Conceição


Sabe aquelas surpresas agradáveis? Surpresa com caras de benção...  Estou há cinco dias em Santiago do Chile... Eu tenho planejado, sonhado, idealizado esta viagem há pelo menos 6 anos.
Esta semana pousei aqui para uma aventura de 25 dias. Destes 25, 15 percorrerei "sozinha". Entre aspas porque nunca estou só. Tudo o que vou fazer (em especial essas aventuras incomuns) eu sempre peço a bênção e a permissão de meus pais e do Pai maior.E apesar de todos os contratempos até surgiram nos últimos dois meses em todos os sentidos as portas se abriram! Que alegria!

Esta semana pousei aqui sem mal saber como se diz "Olá" em espanhol, fui passada a perna no aeroporto (o taxi mais caro já pago em minha vida), rs. Andei bastante, ganhei alguns calos nos pés, cheguei perto de uma "ensolação" nos Andes, e já tinha dito nesta manhã à minha família pelo Skype: "25 dias serão demais!" Eu dizia isso porque se manter tantos dias fora de seu país e com uma outra moeda pode sair caro para uma persona como eu. Dizia isso também não apenas por questões financeiras, mas porque Santiago é uma grande capital; aqui se vê muitas pessoas prédios, museus, feiras, muitas galerias, muitas praças (belíssimas por sinal), muitas construções antigas e charmosas... Mas é isso... Por onde você vai, não há muita diferença...

Minha viagem coincidiu com o verão chileno, o que não foi ruim, porque meu guarda roupa de frio não é dos melhores. Pela manhã aqui é fresco e durante a tarde o sol se abre e dá pra pegar um bronze... Eu não gosto de tomar sol, rs. Então até por isso não andava muito animada para desfilar por aí fazendo curso pra carne seca, rs. Hoje, entretanto, amanheceu fazendo 13 graus e o senhor Sol resolveu tirar um descanso neste sábado de dezembro. depois de conversar com outros brasileiros no hostel, resolvi vir até o Cerro San Cristobal. Uma colega de quarto já havia me desiludido: "Nada demais, em vista dia outros lugares por que passei. Há um funicular que te leva até o topo, você passa por um zoológico... Ok."


Diante deste depoimento e da minha constante sonolência nesta cidade, resolvi vir até aqui apenas por causa da folga do Sr. Sol.  E que bom que ele tirou folga hoje! Ao invés de vir até o topo pelo funicular e perder meus pesos chilenos, resolvi perder meus pesos localizados na região da barriga e do quadril fazendo a subida através de uma trilha disponível.

Não é uma subida fácil... Não sei se posso culpar a altitude ou se o problema é realmente minha falta de preparo físico! Enfim.... Depois de umas duas horas de caminhada (eu subi devagarinho), deparei-me com uma visão que realmente me fez chorar de emoção... Velando por toda cidade, se encontra Nossa Senhora da Conceição! 

Essa senhora conseguiu me emocionar e impressionar muito mais que a vista 360 graus disponível aqui! Escrevo este post depois de algum tempo de meditação, algumas preces e orações... E depois de entender finalmente que 25 dias não serão em excesso. Serão suficientes. Suficientes porque sei que é assim que Deus trabalha e é assim que sempre peço: "Dê-me apenas o suficiente."

E que Nossa Senhora da Conceição siga sempre rogando por nós.


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Indigesto




Chega um ponto que de duas uma (ou três, quatro...): Ou você anda supervalorizando as adversidades e sofrendo em demasiado por conta de coisas pequenas e por causa disso se afasta de todas as pessoas mais importantes pra você. 

Ou pode ser que aquele teste feito na internet esteja certo quanto à suspeita de TDAH e você deva procurar um médico para te ajudar a tratar/lidar com isso bem como com sua ansiedade que também te induz ao isolamento e a se afastar das pessoas pelas quais possui apreço. 

Ou ainda, pode ser que você não esteja supervalorizando as adversidades nem tampouco sofra de TDAH ou ansiedade... Pode ser que com tudo que esteja acontecendo, você não seja tão fraca ou fresca assim no final das contas. E essa sensação de que perdeu o controle de fato condiz com a realidade. 

Ou ainda, talvez possa haver uma quarta opção: uma opção onde a visão (nesse momento limitada) não consiga enxergar. 

A questão é que independente de as coisas estarem difíceis ou não, de eu andar fragilizada/histérica ou não, tenho me chateado com uma enorme facilidade com pessoas que antes costumava ter uma boa convivência. 

Nem sei se é a coisa mais cristã de se confessar... Sei que Jesus disse também para fazermos o bem sem olhar a quem, sem esperar qualquer tipo de retorno. Mas de duas uma: Ou sou humana e é difícil conceber um mundo sem essa troca equivalente ou sou apenas egoísta e ponto. 

Sou egoísta e fraca porque fico magoada quando "pessoas que prezo e procuro estar lá por elas" não conseguem perceber que algum pedido simples que eu faça se trate de um grito de socorro velado. E como se não bastasse, além de egoísmo, sobra - me ainda orgulho e intransigência. 

Deus... Que merda de pessoa eu sou? Por que eu não aprendo de uma vez por todas a colocar em prática essa humildade que o Senhor vem há tempos tentando me ensinar? 
Por quê? 

Esse estado constante de "estar parado" por fora e um "tornado" por dentro, vendo as coisas se deteriorarem dentro de mim dia após dia. Por coisas pequenas, sim. Mas se deteriorando de qualquer maneira. 

Eu só queria paz. Paz de espírito. Só queria um pouco de leveza, igual àquela que eu sentia antigamente. Só precisava do olhar atento para perceber as peripécias da vida, essas que eu costumava me deliciar assistindo e ao mesmo tempo pensando "como pode as pessoas não perceberem isso?" 

Vai ver que o pecado do corpo seja mesmo a língua. De certo me tornei "aquelas pessoas" e uma vez que trilhamos tal caminho fica um pouco difícil voltar atrás... Desdizer o que foi dito, desfazer uma ação aqui e acolá. 

São tantas "pequenas preces" pensadas, gritadas por dentro. Será que preciso dizer em voz alta para me fazer ouvir? Ou ainda: O que eu julgo como necessário é mesmo aquilo que preciso ou o que eu acho que as outras pessoas precisam? 

Não é falando mal, mas eu preferia não possuir certos pressentimentos. Eles só aumentam minha agonia e exibem minha impotência. Ok, eu não me importo com a impotência. Me incomoda mesmo é a agonia de acabar sempre sofrendo por antecedência, deixando de viver, perceber e FAZER aquilo que é necessário neste momento... E claro, ter a consciência de que ao fazer isso desperdiço apenas o meu tempo e minha vida. 

Que pena. 
No mínimo... Indigesto. 


21/11/2014

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Bob(eiras)

26/05/2014
E aí, doutora, belezinha?! 
É o seguinte: cansei-me da humanidade. Cansei! O que eu faço?
Não sei... Faz dias que ando nessa ansiedade, nesse aperto no peito. Acho que dizer "eu não quero mais sair de casa" soa um pouco dramático e dizer "eu não faço questão de estar com essa gente" soa arrogante até por demais. Mas sendo franca contigo e comigo, a verdade é bem essa.

Estou me tornando uma pessoa meio bitolada, aérea. Anos que não assisto jornais mas eu ainda filtrava as coisas na Internet. Agora até a coragem para isso se foi; parece que as águas desse riacho desaguam todas no mesmo lugar. Eu vejo tanta coisa errada ao meu redor. Eu vejo tanta gente preocupada com futilidades. Vejo tanta gente gritando e fazendo alarde, tanta gente gritando, protestando, tirando a roupa, passando por situações ridículas como forma de expressar sua não concordância com as coisas que acontecem. Eu vejo e ouço tudo isso, no entanto, é como se eu estivesse num semi-vácuo; isso mesmo... é como se o som de tudo isso viesse com força em minha direção e de repente lhe faltasse qualquer molécula para lhe fazer chegar até mim. Sabe aquela coisa de 'perdido no meio do caminho'? Não tem força, não chega, não cola.

Temo estar me tornando tudo aquilo que eu não queria ser. É chato isso. Eu já tive meu tempo "Vamos mudar o mundo", "Nós podemos fazer a diferença"... Mas ultimamente estou mais é para "Quero que tudo se dane!". O que é que há comigo? Ser correta é tão importante para mim. Ser uma pessoa de 'bom coração', de fé, de princípios e blá blá blá. Eu sou assim. Eu me sinto mal quando saio um pouquinho da linha, eu me torturo com culpas nem tão terríveis. Mas se por um lado isso é bom, dá margem pra muita gente de má fé não só tirar proveito como tirar onda dessa carinha que Deus nos deu. Isso tem me irritado TANTO! Um tanto assim que tem horas que juro que vou ter um infarto antes do tempo. 

Tudo bem ter princípios, tudo bem fazer o bem (mesmo que isso enrole tua vida vez ou outra)... Mas para quê se aproveitar de pobres pessoas que nessa vida não aprenderam a dizer "NÃO"? Sei que temos que "fazer o bem sem olhar a quem" e "sem esperar nada em troca", mas tenho visto tantas pessoas se aproveitando disso, conversando contigo, te pedindo favores e etc apenas quando é conveniente para elas. Pessoas que você gentilmente oferece a mão e de repente querem teus braços, pernas, tronco... Será que pessoas assim pensam que somos otários? 

Eu me sinto uma otária a maior parte do tempo. E ainda sinto culpa por sentir raiva desse tipo de gente. Mas apesar dessa culpa, de uns tempos pra cá eu tenho deixado a minha fera correr solta. Tenho tentado deixar a raiva fluir, tenho me permitido ter preguiça de ver e conversar com as pessoas, tenho ignorado os gritos de culpa ecoantes no meu interior... Adoro conversar com o João Paulo nessas horas porque eu digo: "Jão, estou com vontade matar um..." (alguém) e ele vai e me diz: "Não passe vontade, Viii!".

Mas como eu digo, é algo cíclico, como o símbolo do infinito. Se por um lado eu sinto essa necessidade de não reprimir culpas, raivas, insatisfações (com a vida e com o mundo), também fala alto aquela minha essência, que no momento anda escondida em algum lugar. Fala alto aquela coisa de "Não precisa de todo esse exagero, as coisas não andam às mil maravilhas, mas se colocarmos na balança, as pequenas e boas coisas ainda pesam mais do que as ruins. Não há motivo para tanto alarde...". Entendem?

Eu já disse a uma amiga minha que preciso voltar a fazer terapia. Acho que o que escrevi acima é mais ou menos o que eu gostaria de dizer para uma pobre e desinformada psicóloga qualquer hora dessas. Mas eu nunca digo. Esse tipo de desabafo sempre emperra na garganta e volta para onde surgiu. Acho que isso também adoece.

E talvez, desde o momento que comecei a escrever aqui, tudo de tratasse de apenas essa palavra: Desesperança
Estou desesperançosa com o mundo. A cólera toma de conta quando vejo noticiários. Quando assisto tanta estupidez recorrente, tanta gente mal assistida, tanta ignorância, intolerância, desamor, má fé, falta de vergonha na cara, falta de princípios e bons costumes, falta de consideração com quem está ao lado, ou mesmo com aqueles que são dependentes. A sensação ao entrar em contato com essas coisas é resumida em uma pergunta apenas: "Eu preciso disso?". 

O que tanta coisa ruim tem a acrescentar? Obviamente fechar os olhos e ser conivente com determinadas situações também não é o caminho. Entretanto... Eu vou gritar? Espernear? Chorar? (Juro que já fiz tudo isso e não adiantou).  Eu sigo naquela mesma filosofia de mudar o meu mundo e meu comportamento primeiro para depois poder/querer exigir algo de quem/do quê está à minha volta. Mas isso nos deixa introspectivo as vezes. Eu vejo grande parte dos meus amigos fazendo um esforço para se ajustarem a isso quem chamam de Sociedade; para alguns é natural, outros já encontram 'enroscos' no caminho como eu - mas continuam tentando(!). E eu que nem isso tenho feito?

Minha pergunta hoje nem é "Onde é que o mundo vai parar?". A pergunta é: "Onde EU  irei parar nesse mundo?". Essas são perguntas que dão medo de fazer. E as respostas, não sei se quero ouvir.


 
Som que me tem feito viajar ultimamente...


E de acordo com os amigos mais sossegados, que sobreviveram à essa fase cruel esquisita, eu só preciso praticar esportes. Jiu-Jitsu, por exemplo. 

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Meu post sobre o Dia do Amigo Virtual (atrasado..!)

Era outubro ou novembro de 2010 quando li a notícia de que haveria show do U2 no Brasil. Boatos diziam que seria em abril e pensei: "Abril... Aniversário... Quem sabe não me dou esse presente....". Veio dezembro, abriu venda dos ingressos e eu fui uma das aproximadamente 270 mil pessoas que conseguiu comprar entrada e pasmem...: para o dia do meu aniversário!

Mesmo em estado de estupor, sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, comecei a me preocupar com os detalhes. Detalhes tipo São Paulo: a "cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e de todo o hemisfério sul" - dizeres da Wikipédia - e eu indo para lá sozinha pela primeira vez sem possuir conhecidos que pudessem me receber e tals. Os comentários era unânimes: "Você vai sozinha?", "Sim", "Você é LOUCA!".

Nessa época eu já tinha o blog. Dictum et Factum nasceu em meados de maio ou junho de 2009. Ou foi na época da CSBC? Enfim. O fato é que desde aquele tempo eu já tinha meu cantinho na web e já tinha conhecido pessoas ma-ra-vi-lho-sas; surpreendentes. Pessoas que me ensinaram e ensinam muito até hoje. Pessoas que acompanho e que me acompanham mesmo sem nunca nos termos visto pessoalmente. Praticamente parentes distantes. *-*

Nesse grupo de pessoas muito queridas tem a Lari. Lari é a potiguar mais "porreta" e encantadora que tive o prazer de conhecer. Ela vive no Espírito Santo e na época ainda escrevia para o blog Nunca Soube Se Prestava. Quando soube que eu iria para aqueles lados do país disse: "Amiga, aproveite e venha passar alguns dias aqui em Vix comigo!". Como eu não podia, ela disse: "Então eu vou para Sampa também, pra gente se encontrar.".

Naquele momento tive duas linhas de pensamento.
   1º: "Fantástico! Terei o prazer de conhecer essa figura tão gente boa pessoalmente. Não estarei sozinha na    selva de pedra! Urrul!"
   2º: " E se eu tiver me enganado no 'diagnóstico de pessoas legais encontradas na web'? E se ela for uma        dessas psicopatas? Ela vai me buscar no aeroporto.... Se ela estiver mal intencionada eu fico sem                  bagagem e sem grana no aeroporto mesmo!!!".


Felizmente minha primeira linha de pensamento estava certo. Afinal meu "diagnóstico de pessoas legais encontradas na web" estava funcionando legal. Lembro-me de uma das experiências incríveis que tive, que está diretamente relacionada à minha teoria relacionada às relações que criamos virtualmente: nós acabamos por conhecer muito melhor as pessoas quando não as vemos pessoalmente. Ou pelo menos quem me conhece por aqui (mundo virtual), conhece muito mais do que gente que topo todos os dias ao vivo e a cores.  



O interessante desse contato virtual é que as pessoas acabam se encontrando e ficando amigos não por conta de aparências, mas por gostos, Hobbies, filosofias em comum. Na relação carne e osso a gente sempre se depara com o fator aparência e consequentemente o fator "primeira impressão". As vezes por simplesmente não 'irmos com a cara' do outro deixamos de dar a oportunidade de conhecer melhor o indivíduo do outro lado. E voltando à história do encontro com a Lari o mais legal foi exatamente isso: a gente não teve aquele  gelo de 'estar conhecendo' uma pessoa nova, parecia que nos conhecíamos a vida inteira! Assim também aconteceu quando conheci o Hugo (ele já mora no mesmo estado que eu!), super de boa, super sincero!


E é porque gosto e prezo tanto essas pessoas que escrevo esse post atrasado sobre o Dia dos Amigos Virtuais! De 2009 para cá estive em contato com muitas pessoas maravilhosas: Sissym, Maria Alice, Marcos Kawanami, Daniel Hiver, André 'Fi' e Mayanne Micaelli (que também conheço pessoalmente)... os amigos do Aika (que são os que tenho estado com maior frequência atualmente)...  A todos vocês eu desejo o que há de melhor. A todos digo que me importo de coração e o que eu puder fazer daqui da minha cadeira em frente ao pc, ahhh, eu farei. Obrigada pela presença, companhia, conselhos, pelas rizadas que me proporcionam e também os consolos. 

Valeu, gente! Que perdure. ;)

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Decidi que vou Casar!

Acho que todos que me conhecem bem e os amigos aqui do blog  que acompanham as abobrinhas que escrevo ou escutam as baboseiras que eu falo, sabem que estou há tempos, passando por um período de transição ou coisa parecida.

Nesse post aqui, vocês viram um pouquinho da minha crise de idade, rs. E aqui, um pouco dos questionamentos que tenho feito ou do quanto sou grata por cada experiência que Deus coloca no meu caminho.

O fato é que de um tempo pra cá tenho tentado muito, mas muito mesmo, entender o sentido das coisas. É um pensamento ambicioso, eu sei, mas não me entendam mal. Acho que evoluímos muito interna e humanamente quando nos dispomos a olhar um pouco ao nosso redor; quando tentamos não supervalorizar os nossos probleminhas de cada dia e tals. Para isso então, cada situação que me acontece eu tento fazer um tipo de verificação, buscando sentidos em entrelinhas para que nada passe desapercebido.

Fazendo essas 'verificações', percebi que é necessário definir prioridades na vida. Acho que já dividi com todos aqui os meus desejos profissionais, minhas vitórias e frustrações. Desde que saí da faculdade eu tenho tentado conseguir essas coisas (especialização, mestrado, doutorado...) mas, como eu evidenciei no post sobre minha crise de idade, tenho andado bem lerda quanto aos estudos e tudo o mais. E não sei se é porque ando com meu instinto materno aflorado ultimamente, mas cheguei à conclusão que entre outras coisas, eu também quero casar!!!

Eu vejo, nesse meio acadêmico uma série de profissionais inteligentíssimos, competentíssimos e tals, mas que para chegar nesse grau de titulação tiveram que abrir mão de tantas coisinhas comuns à maioria das pessoas e isso é tão triste. Eu não quero ser uma tia velha casada apenas com títulos! Credo! :s

Não estou condenando quem é assim, vejam bem. É como eu disse no começo: tudo é questão de se definir prioridades. E ser uma tia velha casada com títulos não é a minha. Descobri isso há aproximadamente umas quatro semanas e fiquei tão feliz com essa descoberta! É muito mais fácil ser objetivo quando sabemos o que estamos buscando. (Óbvio, né? Mas pasmem, eu dei muitas voltas para chegar à essa conclusão, haha.)

Quando eu estava ministrando um curso em uma cidadezinha entre outubro e novembro de 2013, um dia conversando com um aluno com um certo potencial, perguntei a ele o que ele esperava, ansiava ou lutava nessa vida, algo nesse sentido. Eu perguntei isso porque eu passo tanto tempo pensando nisso, tipo: até onde sabemos, só possuímos essa vida, essa oportunidade de ver, conhecer, saber e experimentar coisas e situações. Eu tenho minha listinha de coisas que, ao chegar no final da minha vida, gostaria muito de olhar para trás e me sentir realizada e com a sensação de dever cumprido. Claro que isso me torna uma pessoa meio  totalmente sistemática, etc (mas já estou acostumada). Mas o que me deixa realmente intrigada, é que muita gente não pensa a esse respeito.

Você já parou pra pensar nisso? A vida é algo único e todos estamos aqui por alguma razão... Então imagine a pessoa apenas passar por aqui de maneira vazia? É ou não é de cortar o coração? Sei que esse é um pensamento superficial, sei que todas as pessoas possuem o seu valor. Muitas vezes nos sentimos insignificantes nesse grande caos de existência e SOMOS mesmo (insignificantes). No entanto,  mesmo em nossa pequenez existe um sentido, somos sim capazes de gerar mudanças - de pequeno, médio e grande porte -, e talvez  - isso vai soar utópico - se mais pessoas tivessem consciência disso, o mundo não estaria tão carregado de desamor, barbáries e egoísmo.

Alguma sábia pessoa já disse por aí que não se faz omelete sem quebrar os ovos... Então que quebremos todos eles e façamos ovos, bolos e biscoitos. Não dá pra chegar a algum lugar sem ter uma vaga ideia de para onde ir. Encerro esse post com algumas citações que encontrei na internet, visto não encontrei nenhuma que se enquadrasse nos livros que andei lendo. Beijos, beijos e um feriado de carnaval legalzinho para todo mundo. 







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"O objetivo da vida é o autodesenvolvimento; é perceber, com perfeição, nossa natureza... é para isto que estamos aqui, cada um de nós. Mas, hoje em dia, as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram da mais elevada das obrigações, a obrigação que devemos a nós mesmos. Mas, é claro, são caridosas. Alimentam os famintos, vestem os mendigos. Suas próprias almas, entretanto, sentem fome, estão nuas." - Oscar Wilde.

"Existem dois objetivos na vida: o primeiro, o de obter o que desejamos; o segundo, o de desfrutá-lo. Apenas os homens mais sábios realizam o segundo." - L. Smith

27/02/2014

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