Mais um pensamento...


Tava pensando... Como a gente reclama da vida, já reparou?

Esses dias me peguei olhando pro passado, para algumas coisas que fiz e que achei estar tão cheia da razão no momento. E agora to me sentindo até envergonhada pela postura infantil. É engraçado como isso acontece o tempo todo!

Mas olhando para as coisas que já aconteceram notei uma coisinha: o egocentrismo do ser humano. Já notou que salvo raríssimas exceções, a maioria de nós gasta a maior parte do tempo e energia preocupados apenas com o próprio umbigo?  

Os políticos corruptos “trabalham” apenas pelo próprio benefício. Esses loucos terroristas lutam por uma causa que beneficia quem, exatamente? (Eu não acho que as vítimas desses ataques ficaram lá muito satisfeitas...). O cara que recebe propina para fazer vista grossa com uma situação errada... Tudo benefício próprio...

Copiando descaradamente um camarada da net, as pessoas passam a maior parte do tempo querendo “ser o mais rico, o mais poderoso, o mais lindo, viver num paraíso, ter milhões de escravos, ser o melhor, o mais famoso, viver, curtir, ter tudo do bom e do melhor, e tudo isto sem ao menos se importar com os outros” OU trabalhar para que tudo isso se concretize.

Assim tá fácil, não é, galera?

Enfim. O que eu queria dizer é a gente reclama demais. De tudo. Tem neguinho aí se estressando por pouca coisa. Estressando por pouca coisa quando há tanto para se agradecer!

Poxa vida, se estou escrevendo isso aqui, é porque, por acaso ou não, eu estou VIVA! E isso é algo ótimo só para começar. Não nos falta nada! Temos teto, temos comida, temos família, amigos, trabalho... E daí se na garagem não se encontra o carro do ano? E daí se meu pai ainda não conseguiu ganhar na mega sena? Se... Se... Se não possuímos tudo aquilo que querem nos fazer acreditar que necessitamos mais do que tudo?

Para ser feliz não é preciso muito. Para viver bem não é preciso luxo.  Para se conquistar qualquer coisa, grande ou pequena, é preciso esforço, dedicação e foco.

E antes de tudo isso...: Fé.

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Sobre Aika e minha crise de idade

                                                                                                                           04/09/13

Velho, na boa.

A gente nunca acredita que essa tal "crise da idade" vai chegar, mas quando você menos espera, PLUFT!,  olha ela aí.

Eu comecei a acreditar que estou mesmo num tipo de crise ou transe de maturidade porque... poxa, porque...

Bem, nesse julho, eu trabalhei até metade do mês e depois tive duas semanas de folga antes do retorno das atividades. Eu planejei tanta coisa para fazer, comprei um quebra cabeça com 3000 peças (que até hoje só montei as bordas), separei um monte de músicas para aprender (tanto no violão quanto no piano), comprei 5 livros novos numa promoção da Saraiva de frete grátis (coisa rara para o Tocantins agora) - cinco livros que pelo menos 2, eu desejava há quase 10 anos   [tá notando o quanto estou velha? Quem deseja um livro por 10 anos???] - e acho que eu pretendia mais coisas, mas não me lembro no momento... Ah, sim, escrever no blog todas as quintas-feiras, e colocar todos os meus seriados em dias, ver todos os filmes que baixei e que concorreram ou ganharam o Oscar desse ano e do ano passado... 

Lista grande, né? Mas sabe o que eu fiz nessas duas semanas de folga? (ah, acho que constava na lista também cultivar um pouco mais a vida social, haha)  Nas duas semanas de folga eu basicamente joguei Aika e assisti os Pinguins de Madagascar  que deixei o semestre inteiro gravando no receptor da Sky lá de casa. É mole ou quer mais?

Tá, legal, eu sou filha de Deus afinal,  e Deus sabe o quanto eu corri esse semestre estudando, preparando aula, testando programa, tentando desvendar aquele tal Nagios, corrigindo prova até as três da manhã, aquela maratona toda entre duas cidades todos os dias da semana e indo para minha cidade natal nos fins de semana... 

Aprendi tanto, tanto.  Mas tanta coisa ficou a desejar também. Eu quase não pude dar atenção aos meus familiares, quanto mais aos meus amigos. Toda a lista que fiz para aquelas duas semanas de julho, eram de certo modo para compensar aquilo que não consegui conciliar durante o primeiro semestre.

Mas o que eu achei interessante foi justamente eu me 'apegar' tanto a essas duas coisas: jogo e desenho. Soa TÃO infantil, porque peralá, né? Essa ano completei 24 janeiros! Teoricamente minha preocupação agora deveria ser, além da parte profissional, encontrar o 'macho alfa' e perpetuar a espécie (kkkk). Mas sabe quando você está meio que ... 'sei lá, entende?' ?

Não sei.
Minha amiga psicóloga  me perguntou, quando eu contei assustada a maneira como eu havia conduzido minhas férias (sem fazer o mínimo esforço para socializar, para viver o que minha idade realmente sugere), se eu não estava fazendo aquilo como um mecanismo de defesa, como quem quer evitar maiores problemas. Sim, porque socializar nesse mundo é problema, né, pessoal?  Quer passar raiva gratuitamente, contrate o serviço de linha telefônica ou de telefonia móvel, mais cedo  ou mais tarde você se verá há pelo menos uma hora pendurada no telefone com um atendente nem um pouco disposto a resolver o seu problema.

Isso sem contar os dissabores nas relações sociais quando você encontra criaturas difíceis de lidar, daquelas que você tem que contar até 10. Mil. Para não perder as estribeiras e falar o que deve e o que não deve. 

E as relações amorosas então? Dor de cabeça, dor de cabeça na certa. 
Jesus misericordioso. Me dá até calafrios de pensar. Virgem Maria!

Sim, eu encontrei refúgio no jogo.
Mas... quando você tá jogando e o camaradinha do outro lado te diz que tem 8 anos...  É foda também. (Embora eu tenha descoberto que não sou a única 'adulta' por lá. Acredita que tem cidadão que espera a esposa ir dormir para ir pro pc jogar?).

Tá reparando meu palavreado inculto? Culpa deles! rsrs
Se por um lado é muito divertido e a gente acaba fazendo amizades muito legais, tem umas criaturinhas também.... que sorte a deles eu ser apenas lvl 49, sentimental e com pouca ou quase nenhuma habilidade para matá-los (no jogo, que fique claro, rsrs) só com uma espadada.

Eu estou realmente apaixonada pelo joguinho, até porque agora eu tô começando a pegar o jeito do treco ( a gente sempre fica feliz quando começa a dar conta de alguma coisa).  E estou me apaixonando também por dirigir. Ih, nem contei que nessas férias comecei o processo para tirar habilitação de condutor, né?  Pois é. Estou quase terminando as aulas de carro e meio que terei um carro para utilizar pelo menos por enquanto, visto que meu pai comprou carro novo e ainda não desfez do antigo. ^^  ( Se eu desaparecer de vez do universo online, vocês saibam que eu provavelmente morri em algum acidente por aí). 

Falar em carteira de habilitação, me fez lembrar em prova. Acredita que eu não fechei a prova teórica do Detran por duas questões? E também fiz PS para professor no Instituto Federal (e passei) e fiz PS pro Senac para instrutor (e passei também, em primeiro :o). E tudo isso no tempo em que eu estava basicamente jogando Aika. O que me fez pensar também em como esses jogos podem fazer bem para a cabeça, o contrário do que muita gente acredita. (Que isso não serva de desculpa para a molecada aí não estudar...)

E isso me levou a outra grande questão: como serão os idosos de amanhã? Os idosos que hoje jogam online, no xbox e ainda assistem anime. Coisa bem filosófica, né?

E por falar em filósofo, estou lendo Nietzsche, já que a vida não é feita apenas de jogos online, música ou coisa do gênero.

Nietzsche é um sujeitinho curioso. Pelo que li até agora, dá para concordar com algumas coisas que ele diz e outras a gente simplesmente abafa o riso. No entanto as vezes sinto dificuldade em encontrar contexto no que ele diz. Alguém pode me dar uma luz? Sugestões de como fazer esse tipo de leitura? Porque no fim das contas, Martin é bom pra entretenimento mas não engrandece a alma, não é verdade? rsrsrs

Quando eu terminar Crepúsculo dos Ídolos, certamente isso renderá um post aqui. Um post muito mais objetivo, diga-se de passagem. Mas por enquanto termino aqui apenas dividindo um pouco das minhas peripécias e deixando as seguintes perguntas no ar:

Para quem já passou dessa idade: Isso é normal? Eu ainda tenho conserto ou o melhor mesmo é marcar terapia? Algum conselho?

E para quem ainda nem imagina como é ter essa idade: O que você espera da vida de agora em diante? Você é do tipo que acha deprimente uma adulta como eu até hoje estar nessa de joguinho e assistir desenho ou o seu sonho é conservar esse lado 'teen' forevermente?

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