Desculpem... :)

Mais um ano finda e outro está prestes a começar. Como de costume, esta é uma época de balanço, neste período paramos para avaliar o que foi bom ou não, recuperamos a lista de fim de ano do ano anterior e passamos a conferir o que conseguimos cumprir de tudo o que nos comprometemos a fazer no ano e claro, fazemos novos planos. 

O ano de 2010 foi satisfatório para mim e desde já tento me convencer de que isso se deve a qualquer outro fator exceto o fato de ser um ano par! Só porque 2009 não foi um ano memorável digamos assim, não posso culpar os números ímpares, posso? Acredito que este foi um ano de avanço em diversos aspectos, acho que agora vejo as coisas com mais sensatez do que antes e não de uma maneira tão sonhadora e intransigente como antes. 

Este foi um ano de agradáveis surpresas. A invasão da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão de alguma maneira renovaram a minha fé. Até hoje é difícil de acreditar, quer dizer, passamos tantos anos vendo através da TV o tráfico de drogas triunfando sobre a polícia e etc. que foi estarrecedor de repente ver aqueles lugares em paz. Acho que a lição disso tudo e que ainda não havia me dado conta é que nenhuma situação é permanente e que para se fazer a diferença é preciso empenho, disposição; fazer o que deve ser feito e não ficar cortando voltas com o problema, mascarando, prolongando, tornando-o ainda maior.

Percebi também que a amizade não possui fronteiras e que há muito mais pessoas parecidas conosco do que imaginaríamos, ou ainda que os problemas de todos são muito parecidos e que cada um de nós os supervaloriza a ponto de fazer pouco da cruz alheia e assim perpetuar essa tendência egoísta que existe dentro de cada um.

Observei também que quando você diminui um pouco as suas expectativas a frustração é menor, mas isso não deve ser considerado como uma regra já que para se alcançar algumas coisas, é preciso não apenas expectativas lá em cima, mas um bocadinho de teimosia e coragem para agüentar as conseqüências de cada escolha envolvida.

Embora digam que a história se repita e embora nós possamos ver isso nas páginas de livros de história, quero acreditar que as coisas ainda possam melhorar; acreditar que depois de tantas cabeçadas na parede tenhamos aprendido alguma coisa com os erros e que aos poucos essa mudança de pensamento se torne algo concreto e renda bons frutos. 

Ah... Sonho com o dia que pararei de falar e escrever tão subjetivamente assim, rsrs. Mas mudando um pouco o tema, há alguns blogs na minha lista que muito me inspiram e que sempre que dá passo para dar uma lida, e cada um desses blogs sempre tem algo a me ensinar, acrescentar, agradeço sempre por essa ligação tão bacana e saudável que quero manter por algum tempo ainda! Obrigada a cada um de vocês!

Com a  Jú  do Merda, falei! percebi a importância de possuir uma opinião formada, de deixar um pouco de lado aquela coisa meio ‘metamorfose ambulante’, pois existem coisas para as quais não existe meio termo, estão certas ou estão erradas e às vezes temos que ser menos ‘Vii’, digo, menos banho Maria, menos meio termo, menos equilíbrio, enfim, é isso que sempre fica marcado para mim quando passo por lá. Ela defende com tanto afinco seus pontos de vista e de maneira tão legal que se fosse outro eu diria: “você está exagerando”, mas lá só consigo pensar: “você está com a razão...”.

No cantinho da Maria Alice (Blogat) sempre encontro paz, sempre consigo ver o lado mais poético, mais família, mais “como-deveríamos-levar/enxergar-a-vida” e sempre me preencho mais e mais com seus sábios comentários.


A Sissym é dona do BlogZoom e do Masquerade e a admiro muito entre outras coisas por conseguir administrar dois blogs; um já é tão complicado, rs! Mas ela me ajuda a resgatar sempre a criança que existe dentro de mim, ela não deixa seus leitores esquecer isso. E acho isso fundamental e acredito de fato que se alguns cidadãos por aí se lembrassem disso, se esses cidadãos não assassinassem suas crianças interiores este mundo seria um lugar melhor. Digo isso pois as crianças são as reais portadoras da bondade, inocência, despretensão e puro amor.

No  Nunca Soube se Prestava... encontrei uma amiga, irmã e confidente muito diferente daquela que se apresenta como dona do blog! Seus posts são sempre engraçados, sarcásticos, criativos e servem para me fazer lembrar o quão é importante sorrir! Rir da vida, rir das situações embaraçosas, das desgraças que às vezes nos abatem e dos pequenos dramas que fazemos ao longo da vida jurando que são importantes quando as coisas importantes estavam conosco todo o tempo e não pudemos perceber!

A Érika do Notas descabidas, antigo Idéia com acento é outra persona incrível! Através do Notas ela traz a tona um lado bem geek divertido de ver e viver a vida, um lado que gosto demais! Sempre falando de livros, jogos, animes, enfim, resgata o jeito “meninona” de ser, mostrando que entrar na vida adulta não significa exatamente se tornar alguém frustrado ou obcecado por trabalho e que nada impede que você trabalhe, cresça e de quebra ainda se divirta!

Falar do Espaço da Kadilza para mim é bastante suspeito por se tratar de minha melhor amiga de todos os tempos, rs! Aí está outra menina super inspirada e talentosa. Publicou seu primeiro livro antes de completar dezoito anos e fico imensamente feliz por participar de sua vida não apenas na blogosfera e pelos papos muito malucos que só acontecem quando estamos juntas.

O André “Fi” é outro também que possui dois blogs e que só há algumas semanas conheci o seu segundo. Ele é dono do Aos Fi, blog super bacana que como o próprio perfil diz, trata-se de uma “confluência de improbabilidades da natureza”(!!), e acredite, lá você encontra de tudo um pouco, tecnologia, música, críticas e curiosidades. Porém o mais legal mesmo são os pontos de vista pessoais do Fi, a forma peculiar de compreender o mundo.

Na coluna do lado esquerdo do blog do Daniel Hiver, Pelo Caminho dos plátanos... diz assim: “Escrevo para que as pessoas leiam e imaginem...” e como ele ‘brinca’ com nossa imaginação, rs! Digo sem hesitação que poucas pessoas me surpreendem tanto como ele, por sua intimidade com as palavras e pela tamanha sensibilidade. Não consigo fazer versos e confesso que alguns são demasiados entediantes de se ler, mas esse sentimento passa longe de mim quando ando por lá. E de todas as sensações, aquela que predomina é a de ver sentimentos – a maioria deles difíceis até de descrever – serem transformadas em palavras lá.

E a Carlinha?? Ela é dona do O mundo do meu jeito..., um lugar muito fofo de se visitar. Não sei a idade dela, mas sei que se trata de um talento bem precoce, hehe! Ela é dona de uma delicadeza e clareza ímpar. Admiro demais e sempre saio de lá com alguma nova lição ou ao menos uma identificação, o que me faz imensamente feliz por perceber mais uma vez, que somos todos muito parecidos, muito mais do que geralmente imaginamos.

♥A difícil Arte de Ser EU♥  pertence à Beta, uma moça mãe de duas crianças sendo seu filho caçula autista. Beta é uma mulher guerreira que usa o espaço virtual para nos contar um pouco como é sua jornada, e também desabafar. Lá acompanho suas alegrias e também seus momentos ruins, momentos que todos nós temos aqui e acolá. Sobre ela só posso deixar aqui registrado o quanto a admiro pela coragem e essa força interior que não a deixa desistir nunca, mesmo já tendo chegado ao fundo do poço uma vez!

O Everton é dono do Desfilosofando, e como é bom lá. Este é também outro moço perspicaz e de sensibilidade incrível, que escreve sempre para somar e consegue atingir o objetivo do seu blog, que é, segundo seu perfil “fazer o pensamento acessível para quem puder se logar por alguns minutos na Web” !

 A jovem Aldenora é dona do ' Change Everything.e é uma escritora incrível e muito talentosa. Adoro passar por lá pois sempre sou convidada a ver o mundo sob uma óptica diferente e me sinto revigorada ao sair, com mais esperança, enfim, de que o que não está legal possa ainda melhorar. Um dos meus textos favoritos é de autoria dela é este aqui e sugiro que todos leiam, valerá à pena!

Por falar em jovens, não poderia me esquecer da Jéssica. Foi através dela, inclusive, que conheci o blog da Carlinha. Ela é dona de As histórias de Ba Sing Se... Sou suspeita até pra falar, pois o blog dela é baseado em dois desenhos que amo, rsrs, o do Aang (The Last Airbender) e da Mafalda (minha tira favorita). Também explorando o lado adolescente não deixa de apresentar sempre novas lições, pontos de vista e aventuras incríveis!

 E para terminar, apesar de não ter falado de todos os blogs que visito, não poderia me esquecer da querida Luciana P. do Afrodite para Maiores. Hoje o blog está praticamente inativo, mas me ensinou muito e foi o primeiro que tive contato nesse ambiente. Luciana é uma pessoa que admiro muito e que também muito me incentivou. Quem a conhece entende o que eu digo. Quem não, se puder tire algum tempo para ler o que há por lá, pois o site é muito bom!

Para terminar, sobre 2011, os sonhos, as expectativas são, é claro, as melhores possíveis. E não só espero quanto desejo a todos (os que me lêem e os que não) que este próximo ano seja ainda melhor. Que continuem invadindo as favelas e assim diminuindo a criminalidade, que as catástrofes naturais sejam menos intensas, que nosso país não afunde com a Dilma na presidência, que vocês, meus queridos continuem postando para o deleite de todos, que a saúde não nos abandone para assim possuirmos força para seguir em frente, que nossos corações encontrem paz todos os dias de nossa vida, pois de nada vale tudo em volta estar nos conformes, mas não estarmos bem conosco,... Os desejos são muitos. Mas espero. E confio. 

Um feliz Ano Novo a todos.

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Post de Fim de Ano

Olá, Povo, quanto tempo!
Ando bem desligada daqui ultimamente, às vezes por falta de inspiração para escrever ou por falta de tempo mesmo (sempre essa desculpa).  Mas possuir isso aqui é algo importantíssimo e mais um espelho de quem sou: inconstante, às vezes ávida por escrever - sem saber o que escrever primeiro -, e as vezes como agora, levando tudo - Tudo mesmo - em banho maria.

Bem, sobre o post anterior, algumas pessoas pediram para mantê-los informados sobre o acontecido. Pois bem, fui até a reitoria munida de cópias de emails, não apenas o postado aqui, mas de outros alunos, cópias de provas e um abaixo-assinado informando sobre o descontentamento da maioria dos alunos.

Fiquei feliz com isso porque me surpreendeu a quantidade de pessoas que também estão descontentes. Isso é bom porque nos permite ver que muitas vezes, isolados em nosso próprio mundo, deixamos de perceber que nosso problema é também de outros. E isso nos faz lembrar que é a união que faz a diferença e que quando há um grupo descontente e este se dispõe a reclamar do que não está bom, esse é o primeiro passo para que haja uma mudança. Assim espero.

Mudando um pouco de assunto, há algum tempo recebi da minha querida amiga Beta do blog ♥A difícil Arte de Ser EU♥ um prêmio (selo) muito muito especial e desde já agradeço pelo imenso carinho e atenção!!

"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros; uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."

De acordo com as regras devo:
1.Exibir a imagem do selo em meu blog; 
2. Linkar o blog pelo qual recebi a indicação;
3.Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4. E por fim avisar os indicados.

Bem.. e meus blogs escolhidos foram: (!!!)
Nunca Soube se Prestava...
O mundo do meu jeito...
Pelo caminho dos plátanos...
Hugo Alves
Ao Fi Livre
Desfilosofando
Cada um deles contribui de alguma forma na minha formação como indivíduo e isso é o mínimo que posso fazer para agradecer a cada um desses escritores!
E para encerrar, agradeço mais uma vez à Beta e desejo a todos um Feliz Natal atrasado, rs, e um Ano Novo NOVO, repleto de paz, saúde, fé nos corações e tudo o mais que cada um necessitar...
Beijos e abraços à todos, e provavelmente, até ano que vem!

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Que coisa, não??

Segue abaixo o print do adorável e-mail que meu adorável professor também coordenador de estágio e que possui dois mestrados e um doutorado e que já apresentou artigos no Canadá e na França me mandou (carinhosamente) esta semana:

....
Bem pessoal, eu me desculpei pela maneira como eu disse, mas não pelo que eu disse.
Mas esse e-mail me levou a algumas reflexões, sabem?
Primeiro, eu realmente não devo ser ninguém, né? Eu tenho uma banca para apresentar e não sou ninguém nem para cobrar a Data da tal banca.. Ok.
Segundo, eu devo ser mesmo bastante petulante e metida, mas felizmente algumas pessoas me amam, ou então esperam me conhecer melhor antes de sair com comentários assim, rs...
Terceiro, eu não sou vingativa, mas vou adorar levar uma cópia disso para o reitor!
Quarto e último, peço desculpas por colocar isso aqui. Mas sabem, todos precisamos desabafar de vez em quando e isso realmente me fez sentir melhor...

Beijiinhos!

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Um anjo que retornou ao céu

Um dia desses eu estava passando pela rua e vi um carro da Fiat, modelo Doblô e lembrei-me de uma ex-aluna minha que era cadeirante e que os pais possuiam carro semelhante àquele que pelo qual passei e fiquei a me perguntar como estaria aquela criança, a família e tudo o mais. Dias depois me deparei novamente com carro semelhante e ainda me perguntei se era o mesmo que eu tinha visto antes ou ainda se era o carro pertencente à família da menina.

É estranho como às vezes pessoas que já há algum tempo passaram por nossas vidas reapareçam em nossa memória 'do nada'. Mas tudo bem, minha vida seguiu normalmente até que há algumas sexta-feiras atrás, minha chefe, madrinha e também grande amiga veio até mim comentando:
"__Você se lembra daquela aluninha especial, cadeirante, a ***?" e respondi:
"__Sim, me lembro, o que é que tem?"
"__Ela faleceu. Não foi agora, já tem alguns dias. Eu encontrei uma conhecida que me deu a notícia." surpresa, claro, exclamei diante da notícia,e ela continuou:
"__Me contaram que ela tinha vários problemas, não era só a questão de ser cadeirante. Ela tinha uma espécie de válvula no coração que deveria ser trocada de dez em dez anos e a mãe dela - que é médica - já estava providenciando a cirurgia. Disseram que na noite anterior à operação ela sonhou com borboletas e que contou o sonho encantada para os pais. No entanto ela não resistiu e veio a falecer."

Desde que recebi tal notícia fiquei meio anestesiada, não sei se há uma palavra para melhor expressar a sensação, mas foi por demais estranho receber essa notícia logo depois de dias pensando na menina. Eu fiquei triste, óbvio, mas também preocupada. Preocupei-me com os pais, afinal já deve ser muito doloroso perder um filho "normal", agora imagine perder uma criança que por anos dependeu inteiramente deles, uma criança que estes pais dedicaram total atenção principalmente em função de suas limitações naturais, que tiveram que mudar seu modo de viver para que ela possuísse qualidade de vida, criança esta que não mediram esforços para que vivesse a vida mais normal possível para que convivesse com outras crianças e tivesse uma infância feliz, produtiva e cercada de todo o amor que é possível um pai e uma mãe dedicarem ao seu filho.

 Tentei imaginar o vazio que estão sentindo agora. Não foi difícil, sabe? Eu que pouco convivi com este anjinho me vi comovida além do que o de costume. Acho que não é novidade que não fomos educados para a morte, mesmo sendo esse momento algo tão natural quanto o nascimento, mas talvez seja nato do ser humano sentir essa tristeza, vazio ou sentimentos afins.

Eu tenho certeza que a passagem dela por esta terra não foi em vão, certamente a mudança operada nesses pais que aceitaram com maestria o desafio de criar um filho especial é uma dádiva oferecida a poucos e uma cruz que poucos de nós seríamos capazes de carregar. Nenhuma vida é dada por acaso e tampouco é tirada sem razão. Acho que cada um de nós tem um papel a cumprir por aqui para então partirmos para outro plano bem mais próximo do que é Divino. E acredito também que ao atravessar esse momento o que carregamos são nossas experiências, lembranças, aquilo que nos fez crescer, que nos fez feliz e o que nos tornou melhores.

Isso me gerou outra preocupação. Como será que fui para ela? Será que fiquei guardada em algum lugar em sua memória? Será que pude contribuir de alguma maneira para aquela pessoa? Você já parou para se perguntar isso? Se nos encontramos hoje e você é rude comigo e logo em seguida morro, o que levarei de você junto comigo? Digo levar porque no fim das contas somos a soma de cada um que passa por nós, nossos pais, amigos, irmãos, professores, familiares...

É claro que não me cabe saber se fui ou não relevante para aquela menina, mas ela certamente foi para mim – de um jeito que não sou capaz de explicar ou expressar –, e isso me fez criar essa nova preocupação com todos os que me cercam, a preocupação de tentar sempre Somar coisas boas, de promover a paz e o amor e não o contrário, porque não se trata apenas de que memória a pessoa vai levar, isso é tão pessoal (!), mas do quanto podemos iluminar os que estão à nossa volta e do quanto um pequeno gesto ou uma palavra singela podem mudar pra sempre um coração.

Eu quero os corações e almas ao meu redor iluminados, plenos de amor e paz pois estes são os tesouros que carregamos. Quanto à minha aluninha, foi um anjo. Um anjinho que Deus permitiu perambular pela terra – não por pouco tempo –, mas o suficiente para tocar vários corações. Que ela esteja em paz, que seus pais também alcancem essa paz e que sejam capazes de seguir em frente e espalhar o amor deixado por sua linda filha. São esses os meus votos, por mais anônimos que sejam...

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Onde nasce a mudança

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos meus leitores pela ausência tanto aqui quanto nos seus blogs. No momento gostaria de possuir não apenas tempo, mas disposição para ler cada um de vocês e participar da interação maravilhosa que acontece entre nós. Quem sabe depois que eu formar as coisas voltem ao normal? Vamos ver, não é? :)

Bem, a reflexão de hoje já vem se construindo há algum tempo e alcançou seu ápice sábado (22) depois de assistir o filme Wake – Despertar, o que serviu apenas para confirmar minhas suspeitas.

Quantas vezes você já se sentiu vazio? Como se tudo ao seu redor não fizesse mais sentido? Como se sua vida tivesse se tornado uma grande rotina? Acordar (geralmente cansado), ir para o trabalho sem nenhuma disposição para dar o melhor de si, almoçar apenas porque seu corpo necessita, trabalhar mais, ou quem sabe ainda estudar, se perguntar várias vezes ao dia “O que estou fazendo aqui?” ou possuir pensamentos não necessariamente suicidas, mas do tipo “Minha presença ou minha ausência não fazem diferença no ambiente...”? Será que eu sou a única estranha nesse mundo ou todos alguma vez na vida passam por momentos assim?

A minha teoria é que se o indivíduo ainda não passou por um momento desses ainda vai passar! Mas quem já viveu isso alguma vez sabe que assim como em algum momento começou, em algum momento teve ou terá fim. E o meu momento felizmente se foi e desde então tenho buscado entender quando e como isso aconteceu. Não que existam saudades dessa época, mas são passagens tão sutis que fica difícil determinar onde começa e termina cada etapa.

Analisando a vida de antes e a vida de agora percebo que não mudou muita coisa; a rotina é quase a mesma, os problemas que aparecem geralmente são de mesma origem, as dores de cabeça e as coisas que me fazem rir ou chorar também não se distinguem de antigamente. Então o que mudou? O que me faz sorrir agora e ter mais fé na vida? Ao assistir o filme vi que a mudança não foi algo físico, o mundo ao meu redor não mudou, ninguém que eu conheça ganhou na loteria ou algo realmente extraordinário, mas meu ponto de vista mudou.

E no fim das contas tudo se resume a isso: a maneira como você decide encarar as coisas. Se um dia você amanhece de mau humor e põe pra tocar uma música melancólica, acha mesmo que seu astral irá melhorar? Ficar todo o tempo reclamando da vida, da corrupção no Brasil, da fome, da falta de saneamento básico para mais da metade da população, da violência, da desigualdade, da unha encravada no pé... Isso irá resolver o problema? É claro que não! Muitas vezes para as coisas acontecerem temos que nos mover, entrar em ação, correr atrás do prejuízo, e para outras temos apenas que fazer a escolha de como encarar a situação que se apresenta.

Sei que não é simples assim, que não é fácil sentir-se bem humorado depois de levantar atrasado, chutar o dedão no pé da cama, derramar suco na camisa no café da manhã e ao chegar ao trabalho ser demitido. Porém realmente existem duas opções: a primeira é reclamar da vida e lamentar o quanto se é desafortunado, mas também se pode encarar isso como uma oportunidade de buscar um emprego melhor ou finalmente sair daquele ambiente que só trazia frustração.

Tudo nessa vida tem dois lados, acho que é por isso que ninguém está apto a julgar ninguém, e por isso também que podemos escolher enxergar o lado bom ou ruim de todas as coisas. Geralmente tendemos a supervalorizar os problemas pequenos tornando-os gigantescos a ponto de não termos mais condições de lidar com eles, ou ainda acreditar que existem chaves ou receitas para alcançar a felicidade, estipular metas ou raciocínios do gênero “Só serei feliz se possuir isso...”, ou “Isso me fará feliz.” ou ainda “Ele (a) me fará feliz!”... O que aprendi foi o seguinte: não vai ser um bem material ou uma pessoa ou situação que tornará um indivíduo feliz ou bem sucedido ou vice-versa, mas somente sua maneira de agir (principalmente diante das adversidades ) e de encarar as situações é que definirão o bem estar de espírito ou não. No fim das contas, dictum et factum: “Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

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Invisível




Não querendo dar uma de pessoa que não tem mais nada a fazer nessa vida a não ser dar conta da vida dos outros, me considero uma pessoa observadora. E ao passar todos os dias pelo mesmo caminho para ir a o trabalho, sempre avistava um rapazinho na entrada de sua casa. Isso sempre me intrigava porque se eu passava no período matutino ele estava na soleira da porta, se eu passava no início da tarde ele continuava lá e passando no fim da tarde isso tornava a se repetir. Fiquei pensando se o menino freqüentava ou não a escola, pois nunca o via de uniforme nem nada, sempre na frente de casa, ora conversando com pessoas, ora apenas observando o movimento. Acontece que um dia desses eu o vi com o uniforme da APAE e  claro, fim de mistério!

Essa situação me fez pensar nesse ato comum a todos nós: a observação. Acho que a todo o momento isso acontece em nossas vidas, não é por mal, é resultado apenas da observação cotidiana e acabamos por conhecer desconhecidos. Eu achava que apenas eu era assim, que apenas eu tinha essa percepção para até definir comportamentos da pessoa observada. Mas acontece que há algum tempo atrás eu me vi no papel do observado. Fui procurar uma manicure com urgência e durante o tempo que estive no salão me surpreendi com a moça indicando a direção da casa onde eu morava há cerca de cinco anos atrás. Ela se lembrava de mim passando na frente de sua casa todas as semanas – período em que eu freqüentava aulas de piano e passava sempre pelo mesmo caminho para chegar à escola de música.

Foi uma sensação diferente, porque estamos acostumados com a nossa “onisciência”, aquilo de observar por observar e simplesmente saber (da vida dos outros). Mas se descobrir como a pessoa observada é bem diferente porque geralmente não nos julgamos como um alvo de observação alheia. Como disse isso não é feito por mal, ou com alguma má intenção, mas é no mínimo desconfortável. 

Isso me levou a imaginar quantas outras pessoas como aquela manicure existem por aí, que tem consciência da minha existência sem ao menos saber meu nome ou endereço e que fazem do meu rosto não “mais um na multidão”.  Isso é perfeitamente possível, tiro por mim que faço coleção de rostos que simplesmente chamaram a atenção e que se qualquer dia eu encontrar pelo caminho provavelmente não irei abordar, mas terei alguma referência na memória.  Não é meio bizarro?  Isso me lembra o “Grande Irmão”, livro de George Orwell que nunca li, mas que descreve uma sociedade onde todos são vigiados e tal...

Essa semana foi bem carregada de pequenos acidentes, machuquei o tornozelo, quase arranco uma unha, sem contar com um prego  que quase perfurou minha cabeça! Isso também foi estímulo para me fazer pensar a respeito dos maus observadores que existem por aí, enviando energias negativas que chegam a tal ponto de afetar nossa vida e nossa segurança. Fiquei a pensar se existe alguém que me odeia, sente inveja ou deseja-me algum mal. Não sei. Até porque se eu fosse outra pessoa, não me daria o trabalho de me desejar mal ou sentir inveja, não há muito que invejar em mim... 

Mas a questão não é essa, se a pessoa observa para o bem ou para o mal e sim sobre o quanto nos julgamos invisíveis para sociedade.  Quero saber de você, o quanto se julga invisível? Que sensações lhe vêm ao imaginar que alguém que você não direciona a mínima importância “te conhece”, lembra de você e você nada sabe desse cidadão?


 

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O sentimento de incompletude e a incapacidade de ser feliz

Texto de Luzia Aparecida Falcão Costa.
Encontrei aleatóriamente na internet e decidi postar, vale a pena a reflexão! Aproveitem :)

O ser humano, por sua própria natureza, padece do sentimento de incompletude e, por isso, está sempre envolvido por situações que lhe trazem sensações de insegurança e infelicidade. Essa incompletude, que nada tem a ver com o plano mental ou intelectual, surge como algo quase que imperceptível, um sentimento sutil, mas, que afeta o ser em sua plenitude: na busca de sua auto-realização, da auto-superação e da tão almejada felicidade.

Quantas vezes, no decorrer de toda sua existência, o indivíduo é acometido por aquela estranha sensação de que falta algo para ser feliz e a reação que, normalmente apresenta é a de aguardar que alguma coisa inesperada lhe aconteça, fazendo com que todo o sufoco seja eliminado, para que possa, finalmente, respirar um pouco mais aliviado e continuar vivendo de forma satisfatória.

 A bem da verdade, os resultados obtidos diante de diferentes situações estão diretamente relacionados com a capacidade que cada um tem de conduzir sua própria vida, com a visão e a atitude que apresenta, positiva ou negativa frente a determinada realidade ou aspiração. Por outro lado, está também diretamente ligada à busca incessante de paz, especialmente a interior, porque sem ela, não há paz em nenhum local, nos relacionamentos com outras pessoas, na coragem de enfrentamento das situações adversas que sempre aparecem, inadvertidamente, no decorrer do dia-a-dia. E, infelizmente, o que mais se tem constatado é que o indivíduo tem sido falsamente conduzido a procurar e encontrá-la, fora de si mesmo, seja adotando comportamentos voltados para a alienação (“não conseguiu dar conta? Esqueça, toque prá frente”), de rebeldia e /ou violência (“se não posso tê-la, os demais também não a terão”) que são preponderantes no império do egoísmo que se encontra instalado no mundo atual.

Vale ressaltar que o sentimento de incompletude não é exclusividade e nem inerente apenas aos seres humanos pertencentes à dita sociedade pós-moderna. Ele sempre existiu, mesmo porque, o homem sempre está em busca de algo mais para si mesmo e sua existência e, sem tal procura, a sua existência não teria sentido algum. O que o transformou nesse ser monstruoso, como se tem percebido e presenciado, foi o materialismo exacerbado, que induz o homem a buscar fora de si o que deveria procurar encontrar em seu próprio interior.

Dessa forma, não consegue perceber que, quanto mais tenta encontrá-la fora de si, mais dela se afasta: ela nunca está onde se deseja que esteja, mas, no lugar onde, realmente, deve estar. O que precisa ser entendido, em definitivo, é que a paz não apresenta nenhum tipo de vínculo com nenhum tipo de esquema ou raciocínio lógico, mas está estritamente ligada à conscientização de que, para atingi-la, faz-se necessária a mudança de foco: sair do processo de expectativa e partir para o de reconhecimento e que, sem que essa reversão seja feita, não há qualquer possibilidade de se conseguir qualquer tipo de bem-estar ou satisfação, pois para obter paz é preciso haver entrega, calma, tolerância, positivismo e tranqüilidade com relação tanto aos pensamentos quanto às atitudes.

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A primeira paixão


E eis que havia uma carinha nova na sala de aula. Era aluno novato, mas apesar de tudo fez amizades logo e conquistou o coração das meninas da sala. Não sei dizer se era bonito, mas possuía aquele ar de novidade, aquele ar que costuma encantar apenas por isso.
E apensar da precocidade a paixão crescia. Era inconcebível a idéia de dividir aquele sentimento com alguém, afinal meninas de sete anos não devem sentir isso, e no mais, a melhor amiga estava claramente interessada no rapazinho. E assim foi por um tempo, via as coisas acontecerem, o tempo passar e o segredo intacto, pois não podia confiar em ninguém.
Mas um dia algo deu errado. A amiginha descobriu e como se não bastasse espalhar a novidade para todas as coleguinhas, como castigo maior, ela tinha que contar para o mocinho. Ahh, quanta vergonha ela sentiu naquele momento. Tanta, tanta, que só o banheiro para socorrê-la naquele momento. Só o banheiro lhe daria privacidade e o tempo que quisesse para ficar ali, apenas a chorar.
Mas ela não podia ficar lá pra sempre. A vida continuava e era preciso encarar as pessoas novamente, por mais que lhe doesse, por mais que se sentisse envergonhada e traída. Dias depois sua ‘melhor amiga’ começou a namorar o mocinho – aquele namoro dos sete anos, ou seja, ficar de mãos dadas!
E ela assistiu àquilo. E entendeu que não podia fazer nada, a não ser, no seu papel de melhor e fiel amiga torcer pela felicidade do casal. Afinal, pensava ela, certas coisas não lhe cabiam, algumas coisas ela não merecia, não era digna ou algo assim. Aceitou pacificamente, parvamente e essa foi a história de sua primeira paixão, uma história que ela jamais se imaginou contando a ninguém!!!
***
 Engraçado... Esses dias eu estava me lembrando desse momento em minha vida, precoce como tudo o mais. Hoje é fácil rir de tudo; é simples dizer: “era apenas uma criança”, mas algumas vezes me pego pensando se isso não influenciou a maneira como trato as questões do coração depois de adulta.
Agora que essa história não passa de mais uma página de minha vida, fico a pensar em quantas outras historinhas vivemos e no momento ficamos apavorados, imaginando que tal situação nunca irá passar. É interessante, que por mais indesejável que sejam momentos assim, sempre saímos com alguma lição.
Eu contei uma história. E você, por que tipos de situações (embaraçosas) já passou e quais lições tirou de tudo isso?

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Um post mal humorado




Se 2009 foi um ano de lamentações, de muito chorar e amolar as pessoas à minha volta com minhas angústias, 2010 tem sido um ano não apenas de renovação, mas também de repensar toda minha vida. Dia desses fui à pizzaria cuja dona me viu nascer e que tem um filho de mesma idade, inteligentíssimo por sinal e faz alguma engenharia na USP.
Então ela me disse: “Vivi, você quando se formar deve ir embora daqui como o meu filho fez. Vá fazer uma pós (graduação) ou um mestrado na mesma faculdade que ele, eu sei que se você estudar muito você consegue. Ficar aqui não te levará pra frente. As pessoas não dão o valor necessário à sua profissão aqui...”.
Claro que dei razão a ela, tudo o que ela me disse é bastante óbvio pra alguém que busca realização profissional e financeira e etc. Mas acho que de fato não me importo tanto assim com isso, e para explicar o porquê darei outro exemplo.
Numa outra ocasião, estava eu e minha mãe a conversar e ela começou a comentar de uma moça que fez – imagine só – a Alfabetização comigo! Ela aos 14 ou 15 anos se não me engano, envolveu-se com um homem mais velho e largou os estudos, se rebelou contra os pais (toda aquela novela mexicana) até conseguir se casar com ele. E ela finalizou dizendo: “Coitadinha, ela acabou com a vida dela!”, disse isso com certo orgulho provavelmente com aquela sensação de minha-filha-é-exatamente-o-oposto.
Mais uma vez por conveniência concordei. Porém cada vez mais tenho discordado das pessoas que partilham dessa opinião. De um tempo pra cá, para a maioria das pessoas é isso que basicamente tem importado. Dinheiro, dinheiro, mate-se de tanto trabalhar, dê adeus à sua vida estudando como um louco; acabe com a sua saúde física e mental, tenha uma estafa, deixe de lado a vida ao ar livre, crie raízes na frente do computador, deixe de estar ao lado de quem você ama, torne-se um sedentário, vire anti-social, viva para estudar e passar num concurso federal, pois só assim você poderá fazer de conta que trabalha ganhando uma boa grana no fim do mês, e por aí vai.
Todos têm apostado suas fichas nisso: riqueza, mas me questiono se todo o esforço vale à pena. Eu não quero ser rica, eu não nunca fui; não preciso disso. Tudo tem girado em torno de tal e que benefício temos tido em troca? O aumento dos casos de doenças psicológicas como o estresse e a depressão? E o que falar do número crescente de pessoas que sofrem infartos, AVCs, distúrbios e etc?
O duro é que esta postura tem se instalado na mente das pessoas, estão esquecendo-se do essencial. É só olhar para o passado, há tempos atrás não tínhamos metade das facilidades de hoje, mas as pessoas tinham uma qualidade de vida muito melhor, não morriam de fome, não precisavam viver em função do trabalho para ter alguns momentos de lazer, sabiam dar valor as coisas simples.
Atualmente isso é que tem me importado. Tenho percebido que os momentos mais felizes da minha vida são aqueles não planejados, aqueles em que não preciso de dinheiro ou um livro debaixo do braço pra estudar.  Sim, correr atrás de um futuro melhor é importante, é necessário. Mas acredito que não devemos abrir mão desses momentos tão preciosos que a vida nos proporciona de graça. E também acho que não há uma receita. Cada um tem que correr atrás daquilo que acredita e não devemos diminuir isso.
Aquela moça que minha mãe chamou de coitada, eu não tenho essa opinião sobre ela. Quando ouço histórias desse tipo procuro ver a pessoa corajosa que existe ali, que não deu ouvidos ao que os outros achavam ser o melhor para ela. Ela seguiu seus instintos, seu coração e hoje em dia são pouquíssimas as pessoas que assumem esse risco, ir atrás do que se quer realmente sem se deixar amedrontar pelos riscos que esse caminho traz.
Na realidade, qualquer caminho escolhido acarreta riscos, mas hoje há essa tendência de diminuir os sentimentos alheios, de colocar o dinheiro, a vida profissional e acadêmica na frente da felicidade pessoal. As pessoas tem se esquecido de que quando estamos satisfeitos conosco, ou com situações à nossa volta temos mais ânimo pra trabalhar, estudar, enfim... E o resultado é muito melhor.
Isso é que tenho me proposto atualmente. E sugiro cada um fazer o mesmo (uma auto-avaliação), verificar o que realmente importa para você, e não o que terceiros dizem ser o melhor. É claro que não estamos sozinhos nesse mundo, não somos auto-suficientes e precisamos sim ouvir opiniões, sugestões, mas no final das contas a Vida é sua e só você é responsável por ela, só você é quem irá vivê-la. Pense nisso, pense nas sementes que tem plantado hoje. Veja se essas sementes lhe trarão frutos satisfatórios ou não. Porque chegará o dia em que não será possível fazer mais nada, apenas contemplar todas as escolhas feitas, seja elas certas ou erradas.  





                                                                                                           

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Devaneios :p



Eu vivi minha adolescência numa época que os livros de auto-ajuda estavam em alta - não sei se ainda continuam, mas parei de me importar com isso. E embora de acordo com a Wikipédia  o livro tenha sido publicado no Brasil em 1995, quinze anos atrás, até hoje se fala do livro "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus".

Confesso que até comecei a ler o tal livro pra entender um pouco e não falar muita besteira aqui. Até agora deu pra perceber que é um grande livro de receitas, isso serve, aquilo não serve. Não faz meu gênero, mas nunca devemos recusar conhecimento, não é verdade? Mas o porquê dessa introdução? Bem, o que me trouxe até esse post foram os comentários masculinos da última postagem (Nunca soube se chapinha prestava..).

Foi interessante o Daniel Hiver do Pelo caminho dos plátanos...  usar as minhas palavras para responder a questão proposta pelo post:  "larga de ser trouxa mulher e fica contente com o que tens e com quem tu és", principalmente pelo peso que essas palavras criaram pra mim. E a vassoura de piaçava do Marcos Satoru Kawanami do blog Memórias da Lira Velha também não foi menos impactante!!

Então parei pra pensar na distância que existe entre os pensamentos masculinos e femininos. Tudo bem, é até meio bobo porque essa discussão não é de hoje, mas não deixa de ser intrigante tudo isso. É claro que cada um tem suas próprias percepções, gostos, mas tem que haver algum padrão, algo que diferencia e caracteriza esses dois mundos.

Falando sobre mulheres, é inegável a influência da indústria da beleza, e também está claro que elas - muitas vezes - não se arrumam para impressionar os homens ou para se “sentir bem” e sim para as outras mulheres. Eu saio pouco, mas em todas as raras vezes que isso acontece sempre fica no ar aquele clima de competição entre elas. Qual mulher nunca se sentiu linda ao se olhar no espelho antes de sair e ao chegar ao local de destino não viu seu balão da auto-estima aos poucos ir murchando com cada uma que passava com a blusa mais bonita, a sandália mais legal, o cabelo perfeito ou a maquiagem impecável? Será que existe isso no mundo masculino?

Acho que podemos dividir as mulheres em duas "espécies", aquelas que se Acham de verdade (pouco importando se isso condiz com a realidade ou não) e aquelas que Tentam se achar, mas geralmente conseguem apenas se colocar pra baixo e uma vez aqui ou acolá se sentirem confiantes de si.

Beleza, eu juro que estou tentando me desligar do que os outros pensam, mas velhos hábitos não vão embora da noite para o dia, e depois daqueles comentários eu fiquei realmente pensativa e curiosa sobre. Porque enquanto estamos nessa luta incessante contra o que somos, contra as outras, como eles vêem tudo isso? Alguns dizem que é besteira, que muitas vezes vale o conteúdo e blá blá blá, mas sabemos que não é bem assim, não é?

Entrevistando um desafortunado amigo no MSN a respeito disso, ele me disse: “Geralmente a mulher está: linda ou feia, cheirosa ou fedida, legal ou chata, triste ou alegre, ou sabe conversar ou não sabe.”. Claro que isso não resolve o problema, e nem sei dizer se chega a ser esclarecedor, mas o que fica evidente é a distância das percepções.  Pelo visto eles enxergam apenas se ela é/está feia ou linda, mas não toda a complexidade por trás disso, o trabalho que dá tentar ser bonita e tudo mais.

Se eu fosse um pouco mais ignorante, poderia parar por aqui e dar o assunto por encerrado e dizer que se trata apenas disso (8 ou 80 pra eles), mas sabemos que não é. As pessoas dizem “Seja feliz!”, “Aceite...”, “A Vida é muito mais que isso ou aquilo”, mas não nos desprendemos fácil de conceitos anteriores a nós. E arrisco dizer que é hipocrisia alguém chegar e dizer que nada disso os afeta e que ela (pessoa) está acima disso. Acredito sim que existam pessoas mais bem resolvidas do que outras, mas nunca uma que não se sinta diminuído de alguma forma por causa do problema de vista alheio.

Quando digo problema de vista, é no sentido de querer transmitir algo e a mensagem chegar ao destino de maneira diferente da que gostaríamos. Agora percebo que meu raciocínio não vai dar em nada, e um trecho que explica o porquê encontrei no já citado livro do início do post. Ele diz:

“Os homens esperam, equivocadamente, que as mulheres pensem, se comuniquem e reajam da maneira que os homens o fazem; as mulheres erroneamente esperam que os homens sintam, se comuniquem e respondam da maneira que as mulheres o fazem. Nós nos esquecemos de que homens e mulheres devem ser diferentes.”

Pronto. Matou a charada. E eu continuo sem minhas respostas – apesar de não ter conseguido formular A Pergunta. Parece-me mais um caso perdido, ou seja, “Não gaste seu tempo com isso, pois não vai dar em nada..!”. Quer saber? Vou ler o livro, quem sabe ajude...

E para você, isso faz algum sentido?                      

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