Um post meio apocalíptico, sei lá...!



Acho que estou mesmo ficando velha e além disso ando tão revoltada com tudo. Acabei de assistir o finalzinho do filme Gladiador (de novo) e como sempre sobe aquela emoção, aquele misto de tristeza e alegria, aquele senso de justiça e tals.

Eu sei que a Bíblia diz em Mt 7:1 "Não julgueis, para que não sejais julgados.", mas ultimamente está difícil segurar a onda, sabe? Eu tenho consciência de que não sou melhor do que ninguém, de que todos nós somos passíveis de erro; que a gente "se sente" ao ter razão, e acha super desconfortável - para não dizer humilhante - quando alguém expõe o quanto estamos errados de algum modo. Mas eu tenho visto tantas coisas que me desagradam que fica difícil não deixar que tudo isso acabe nos contaminando.

Eu estou assistindo uma nova série, Game of Thrones que é bastante interessante apesar de não ser indicada para menores de 18. Além da imoralidade (sexual) exagerada da série, que me tem feito pensar se a humanidade foi sempre assim e só vestiam com mais fervor a máscara da hipocrisia, tem toda uma questão de honra e traições, principalmente traições.

Game of Thrones mostra uma sociedade sem escrúpulos, onde a busca por poder e riquezas atropela tudo e todos; e aqueles que honram a retidão e que querem apenas paz vêem-se envoltos nesse emaranhado de intrigas, maldade e um dos sentimentos que mais prevalece é o de impotência, injustiça.

Eu tenho visto muito isso e infelizmente não posso dizer que apenas em filmes, séries ou novelas... Eu tenho visto ao meu redor, com meus amigos, conhecidos, desconhecidos, familiares e até mesmo em minha vida. Nem precisa dizer o quanto dói, o quanto é ruim ver tanta gente tentando fazer o certo e levando patada aqui e acolá e pior, ver aqueles que vivem de fazer maldades com o próximo saírem sempre impune.

Eu tenho fé de que a hora dessas pessoas vai chegar, de que elas irão pagar beem caro por todo o mal que tem feito, assim como os justos ainda terão suas glórias. Mas apesar de tudo ainda me sinto culpada, acredita? Culpa por desejar que cada uma dessas pessoas más se explodam por aí. Eu não queria sentir isso, não queria desejar, pois temo me tornar igual ou pior do que esses que tanto tenho criticado. "Não julgueis, para que não sejais julgados.", lembram-se?

Hoje eu queria saber se é só eu que ando assim ou vocês também tem percebido o quanto as coisas tem ruído, o quanto o homem tem baixado o nível e o quanto as coisas tem ido de mal a pior. Eu sei que temos que olhar o lado bom de tudo também, afinal estamos vivos, não é? Estamos aqui para aprender e felizmente ainda existem alguns dispostos a fazer o bem. Isso vale muito, mas ainda acho que deveriam haver mais Maximus por aí, ou reformulando.. Deveríamos parar de pensar tanto só em nós e passar a olhar mais o que e quem existe à nossa volta. 

Eu termino esse post com frase escrita no muro de uma Maçonaria daqui, é mais ou menos assim: "Para que o corrupto vença, basta que o justo se cale."

É de fazer pensar ou não é?
 

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O direito de sentir-se chateado

Viver é complicado, viu? Assim como criar filhos e todo o resto, não existe manual de instrução, a gente tenta, tenta - tanto acertar quanto aprender -, muitas vezes se estrepa no meio do caminho, e quando acha que as coisas vão melhorar de vez, acontece algo para acabar com sua festa.

Eu sou daquelas que corre atrás de algo quando possui algum objetivo, e daquelas também que se sente imensamente frustrada quando o que eu queria e trabalhei para alcançar não se concretiza. Um dia desses, assistindo o Senhor dos Anéis pela 123456789...² e depois aproveitando a tarde de domingo para ver o making-off do filme, fiquei sabendo que antes de começar a ser filmado, o filme foi recusado por várias produtoras, sendo que a New Line Cinema era a última opção de Peter Jackson. 

Ele (Peter) chegou lá sem pretensões e teve um grande susto (agradável susto) quando ao sugerir condensar a trilogia de livros em dois filmes o diretor, dono, sei lá, pensativo disse: "São três livros, então faça três filmes!" - ou algo do gênero. Aquele momento foi de êxtase, algo que saiu melhor do que esperado. Hoje, olhando para trás é uma linda história, mas é decepcionante, quando se recebe um não - e veja que eles receberam vários antes de um sim....

E o que me tem acontecido ultimamente é isso... Tenho levado alguns "nãos", e é tão ruim. Eu tenho plena confiança em Deus (pelo menos quero acreditar que sim) e sei que quando uma coisa não dá certo de primeira como queremos é porque ainda não é a hora certa, ou Ele tem algo de muito melhor reservado para nós, mas mesmo sabendo disso é impossível  não ser afetada pelo maldoso Não.

E pensando por esse lado, acabo observando outro também: essa coisa toda de realizar sonhos, anseios, é tudo muito lindo, mas em alguns casos pode se tornar doentio, então, quando é hora de parar? A exemplo daqueles garotinhos que sonham em serem jogadores de futebol: é óbvio que muitos deles são bons e seriam revelações que fariam o povo brasileiro se orgulhar, mas e aí? 20 anos, nada ainda, o garoto sem estudo, sem qualquer qualificação profissional e a única coisa que sabe fazer "mais ou menos" é correr atrás de uma bola. Então eis a questão: quando é hora de aterrisar e encarar  a verdade? De que você é apenas mais um e que talvez a sua trajetória não seja exatamente a de um Ronaldinho Gaúcho?

Sonhos, futebol, frustrações... Acho que só uma criatura como eu para fazer esse tipo de ligações. Mas enfim, a questão é essa, tenho meus sonhos, e as vezes no caminho para realizá-los me deparo com vários contratempos e "nãos",  e por mais que parte de mim diga "siga em frente", sempre haverá aquela outra que pergunta: " já não é hora de desistir?"

Complicado, não? No momento apenas me concedo o direito de sentir-me chateada. Vamos ver o que o Amanhã tem para mim. Sei que não é fácil, para ninguém, nem para você. Mas agora é a sua vez, como você reage quando isso acontece? Até onde vai a sua persistência, e como é quando você finalmente desiste de lutar?

Bom feriado a todos ;)

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É triste mas é verdade..



É muito triste – para não dizer decepcionante – quando você percebe admite que durante todo o tempo não eram as pessoas que possuíam algum tipo de preconceito relacionado a você, mas você mesmo criava isso em seu mundinho particular e encarava como verdade.

Mais triste ainda é verificar quantas amizades e amores que poderiam ter sido e que vão continuar nesse patamar: poderiam ter sido.

É terrível quando você toma nota da tamanha baixa auto estima que carrega consigo e dessa forma masoquista de encarar as coisas, de no fundo no fundo não fazer nada para mudar.

É de dar pena o lamento. O lamento que vai continuar lamento; vazio, pela falta da ação.

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Voltei!!!


Olááá, pessoal! 
Como vão todos vocês?
Vocês não podem imaginar o quanto senti falta desse ambiente...Nos últimos meses foi humanamente impossível, mas agora estou de volta e espero poder coordenar melhor meu tempo para não mais ficar tanto tempo distante.

Bem, primeiro deixe-me contar um pouco do que aconteceu nesses últimos meses! Como já tinha comentado, eu consegui comprar o ingresso pro show do U2 que coincidiu na data do meu aniversário - o melhor presente de toda minha vida, né?! . E foi perfeito!! Valeu cada minuto que fiquei esperando para comprar o ingresso, cada centavo que foi gasto e todo o frio na barriga de viajar sozinha pela primeira vez para a maior capital do país e enfrentar aquela fila! Esse concerto foi minha última aventura antes de mergulhar de vez nesse universo cansativo chamado Monografia!

Pois é, pessoal, ela é a culpada. Se antes disso eu já postava com dificuldades e não sabia mais o significado de "fim de semana", depois do dia 10 de abril é que meu tempo foi para o brejo mesmo. Trabalho de segunda a sexta manhã e tarde, aulas a noite, estágio nos sábados e o tempo restante completamente dedicado à bendita!

Mas felizmente tudo passa (o que é bom e o que é ruim também) e esse ciclo se fechou no dia 24 de junho, uma sexta-feira conturbada com a apresentação do trabalho intitulado: "Implementação da Configuração de Aspecto em Aplicações NCL". O que é isso? É o conserto de uma pequena funcionalidade para o middleware Ginga, (o middleware  da TV Digital brasileira). E foi isso. Minha nota  e de meu companheiro de projeto foi 9,0 (\o/) e teoricamente somos cientistas da computação agora.

Bom, foi isso. E agora estou numa fase de resgate da origem. Quando sou indagada sobre o próximo passo, o famoso "E agora?", a resposta é a mesma: "Agora vou Descansar". E não apenas isso, esse é o período em que irei ler tudo o que não pude nesses últimos quatro anos e meio, ver todos os filmes que os finais de semana estudando não me permitiram, postar todos os pensamentos desajustados que pensei mas o tempo e o esquecimento me impediram de escrever. Me aproximar daquela pessoa que há em mim que eu nunca gostaria de ter me distanciado (alguém entende o que quero dizer com isso?), ou seja, quero alcançar aquela velha paz de espírito, aquele velho compasso de passos, pois só assim terei forças e disposição pra seguir em frente e fazer bem feito as tarefas que o destino colocar em meu caminho!

E é isso o que eu queria dizer hoje, por mais estranhos que sejam os caminhos que a Vida nos conduz, acredito que nunca devemos perder/esquecer a nossa essência (aquilo que somos e o que nos faz feliz). Se de tempos em tempos tivermos que dar uma pausa, tudo bem, mas jamais devemos abdicar daquilo que faz de nós o que somos. Porque caso contrário o que restará será apenas frustração.

Beijos e bom início de semana e férias a todos!!

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16 anos atrás...

Lá estava eu na casa de meus avós, era manhã e eis que vovô chegou, ele trazia notícias.
Notícias da maternidade.
Eis que meu longo período de filha única ia pro brejo.
Mas isso não era ruim, afinal eu desejara aquilo mais que tudo, até irmão emprestado eu pedi!
Contudo uma coisa deu errado.
Papai e mamãe que queriam dar maior emoção à coisa toda decidiram saber o sexo apenas no nascimento.
E quando vovô contou que não era Régis Fernando que viera ao mundo (esse ia ser o nome do menino que todos davam como certo), a decepção se abateu sobre mim.
Eu fora enganada!
E o irmãO? Quem disse que eu queria uma imrÃ?
Eu chorei. Realmente fiquei furiosa.
Então o vô disse: "Ah, não tem problema. Se você não quiser sua irmãzinha, eu posso ficar com ela!"
Haha.
Então naquele momento, quando me apareceu a possibilidade de ficar sem a única irmã que Deus me dera, era irmÃ, mas era Minha, eu disse:
__ Não vovô, tudo bem. Essa daí serve!!!!
Parabéns, Rô. Parabéns pelo seu dia, por seu aniversário. E como você serve, sabia? Te amo como poucos, embora nem sempre eu demonstre isso, ou não demonstre do modo como você desejaria que fosse.
 Minha pequena.

Minha e da mãe e do pai. Dos nossos avós, tias, tios, primas, primos e mais um monte de amigos que você conquistou ao longo desses anos e que te amam muuuito!







Como você cresceu!!

Lembra-se do seu aniversário de 6 anos? Agora são 16!! Nessas horas percebo como tô ficando velha, rsrs!
Mas nunca me esqueço também do quanto você desejou essa festa. A única até hoje... De como você segurou o choro emocionada quando cantaram parabéns para Você! E do quanto você se emociona até hoje quando cantam essa canção para ti.






E agora com feições e ações cada vez mais adultas. Minha caçulinha está se tornando uma liiiiinda mulher! Mas ainda é minha irmã pequena!
Te amo, te amo e te amo!
E te desejo tudo de bom, não apenas felicidades, mas principalmente saúde, paz, juízo nessa cabecinha de vento e que Deus te abençoe hoje e sempre, que Ele ilumine cada passo, cada pensamento, enfim!
Bjs bjs de sua Viii

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Puro, confuso e sincero

Minha mãe diz costuma dizer (principalmente em época de catástrofes naturais) que o homem se esquece o quão pequeno é, o quão impotente é diante da grandeza de Deus. E ela não está errada quanto a isso, acho, porque na maior parte do tempo o homem é apenas egoísta (como eu no post anterior), ganancioso e hipócrita. 

Tenho uma tendência a me fechar diante das desgraças que acontecem por aí, entre outros motivos porque isso me faz sofrer, me faz sentir mal justamente por toda a impotência que me cabe. É duro assistir a uma série de coisas erradas acontecendo e no fim apenas concluir que não se pode fazer muito ou praticamente nada.  E nem estou falando do Japão exatamente.

Está claro que daqui não podemos dimensionar de fato o tamanho da tragédia lá e  o tamanho do caos (mesmo que todos se mostrem resignados com a situação). Está nítido também que se aquilo tivesse acontecido aqui tudo seria muito pior por conta de nossa desorganização nata, pela falta de estrutura, pela falta de planejamento e por aí vai... 

Somente hoje é que assisti aquele filme, Tropa de Elite 2. Não vi o primeiro, e também não tenho cultura de filme nacional, até hoje o único que havia gostado foi O Auto da Compadecida. E assim como "O Auto" sempre me faz pensar, o Tropa também o fez. Sabe quando você vê um filme ou lê um livro e a chave do pensamento não desliga, horas e horas depois você ainda está a refletir sobre aquilo? Pois é.

Acho que já comentei aqui o quanto fiquei satisfeita no fim do ano passado quando invadiram o morro do Alemão lá no Rio, que implantaram aquela polícia pacificadora e tudo o mais. A sensação naquele período foi ótima, foi a conclusão de que quando se quer fazer algo, se faz; não há impedimentos. No entanto nunca é tão simples, não é? Por que será que sempre haverá o lado podre na história? Por que sempre haverá o policial corrupto ou mesmo os políticos? Por que será que sempre mesmo correndo o risco de "catástrofes catastróficas", os países continuarão a construir não apenas usinas nucleares, mas também hidrelétricas que acabam com o meio ambiente e seu equilíbrio natural? Por que será que mesmo estando sob morros desmoronando as pessoas insistirão em permanecer em suas casas e esses morros seguirão seu caminho de cair sobre as casas e matar todos seus habitantes? Por que será que sempre haverá pessoas como Kadhafi, Hitler e Mussolini?

Dinheiro? Poder?A pergunta é: justifica? Será que vale mesmo a pena? Quando eu falei das pessoas que permanecem em suas casas com o morro caindo logo atrás... Isso acontece porque elas não têm para onde ir. E por que não tem? Cadê o poder público numa hora dessas para apoiar essas pessoas? A matemática é simples, vejam o espaço dado para aquele casal e o filhinho que faleceram na região serrana do Rio no início deste ano; a TV mostrou até um pedacinho do velório. Mas e quantas outras pessoas não morreram ali? Quantas outras famílias não passaram pela mesma dor e ficou por isso mesmo? E o Tim Lopes? Virou aquele bafafá danado porque ele era jornalista da Globo. E quanto às outras pessoas que são vítimas desse tipo de crime, cidadãos comuns que tem direito a um fim digno tanto quanto ele, mas que não aparecem nem numa notinha do jornal?

Não é revoltante uma situação dessas? Acho que se focasse o pensamento nisso o tempo todo já teria desistido de viver. Numa visão otimista de tudo isso, alguns podem dizer que pensar assim faz alguma diferença; não se curvar ao que é ilícito é um bom começo e que de grão em grão "a galinha enche o papo". Mas será mesmo? Digo, um pouco de bem que fazemos vem um infeliz e desfaz. Será que não há mesmo jeito para essa humanidade? Quer dizer, a mudança parece algo tão simples - se todos decidissem vestir essa camisa. 

Ontem ouvi uma canção linda, do Padre Fábio de Melo, que resume (em minha opinião) o que deveríamos realmente fazer de nossas vidas. É o que estou tentando fazer, é o que acho que todos deveriam fazer, mas claro: nunca será tão simples.

A letra diz:

Sê inteiro em cada parte, em cada fragmento
Da vida que hoje está ao teu redor
Breve, leve, certo se despede este instante
Pra nunca mais pousar em tuas mãos
Tempo foge, escorrendo nos dias que vão
Vai seguindo os trilhos da luz
Não permitas que a vida termine sem que
Extraias dela todo sabor

Deixa que a aventura de ser gente te evolva
Prepara o que serás no que és
Não prenda os teus olhos nos olhares que te acusam
Esquece a voz que te condenou
 (...)
Nunca te aprisiones nos teus medos e receios
Nem sê refém de quem não sabe amar
Não, não te condenes a morrer com teus defeitos
Nem use a expressão não vou mudar
Pois a cada instante é possível crescer
Retirando excessos do ser
Aprimora o teu jeito de ver e de ouvir
E do amor tão perto estarás

Eis que trago noticias do céu
Deus resolveu te fazer vencedor
Ergue os olhos, destranca tua voz
Vem receber novas vestes de luz

      

Tenho feito um exercício interessante ultimamente. Não sei como funciona na sua região a questão de mão e contramão, mas aqui as ruas são alternadas, uma vai e outra vem, ou seja, uma mão e outra contramão. E esses dias a caminho do trabalho tenho trilhado um caminho diferente durante as caminhadas, determinada rua tenho ido pela contramão. É a mesma rua que na volta ando "na mão".  O interessante da experiência é que por mais que seja a mesma rua, mesmas casas e árvores, caminhar por ela no sentido contrário do convencional oferece uma visão totalmente diferente. O que é comum torna-se irreconhecível. O que aprendi com isso é que tudo tem dois lados. Ok, essa é uma constatação óbvia, mas faça um teste do gênero qualquer hora dessas e entenderão o que quero dizer; é espantoso como a maior parte do tempo acreditamos que sabemos de algo, ou que conhecemos bem alguma coisa, mas a uma simples mudança de ângulos nos vemos diante de algo novo novamente.

E para encerrar e mudando completamente de assunto, essa semana recebi um selo muito fofo da Patrícia do Meu infinito particular (Obrigada!!) 



e outro super curioso do Helio Tadeu, desenhadinho.blogspot.com, que achou meu blog a princípio "super feminino". Achei uma fofura já que ninguém havia dito isso. Mas depois ele voltou e me deu outro que se enquadrava melhor, rsrs: "Esse blog faz pensar!". Adorei.


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Post de Março


Muitas são as especulações a respeito do que vêm após a morte, alguns acreditam que vem a Vida Eterna (Céu ou Inferno), outros acham que voltamos a Terra para continuar numa evolução espiritual e tudo o mais, e há ainda aqueles que acreditam após a morte, “acabou-se o que era doce”, pronto, apenas corpos em decomposição. Mas hoje não vim aqui falar disso, muito pelo contrário, antes da Morte, todos nos preocupamos com a Vida.

Confesso que um dos pensamentos que mais me assombram sobre a morte está relacionado ao momento em que se olha para trás, sabe, o filme de nossa vida? O balanço geral no último instante? Isso sempre me dá medo, medo de quando chegar esse momento eu não ficar satisfeita com o visto, não ficar satisfeita e não possuir mais tempo para consertar as coisas.

E por causa disso, por causa desse medo eu tento sempre fazer balanços, definir novas metas, posturas e filosofias a seguir. Mas por mais que isso seja algo bem pessoal, sinto necessidade de dividir; talvez por dar muito valor ao que os outros irão dizer ou pensar, ou simplesmente como desabafo.

Então... Agora na metade do ano com a graça de Deus, irei me formar cientista da computação! Nossa, como ando ansiosa por isso! Não que esteja excitada com o que vem depois, mas por puro cansaço mesmo.  Um dia desses passei no blog do Everton Oliveira onde ele avisava que iria dar um tempo esse ano, um ano sabático. Não conhecia o termo, mas depois de pesquisar um pouquinho amei a idéia, e provavelmente não será no segundo semestre de 2011, mas pretendo sim tirar (não necessariamente um ano inteiro) um período no futuro para mim, para me entregar às pequenas coisas, experimentar novas situações e tudo isso sem me preocupar com padrões, prazos, razões ou quaisquer outros motivos.

Eu também passei num concurso aqui para o meu estado, pura ironia do destino, haha, inscrição de última hora, praticamente zero de estudo, no entanto a prova era para cadastro de reserva e embora minha colocação tenha sido ótima, corro grande risco de não poder assumir o cargo porque fiz a prova para nível médio Técnico e minha formação será de Ensino Superior.

Esse ano também irei ao meu primeiro show do U2! Eu sempre imaginei que faria isso quando estivesse com quase trinta, com o emprego do salário dos sonhos, morando numa casa que não fosse a dos meus pais, esse tipo de coisa. Não estou reclamando, pelo contrário estou ainda estupefata com o fato de conseguir realizar esse desejo tão precocemente e de quebra no dia do meu aniversário - não é lindo?!

Eu ainda não consegui organizar meus horários – para estudo, para blogar, para ler, tocar e também descansar –, mas faz parte também da meta de não me preocupar mais tanto com tudo. A vida é tão frágil e passageira e as coisas importantes vêm e vão de supetão, e quando focamos demais nas obrigações deixamos esses momentos passar.  E aí está, acredito que é esse o ponto: eu não quero mais perder esses momentos.

Eu quero viver intensamente cada emoção que me cabe, quero curtir minha família e meus amigos, quero continuar feliz com meu trabalho mesmo que todo mundo me instigue a fazer concursos públicos “só” por causa dos altos salários. Quero viajar quando der vontade e quando sentir necessidade, quero parar mais e prestar maior atenção ao que diz minha sábia intuição.Quero errar também, mas crescer com eles, quero não me cobrar tanto, quero não enlouquecer com coisas pequenas, mas desejo também enlouquecer e me entregar à “pequenas” coisas, como uma tarde no parque, o sorriso da criança, a simpatia do idoso, a brincadeira com os primos e a badalação com os amigos.

Talvez eu queira demais, mas é isso. J

Ah, aproveito o espaço para agradecer ao Daniel Hiver pelo lindo presente e dizer o quão feliz e honrada me senti com o gadget adicionado! Obrigada pelo carinho!!!

E pra finalizar, para dividir com todos vocês mais esta alegria, no último dia quatro (de março) minha família e eu comemoramos os sessenta anos de casado dos meus avós. Definitivamente bodas de diamante não acontecem com muita freqüência e todos estão muito contentes com mais esta vitória em família. Eu já falei dos meus dois amores aqui... para quem quiser conferir!

Beijos e abraços de Carnaval a todos!


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Sobre modelos familiares


Me peguei pensando sobre esse assunto há alguns dias mas não no sentido de modelos tradicionais ou lares em que os papéis são invertidos ou nos casos de mulheres exercendo as funções de chefe da casa, mas sim identidade criada por cada família, por seus costumes “íntimos”, digamos assim.


Quando terminei o segundo grau, passei no vestibular nas duas universidades em que fiz a prova de vestibular sendo uma delas federal e localizada na capital do meu estado (moro no interior).  Lembro-me da indecisão que se abateu sobre mim naquela época, aqui cursaria uma universidade particular mas estaria em casa, na companhia dos meus  e tudo mais. Do outro lado estudaria numa universidade federal, na capital (sinais de maiores oportunidades profissionais), mas o preço disso seria morar com a família de minha madrinha.

É claro que eles ficaram felicíssimos com isso, esperando mesmo que eu me mudasse para lá e não me vendo como um peso ou incômodo como poderia ser o caso. Porém me conhecendo como conheço acabei por ficar em minha cidade natal na faculdade particular e claro, no meu lar.

Uma das principais razões que me fizeram optar por permanecer aqui foi esse lance dos modelos. Cada família cria seus costumes, rituais e estes são únicos. Por exemplo, um dia desses me lembrei daquele grupo sueco, ABBA e baixei dois CD’s  deles . 
Depois ficar até duas e tanto da manhã escutando-os, fui mostrá-lo para meus pais no dia seguinte. Acabou que fomos almoçar todos escutando os tais CD’s. Naquele instante, ri sozinha imaginando o que outra pessoa que não participa do nosso núcleo familiar iria pensar daquela cena, no mínimo estranho, imagino, da mesma forma que todos nós estranhamos quando ao fazer uma simples visita a conhecidos, ou mesmo nos hospedar em seus lares nos deparamos com alguns costumes diferentes dos nossos.

Família é algo muito importante, e cada um de nós é retrato do ambiente construído por eles e quando tivermos nossas próprias (famílias) ou para quem já construiu a sua acaba adquirindo essa responsabilidade e muitas vezes sem perceber cria costumes únicos que serão perpetuados por seus descendentes. Bacana isso, não é? E você e sua família? O que é normal para vocês, mas que provavelmente causariam espanto para outrem? Já parou para pensar nisso e se parou o que mais concluiu? Divida(m) comigo!

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E para começar bem o ano.. Política!

No último post falei de vários blogs que freqüento, recomendo e que significam muito para mim, no entanto, por preocupação a respeito do post ficar enorme, deixei de falar de outros queridos, então aqui vai:

A Marli Borges já comenta há algum tempo por aqui, comentários valiosos por sinal, mas eu ainda não havia tirado tempo para lhe fazer aquela visita, então seguem dois links, o do Blog da Marli e de um blog do qual ela participa, o "Profundo Amar" também muito delicado e sensível.

E como esse mundinho é pequeno, não é verdade? Agora não me lembro ao certo como se deu, mas descobri um conterrâneo que escreve muitíssimo bem e apresenta sempre pontos de vista muito interessantes e relevantes. Ele é o Hugo, dono do Hugo Alves. Quem tiver um tempinho de certo não se arrependerá!

E por falar em mundo pequeno, há também a Teresa, que vive em Portugal, vejam só! E ela é dona do continuando assim..., um lindo e sensível blog, com poesias e contos muito envolventes. Entre as metas para 2011, estão me permitir passear mais por lá!

E pra completar minha listinha, o Memórias da Lira Velha não podia ficar de fora. O Marcos Satoru Kawanami é uma figura ( no melhor sentido ), brinca com as palavras e usa seus sonetos como maneira de protesto, de causar irreverência ou o que for necessário. Muito talentoso e alguém que vale a pena linkar e visitar sempre!

***

Agora com a consciência mais tranqüila, vamos às observações que não são novidade do dia. Há alguns dias atrás assisti a reprise daquele programa Roda Viva da TV Cultura, e me desculpem a ignorância... Fiquei encantada, envergonhada e decepcionada logo em seguida.

Encantada porque é um ótimo programa, onde são tratados temas importantes e instrutivos e não se trata de Pão e Circo, de um programa para ‘emburrecer’ as pessoas, como centenas de programas veiculados na TV brasileira.

Logo em seguida envergonhada porque foi a primeira vez em toda minha vida que eu assisti esse programa. Envergonhada por estar tão distante assim de um dos poucos programas de qualidade que a TV aberta fornece. Isso me lembrou de certa vez no Salão do Livro, quando caí de para quedas numa palestra ótima com o Gabriel Chalita, que na época, assim como o Roda Viva não sabia de quem se tratava.

E por fim, decepcionada. Decepcionada por esse programa ser exibido tão tarde (neste caso, depois de visitar o site do programa, descobri que 1hr é a reprise), decepcionada por grande parte da população não saber da existência de programas assim e pior, não nutrirem o mínimo de interesse por atrações do gênero.

Atualmente não tenho paciência para TV, quer dizer, a programação exibida por ela. Telejornais são sinônimos de tragédias e falcatruas facilmente acessadas através de internet, quando eu quiser e mais importante, SE eu quiser ficar sabendo disso. As novelas são totalmente previsíveis, e essas nem contam, pois estudo a noite, haha. Programação de fim de semana então, nem se fala. Dessa maneira, quando tenho tempo sobrando para isso, assisto a filmes ou seriados; só.

E uma das coisas que me chamou atenção no já citado programa foi o conteúdo, claro, e a não necessidade de apelar para nada. Qualquer programinha de auditório por aí está repleto de moças com "roupas" de pouco pano, programação imbecil, de mau gosto e nada construtiva. E o pior que é isso que as pessoas consomem, é isso que elas cultuam. Vejam o terrível Big Brother que começa semana que vem... Como pode um negócio desses ser exibido aqui há quase dez anos, e o pessoal ainda ficar empolgado com uma coisa dessas? Isso sem falar na total falta de criatividade dos produtores nacionais, que parecem não cogitar criar algo novo e de acordo com nossa realidade... Não... Comprar porcaria internacional é mais interessante, e garantias de uma população ainda mais bitolada e fútil.

Falando nisso, me lembrei do "Brasileiros Pocotó"; se você colocar isso no Google, vai parar na página do Luciano Pires e lá existe um comentário que vou transcrever aqui e que diz de maneira clara o ponto no qual eu queria chegar:

"Nunca fomos tão influenciados pela mídia, cuja força molda o comportamento dos brasileiros. Passamos por um momento de nivelamento por baixo da cultura, com músicas, programas de TV e de rádio que apelam para baixarias na tentativa de ganhar audiência. Quais as implicações disso? Que reflexos essa pobreza cultural traz a nosso dia a dia? Que conseqüências as empresas estão sofrendo? Como devemos agir para escapar desse nivelamento e adotar uma postura inovadora?"

Esses são meus questionamentos de hoje. O que fazer? É aterrorizante isso, sabe? São muitos os que querem que nosso país, que nossa realidade evolua, melhore, mas para isso precisamos de cidadãos conscientes, inteligentes, que adquiram o censo crítico desde cedo, que saibam reclamar seus direitos e não que fiquem se vangloriando do "jeitinho brasileiro", jeitinho esse principal responsável pela corrupção que assola este país de Norte a Sul.

Há pessoas tão hipócritas (perdoem os termos hoje) que condenam os políticos julgando-os corruptos, mas na primeira oportunidade de serem favorecidos de qualquer maneira não pensam duas vezes. Cada um se preocupa apenas com o próprio umbigo e que se dane todo o resto. Infelizmente pensamentos como esses estão longe de mudar e quem teoricamente tem poder para alavancar essa mudança não está muito interessada pois é mais cômodo e lucrativo que as pessoas permaneçam assim.

Desviando um pouco do assunto, nossa PresidentA – fica estranho, não é? Mas está no dicionário, eu procurei! – não era exatamente quem eu sonhava para primeira mulher na história do Brasil a se tornar presidente, mas vá lá, o que está feito está feito, agora é cruzar os dedos, dobrar os joelhos, fazer promessas para todos os Santos e esperar que isso resulte em algo positivo para todos.

Termino esse post com este ótimo vídeo. Vejam :) e claro.. deixem suas opiniões.. Abraços e boa semana!

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