09 março 2011

Post de Março


Muitas são as especulações a respeito do que vêm após a morte, alguns acreditam que vem a Vida Eterna (Céu ou Inferno), outros acham que voltamos a Terra para continuar numa evolução espiritual e tudo o mais, e há ainda aqueles que acreditam após a morte, “acabou-se o que era doce”, pronto, apenas corpos em decomposição. Mas hoje não vim aqui falar disso, muito pelo contrário, antes da Morte, todos nos preocupamos com a Vida.

Confesso que um dos pensamentos que mais me assombram sobre a morte está relacionado ao momento em que se olha para trás, sabe, o filme de nossa vida? O balanço geral no último instante? Isso sempre me dá medo, medo de quando chegar esse momento eu não ficar satisfeita com o visto, não ficar satisfeita e não possuir mais tempo para consertar as coisas.

E por causa disso, por causa desse medo eu tento sempre fazer balanços, definir novas metas, posturas e filosofias a seguir. Mas por mais que isso seja algo bem pessoal, sinto necessidade de dividir; talvez por dar muito valor ao que os outros irão dizer ou pensar, ou simplesmente como desabafo.

Então... Agora na metade do ano com a graça de Deus, irei me formar cientista da computação! Nossa, como ando ansiosa por isso! Não que esteja excitada com o que vem depois, mas por puro cansaço mesmo.  Um dia desses passei no blog do Everton Oliveira onde ele avisava que iria dar um tempo esse ano, um ano sabático. Não conhecia o termo, mas depois de pesquisar um pouquinho amei a idéia, e provavelmente não será no segundo semestre de 2011, mas pretendo sim tirar (não necessariamente um ano inteiro) um período no futuro para mim, para me entregar às pequenas coisas, experimentar novas situações e tudo isso sem me preocupar com padrões, prazos, razões ou quaisquer outros motivos.

Eu também passei num concurso aqui para o meu estado, pura ironia do destino, haha, inscrição de última hora, praticamente zero de estudo, no entanto a prova era para cadastro de reserva e embora minha colocação tenha sido ótima, corro grande risco de não poder assumir o cargo porque fiz a prova para nível médio Técnico e minha formação será de Ensino Superior.

Esse ano também irei ao meu primeiro show do U2! Eu sempre imaginei que faria isso quando estivesse com quase trinta, com o emprego do salário dos sonhos, morando numa casa que não fosse a dos meus pais, esse tipo de coisa. Não estou reclamando, pelo contrário estou ainda estupefata com o fato de conseguir realizar esse desejo tão precocemente e de quebra no dia do meu aniversário - não é lindo?!

Eu ainda não consegui organizar meus horários – para estudo, para blogar, para ler, tocar e também descansar –, mas faz parte também da meta de não me preocupar mais tanto com tudo. A vida é tão frágil e passageira e as coisas importantes vêm e vão de supetão, e quando focamos demais nas obrigações deixamos esses momentos passar.  E aí está, acredito que é esse o ponto: eu não quero mais perder esses momentos.

Eu quero viver intensamente cada emoção que me cabe, quero curtir minha família e meus amigos, quero continuar feliz com meu trabalho mesmo que todo mundo me instigue a fazer concursos públicos “só” por causa dos altos salários. Quero viajar quando der vontade e quando sentir necessidade, quero parar mais e prestar maior atenção ao que diz minha sábia intuição.Quero errar também, mas crescer com eles, quero não me cobrar tanto, quero não enlouquecer com coisas pequenas, mas desejo também enlouquecer e me entregar à “pequenas” coisas, como uma tarde no parque, o sorriso da criança, a simpatia do idoso, a brincadeira com os primos e a badalação com os amigos.

Talvez eu queira demais, mas é isso. J

Ah, aproveito o espaço para agradecer ao Daniel Hiver pelo lindo presente e dizer o quão feliz e honrada me senti com o gadget adicionado! Obrigada pelo carinho!!!

E pra finalizar, para dividir com todos vocês mais esta alegria, no último dia quatro (de março) minha família e eu comemoramos os sessenta anos de casado dos meus avós. Definitivamente bodas de diamante não acontecem com muita freqüência e todos estão muito contentes com mais esta vitória em família. Eu já falei dos meus dois amores aqui... para quem quiser conferir!

Beijos e abraços de Carnaval a todos!



05 fevereiro 2011

Sobre modelos familiares


Me peguei pensando sobre esse assunto há alguns dias mas não no sentido de modelos tradicionais ou lares em que os papéis são invertidos ou nos casos de mulheres exercendo as funções de chefe da casa, mas sim identidade criada por cada família, por seus costumes “íntimos”, digamos assim.


Quando terminei o segundo grau, passei no vestibular nas duas universidades em que fiz a prova de vestibular sendo uma delas federal e localizada na capital do meu estado (moro no interior).  Lembro-me da indecisão que se abateu sobre mim naquela época, aqui cursaria uma universidade particular mas estaria em casa, na companhia dos meus  e tudo mais. Do outro lado estudaria numa universidade federal, na capital (sinais de maiores oportunidades profissionais), mas o preço disso seria morar com a família de minha madrinha.

É claro que eles ficaram felicíssimos com isso, esperando mesmo que eu me mudasse para lá e não me vendo como um peso ou incômodo como poderia ser o caso. Porém me conhecendo como conheço acabei por ficar em minha cidade natal na faculdade particular e claro, no meu lar.

Uma das principais razões que me fizeram optar por permanecer aqui foi esse lance dos modelos. Cada família cria seus costumes, rituais e estes são únicos. Por exemplo, um dia desses me lembrei daquele grupo sueco, ABBA e baixei dois CD’s  deles . 
Depois ficar até duas e tanto da manhã escutando-os, fui mostrá-lo para meus pais no dia seguinte. Acabou que fomos almoçar todos escutando os tais CD’s. Naquele instante, ri sozinha imaginando o que outra pessoa que não participa do nosso núcleo familiar iria pensar daquela cena, no mínimo estranho, imagino, da mesma forma que todos nós estranhamos quando ao fazer uma simples visita a conhecidos, ou mesmo nos hospedar em seus lares nos deparamos com alguns costumes diferentes dos nossos.

Família é algo muito importante, e cada um de nós é retrato do ambiente construído por eles e quando tivermos nossas próprias (famílias) ou para quem já construiu a sua acaba adquirindo essa responsabilidade e muitas vezes sem perceber cria costumes únicos que serão perpetuados por seus descendentes. Bacana isso, não é? E você e sua família? O que é normal para vocês, mas que provavelmente causariam espanto para outrem? Já parou para pensar nisso e se parou o que mais concluiu? Divida(m) comigo!

07 janeiro 2011

E para começar bem o ano.. Política!

No último post falei de vários blogs que freqüento, recomendo e que significam muito para mim, no entanto, por preocupação a respeito do post ficar enorme, deixei de falar de outros queridos, então aqui vai:

A Marli Borges já comenta há algum tempo por aqui, comentários valiosos por sinal, mas eu ainda não havia tirado tempo para lhe fazer aquela visita, então seguem dois links, o do Blog da Marli e de um blog do qual ela participa, o "Profundo Amar" também muito delicado e sensível.

E como esse mundinho é pequeno, não é verdade? Agora não me lembro ao certo como se deu, mas descobri um conterrâneo que escreve muitíssimo bem e apresenta sempre pontos de vista muito interessantes e relevantes. Ele é o Hugo, dono do Hugo Alves. Quem tiver um tempinho de certo não se arrependerá!

E por falar em mundo pequeno, há também a Teresa, que vive em Portugal, vejam só! E ela é dona do continuando assim..., um lindo e sensível blog, com poesias e contos muito envolventes. Entre as metas para 2011, estão me permitir passear mais por lá!

E pra completar minha listinha, o Memórias da Lira Velha não podia ficar de fora. O Marcos Satoru Kawanami é uma figura ( no melhor sentido ), brinca com as palavras e usa seus sonetos como maneira de protesto, de causar irreverência ou o que for necessário. Muito talentoso e alguém que vale a pena linkar e visitar sempre!

***

Agora com a consciência mais tranqüila, vamos às observações que não são novidade do dia. Há alguns dias atrás assisti a reprise daquele programa Roda Viva da TV Cultura, e me desculpem a ignorância... Fiquei encantada, envergonhada e decepcionada logo em seguida.

Encantada porque é um ótimo programa, onde são tratados temas importantes e instrutivos e não se trata de Pão e Circo, de um programa para ‘emburrecer’ as pessoas, como centenas de programas veiculados na TV brasileira.

Logo em seguida envergonhada porque foi a primeira vez em toda minha vida que eu assisti esse programa. Envergonhada por estar tão distante assim de um dos poucos programas de qualidade que a TV aberta fornece. Isso me lembrou de certa vez no Salão do Livro, quando caí de para quedas numa palestra ótima com o Gabriel Chalita, que na época, assim como o Roda Viva não sabia de quem se tratava.

E por fim, decepcionada. Decepcionada por esse programa ser exibido tão tarde (neste caso, depois de visitar o site do programa, descobri que 1hr é a reprise), decepcionada por grande parte da população não saber da existência de programas assim e pior, não nutrirem o mínimo de interesse por atrações do gênero.

Atualmente não tenho paciência para TV, quer dizer, a programação exibida por ela. Telejornais são sinônimos de tragédias e falcatruas facilmente acessadas através de internet, quando eu quiser e mais importante, SE eu quiser ficar sabendo disso. As novelas são totalmente previsíveis, e essas nem contam, pois estudo a noite, haha. Programação de fim de semana então, nem se fala. Dessa maneira, quando tenho tempo sobrando para isso, assisto a filmes ou seriados; só.

E uma das coisas que me chamou atenção no já citado programa foi o conteúdo, claro, e a não necessidade de apelar para nada. Qualquer programinha de auditório por aí está repleto de moças com "roupas" de pouco pano, programação imbecil, de mau gosto e nada construtiva. E o pior que é isso que as pessoas consomem, é isso que elas cultuam. Vejam o terrível Big Brother que começa semana que vem... Como pode um negócio desses ser exibido aqui há quase dez anos, e o pessoal ainda ficar empolgado com uma coisa dessas? Isso sem falar na total falta de criatividade dos produtores nacionais, que parecem não cogitar criar algo novo e de acordo com nossa realidade... Não... Comprar porcaria internacional é mais interessante, e garantias de uma população ainda mais bitolada e fútil.

Falando nisso, me lembrei do "Brasileiros Pocotó"; se você colocar isso no Google, vai parar na página do Luciano Pires e lá existe um comentário que vou transcrever aqui e que diz de maneira clara o ponto no qual eu queria chegar:

"Nunca fomos tão influenciados pela mídia, cuja força molda o comportamento dos brasileiros. Passamos por um momento de nivelamento por baixo da cultura, com músicas, programas de TV e de rádio que apelam para baixarias na tentativa de ganhar audiência. Quais as implicações disso? Que reflexos essa pobreza cultural traz a nosso dia a dia? Que conseqüências as empresas estão sofrendo? Como devemos agir para escapar desse nivelamento e adotar uma postura inovadora?"

Esses são meus questionamentos de hoje. O que fazer? É aterrorizante isso, sabe? São muitos os que querem que nosso país, que nossa realidade evolua, melhore, mas para isso precisamos de cidadãos conscientes, inteligentes, que adquiram o censo crítico desde cedo, que saibam reclamar seus direitos e não que fiquem se vangloriando do "jeitinho brasileiro", jeitinho esse principal responsável pela corrupção que assola este país de Norte a Sul.

Há pessoas tão hipócritas (perdoem os termos hoje) que condenam os políticos julgando-os corruptos, mas na primeira oportunidade de serem favorecidos de qualquer maneira não pensam duas vezes. Cada um se preocupa apenas com o próprio umbigo e que se dane todo o resto. Infelizmente pensamentos como esses estão longe de mudar e quem teoricamente tem poder para alavancar essa mudança não está muito interessada pois é mais cômodo e lucrativo que as pessoas permaneçam assim.

Desviando um pouco do assunto, nossa PresidentA – fica estranho, não é? Mas está no dicionário, eu procurei! – não era exatamente quem eu sonhava para primeira mulher na história do Brasil a se tornar presidente, mas vá lá, o que está feito está feito, agora é cruzar os dedos, dobrar os joelhos, fazer promessas para todos os Santos e esperar que isso resulte em algo positivo para todos.

Termino esse post com este ótimo vídeo. Vejam :) e claro.. deixem suas opiniões.. Abraços e boa semana!


30 dezembro 2010

Desculpem... :)

Mais um ano finda e outro está prestes a começar. Como de costume, esta é uma época de balanço, neste período paramos para avaliar o que foi bom ou não, recuperamos a lista de fim de ano do ano anterior e passamos a conferir o que conseguimos cumprir de tudo o que nos comprometemos a fazer no ano e claro, fazemos novos planos. 

O ano de 2010 foi satisfatório para mim e desde já tento me convencer de que isso se deve a qualquer outro fator exceto o fato de ser um ano par! Só porque 2009 não foi um ano memorável digamos assim, não posso culpar os números ímpares, posso? Acredito que este foi um ano de avanço em diversos aspectos, acho que agora vejo as coisas com mais sensatez do que antes e não de uma maneira tão sonhadora e intransigente como antes. 

Este foi um ano de agradáveis surpresas. A invasão da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão de alguma maneira renovaram a minha fé. Até hoje é difícil de acreditar, quer dizer, passamos tantos anos vendo através da TV o tráfico de drogas triunfando sobre a polícia e etc. que foi estarrecedor de repente ver aqueles lugares em paz. Acho que a lição disso tudo e que ainda não havia me dado conta é que nenhuma situação é permanente e que para se fazer a diferença é preciso empenho, disposição; fazer o que deve ser feito e não ficar cortando voltas com o problema, mascarando, prolongando, tornando-o ainda maior.

Percebi também que a amizade não possui fronteiras e que há muito mais pessoas parecidas conosco do que imaginaríamos, ou ainda que os problemas de todos são muito parecidos e que cada um de nós os supervaloriza a ponto de fazer pouco da cruz alheia e assim perpetuar essa tendência egoísta que existe dentro de cada um.

Observei também que quando você diminui um pouco as suas expectativas a frustração é menor, mas isso não deve ser considerado como uma regra já que para se alcançar algumas coisas, é preciso não apenas expectativas lá em cima, mas um bocadinho de teimosia e coragem para agüentar as conseqüências de cada escolha envolvida.

Embora digam que a história se repita e embora nós possamos ver isso nas páginas de livros de história, quero acreditar que as coisas ainda possam melhorar; acreditar que depois de tantas cabeçadas na parede tenhamos aprendido alguma coisa com os erros e que aos poucos essa mudança de pensamento se torne algo concreto e renda bons frutos. 

Ah... Sonho com o dia que pararei de falar e escrever tão subjetivamente assim, rsrs. Mas mudando um pouco o tema, há alguns blogs na minha lista que muito me inspiram e que sempre que dá passo para dar uma lida, e cada um desses blogs sempre tem algo a me ensinar, acrescentar, agradeço sempre por essa ligação tão bacana e saudável que quero manter por algum tempo ainda! Obrigada a cada um de vocês!

Com a  Jú  do Merda, falei! percebi a importância de possuir uma opinião formada, de deixar um pouco de lado aquela coisa meio ‘metamorfose ambulante’, pois existem coisas para as quais não existe meio termo, estão certas ou estão erradas e às vezes temos que ser menos ‘Vii’, digo, menos banho Maria, menos meio termo, menos equilíbrio, enfim, é isso que sempre fica marcado para mim quando passo por lá. Ela defende com tanto afinco seus pontos de vista e de maneira tão legal que se fosse outro eu diria: “você está exagerando”, mas lá só consigo pensar: “você está com a razão...”.

No cantinho da Maria Alice (Blogat) sempre encontro paz, sempre consigo ver o lado mais poético, mais família, mais “como-deveríamos-levar/enxergar-a-vida” e sempre me preencho mais e mais com seus sábios comentários.


A Sissym é dona do BlogZoom e do Masquerade e a admiro muito entre outras coisas por conseguir administrar dois blogs; um já é tão complicado, rs! Mas ela me ajuda a resgatar sempre a criança que existe dentro de mim, ela não deixa seus leitores esquecer isso. E acho isso fundamental e acredito de fato que se alguns cidadãos por aí se lembrassem disso, se esses cidadãos não assassinassem suas crianças interiores este mundo seria um lugar melhor. Digo isso pois as crianças são as reais portadoras da bondade, inocência, despretensão e puro amor.

No  Nunca Soube se Prestava... encontrei uma amiga, irmã e confidente muito diferente daquela que se apresenta como dona do blog! Seus posts são sempre engraçados, sarcásticos, criativos e servem para me fazer lembrar o quão é importante sorrir! Rir da vida, rir das situações embaraçosas, das desgraças que às vezes nos abatem e dos pequenos dramas que fazemos ao longo da vida jurando que são importantes quando as coisas importantes estavam conosco todo o tempo e não pudemos perceber!

A Érika do Notas descabidas, antigo Idéia com acento é outra persona incrível! Através do Notas ela traz a tona um lado bem geek divertido de ver e viver a vida, um lado que gosto demais! Sempre falando de livros, jogos, animes, enfim, resgata o jeito “meninona” de ser, mostrando que entrar na vida adulta não significa exatamente se tornar alguém frustrado ou obcecado por trabalho e que nada impede que você trabalhe, cresça e de quebra ainda se divirta!

Falar do Espaço da Kadilza para mim é bastante suspeito por se tratar de minha melhor amiga de todos os tempos, rs! Aí está outra menina super inspirada e talentosa. Publicou seu primeiro livro antes de completar dezoito anos e fico imensamente feliz por participar de sua vida não apenas na blogosfera e pelos papos muito malucos que só acontecem quando estamos juntas.

O André “Fi” é outro também que possui dois blogs e que só há algumas semanas conheci o seu segundo. Ele é dono do Aos Fi, blog super bacana que como o próprio perfil diz, trata-se de uma “confluência de improbabilidades da natureza”(!!), e acredite, lá você encontra de tudo um pouco, tecnologia, música, críticas e curiosidades. Porém o mais legal mesmo são os pontos de vista pessoais do Fi, a forma peculiar de compreender o mundo.

Na coluna do lado esquerdo do blog do Daniel Hiver, Pelo Caminho dos plátanos... diz assim: “Escrevo para que as pessoas leiam e imaginem...” e como ele ‘brinca’ com nossa imaginação, rs! Digo sem hesitação que poucas pessoas me surpreendem tanto como ele, por sua intimidade com as palavras e pela tamanha sensibilidade. Não consigo fazer versos e confesso que alguns são demasiados entediantes de se ler, mas esse sentimento passa longe de mim quando ando por lá. E de todas as sensações, aquela que predomina é a de ver sentimentos – a maioria deles difíceis até de descrever – serem transformadas em palavras lá.

E a Carlinha?? Ela é dona do O mundo do meu jeito..., um lugar muito fofo de se visitar. Não sei a idade dela, mas sei que se trata de um talento bem precoce, hehe! Ela é dona de uma delicadeza e clareza ímpar. Admiro demais e sempre saio de lá com alguma nova lição ou ao menos uma identificação, o que me faz imensamente feliz por perceber mais uma vez, que somos todos muito parecidos, muito mais do que geralmente imaginamos.

♥A difícil Arte de Ser EU♥  pertence à Beta, uma moça mãe de duas crianças sendo seu filho caçula autista. Beta é uma mulher guerreira que usa o espaço virtual para nos contar um pouco como é sua jornada, e também desabafar. Lá acompanho suas alegrias e também seus momentos ruins, momentos que todos nós temos aqui e acolá. Sobre ela só posso deixar aqui registrado o quanto a admiro pela coragem e essa força interior que não a deixa desistir nunca, mesmo já tendo chegado ao fundo do poço uma vez!

O Everton é dono do Desfilosofando, e como é bom lá. Este é também outro moço perspicaz e de sensibilidade incrível, que escreve sempre para somar e consegue atingir o objetivo do seu blog, que é, segundo seu perfil “fazer o pensamento acessível para quem puder se logar por alguns minutos na Web” !

 A jovem Aldenora é dona do ' Change Everything.e é uma escritora incrível e muito talentosa. Adoro passar por lá pois sempre sou convidada a ver o mundo sob uma óptica diferente e me sinto revigorada ao sair, com mais esperança, enfim, de que o que não está legal possa ainda melhorar. Um dos meus textos favoritos é de autoria dela é este aqui e sugiro que todos leiam, valerá à pena!

Por falar em jovens, não poderia me esquecer da Jéssica. Foi através dela, inclusive, que conheci o blog da Carlinha. Ela é dona de As histórias de Ba Sing Se... Sou suspeita até pra falar, pois o blog dela é baseado em dois desenhos que amo, rsrs, o do Aang (The Last Airbender) e da Mafalda (minha tira favorita). Também explorando o lado adolescente não deixa de apresentar sempre novas lições, pontos de vista e aventuras incríveis!

 E para terminar, apesar de não ter falado de todos os blogs que visito, não poderia me esquecer da querida Luciana P. do Afrodite para Maiores. Hoje o blog está praticamente inativo, mas me ensinou muito e foi o primeiro que tive contato nesse ambiente. Luciana é uma pessoa que admiro muito e que também muito me incentivou. Quem a conhece entende o que eu digo. Quem não, se puder tire algum tempo para ler o que há por lá, pois o site é muito bom!

Para terminar, sobre 2011, os sonhos, as expectativas são, é claro, as melhores possíveis. E não só espero quanto desejo a todos (os que me lêem e os que não) que este próximo ano seja ainda melhor. Que continuem invadindo as favelas e assim diminuindo a criminalidade, que as catástrofes naturais sejam menos intensas, que nosso país não afunde com a Dilma na presidência, que vocês, meus queridos continuem postando para o deleite de todos, que a saúde não nos abandone para assim possuirmos força para seguir em frente, que nossos corações encontrem paz todos os dias de nossa vida, pois de nada vale tudo em volta estar nos conformes, mas não estarmos bem conosco,... Os desejos são muitos. Mas espero. E confio. 

Um feliz Ano Novo a todos.


26 dezembro 2010

Post de Fim de Ano

Olá, Povo, quanto tempo!
Ando bem desligada daqui ultimamente, às vezes por falta de inspiração para escrever ou por falta de tempo mesmo (sempre essa desculpa).  Mas possuir isso aqui é algo importantíssimo e mais um espelho de quem sou: inconstante, às vezes ávida por escrever - sem saber o que escrever primeiro -, e as vezes como agora, levando tudo - Tudo mesmo - em banho maria.

Bem, sobre o post anterior, algumas pessoas pediram para mantê-los informados sobre o acontecido. Pois bem, fui até a reitoria munida de cópias de emails, não apenas o postado aqui, mas de outros alunos, cópias de provas e um abaixo-assinado informando sobre o descontentamento da maioria dos alunos.

Fiquei feliz com isso porque me surpreendeu a quantidade de pessoas que também estão descontentes. Isso é bom porque nos permite ver que muitas vezes, isolados em nosso próprio mundo, deixamos de perceber que nosso problema é também de outros. E isso nos faz lembrar que é a união que faz a diferença e que quando há um grupo descontente e este se dispõe a reclamar do que não está bom, esse é o primeiro passo para que haja uma mudança. Assim espero.

Mudando um pouco de assunto, há algum tempo recebi da minha querida amiga Beta do blog ♥A difícil Arte de Ser EU♥ um prêmio (selo) muito muito especial e desde já agradeço pelo imenso carinho e atenção!!

"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros; uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."

De acordo com as regras devo:
1.Exibir a imagem do selo em meu blog; 
2. Linkar o blog pelo qual recebi a indicação;
3.Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4. E por fim avisar os indicados.

Bem.. e meus blogs escolhidos foram: (!!!)
Nunca Soube se Prestava...
O mundo do meu jeito...
Pelo caminho dos plátanos...
Hugo Alves
Ao Fi Livre
Desfilosofando
Cada um deles contribui de alguma forma na minha formação como indivíduo e isso é o mínimo que posso fazer para agradecer a cada um desses escritores!
E para encerrar, agradeço mais uma vez à Beta e desejo a todos um Feliz Natal atrasado, rs, e um Ano Novo NOVO, repleto de paz, saúde, fé nos corações e tudo o mais que cada um necessitar...
Beijos e abraços à todos, e provavelmente, até ano que vem!

10 dezembro 2010

Que coisa, não??

Segue abaixo o print do adorável e-mail que meu adorável professor também coordenador de estágio e que possui dois mestrados e um doutorado e que já apresentou artigos no Canadá e na França me mandou (carinhosamente) esta semana:

....
Bem pessoal, eu me desculpei pela maneira como eu disse, mas não pelo que eu disse.
Mas esse e-mail me levou a algumas reflexões, sabem?
Primeiro, eu realmente não devo ser ninguém, né? Eu tenho uma banca para apresentar e não sou ninguém nem para cobrar a Data da tal banca.. Ok.
Segundo, eu devo ser mesmo bastante petulante e metida, mas felizmente algumas pessoas me amam, ou então esperam me conhecer melhor antes de sair com comentários assim, rs...
Terceiro, eu não sou vingativa, mas vou adorar levar uma cópia disso para o reitor!
Quarto e último, peço desculpas por colocar isso aqui. Mas sabem, todos precisamos desabafar de vez em quando e isso realmente me fez sentir melhor...

Beijiinhos!

23 novembro 2010

Um anjo que retornou ao céu

Um dia desses eu estava passando pela rua e vi um carro da Fiat, modelo Doblô e lembrei-me de uma ex-aluna minha que era cadeirante e que os pais possuiam carro semelhante àquele que pelo qual passei e fiquei a me perguntar como estaria aquela criança, a família e tudo o mais. Dias depois me deparei novamente com carro semelhante e ainda me perguntei se era o mesmo que eu tinha visto antes ou ainda se era o carro pertencente à família da menina.

É estranho como às vezes pessoas que já há algum tempo passaram por nossas vidas reapareçam em nossa memória 'do nada'. Mas tudo bem, minha vida seguiu normalmente até que há algumas sexta-feiras atrás, minha chefe, madrinha e também grande amiga veio até mim comentando:
"__Você se lembra daquela aluninha especial, cadeirante, a ***?" e respondi:
"__Sim, me lembro, o que é que tem?"
"__Ela faleceu. Não foi agora, já tem alguns dias. Eu encontrei uma conhecida que me deu a notícia." surpresa, claro, exclamei diante da notícia,e ela continuou:
"__Me contaram que ela tinha vários problemas, não era só a questão de ser cadeirante. Ela tinha uma espécie de válvula no coração que deveria ser trocada de dez em dez anos e a mãe dela - que é médica - já estava providenciando a cirurgia. Disseram que na noite anterior à operação ela sonhou com borboletas e que contou o sonho encantada para os pais. No entanto ela não resistiu e veio a falecer."

Desde que recebi tal notícia fiquei meio anestesiada, não sei se há uma palavra para melhor expressar a sensação, mas foi por demais estranho receber essa notícia logo depois de dias pensando na menina. Eu fiquei triste, óbvio, mas também preocupada. Preocupei-me com os pais, afinal já deve ser muito doloroso perder um filho "normal", agora imagine perder uma criança que por anos dependeu inteiramente deles, uma criança que estes pais dedicaram total atenção principalmente em função de suas limitações naturais, que tiveram que mudar seu modo de viver para que ela possuísse qualidade de vida, criança esta que não mediram esforços para que vivesse a vida mais normal possível para que convivesse com outras crianças e tivesse uma infância feliz, produtiva e cercada de todo o amor que é possível um pai e uma mãe dedicarem ao seu filho.

 Tentei imaginar o vazio que estão sentindo agora. Não foi difícil, sabe? Eu que pouco convivi com este anjinho me vi comovida além do que o de costume. Acho que não é novidade que não fomos educados para a morte, mesmo sendo esse momento algo tão natural quanto o nascimento, mas talvez seja nato do ser humano sentir essa tristeza, vazio ou sentimentos afins.

Eu tenho certeza que a passagem dela por esta terra não foi em vão, certamente a mudança operada nesses pais que aceitaram com maestria o desafio de criar um filho especial é uma dádiva oferecida a poucos e uma cruz que poucos de nós seríamos capazes de carregar. Nenhuma vida é dada por acaso e tampouco é tirada sem razão. Acho que cada um de nós tem um papel a cumprir por aqui para então partirmos para outro plano bem mais próximo do que é Divino. E acredito também que ao atravessar esse momento o que carregamos são nossas experiências, lembranças, aquilo que nos fez crescer, que nos fez feliz e o que nos tornou melhores.

Isso me gerou outra preocupação. Como será que fui para ela? Será que fiquei guardada em algum lugar em sua memória? Será que pude contribuir de alguma maneira para aquela pessoa? Você já parou para se perguntar isso? Se nos encontramos hoje e você é rude comigo e logo em seguida morro, o que levarei de você junto comigo? Digo levar porque no fim das contas somos a soma de cada um que passa por nós, nossos pais, amigos, irmãos, professores, familiares...

É claro que não me cabe saber se fui ou não relevante para aquela menina, mas ela certamente foi para mim – de um jeito que não sou capaz de explicar ou expressar –, e isso me fez criar essa nova preocupação com todos os que me cercam, a preocupação de tentar sempre Somar coisas boas, de promover a paz e o amor e não o contrário, porque não se trata apenas de que memória a pessoa vai levar, isso é tão pessoal (!), mas do quanto podemos iluminar os que estão à nossa volta e do quanto um pequeno gesto ou uma palavra singela podem mudar pra sempre um coração.

Eu quero os corações e almas ao meu redor iluminados, plenos de amor e paz pois estes são os tesouros que carregamos. Quanto à minha aluninha, foi um anjo. Um anjinho que Deus permitiu perambular pela terra – não por pouco tempo –, mas o suficiente para tocar vários corações. Que ela esteja em paz, que seus pais também alcancem essa paz e que sejam capazes de seguir em frente e espalhar o amor deixado por sua linda filha. São esses os meus votos, por mais anônimos que sejam...

26 outubro 2010

Onde nasce a mudança

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos meus leitores pela ausência tanto aqui quanto nos seus blogs. No momento gostaria de possuir não apenas tempo, mas disposição para ler cada um de vocês e participar da interação maravilhosa que acontece entre nós. Quem sabe depois que eu formar as coisas voltem ao normal? Vamos ver, não é? :)

Bem, a reflexão de hoje já vem se construindo há algum tempo e alcançou seu ápice sábado (22) depois de assistir o filme Wake – Despertar, o que serviu apenas para confirmar minhas suspeitas.

Quantas vezes você já se sentiu vazio? Como se tudo ao seu redor não fizesse mais sentido? Como se sua vida tivesse se tornado uma grande rotina? Acordar (geralmente cansado), ir para o trabalho sem nenhuma disposição para dar o melhor de si, almoçar apenas porque seu corpo necessita, trabalhar mais, ou quem sabe ainda estudar, se perguntar várias vezes ao dia “O que estou fazendo aqui?” ou possuir pensamentos não necessariamente suicidas, mas do tipo “Minha presença ou minha ausência não fazem diferença no ambiente...”? Será que eu sou a única estranha nesse mundo ou todos alguma vez na vida passam por momentos assim?

A minha teoria é que se o indivíduo ainda não passou por um momento desses ainda vai passar! Mas quem já viveu isso alguma vez sabe que assim como em algum momento começou, em algum momento teve ou terá fim. E o meu momento felizmente se foi e desde então tenho buscado entender quando e como isso aconteceu. Não que existam saudades dessa época, mas são passagens tão sutis que fica difícil determinar onde começa e termina cada etapa.

Analisando a vida de antes e a vida de agora percebo que não mudou muita coisa; a rotina é quase a mesma, os problemas que aparecem geralmente são de mesma origem, as dores de cabeça e as coisas que me fazem rir ou chorar também não se distinguem de antigamente. Então o que mudou? O que me faz sorrir agora e ter mais fé na vida? Ao assistir o filme vi que a mudança não foi algo físico, o mundo ao meu redor não mudou, ninguém que eu conheça ganhou na loteria ou algo realmente extraordinário, mas meu ponto de vista mudou.

E no fim das contas tudo se resume a isso: a maneira como você decide encarar as coisas. Se um dia você amanhece de mau humor e põe pra tocar uma música melancólica, acha mesmo que seu astral irá melhorar? Ficar todo o tempo reclamando da vida, da corrupção no Brasil, da fome, da falta de saneamento básico para mais da metade da população, da violência, da desigualdade, da unha encravada no pé... Isso irá resolver o problema? É claro que não! Muitas vezes para as coisas acontecerem temos que nos mover, entrar em ação, correr atrás do prejuízo, e para outras temos apenas que fazer a escolha de como encarar a situação que se apresenta.

Sei que não é simples assim, que não é fácil sentir-se bem humorado depois de levantar atrasado, chutar o dedão no pé da cama, derramar suco na camisa no café da manhã e ao chegar ao trabalho ser demitido. Porém realmente existem duas opções: a primeira é reclamar da vida e lamentar o quanto se é desafortunado, mas também se pode encarar isso como uma oportunidade de buscar um emprego melhor ou finalmente sair daquele ambiente que só trazia frustração.

Tudo nessa vida tem dois lados, acho que é por isso que ninguém está apto a julgar ninguém, e por isso também que podemos escolher enxergar o lado bom ou ruim de todas as coisas. Geralmente tendemos a supervalorizar os problemas pequenos tornando-os gigantescos a ponto de não termos mais condições de lidar com eles, ou ainda acreditar que existem chaves ou receitas para alcançar a felicidade, estipular metas ou raciocínios do gênero “Só serei feliz se possuir isso...”, ou “Isso me fará feliz.” ou ainda “Ele (a) me fará feliz!”... O que aprendi foi o seguinte: não vai ser um bem material ou uma pessoa ou situação que tornará um indivíduo feliz ou bem sucedido ou vice-versa, mas somente sua maneira de agir (principalmente diante das adversidades ) e de encarar as situações é que definirão o bem estar de espírito ou não. No fim das contas, dictum et factum: “Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.