilhar situações da vida e sonhos... Eu não quero pensar por agora se ela foi cedo demais ou não; isso não cabe a nenhum de nós julgar. Mas sem dúvida ela deixou a marca dela em cada um que a conheceu. Ela soube "tocar".

E eu acho que se cada um de nós nessa vida for capaz de tocar alguém dessa maneira, de fazer diferenças positivas na vida de outras pessoas, por menor que sejam essas diferenças... Nossa vida terá valido a pena!  


Pronto, falei!
Obs. para desencargo de consciência: O meu amigo lá de cima, (aquele que ficou chateado comigo) depois resolveu seguir meu conselho (!!!). Ele aprendeu passagem de parâmetros, recursividade, orientação a objetos e no fim do curso era eu quem precisava de sua ajuda! xD


16 agosto 2012

Sobre dúvidas, conveniência e desconfiança...


De uns dias para cá eu tenho pensado o quão é interessante essa tal de Conveniência, e como ela se aplica até mesmo sobre aquilo que pensamos. Talvez eu seja a campeã no uso dessa ‘senhora’. Aquilo que dá trabalho em se pensar ou é muito contraditório, convenientemente ou automaticamente – não sei dizer ao certo –, acaba ficando em segundo plano na hora de desenvolver raciocínios a respeito.

Mas eu estou preocupada ultimamente, é com o poder da Conveniência e da Desconfiança sobre mim. Apesar dos pesares, eu fui ensinada a “peneirar” tudo aquilo que me é dito, exposto e nunca ir engolindo tudo sem ao menos um questionamento. Aí está o problema: até que ponto isso é saudável? É mesmo necessário fazermos e pensarmos tudo com um pé atrás? E onde fica a espontaneidade das situações? E o instinto?

Eu me lembro quando me interessei pela Logosofia; lembro-me o quanto cresceu ainda mais meu interesse quando o livrinho que eu pedi de brinde ao site chegou aqui em casa (eu nunca tinha pedido um brinde antes que tivesse de fato sido enviado até mim, rs). Eu comecei a ler o livro – que até onde me lembro dizia o tempo todo que ia dizer mais na frente do que se tratava a Logosofia de fato, mas nunca chegava nesse ponto – e, em pouco tempo, foi aparecendo uma desconfiança enooooorme a respeito do que estava escrito ali. Algo como uma lavagem cerebral... Entendem? Viajei muito, agora?!

Mas a sensação era essa mesma, meus caros: La-va-gem ce-re-bral. E eu fiquei com isso na cabeça e larguei de mão o livro (!) – apesar das muitas coisas escritas lá fazerem sentido e eu até adotar algumas posturas afins em minha vida. Eu fiquei com medo daquilo, do que era repetido constantemente e chegou ao ponto de eu ficar regrando a leitura, tipo: “Muita atenção com o que você acaba de ler... Isso serve para você?”

A história do livrinho de Logosofia é só uma das muitas que aconteceram comigo. E não é desejando mal, mas espero que eu não seja a única pessoa que padeça desse “mal de desconfiança”. O que me trouxe aqui hoje foi a questão do questionar. Quando iniciei esse post falando de conveniências, foi pensando a respeito de como muitas vezes, para nós é mais “fácil” lidar com essas questões apenas quando convém – ou seja, quando não tem mais jeito, do que encarar as situações de uma vez.

Felizmente ou não, todos os conceitos que adotamos em nossas vidas passam pelo processo do “livrinho de Logosofia”: alguém diz ou escreve alguma coisa direcionada às pessoas, nós recebemos essas informações, arquivamos em nosso cérebro e de acordo com o andar de nossas vidas algumas coisas se tornam mais “verdades” que outras; algumas coisas se tornam mais certas que outras. E aí eu refaço as perguntas: como nós iremos separar o joio do trigo? Como saberemos o que é certo e o que é errado se somos resultado de uma série registros da vida? Vemos, ouvimos, processamos e separamos. Como saber se estamos separando as coisas corretamente, como se deve?  

12 agosto 2012

"Só" sobre a Vida...


Tem horas que a gente para, mede e percebe o quanto ainda existem coisas para serem aprendidas e vividas.

Em alguns momentos tornamos certas "verdades" absolutas e com isso, nos fechamos e ficamos estagnados em tal momento.

Talvez o que falte, seja mesmo essa tranquilidade, essa leveza de espírito em dizer: "Te acalma, vive um dia de cada vez...!".

Eu sei que são coisas óbvias o que eu disse aqui.
Mas eu reforço mesmo assim, só porque...
Nos esquecemos com muita facilidade!

Uma semana iluminada a todos =)

24 junho 2012

Pra ser sincero....


... eu sabia que esse momento ia chegar. Sabia que não seria fácil. Só que isso não era difícil de presumir. Dá pra ver como a vida funciona; não precisa ser ‘expert’, é tudo uma questão de observação. Sempre foi assim; é assim para todo mundo. Tem uma época que tudo vai bem, e tem outras épocas que a coisa simplesmente não flui. E não acho que vale essa máxima de que quando o trabalho vai bem o amor vai mal, ou o contrário. Eu acho perfeitamente possível o cidadão estar amando e feliz no emprego sem uma coisa interferir na outra; assim como é perfeitamente possível ter por aí o indivíduo completamente ferrado, como eu.

É uma questão de observação, não é preciso “passar por isso” para perceber essas coisas. Quando você estiver muito feliz, tenha certeza que em algum momento, próximo ou não, alguma coisa desagradável vai acontecer. E quando a coisa desagradável chegar você vai se lembrar do tempo feliz; e mais, você irá se agarrar a isso e irá cultivar a esperança de que dias melhores como os que já foram darão ar da graça novamente. É isso ou você simplesmente se entrega; se rende. Deixa de viver e dá lugar a uma sub vida...ou seria sub morte?

O fato é que períodos desagradáveis são desagradáveis. É um porre. E quando a coisa está realmente feia é difícil tentar convencer a sua consciência de que em algum lugar está a tal da luz no fim do túnel. É difícil digerir que todo mal vem para bem, e que no fim você sairá disso tudo fortalecido, e com sorte, imune a outras situações semelhantes a essas.

Não é fácil. Mas é o que é. Isso é viver. E se estamos achando tão ruim assim, é como meu pai diz: “para morrer basta estar vivo..!”; a porta da rua é serventia da casa... No entanto, como ninguém quer morrer (ou quase ninguém, assim espero), o jeito é ir levando como der. Enfrentado com a coragem dos heróis de cinema, ou simplesmente fingindo que não é com a gente, esperando para ver no que vai dar.
Só espero que valha a pena.


07 maio 2012

Affirmation

Há muito eu queria postar essa letra, com figurinha e tal e coisa.
Hoje eu queria postar alguma coisa, mas li demais, já está tarde e não sinto a inspiração bater à minha porta. Portanto posto essa linda letra que me define um bocado (não sei se isso interessa a alguém, mas definitivamente me faz sentir melhor, logo... Apreciem.

Affirmation - Savage Garden


I believe the sun should never set upon an argument
                I believe we place our happiness in other people's hands
I believe that junk food tastes so good because it's bad for you
        I believe your parents did the best job they knew how to do
    I believe that beauty magazines promote low self esteem
I believe I'm loved when I'm completely by myself alone

               I believe you can't control or choose your sexuality
 I believe that trust is more important than monogamy
                                         I believe your most attractive features are your heart and soul
I believe that family is worth more than money or gold
             I believe the struggle for financial freedom is unfair
        I believe the only ones who disagree are millionaires

I believe forgiveness is the key to your own happiness
                I  believe that wedded bliss negates the need to be undressed
          I believe that God does not endorse TV evangelists
I believe in love surviving death into eternity

                 I believe in Karma what you give is what you get returned
 I believe you can't appreciate real love until you've been burned
           I believe the grass is no more greener on the other side
                                I believe you don't know what you've got until you say goodbye 

25 março 2012

Sobre o Grande Iceberg das Escolhas e Descobertas da Vida


Esses dias estive a pensar no caminho que fiz para chegar até aqui. As várias situações por que passei, as inúmeras vezes que mudei de opinião, de todas as vezes que julguei minhas verdades como absolutas, claras como cristal para, num virar de ano, meses ou dias, mais uma vez mudar de opinião. Para mim está claro que cada um desses rompantes contribuiu para o que me tornei e os rompantes que virão ainda me levarão por caminhos que agora desconheço, mas que mais dia ou menos dia me tornarei tão íntima quanto já sou dos dias passados.

E pensando mais afundo nessa volubilidade natural, cheguei a uma conclusão...: o nosso Sistema de Ensino TÁ ERRADO! Siim, esse negócio de estudar uma vida inteira (entenda-se ensino fundamental e médio), pra depois em um ano - o último ano da escola - decidir assim, sem mais nem menos o que será - pelo menos teoricamente - a sua profissão pelo resto de sua vida está sendo feito de maneira errada.

Quando eu tinha uns quatro ou cinco anos (deve ter sido nessa época), eu me lembro que eu queria ser professora. Sempre fez parte dos meus brinquedos aquele quadro verde e várias caixas de giz colorido. Eu me recordo dos meus ursinhos espalhados pelo chão, cada um com um livro ou caderno em sua frente e eu, claro, comandando o quadro verde - eu nunca vi um quadro negro, você já?

Eu me lembro também do meu pai, professor por profissão reclamando do que fazia e dizendo a mim esperançoso: " Que você não seja professora..." ou coisa do tipo. Lembro-me também que lá pela 2ª ou 3ª série eu gostava de desenhar casas na última folha do caderno, e então, depois de desenhada a casa,  a árvore a seu lado, a cerquinha e a grama, eu virava a folha ao contrário, e utilizando os contornos da casa, eu começava a desenhar o interior dela. Quando viram isso, me disseram que eu seria arquiteta!

Na quarta série, o fascínio mudou. Ao invés de casa, passei a desenhar vestidos! Vestidos e mais vestidos... Dizia eu que aquela seria minha coleção... Que coisa, rsrsrs. No ano seguinte comecei a ler, e me lembro como se fosse ontem quando li "Os vinte e um balões" de William Pène du Bois, o "maior livro - em quantidade de páginas - que já li em toda minha vida", pensei eu, Cento e Cinquenta e Uma páginas...! Quando, eu me perguntava, quando eu seria capaz de ler tantas páginas assim? É claro que vieram quantidades maiores que isso depois, mas isso ficou marcado como o primeiro Grande livro que li... Depois disso desabrochou o gosto pela leitura e posteriormente, pela escrita. 

Eu possuí um livro censurado por mim mesma, chamado "O diário", que ao definir que nunca o publicaria joguei fora, e tenho um que escrevi e mostrei para alguns amigos quando terminei. Meus leitores mais ávidos - uma ou duas pessoas - ainda esperam a continuação do meu best-seller que prometi ser uma trilogia. A boa notícia é que tenho em mente o que acontecerá nos dois últimos volumes, mas não estou com pressa em escrever. ;)

Além de tudo isso houve a música, que me acompanha desde os onze anos de idade, e houve os computadores na época da faculdade. Nossa relação é estranha (com os computadores), as vezes eu os amo, mas as vezes os odeio do fundo do meu ser; e odeio mais ainda as cobranças que me faço a seu respeito aqui e acolá.

Todo esse relato (que provavelmente não vem ao acaso) quer mostrar que todos nós temos várias facetas. Que num só corpo somos vários ao mesmo tempo, e que decidir quem nós seremos por boa parte de nossas vidas apenas por causa de um nome chamado Vestibular é muita falta de consideração de nós mesmos.

Esses dias, eu que fui tão caxias no tempo da escola, que acreditava que deveria ingressar numa faculdade  a todo custo quando terminasse o ensino médio, que acreditava que quanto mais nova melhor, que isso era sinal de inteligência, percebi que estava errada. Que não devia ter feito isso, ou melhor, que deveria possuir a cabeça que tenho hoje - depois de formada e de ter praticamente 23 anos nas costas - para começar a tomar qualquer decisão considerada importante para o futuro de minha  vida.

E mesmo depois dessa idade e dessa suposta experiência, sei que ainda serei capaz de muitas burradas pela frente, muitos tropeços e pontos de vista errados pra começar a acertar alguma coisa. O peso que a sociedade tem depositado nos jovens a meu ver é alto demais. Aos 17 ainda somos crianças, ainda estamos a descobrir apenas uma pequena ponta desse Grande Iceberg das Escolhas e Descobertas da Vida. E tomar uma decisão dessa magnitude de forma precipitada, pode não ser o melhor negócio que fazemos.

Existe tanto a ser visto, vivido e concluído. Existe tanto que se aprender e não apenas numa sala de aula, existem tantas coisas que precisamos descobrir - por nós mesmos, e não pelo que diz no Google -, existe tanto a viver... Eu não sei se disse asneira demais pra um post só, mas acho que consegui chegar onde queria (depois de várias tentativas infrutíferas de escrita), que é isso: antes de saber o que queremos "ser", precisamos saber - a fundo - o que já somos e o que é importante para nós. 

Aparentemente algumas pessoas nasceram com o dom de saber desde cedo o que querem/queriam fazer da vida delas. Parabéns! Cada um possui a vida que lhe foi dada e lhe cabe fazer dela o melhor possível. Mas existem pessoas cuja realidade não parece ser tão simples assim, elas precisam de tempo, elas precisam de espaço. Está certo que ninguém é obrigado a fazer vestibular quando terminam a escola, mas a maioria acha que sim; e é isso o que me preocupa. É essa idéia de caminho perfeito que me desagrada, porque.... não existem caminhos perfeitos. 

O que vejo hoje é o seguinte: um monte de colegas, amigos, conhecidos, ou amigo do amigo do amigo que terminou a faculdade mais perdido do que entrou. Gente que achou que o curso superior era a solução dos problemas, mas que acabou descobrindo que isso é só o começo do “problema”. Gente como eu, que acha que ter dado um tempo para se conhecer melhor antes de tomar uma decisão dessas teria sido a melhor escolha...


Falei, e falei demais. Agora eu queria ouvir vocês. O que acham de tudo isso? Você que fez faculdade, que se formou e que já atua ou não, o que acha de tudo isso? E você que já está na faculdade, ou que está pelejando para entrar nela, qual sua opinião?  E você que já passou por tudo isso e ri de mim com minhas infantis preocupações, o que me diz?

Espero feedback!

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  Vingança 
Felipe Basso


De quem você foge, amanhã irá procurar.
Quem você julga, amanhã irá julgar.
Quem você odeia, com certeza irá amar.
Se hoje me chama de louco,
Amanhã me seguirá.

29 janeiro 2012

Ontem um menino (...) me falou, que hoje é semente do amanhã...



Você já se sentiu como se estivesse parado no tempo, apenas marcando passo? Como se a vida estivesse apenas passando em sua frente? Você, mero expectador...? Já se sentiu assim? 
Por algum tempo foi assim que me vi, mas ainda não sabia nomear essa angustia; era incapaz de distingui-la de mim mesma, provavelmente porque nos acostumamos facilmente com determinados estados de espírito e algo que deveria ser passageiro acaba fazendo parte de nossa natureza.

Mas felizmente Deus é grandioso, se compadece de nós, e as vezes se vê obrigado a interferir de estranhas formas para fazer com que nossos olhos vejam novamente. E foi isso o que aconteceu nesse mês de janeiro.. Após uma insônia incomum, eu decidi de ultima hora pegar um vôo para Brasília onde estava começando o CIVEBRA - Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília. São as coisas divinas que ocorrem em nossas vidas...Eu não podia ir e eu não queria ir! Mas havia algo me puxando para isso, impulsionando para que eu fosse... e fui.

No início não foi fácil. Ambiente diferente, pessoas muuuito diferentes, alojamentos com mais de quinze pessoas, condições não muito ideais, banheiros coletivos, horário de refeições como no serviço militar e por aí vai. O primeiro pensamento ao chegar na Escola de Música? "Onde raios eu estava com a cabeça quando resolvi parar aqui????????" Sim! Isso mesmo! Eu achei que não duraria uma semana, quem dirá os quase vinte dias que estavam programados. 

Como era de se esperar eu me isolei, me submeti (como sempre) ao papel de expectadora, mal humorada expectadora. Mas mesmo pessoas 'anti-sociais' (como eu) num lugar assim passam a desenvolver com o passar dos dias uma certa melancolia, "Todos fazem amigos menos eu...", como se eu estivesse de fato me esforçando para algo do gênero. E além da melancolia, companheira de alguns anos quase, não desgrudava de mim a tal Preocupação, com tudo o que tinha deixado para trás, todos os pequenos problemas que dependiam de mim.. Espere, dependiam mesmo?

E foi assim que lá pelo quinto dia, depois de um telefonema para a família, depois de um não-conseguir-segurar-as-lágrimas que me encontraram pela primeira vez. Esse rapaz que agora não me recordo o nome me viu chorando e veio solidário até mim. Naquele dia conversamos um monte, eu falei um pouco sobre mim, e ele um pouco sobre si e naquele momento percebi como eu me lamentava demais e o quanto não estava me esforçando nem um pouquinho para mudar minha situação, para ser diferente, para consertar tudo o que me incomodava e estava ao meu alcance. Esse foi o primeiro anjo. E a ele devo toda mudança a partir de então...

Depois disso eu me deixei levar mais, divertir mais, me preocupar menos e acima de tudo aproveitar cada instante. É engraçado como de tempos em tempos acabamos por reaprender aquilo que teoricante já sabíamos, não? E eu brinquei de Stop! como se ainda fosse uma menina até de madrugada, fui comer pizza as duas da manhã, tomei ônibus errado, fiz novos amigos, fui para a aula de havaianas, comi o que não podia, gastei o que não devia... E nesse meio tempo, eis que surge o segundo anjo! Em forma de professor, ou deveria dizer Mestre? Em forma de gente humilde, feliz em compartilhar o tanto que sabe, feliz em responder perguntas fora do contexto, em se atrasar até mesmo para um vôo para dedicar atenção aos curiosos. 

Esse anjo contou sua história de vida, disse a quem quisesse ouvir que não foi fácil, que houveram sacrifícios, que houveram DÚVIDAS, mas tudo foram degraus percorridos, cada um a seu tempo, cada um com seu desafio e cada um com sua recompensa. Essa pessoa certamente irá me influenciar pelo resto da vida... Ela também me presenteou com um dos mais belos presentes que se pode receber: palavras amigas!

Vieram outros anjos depois desses dois, cada um com seus méritos. Houve anjo bom de fala com direito a poesia, palavras amigas e algo mais, houve anjo cúmplice e repleto de compreensão, houve anjo prestativo, cheio de dicas e orientações e houve também o anjo-família que há muito me acompanha e fica sempre na torcida!

O curso terminou dia 21 e 22 amanheceu tímido, com carinha de 'Foi um belo sonho... Eu queria mais', com carinha de despedida, de lembranças lindas, de amigos ímpares, de novos sonhos e de muita vontade de fazer diferente de agora em diante.

A semana foi cheia. Muita coisa acontecendo simultaneamente, uma gama de novas informações, novas realidades para todos. O que eu achei que não iria nunca acontecer aconteceu, estou indo embora de minha cidade natal, estou deixando o único emprego que conheci até agora, emprego este que até então definiu quem sou. Cidade nova, casa nova, realidade nova.
Não é preciso ler o resumo no verso do livro para se ter ideia do que vem pela frente. Por hora tudo está empolgante; o novo quando não assusta nos enche de prazer. Mas tenho a consciência de que não será fácil esse começar de novo, tenho consciência de que não faço ideia do que vem pela frente. Sei que muitos sorrisos ainda irão se abrir, muitas lágrimas irão rolar, mas por hora necessito disso. Acho que todos precisamos aqui e acolá. Nos colocar à prova, testar nossas capacidades, aprender mais, aventurar-nos mais... Ser mais!

Há meses eu venho tentando postar algo interessante, algo bom de se ler, alguma nova lição. Mas o vazio me preenchia. Espero que este post sele uma nova fase do Dictum, sele uma nova etapa para todos nós. Hoje vejo que a maioria dos blogs que frequentava estão parados ou inconstantes. Eu não reclamo disso. Todos passamos por essas fases e é importante que vivenciemos isso.... Mas.... não há nada como RENASCER!!!


Beijos e bom resto de vida a todos!