03 fevereiro 2013

Sonhei com o Anitelli e acordei inspirada...

Ele disse que é tudo uma questão de prioridade. E eu falei: "Prioridade. Palavra chata!". E ele concordou: "Palavra chata! Mas também Palavra Chave". Não está errado. Não deixa de ter razão, mas eu fiquei a pensar em quanta coisa se perdeu por cauda dessas prioridades. Prioridades que a sociedade em que vivo me forçou a por em primeiro plano.

Quantas vezes eu já divaguei ao ver alguém com dinheiro na mão ou eu mesma, olhar para aquele pedaço sujo de papel e pensar "É isso mesmo? É por causa disso que as pessoas (e eu, infelizmente) lutam e labutam todos os dias para ganhar? É nisso que as pessoas tem depositado a sua fé? É justo, isso?". Bem... Poético não é. 

Eu tentei atrasar o máximo que pude a minha vida adulta, é sério! Fiz força para brincar de boneca até os 15, e ainda cultivei o gosto por fantasias do cinema e literatura até os 20 e não vem ao caso. Mas nem assim eu fiquei imune. Mesmo assim as preocupações vieram,  as prioridades (Aarg!).

E o pior, é que vejo hoje que muitas dessas prioridades e  preocupações me desviaram, tiraram o foco daquilo que sou, do que me faz ser genuína, do que faz os meus olhos brilharem de forma especial. E é duro, meu amigo, quando num dia como esse você se dá conta de que teu plano de ser diferente tá dando errado.

Quando eu era menina e via adultos estressados, que já não viam mais a vida com a mesma esperança de outrora, com aquela objetividade férrea de cumprir as tais prioridades, eu disse a mim que não queria me transformar naquilo. Não era um tipo de "síndrome de Peter Pan" - crescer é bom; traz maturidade e diversos pontos de vista que não adquiriríamos senão por meio das experiências vividas -, eu só queria que quando a fase adulta chegasse, quando a coisa apertasse, eu não deixasse de lado e nem tratasse com desdém a bênção que é ver o mundo, mesmo que seja por alguns momentos, como que com os olhos de uma criança.

No fim, lembrando do nosso trocadilho, da Palavra Chata e da Palavra Chave, vejo que também não sou dona da Verdade Absoluta. Tudo depende de onde cada um quer chegar. Eu busco o que me é necessário, mas sempre esperando que isso não custe aquilo o que sou. Porém está claro que a prioridade de muita gente é ficar rico, aparecer na televisão, virar um Big Brother (haha)...

O meu conselho (como se eu possuísse algum cacife para tal) é: (roubando descaradamente as palavras de Gessinger) "tudo bem, até pode ser. Se for POR AMOR (às causas perdidas).
Eu não tenho mais jeito mesmo! Mas isso não me entristece.

25 dezembro 2012

Conclusões sobre 2012


Você sabe o que é Ano Sabático? Eu descobri o significado dessa expressão ainda nos tempos da faculdade e em meio àquela correria toda eu decidi interiormente que um dia eu iria fazer algo do gênero. Mas assim como o show do U2 que fui em 2011, era o tipo de coisa que eu imaginava que iria sim acontecer, mas daqui a muito tempo no futuro; no momento considerado ideal. No entanto, nessas últimas semanas analisando tudo o que aconteceu durante esse ano, percebi que o meu ano sabático foi justamente esse de 2012....

Não, gente! Eu não viajei o mundo e entrei em contato com outras culturas fascinantes; eu não tive aquele êxtase de perder de vista o horizonte do topo daqueles rochedos lá na Irlanda, sentindo o vento frio em meu rosto e me dando conta mais uma vez da minha pequenez e do quanto Deus é grande e generoso para com todos nós disponibilizando tamanhas maravilhas. Não, nada disso.

Eu também não consegui o lendário Emprego-Na-Área-De-Formação. Tampouco o emprego para fazer aquilo que sempre sonhei e que provavelmente mencionei em um dos primeiros posts do ano. Ã-ã. Nada foi como imaginado, e nem vou utilizar a expressão "nada saiu como o planejado", porque como boa ariana que sou (os que não vão com a cara de horóscopo estão rindo de mim agora), não gosto desse negócio de planejar demais. O negócio aqui é na impulsividade: se ideia pareceu boa e o momento propício, pronto (!),  é só disso que preciso.

Quem tem juízo já sabe que essa última frase meio que prediz como foi o ano e como será o resto do post, né? Haha. Pois é. 2012 foi um ano de provações. Eu procuro e procuro mais um pouco e não encontro outras palavras que definam tão bem como foi este ano, um ano de PROVAÇÕES. Já adianto que o lado bom de tudo isso é que onde há provação, há também aprendizado. E como aprendi.

Nesse ano tudo o que planejei deu errado. Tudo aquilo em que eu colocava fé deu errado. As coisas que começavam bem, que pareciam que iriam vingar, que renovavam as minhas esperanças de novo, davam errado no final. A coisa foi tanta que até com processo judicial eu mexi. O resultado dessas constantes derrotas foi um crescente gosto amargo na boca e o quase desaparecimento da minha Fé. Isso de longe foi a parte mais difícil de enfrentar.

Eu cheguei ao ponto de não querer mais sair de casa, de não querer ver ou conversar com ninguém conhecido. Eu faltava morrer de ódio quando todo mês, naquele único dia que eu era obrigada a sair de casa para ir ao banco eu SEMPRE topava com alguém conhecido. E esse alguém sempre queria saber das novidades, de como eu estava... e aquilo era como tocar com força numa ferida exposta, doía. Eu não cheguei a me consultar com alguém, mas acho que tive sim um início de depressão. Só que, por algum motivo Deus me deu pais maravilhosos e super atentos a esses detalhes, e foram eles que seguraram a onda, que me apoiaram e não deixaram que eu piorasse ainda mais o meu estado.

Houveram os amigos também. Sobre os amigos, no meu período negro eu me afastei de um monte deles e por isso já pedi perdão muitas vezes. Mas por outro lado, me aproximei de alguns outros, alguns outros que estavam na mesma sintonia que eu: para morrer! Foi bom porque fomos nos ajudando, um dando suporte ao outro e assim cada passo para cima de novo tinha um gosto especial, gosto de reencontro e horas e horas de conversa refletindo o que tinha virado nossas vidas e onde tudo isso iria dar.

Afastamento de uns, estreitamento de laços com outros... e mesmo pintando o ano de 2012 de feio e sofrido como pintei, ainda sobrou espaço para novas amizades e reencontros. Reencontros esses que foram fundamentais para que eu me reencontrasse e reavivasse minha fé.

O meu reencontro com Deus foi de uma forma inimaginável; de uma maneira tão explícita que eu tive medo, e que só um tempo depois de isso já ter ocorrido é que pude ver e entender o significado de muitas coisas e das muitas coisas pelas quais passei. Foi através desse reencontro que (re)descobri o Amor e a Misericórdia Divina, o fato de que nada nessa vida acontece por acaso e o quão importante é tentar fazer o melhor possível com o nosso agora. Vai soar repetitivo mas é verdade: nós perdemos muito tempo precioso em nossas vidas planejando e sonhando coisas para o nosso futuro. Depositamos toda nossa fé e esforço no que ainda está por vir (como se tivessemos todo o tempo do mundo) e esquecemos que o tesouro já está em nossas mãos, que ele se chama Hoje e que o que fazemos com ele agora refletirá o amanhã.

Não foi só isso que aprendi. Pela primeira vez na vida experimentei a entrega total (a Deus) e o quanto isso faz bem para a alma; percebi (na marra) que a paciência é mesmo necessária e que as vezes ela é o melhor caminho a se trilhar. Descobri que não tenho controle total de minha vida e que bom que é assim. Tomei nota também de que geralmente não sabemos o que pedir ou o que querer de nossas vidas. Que nem sempre aquilo que queremos é de fato aquilo que precisamos. Vi a quantidade de muralhas que construímos dentro de nós (com grande facilidade) e o quanto é difícil destruí-las sozinho. Percebi o quanto complicamos tudo, o quanto nos preocupamos em demasia, e o quanto dificultamos a entrada de Deus em nossa vida... Aprendi que ainda há muito a se aprender e que para isso basta abrir não só os olhos ou a mente, mas principalmente o coração.

No ano de 2012 não aconteceu tudo o que eu queria, mas aconteceu tudo o que era necessário acontecer comigo e com todos. Houveram alguns momentos felizes e outros não tão felizes assim, mas no final das contas o crescimento pessoal foi tão grande que não é preciso esforço para olhar para trás e concluir que cada instante valeu a pena.

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 Trechinho de uma das cartas que escrevi para Deus em 2012
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Cristo!!!!!
Muito obrigada.
Obrigada, e obrigada por tudo!
Quando eu disse na última carta: " Será que isso significa que é para eu ir ao G.O.? Para eu me despir completamente de meus medos, temores e terrores? Para eu me entregar de corpo e alma a tudo o que o Senhor tem guardado para mim e não consigo enxergar ou tenho medo de enxergar ou tenho medo do fardo, ou tenho medo de não dar conta, ou tenho medo de tanta Graça assim?", ao terminar de escrever, eu ouvi aquela vozinha que uns chamam de consciência, outros da TUA própria voz dizendo:
"__Sim! Isso não é óbvio?!"




06 dezembro 2012

Afinal, "todo pokemón evolui"!

Gente, hoje eu reparei numa coisa: que bom que a gente cresce, né?
Que bom que todos nós estamos evoluindo a todo instante, aprendendo, amadurecendo, enfim.

De uns tempos para cá tenho percebido que uma série de coisas que antes me incomodavam hoje não o fazem mais. Que uma gama de complexos que antes me atingiam hoje não surtem mais o mesmo efeito.
É que chega um período que você se dá conta que algumas coisas podem sim ser mudadas, desenvolvidas, mas existem outras coisas que não vão mudar e por mais que não gostemos tanto de algumas delas, elas também contribuem e muito para ser o que e quem somos.

Eu lembro que na minha adolescência eu adorava a música do video abaixo. Tinha um trechinho que dizia assim:
 "Eu sou um risco pra mim mesma... (...) Eu sou o meu pior inimigo
      É pior quando você irrita a si mesmo (...) Não quero mais ser minha amiga
  Eu quero ser qualquer outra pessoa...."

Pessoal, eu ADORAVA isso. Achava isso a minha cara, tudo era motivo para reclamação, o meu peso não era legal, todos achavam que eu ia crescer mas fiquei baixinha, meu cabelo era minha sina, meu nariz não me permitirá nunca que eu use óculos sem que fique extremamente esquisito e por aí vai. Só que naquela época eu achava isso ruim, acreditava que tinha que ser mudado. E sabe como é um belo dia você acordar e perceber que você é baixa sim, que óculos não combinam mesmo com você, que seu cabelo é ruim pra %$#&*@ mas que bom que pelo menos você tem cabelo? E que por mais que eu ache meus quadris grandes demais isso não vai mudar em nada quem eu sou?




Pois é. É algo realmente libertador e fortalecedor. Isso nos torna imune a uma série de coisas. Situações que antes poderiam nos magoar profundamente, nos trazer desespero por causa da auto-cobrança de perfeição tomam para si proporções bem menores (graças a Deus), e isso contribui para que redirecionemos nossas energias para coisas que valham mais a pena.

É bom ou não é, sentir-se assim?



26 novembro 2012

Sobre o Perdão...

Tem uma música que eu adoro. E não é só por concordar com toda a sua letra ou por ser tão família. Esta, é o tipo de música que sempre me faz refletir ou rir sozinha de situações passadas.  A música, chamada 'Cara de Família',  do Rodrigo Grecco, em certo momento diz assim:
  
"Minha mãe me disse umas coisas sobre os ódios do meu peito
     Disse que o ódio que se guarda vai matando só quem sente..."

Esse trechinho em especial, toca na ferida que eu quero tratar no post de hoje: mágoas e rancores.

Uma vez conversando com um amigo, ele me falou de sua fraqueza, daquilo que o afastava de Deus. Ele disse que a fraqueza que ele sentia era dele e que outra pessoa podia encontrar a própria fraqueza em outra coisa.

Apesar de ele ter dito isso em apenas segundos, me perdi dias pensando em qual era a minha fraqueza; o que eu sentia, e que quando sentia, sentia-me afastada do Amor de Deus. Foi quando percebi que minha fraqueza estava justamente na facilidade, quase naturalidade, em guardar e cultivar mágoas e rancores; desamor...

Entenderam o porquê da música agora? rs
É óbvio que já percebi o quanto isso é nocivo, principalmente para quem sente, para quem acaba cultivando sentimentos dessa natureza. E uma das primeiras coisas que me ajudaram nesse processo de "me consertar" foi um livro chamado "Oração da Amorização", do Pe. Alírio J. Pedrini, SCJ. Livro este que vira e mexe estou recomendando-o para alguém.

O livro propõe um método sem grandes segredos para ajudar-nos a praticar o perdão: pois só através do perdão genuíno é que conseguimos nos libertar desses sentimentos ruins.

Esse livro foi uma bênção em minha vida. Imagino que tenha surtido efeito semelhante na vida de muitas outras pessoas também, mas apesar de tudo, colocar em prática o que lá diz é um processo longo e árduo.

Acontece que um dia desses, (ontem, rs), conversando com uma amiga, contando um pouco do que já tinha me acontecido, na hora de contar um fato aparentemente já superado e também perdoado, fiquei surpresa ao sentir meus olhos cheios d'água novamente e o coração sentindo uma pontadinha de dor. Isso me fez pensar numa coisa: na linha tênue existente entre o perdão genuíno e o esquecimento de algo que te magoou.

As perguntas que venho lançar hoje são:
1- Até que ponto conseguimos perdoar de verdade?
2- Quantas coisas repetimos a nós mesmos "está perdoado" quando na verdade deixamos apenas de cutucar a ferida, e por algum tempo chegamos a esquecê-las...?

Nós somos tão pequenos, tão limitados... 

3- Por que é tão fácil absorver o que é ruim e tão difícil nos abrirmos para o que realmente vale a pena?
4- O que você acha disso?
5- Como você reaje em situações assim? O que te incomoda?

Escrevendo hoje sobre a decepção de descobrir que ainda não consegui perdoar por completo, lembrei de outro post que escrevi há alguns anos descrevendo a ótima experiência que é quando conseguimos colocar em prática. A quem interessar, é só clicar aqui!



Uma ótima semana a todos ;)
 



01 novembro 2012

Passado, Presente e Futuro

Eu não sei precisar em que momento de minha existência eu passei a ter prazer em Aprender coisas, mas sei que quando aprendi, foi um tipo de desejo perpétuo. Eu gosto de saber das coisas, entendê-las; e essas coisas vão desde simples curiosidades (como um galo que sobreviveu sem a cabeça por algum tempo) à lições de vida.

Uma das últimas lições que tinha tomado nota - a respeito da vida -, era sobre a importância de viver o hoje. Pode ser óbvio para alguns, mas só há pouco tempo é que me dei conta que o nosso amanhã depende inteiramente do que fazemos hoje. Mesmo com aquele trecho lindo do filme do Kung Fu Panda, onde o panda e a tartaruga conversam sobre a importância do hoje - "é por isso que se chama PRESENTE" -, eu ainda não tinha de fato colocado isso em prática, vivido isso para ter certeza que é verdade.

E então eu parei por aí, nessa onda de Carpe Diem. Foi quando um amigo meu chegou para e disse que eu reclamava muito de algumas coisas relacionadas ao passado; que culpava algumas pessoas por algumas situações que me aconteceram ou que contribuíram para que eu me tornasse quem sou. Falou que eu devia "largar mão disso", seguir em frente e tals. E foi aí que eu percebi que tão importante quanto não viver todo o tempo assuntando como será o futuro, é fundamental desapegar-se do que já foi.

Já parou para pensar em quantas coisas vamos guardando na despensa da memória? Quantas coisas realmente inúteis e que só atrasam as nossas vidas? Já pensou que ocupando os espaços da despensa com   essas coisas que não valem tudo isso, que muitas vezes só nos fazem mal, estamos deixando de dar lugar a coisas novas e realmente interessantes?

Povo, empurrar a vaquinha do precipício aqui e acolá geralmente não traz mal nenhum. Se as coisas não saírem como ou melhor que o imaginado, ao menos ter-se-á aprendido; e pra que coisa mais valiosa que isso?

Hoje tenho feito um esforço legal para começar a desapegar do passado. Tá certo, ele não deve ser esquecido, está ali para ser apreciado, para retirarmos lições. E não para carregá-los todo o tempo como fardo pesado, como angústia ou mágoa constante. Quando conseguimos nos desprender disso com perfeição é tão bacana!

Esse desapego não é caminho fácil, mas também não é sinônimo de impossivel. O primeiro passo é tomar consciência disso e depois colocar para fazer; isso sim faz diferença.

Eu estava com vontade de dividir isso. Não se será de serventia para alguém, mas quem sabe exista alguém aí do outro lado que só estava precisando ouvir algo assim também?

Você chegou às mesmas conclusões que eu? Sim? Não? Me conta. Quem sabe eu seja presenteada com mais um precioso ponto de vista? ;)


16 outubro 2012

Destino

Já vem de algumas semanas o meu desejo de escrever sobre esse tema, mas eu queria fazer uma postagem coletiva por ser um assunto controverso... E também porque alguém está me devendo uma postagem coletiva prometida há anos e até hoje nunca se concretizou, não é mesmo, Hugo Alves? rsrs Brincadeiras à parte, como acho que meu amigo não estava muito em sintonia com o tema e eu me encontrava justamente sentindo o oposto, resolvi escrever e ver no que é que dá. Espero que vocês me ajudem a encontrar as respostas... ou quem sabe lançar perguntas mais pertinentes ao assunto!

E então, a pergunta que não quer calar é: Você acredita em Destino?

Eu já escrevi alguma coisa parecida aqui, mas não é bem isso que eu quero tratar hoje.

A maneira que eu encontrei de aliar os conceitos de Destino e Livre Arbítrio foi a seguinte: que a nossa vida funciona como uma grande estrada. Em determinados momentos essa estrada culmina numa encruzilhada. Essa encruzilhada representa o nosso poder de escolha, nosso livre arbítrio. No entanto, cada caminho disponível naquele cruzamento leva à um lugar específico, isso seria o destino; como numa "estrada de rio" encontraríamos água, numa estrada de terra encontraríamos pedras. Ou seja, embora tenhamos feito escolhas, algumas coisas são imutáveis, "pré-destinadas" em função de nossas escolhas.

Até aí tudo bem. Eu juro que até pouco tempo essa teoria se encaixava perfeitamente em minha vida e ainda abria espaço para que eu pensasse em outras coisas (mais importantes, talvez). Mas olhando para trás, para algumas coisas que já me aconteceram, eis que surgiu a pergunta:  Será que se as coisas tivessem tomado outro rumo, TUDO teria sido diferente?

A princípio a minha (ou a nossa) primeira resposta seria "sim"; mas nunca te aconteceu de parar um pouco, analisar os fatos e se dar conta de que determinadas situações te levariam exatamente ao mesmo resultado independente do caminho tomado? Ou que você precisasse realmente passar por algo para determinado fim? Ou ainda, agora fazendo da palavra 'Propósito' sinônimo da palavra 'Destino', em algumas situações parecer que tua presença em determinado local ou situação fossem necessários para o cumprimento de um propósito seja ele qual for?            


***

Entenderam? Esse assunto, é complicado ou não? rs
Alguém possui uma resposta ou teoria quanto a isso? Estou curiosíssima para saber!

Um beijo, um abraço e um queijo pra quem entendeu de verdade o que eu quis dizer com esse post.

09 setembro 2012

Quando a gente sente soprar novos ventos...

Eu não sei dizer se já me senti assim antes.
Sabe quando você sente Algo Maior? Quando você finalmente aceita que não tem controle algum sobre aquilo que acontece ao seu redor e... Isso não é algo que te traga desespero?
De alguns dias para cá eu tenho sentido isso. E eu quero cultivar esse estado de espírito cada dia mais.

De uns dias para cá eu tenho recordado e revivido coisas que antes eram muito, mas muito importantes para o meu ser e que eu havia esquecido. Que por um tempo eu tinha deixado de acreditar, praticar... Meio que a desesperança desse mundo me atingiu, e as coisas boas só foram morrendo aos poucos. A verdade tornou-se dúvida e pouco a pouco foi sendo rebaixada. E tudo aquilo que não era saudável foi tomando um espaço cada vez maior.

Como eu disse, me parece que agora tenho uma "segunda chance", não sei se essas são as palavras corretas. Mas a sensação é também de que, talvez, agora eu seja melhor preparada para compreender tudo que cabe a mim ser compreendido nessa vida. E também fazer. É notado que eu penso muito e pouco faço.

As vezes é difícil traduzir em palavras aquilo que estamos sentindo. O que eu sei, é que, como está no título, sinto soprar novos ventos. Eu não tenho ideia de onde eles me levarão, mas pela primeira vez na vida isso não me assusta.

Eis aqui (mais um) desabafo. Mas também um desejo, de que, cada um que por aqui passa, viva ou tenha vivido o que estou vivendo agora ao menos uma vez na vida.
Uma semana iluminada a todos!



31 agosto 2012

Sobre uns livros que li e outras coisas que ouvi. (ou senti)..

Gente, essa vida é muito doida mesmo, né? É ou não é? Falem a verdade!
As vezes eu penso que meu problema seja justamente esse: pensar demais. Eu tenho essa mania de explicação, de tentar entender as coisas que acontecem, comigo e à minha volta. Eu não sei se é uma curiosidade doentia ou se é minha forma de ter paz, mas o fato é que "casos inacabados", coisas que ficam pela metade me deixam puta! (perdoem o palavreado)

Isso me faz lembrar de um dos primeiros livros que comprei na primeira FLIT que fui aqui no Tocantins. Foi uma coisa de última hora e eu nem sabia do que se tratava o evento direito; a única coisa que me disseram é que meu pai tinha direito à R$100,00 em livros... quaisquer livros! E como ele não ia, eu fui, para não perder o benefício. Como não havia planejado nada, os livros que comprei foram porque alguém já havia recomendado ou por pura curiosidade. Me lembro que na época um livrinho me chamou a atenção: "As cinco pessoas que você encontra no céu".

Esse é, como eu já disse outras vezes aqui, um daqueles livros que se eu tivesse condições, daria a cada uma das pessoas especiais em minha vida, a cada um dos meus amigos mais próximos, na esperança de esse livro os tocar como tocou a mim. 

"As cinco pessoas que você encontra no céu" é o livro perfeito para mim porque ele traz o que seria o Paraíso ideal para uma pessoa ávida por entender tudo como eu. Ele conta a história de um senhor que morre e vai para o céi (dãããã!) e lá ele vai encontrar cinco pessoas que foram muito marcantes na vida dele ou pessoas que ele acabou por marcar, propositalmente ou não. A moral da história é que, por mais que diversas vezes nos sintamos insignificantes nessa vida, por mais que tenhamos acessos de "o que estou fazendo aqui?", "qual é o meu propósito?", "eu sirvo pra alguma coisa que preste?" ou "eu sirvo para alguém?", esse livro vem e mostra que todos, do rico ao pobre, do intelectual ao leigo, todos temos papéis a cumprir. Todos nós estamos em constante contato com diversas pessoas, cometas ou não, e cada um desses contatos vem para nos mostrar alguma coisa, ou nos acrescentar. Ou para também, mostrarmos algo a essas pessoas, acrescentar, fazer a diferença de algum modo...

Talvez este post seja a continuação do anterior. Não sei. Não era bem esse o objeitvo, mas se soou assim, eu também não me importo. A questão é que eu fico, talvez vocês também fiquem (se forem tão esquisitos como eu), tentando entender as coisas que acontecem com a gente, tentando descobrir no que isso vai dar, qual é, afinal, a razão de tudo isso.

Outro livro muito bom que li, é uma série que não cheguei ao final ainda, e trata de temas muito delicados em minha opinião. Trata-se da série Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Algum de vocês já leu algum? Operação Cavalo de Tróia conta a história do J.J.Benítez, que é um jornalista e escritor espanhol, quando ele supostamente recebe uns documentos de um ex-funcionário da NASA ou aquelas paradinhas americanas que fazem tudo às escondidas, sabe? Essa documentação é um relato desse ex-funcionário, contando sobre um projeto que foi feito há algum tempo atrás. 

Segundo a história, esse grupo americano teria supostamente encontrado uma forma de voltar no tempo. Sim, sim, uma máquina do tempo, pessoas! E então eles resolvem escolher algum grande momento histórico da humanidade para voltar e acompanhar de perto. Por votação, o momento escolhido acaba sendo a vinda de Jesus Cristo à terra. 

Segundo a história, eles escolhem e preparam um cientista sem nenhum tipo de crenças, uma pessoa neutra para se infiltrar naquele período e acompanhar os últimos passos de Cristo. O que eu posso dizer, é que, apesar da escrita ser diversas vezes enfadonha, OCT é uma narrativa fantástica - no melhor sentido da palavra. Ele traz uma perspectiva maravilhosa, principalmente para pessoas que como eu, liam a Bíblia e pouco absorviam do que ali estava escrito. 

Eu acho que tudo está relacionado com a maneira como as histórias são contadas. A narrativa do personagem é bem fiel aos acontecimentos relatados na Bíblia, mas ao mesmo tempo ele faz ressalvas a respeito da imparcialidade dos Evangelistas... Quem já leu sabe, que alguns contam certas coisas e deixam outras de fora, mas enfim... Eu queria falar mesmo é do segundo volume, que foi até onde eu li.

A história tava muito boa, bem legal mesmo. Até chegar num ponto que cutucou a minha ferida de Católica. Em determinado momento, quando o major está escutando a gravação da conversa que "rolou" durante a Última Ceia, Cristo falava algo que nós, Católicos não fomos acostumados a acreditar: essa coisa de reencarnação. 

De acordo com o livro, o Filho do Homem dizia que tipo assim, (rs), nós ficaríamos nesse ciclo de vidas e mais vidas até alcançar a Graça, entende? Até nos tornamos espíritos mais evoluídos.... Eu me recordo que na época eu até zanguei com o livro, fiquei quase um mês sem lê-lo, mas como eu disse no início desse post, eu abomino casos inacabados! Então fui terminar a leitura. Muito boa, muito boa, mas te instiga a querer comprar o terceiro volume, hahaha.

Mas novamente, o que eu queria dizer mesmo, é que tem horas que isso me deixa com a pulga atrás da orelha. Eu sou desconfiada o suficiente para saber que OCT é uma coleção de livros, que, entre outros objetivos,  pretende que os leitores se interessem pelo que viram e comprem mais e mais volumes. No entanto, vira e mexe, essa coisa de outras vidas não me sai da cabeça.... É que geralmente eu me sinto tão velha, algumas coisas me parecem tão óbvias, tão claras. Eu sei que isso soa intransigente por demais, que pobre de nós, não temos acesso a verdades absolutas e tudo mais. Mas é que a mente não se desliga assim.

Eu realmente queria dedicar mais do meu tempo a descobrir qual tom de blush combina mais com a minha pele ou em fazer exercícios e conseguir amenizar um pouco das celulites que insistem em aparecer, mas não dááá! Tem horas que eu fico pensando que já nasci antes entre meados da década de vinte e cinquenta porque tenho paixão por música antiga; tem horas que imagino que eu tenha me dado bem com aquele período entre séculos XVIII e XIX que a Jane Austen descreve tão bem. Tem horas também que penso na jovem ou no jovem inconsequente que fui para ir embora tão cedo daquele período entre anos 70 e 80!

Que Deus me perdoe a provável quantidade de asneiras contidas num post só... Só que muitas vezes eu me sinto assim. Eu penso assim. E isso passa a fazer muito sentido. Mesmo não possuindo o menor sentido.
Alguém me entende?!
Ah, e isso tudo, era para dizer que, por causa desse fluxo todo de pensamentos, é que eu tenho tanto medo de me aprofundar nas coisas Celestiais.