Sobre uns livros que li e outras coisas que ouvi. (ou senti)..

Gente, essa vida é muito doida mesmo, né? É ou não é? Falem a verdade!
As vezes eu penso que meu problema seja justamente esse: pensar demais. Eu tenho essa mania de explicação, de tentar entender as coisas que acontecem, comigo e à minha volta. Eu não sei se é uma curiosidade doentia ou se é minha forma de ter paz, mas o fato é que "casos inacabados", coisas que ficam pela metade me deixam puta! (perdoem o palavreado)

Isso me faz lembrar de um dos primeiros livros que comprei na primeira FLIT que fui aqui no Tocantins. Foi uma coisa de última hora e eu nem sabia do que se tratava o evento direito; a única coisa que me disseram é que meu pai tinha direito à R$100,00 em livros... quaisquer livros! E como ele não ia, eu fui, para não perder o benefício. Como não havia planejado nada, os livros que comprei foram porque alguém já havia recomendado ou por pura curiosidade. Me lembro que na época um livrinho me chamou a atenção: "As cinco pessoas que você encontra no céu".

Esse é, como eu já disse outras vezes aqui, um daqueles livros que se eu tivesse condições, daria a cada uma das pessoas especiais em minha vida, a cada um dos meus amigos mais próximos, na esperança de esse livro os tocar como tocou a mim. 

"As cinco pessoas que você encontra no céu" é o livro perfeito para mim porque ele traz o que seria o Paraíso ideal para uma pessoa ávida por entender tudo como eu. Ele conta a história de um senhor que morre e vai para o céi (dãããã!) e lá ele vai encontrar cinco pessoas que foram muito marcantes na vida dele ou pessoas que ele acabou por marcar, propositalmente ou não. A moral da história é que, por mais que diversas vezes nos sintamos insignificantes nessa vida, por mais que tenhamos acessos de "o que estou fazendo aqui?", "qual é o meu propósito?", "eu sirvo pra alguma coisa que preste?" ou "eu sirvo para alguém?", esse livro vem e mostra que todos, do rico ao pobre, do intelectual ao leigo, todos temos papéis a cumprir. Todos nós estamos em constante contato com diversas pessoas, cometas ou não, e cada um desses contatos vem para nos mostrar alguma coisa, ou nos acrescentar. Ou para também, mostrarmos algo a essas pessoas, acrescentar, fazer a diferença de algum modo...

Talvez este post seja a continuação do anterior. Não sei. Não era bem esse o objeitvo, mas se soou assim, eu também não me importo. A questão é que eu fico, talvez vocês também fiquem (se forem tão esquisitos como eu), tentando entender as coisas que acontecem com a gente, tentando descobrir no que isso vai dar, qual é, afinal, a razão de tudo isso.

Outro livro muito bom que li, é uma série que não cheguei ao final ainda, e trata de temas muito delicados em minha opinião. Trata-se da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Algum de vocês já leu algum? Operação Cavalo de Tróia conta a história do J.J.Benítez, que é um jornalista e escritor espanhol, quando ele supostamente recebe uns documentos de um ex-funcionário da NASA ou aquelas paradinhas americanas que fazem tudo às escondidas, sabe? Essa documentação é um relato desse ex-funcionário, contando sobre um projeto que foi feito há algum tempo atrás. 

Segundo a história, esse grupo americano teria supostamente encontrado uma forma de voltar no tempo. Sim, sim, uma máquina do tempo, pessoas! E então eles resolvem escolher algum grande momento histórico da humanidade para voltar e acompanhar de perto. Por votação, o momento escolhido acaba sendo a vinda de Jesus Cristo à terra. 

Segundo a história, eles escolhem e preparam um cientista sem nenhum tipo de crenças, uma pessoa neutra para se infiltrar naquele período e acompanhar os últimos passos de Cristo. O que eu posso dizer, é que, apesar da escrita ser diversas vezes enfadonha, OCT é uma narrativa fantástica - no melhor sentido da palavra. Ele traz uma perspectiva maravilhosa, principalmente para pessoas que como eu, liam a Bíblia e pouco absorviam do que ali estava escrito. 

Eu acho que tudo está relacionado com a maneira como as histórias são contadas. A narrativa do personagem é bem fiel aos acontecimentos relatados na Bíblia, mas ao mesmo tempo ele faz ressalvas a respeito da imparcialidade dos Evangelistas... Quem já leu sabe, que alguns contam certas coisas e deixam outras de fora, mas enfim... Eu queria falar mesmo é do segundo volume, que foi até onde eu li.

A história tava muito boa, bem legal mesmo. Até chegar num ponto que cutucou a minha ferida de Católica. Em determinado momento, quando o major está escutando a gravação da conversa que "rolou" durante a Última Ceia, Cristo falava algo que nós, Católicos não fomos acostumados a acreditar: essa coisa de reencarnação. 

De acordo com o livro, o Filho do Homem dizia que tipo assim, (rs), nós ficaríamos nesse ciclo de vidas e mais vidas até alcançar a Graça, entende? Até nos tornamos espíritos mais evoluídos.... Eu me recordo que na época eu até zanguei com o livro, fiquei quase um mês sem lê-lo, mas como eu disse no início desse post, eu abomino casos inacabados! Então fui terminar a leitura. Muito boa, muito boa, mas te instiga a querer comprar o terceiro volume, hahaha.

Mas novamente, o que eu queria dizer mesmo, é que tem horas que isso me deixa com a pulga atrás da orelha. Eu sou desconfiada o suficiente para saber que OCT é uma coleção de livros, que, entre outros objetivos,  pretende que os leitores se interessem pelo que viram e comprem mais e mais volumes. No entanto, vira e mexe, essa coisa de outras vidas não me sai da cabeça.... É que geralmente eu me sinto tão velha, algumas coisas me parecem tão óbvias, tão claras. Eu sei que isso soa intransigente por demais, que pobre de nós, não temos acesso a verdades absolutas e tudo mais. Mas é que a mente não se desliga assim.

Eu realmente queria dedicar mais do meu tempo a descobrir qual tom de blush combina mais com a minha pele ou em fazer exercícios e conseguir amenizar um pouco das celulites que insistem em aparecer, mas não dááá! Tem horas que eu fico pensando que já nasci antes entre meados da década de vinte e cinquenta porque tenho paixão por música antiga; tem horas que imagino que eu tenha me dado bem com aquele período entre séculos XVIII e XIX que a Jane Austen descreve tão bem. Tem horas também que penso na jovem ou no jovem inconsequente que fui para ir embora tão cedo daquele período entre anos 70 e 80!

Que Deus me perdoe a provável quantidade de asneiras contidas num post só... Só que muitas vezes eu me sinto assim. Eu penso assim. E isso passa a fazer muito sentido. Mesmo não possuindo o menor sentido.
Alguém me entende?!
Ah, e isso tudo, era para dizer que, por causa desse fluxo todo de pensamentos, é que eu tenho tanto medo de me aprofundar nas coisas Celestiais. 
 

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Sobre o "toque" ou sobre o "tocar" (alguém)


Eu cresci ouvindo minha mãe dizer: "Nessa vida há apenas três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". E a ouvi também falar da importância de se pensar e medir as palavras antes de pronunciá-las. Segundo ela, o problema não é aquilo que entra pela boca, mas o que sai; porque as palavras que vem, vem direto do coração, sejam elas de amor ou de mágoa.

Eu não sei se devo me justificar por aqui e também não sei se alguém se importa com isso de fato, mas a questão é que eu tenho uma certa dificuldade de falar de mim abertamente; dificuldade maior ainda em expor de forma clara aquilo que sinto. Então, eis a minha surpresa quando meu ex-namorado veio até mim comentar sobre uma das mensagens que eu havia enviado a ele recentemente, comentando do quanto estava sendo legal o vínculo que estávamos criando e o quanto eu estava curiosamente contente com isso. Ele me disse então, que foi no momento em que leu a tal mensagem, que percebeu - e sentiu um certo peso com relação às minhas palavras -, que ele de fato estava começando a fazer parte de minha vida - e o quanto isso era/é delicado... 

Esse acontecimento me fez pensar em algo que já venho pensando há algum tempo e não tenho certeza se já escrevi sobre isso aqui: o poder de nossas palavras e da nossa presença diante das outras pessoas. E vice-versa também, claaaro. Me explico melhor: (ou complico)... Eu conheci um dos meus melhores amigos na faculdade. A relação que nós temos é única e eu não sei se conseguiria me sentir tão à vontade com outras pessoas como o quanto me sinto com ele. A questão é que, numa dessas vezes que paramos para olhar para trás e observar como chegamos a esse ponto (de amizade), ele me contou de certa vez lááá no segundo período quando ele me pediu para lhe ensinar o conceito de passagem de parâmetros (acho que o assunto era esse... se não era, devia ser sobre recursividade...). Mas enfim, o que ele me conta - pois eu não me lembro disso -, é que eu lhe expliquei alguma coisa sobre o assunto, mas ainda assim ele não entendeu; e que em certo ponto eu disse a ele que deveria fazer algum esforço para tentar entender, ou algo do gênero... 

 Apesar de eu provavelmente ter dito isso com a melhor das intenções (sem ironias, por favor), ele me conta que as minhas palavras pareceram muito duras para ele na época e que isso o magoou muito! O ponto que quero chegar é o seguinte: quando eu disse essas palavras ao meu hoje melhor amigo, eu não tinha ideia do efeito delas sobre ele. Não medi o quanto ele poderia ficar chateado... Mas não é que eu seja má ou tenha falta de tato total com as palavras... Acho que é "apenas" mais uma questão que todos nós passamos de vez em sempre: essa coisa de nunca termos como saber de fato como a pessoa do outro lado está se sentindo. Quem nunca num momento de tristeza, desamparo ou coisa assim, ouviu algumas despretensiosas palavras vindas de alguém, e ganhou o dia com isso? Ou, como na história que contei, falou alguma coisa sem a menor pretensão de ser rude e acabou machucando a outra pessoa?

 Mal entendidos acontecem o tempo todo! Eu até criei aversão aos comunicadores online só porque essas ferramentas deixam margem para que os receptores interpretem o que eu digo da maneira que bem entendem e não necessariamente como eu gostaria de ser entendida.  Porém, mesmo evitando esses comunicadores, nas conversas do dia a dia, essas coisas acontecem e esse é mais um motivo para ligarmos o botãozinho da sensibilidade sempre que pudermos! 

Talvez eu devesse ter intitulado a postagem de hoje como "Um post meio Touch", fazendo referência àquela série que o Kiefer Sutherland está participando agora. No primeiro episódio, o garotinho que narra a história diz o seguinte: 

"Há um antigo mito chinês sobre o Fio Vermelho do Destino. Diz que os deuses prendem um fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e os conectam a todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir. (...) E é meu trabalho ficar de olho (...)   Fazer as conexões para aqueles que precisam se encontrar. Aqueles cujas vidas precisam se tocar."

Talvez eu tenha fugido um pouco do assunto, mas era nesse ponto que eu queria chegar: cada palavra que sai de nossa boca, cada uma de nossas ações, causará algum “efeito" em alguém. Pode ser que ele (o efeito) não seja tão grande quanto o que queremos causar, mas esteja certo que em alguma situação alguém irá supervalorizar o que você disse ou fez, para bem ou para mal. Por conta disso, talvez seja interessante estarmos sempre atentos à maneira como falamos e agimos com quem está ao nosso redor.

Essa semana eu perdi uma Grande Amiga. Ela era uma moça espetacular, de um caráter indiscutível, de sonhos grandiosos, e de uma grande capacidade para torná-los realidade. Ela era filósofa, provavelmente antropóloga também e uma das pouquíssimas pessoas que eu tinha total prazer em conversar e ter a certeza de que por mais doido que fosse o assunto, ela entenderia exatamente o que eu queria dizer. Porém não era só essa questão de "ser entendida", isso soa até um pouco egoísta, mas ela era sem dúvida uma pessoa ímpar, daquelas que quando estava por perto tinha sempre as palavras certas, esse dom de tocar quem estava à sua volta, de cativar a todos...

A Rafa faleceu aos 23 anos por causa de uma parada cardíaca. Pelo que eu soube, ela estava em serviço no momento em que começou a passar mal. Ela trabalhava no Corpo de Bombeiros, e tinha como profissão salvar vidas, socorrer pessoas... Possuía uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo uma fibra muito grande nos momentos em que isso era necessário...

 Apesar de toda a tristeza e do choque que foi ter recebido essa notícia, por um lado eu fico extremamente feliz e grata... Pelo simples fato de tê-la conhecido! Por ter tido a oportunidade de ser amiga, de compartilhar situações da vida e sonhos... Eu não quero pensar por agora se ela foi cedo demais ou não; isso não cabe a nenhum de nós julgar. Mas sem dúvida ela deixou a marca dela em cada um que a conheceu. Ela soube "tocar".

E eu acho que se cada um de nós nessa vida for capaz de tocar alguém dessa maneira, de fazer diferenças positivas na vida de outras pessoas, por menor que sejam essas diferenças... Nossa vida terá valido a pena!  


Pronto, falei!
Obs. para desencargo de consciência: O meu amigo lá de cima, (aquele que ficou chateado comigo) depois resolveu seguir meu conselho (!!!). Ele aprendeu passagem de parâmetros, recursividade, orientação a objetos e no fim do curso era eu quem precisava de sua ajuda! xD

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Sobre dúvidas, conveniência e desconfiança...


De uns dias para cá eu tenho pensado o quão é interessante essa tal de Conveniência, e como ela se aplica até mesmo sobre aquilo que pensamos. Talvez eu seja a campeã no uso dessa ‘senhora’. Aquilo que dá trabalho em se pensar ou é muito contraditório, convenientemente ou automaticamente – não sei dizer ao certo –, acaba ficando em segundo plano na hora de desenvolver raciocínios a respeito.

Mas eu estou preocupada ultimamente, é com o poder da Conveniência e da Desconfiança sobre mim. Apesar dos pesares, eu fui ensinada a “peneirar” tudo aquilo que me é dito, exposto e nunca ir engolindo tudo sem ao menos um questionamento. Aí está o problema: até que ponto isso é saudável? É mesmo necessário fazermos e pensarmos tudo com um pé atrás? E onde fica a espontaneidade das situações? E o instinto?

Eu me lembro quando me interessei pela Logosofia; lembro-me o quanto cresceu ainda mais meu interesse quando o livrinho que eu pedi de brinde ao site chegou aqui em casa (eu nunca tinha pedido um brinde antes que tivesse de fato sido enviado até mim, rs). Eu comecei a ler o livro – que até onde me lembro dizia o tempo todo que ia dizer mais na frente do que se tratava a Logosofia de fato, mas nunca chegava nesse ponto – e, em pouco tempo, foi aparecendo uma desconfiança enooooorme a respeito do que estava escrito ali. Algo como uma lavagem cerebral... Entendem? Viajei muito, agora?!

Mas a sensação era essa mesma, meus caros: La-va-gem ce-re-bral. E eu fiquei com isso na cabeça e larguei de mão o livro (!) – apesar das muitas coisas escritas lá fazerem sentido e eu até adotar algumas posturas afins em minha vida. Eu fiquei com medo daquilo, do que era repetido constantemente e chegou ao ponto de eu ficar regrando a leitura, tipo: “Muita atenção com o que você acaba de ler... Isso serve para você?”

A história do livrinho de Logosofia é só uma das muitas que aconteceram comigo. E não é desejando mal, mas espero que eu não seja a única pessoa que padeça desse “mal de desconfiança”. O que me trouxe aqui hoje foi a questão do questionar. Quando iniciei esse post falando de conveniências, foi pensando a respeito de como muitas vezes, para nós é mais “fácil” lidar com essas questões apenas quando convém – ou seja, quando não tem mais jeito, do que encarar as situações de uma vez.

Felizmente ou não, todos os conceitos que adotamos em nossas vidas passam pelo processo do “livrinho de Logosofia”: alguém diz ou escreve alguma coisa direcionada às pessoas, nós recebemos essas informações, arquivamos em nosso cérebro e de acordo com o andar de nossas vidas algumas coisas se tornam mais “verdades” que outras; algumas coisas se tornam mais certas que outras. E aí eu refaço as perguntas: como nós iremos separar o joio do trigo? Como saberemos o que é certo e o que é errado se somos resultado de uma série registros da vida? Vemos, ouvimos, processamos e separamos. Como saber se estamos separando as coisas corretamente, como se deve?  

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"Só" sobre a Vida...


Tem horas que a gente para, mede e percebe o quanto ainda existem coisas para serem aprendidas e vividas.

Em alguns momentos tornamos certas "verdades" absolutas e com isso, nos fechamos e ficamos estagnados em tal momento.

Talvez o que falte, seja mesmo essa tranquilidade, essa leveza de espírito em dizer: "Te acalma, vive um dia de cada vez...!".

Eu sei que são coisas óbvias o que eu disse aqui.
Mas eu reforço mesmo assim, só porque...
Nos esquecemos com muita facilidade!

Uma semana iluminada a todos =)

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Sobre a FLIT 2012...

Olá pessoal, já faz um tempo que não ando por aqui, o que significa que quase ninguém tem andado por aqui também. Uma coisa interessante que tenho observado: não é que blogar tenha perdido a graça, mas boa parte dos blogs que leio deram uma parada ultimamente. É claro que as razões devem ser diversas, mas tenho muitas saudades de todo esse pessoal sumido.

Há alguns domingos atrás (15/07) chegou ao fim a FLIT - Feira Literária Internacional do Tocantins. Durante alguns dias pude participar de diversas palestras e oficinas disponibilizadas no evento e todas elas foram bastante proveitosas e interessantes. É de parabenizar uma iniciativa assim tão bacana por parte do governo, pois a sociedade brasileira é muito carente de cultura; e na Região Norte esse quadro é ainda mais agravante. A minha reclamação (a respeito da feira) é apenas uma: embora seja um grande passo trazer esse ambiente para o grande público, oferecer oficinas e apresentações culturais gratuitas, a venda dos livros não vai tão bem assim.

Caminhando pelo salão do livro, é possível encontrar várias livrarias, no entanto, no geral, as pessoas que comparecem com o intuito de comprar alguma coisa, saem de lá com as sacolas contendo principalmente aquelas grandes revistas de colorir para a criançada. Livros mesmo, o que é bom, são poucos os consumidores, e se consomem, é em menor quantidade em função dos altos preços.

Está claro que o mercado literário tem que ter os seus lucros, mas se quisermos mesmo incentivar o cidadão a consumir esse tipo de produto, é preciso repensar a situação. Cada um dos livros do George R. R. Martin na FLIT estavam custado aproximadamente de R$ 45,00 a R$ 50,00 CADA, sendo que com uma boa oferta das lojas Submarino é possível comprar os três primeiros volumes por pouco mais de R$ 60,00! Então a matemática é simples: por que devo eu comprar meus livros aqui se pedir de longe sai mais em conta?  Afinal, quanto mais baratos forem, mais poderei consumir, correto? 

Provavelmente, para quem lê o que escrevo e não vive no Tocantins, isso soe um pouco bobo e bastante óbvio. No entanto, cada vez que um indivíduo deixa  de comprar no município ou estado, é menos dinheiro circulando na praça, o que é ruim para economia local. E por quê com as livrarias é pior? Porque quase não existem livrarias por aqui!!Na cidade onde vivo, como exemplo, só existe UMA livraria e eu sinceramente não sei como eles sobrevivem!! 

Recentemente, uma escritora brasileira fez um protesto (meio estúpido para o meu gosto) relacionado à pirataria de livros no Peru. Aqui no Brasil, acho que isso (a reprodução ilegal dos livros) ainda não é tão comum com livros impressos, mas pela internet é possível ter acesso a um amplo acervo. Eu acredito que em nosso país a "pirataria literária" só não é pior pelo fato de o hábito da leitura ser um privilégio de poucos. Então, aí está mais um motivo para tornar popular o consumo desse tipo de produto.

E por ter iniciado esse post falando da FLIT 2012, eu não poderia deixar de falar do lançamento do qual pude participar, do livro "O inverno das fadas", da super simpática Carolina Munhoz! Acho que nunca deixei muito evidente neste blog a minha paixão por literatura fantástica e mitologias no geral. Isso sempre me fascinou e até hoje eu não entendo por que simplesmente não consigo ler um livrinho do Rousseau de cento e poucas páginas, mas toda a coleção de Tolkien, J.K. Rowling, Martin, Adams, Cabot, Keys, Lewis e Austen não ser martírio para mim apenar das centenas e mais centenas de páginas.

Devo dizer que estava ansiosa, porque além de o livro ter despertado uma grande curiosidade e causado uma ótima impressão, este acabara de ser lançado e não estava disponível em nenhuma das livrarias da feira. Então, imagine minha surpresa ao perceber que a palestra "Dos contos de fada a Harry Potter", que me inscrevi simplesmente por inscrever, pensando: "provavelmente o palestrante não irá falar nada que seja novidade para mim sobre este tema",  seria apresentada pela escritora do meu novo objeto de cobiça, o  já mencionado livro "O inverno das fadas"!

Sobre este livro ainda não tenho muito a dizer, pois ainda estou me deleitando com o quinto volume das Crônicas  de Gelo e Fogo, o também a pouco tempo lançado: "A dança dos Dragões". Mas certamente o próximo será o da Carolina. O que posso dizer é que fiquei encantada, com a autora, com a palestra e com a mensagem que ficou de tudo isso: a de que os sonhos não são impossíveis, mas que precisam sim de muito esforço investido e muita determinação, principalmente para acreditar no próprio poder, poder este, capaz de mudar o rumo da nossa própria história.  


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