O sentimento de incompletude e a incapacidade de ser feliz

Texto de Luzia Aparecida Falcão Costa.
Encontrei aleatóriamente na internet e decidi postar, vale a pena a reflexão! Aproveitem :)

O ser humano, por sua própria natureza, padece do sentimento de incompletude e, por isso, está sempre envolvido por situações que lhe trazem sensações de insegurança e infelicidade. Essa incompletude, que nada tem a ver com o plano mental ou intelectual, surge como algo quase que imperceptível, um sentimento sutil, mas, que afeta o ser em sua plenitude: na busca de sua auto-realização, da auto-superação e da tão almejada felicidade.

Quantas vezes, no decorrer de toda sua existência, o indivíduo é acometido por aquela estranha sensação de que falta algo para ser feliz e a reação que, normalmente apresenta é a de aguardar que alguma coisa inesperada lhe aconteça, fazendo com que todo o sufoco seja eliminado, para que possa, finalmente, respirar um pouco mais aliviado e continuar vivendo de forma satisfatória.

 A bem da verdade, os resultados obtidos diante de diferentes situações estão diretamente relacionados com a capacidade que cada um tem de conduzir sua própria vida, com a visão e a atitude que apresenta, positiva ou negativa frente a determinada realidade ou aspiração. Por outro lado, está também diretamente ligada à busca incessante de paz, especialmente a interior, porque sem ela, não há paz em nenhum local, nos relacionamentos com outras pessoas, na coragem de enfrentamento das situações adversas que sempre aparecem, inadvertidamente, no decorrer do dia-a-dia. E, infelizmente, o que mais se tem constatado é que o indivíduo tem sido falsamente conduzido a procurar e encontrá-la, fora de si mesmo, seja adotando comportamentos voltados para a alienação (“não conseguiu dar conta? Esqueça, toque prá frente”), de rebeldia e /ou violência (“se não posso tê-la, os demais também não a terão”) que são preponderantes no império do egoísmo que se encontra instalado no mundo atual.

Vale ressaltar que o sentimento de incompletude não é exclusividade e nem inerente apenas aos seres humanos pertencentes à dita sociedade pós-moderna. Ele sempre existiu, mesmo porque, o homem sempre está em busca de algo mais para si mesmo e sua existência e, sem tal procura, a sua existência não teria sentido algum. O que o transformou nesse ser monstruoso, como se tem percebido e presenciado, foi o materialismo exacerbado, que induz o homem a buscar fora de si o que deveria procurar encontrar em seu próprio interior.

Dessa forma, não consegue perceber que, quanto mais tenta encontrá-la fora de si, mais dela se afasta: ela nunca está onde se deseja que esteja, mas, no lugar onde, realmente, deve estar. O que precisa ser entendido, em definitivo, é que a paz não apresenta nenhum tipo de vínculo com nenhum tipo de esquema ou raciocínio lógico, mas está estritamente ligada à conscientização de que, para atingi-la, faz-se necessária a mudança de foco: sair do processo de expectativa e partir para o de reconhecimento e que, sem que essa reversão seja feita, não há qualquer possibilidade de se conseguir qualquer tipo de bem-estar ou satisfação, pois para obter paz é preciso haver entrega, calma, tolerância, positivismo e tranqüilidade com relação tanto aos pensamentos quanto às atitudes.

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A primeira paixão


E eis que havia uma carinha nova na sala de aula. Era aluno novato, mas apesar de tudo fez amizades logo e conquistou o coração das meninas da sala. Não sei dizer se era bonito, mas possuía aquele ar de novidade, aquele ar que costuma encantar apenas por isso.
E apensar da precocidade a paixão crescia. Era inconcebível a idéia de dividir aquele sentimento com alguém, afinal meninas de sete anos não devem sentir isso, e no mais, a melhor amiga estava claramente interessada no rapazinho. E assim foi por um tempo, via as coisas acontecerem, o tempo passar e o segredo intacto, pois não podia confiar em ninguém.
Mas um dia algo deu errado. A amiginha descobriu e como se não bastasse espalhar a novidade para todas as coleguinhas, como castigo maior, ela tinha que contar para o mocinho. Ahh, quanta vergonha ela sentiu naquele momento. Tanta, tanta, que só o banheiro para socorrê-la naquele momento. Só o banheiro lhe daria privacidade e o tempo que quisesse para ficar ali, apenas a chorar.
Mas ela não podia ficar lá pra sempre. A vida continuava e era preciso encarar as pessoas novamente, por mais que lhe doesse, por mais que se sentisse envergonhada e traída. Dias depois sua ‘melhor amiga’ começou a namorar o mocinho – aquele namoro dos sete anos, ou seja, ficar de mãos dadas!
E ela assistiu àquilo. E entendeu que não podia fazer nada, a não ser, no seu papel de melhor e fiel amiga torcer pela felicidade do casal. Afinal, pensava ela, certas coisas não lhe cabiam, algumas coisas ela não merecia, não era digna ou algo assim. Aceitou pacificamente, parvamente e essa foi a história de sua primeira paixão, uma história que ela jamais se imaginou contando a ninguém!!!
***
 Engraçado... Esses dias eu estava me lembrando desse momento em minha vida, precoce como tudo o mais. Hoje é fácil rir de tudo; é simples dizer: “era apenas uma criança”, mas algumas vezes me pego pensando se isso não influenciou a maneira como trato as questões do coração depois de adulta.
Agora que essa história não passa de mais uma página de minha vida, fico a pensar em quantas outras historinhas vivemos e no momento ficamos apavorados, imaginando que tal situação nunca irá passar. É interessante, que por mais indesejável que sejam momentos assim, sempre saímos com alguma lição.
Eu contei uma história. E você, por que tipos de situações (embaraçosas) já passou e quais lições tirou de tudo isso?

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