29 janeiro 2012

Ontem um menino (...) me falou, que hoje é semente do amanhã...



Você já se sentiu como se estivesse parado no tempo, apenas marcando passo? Como se a vida estivesse apenas passando em sua frente? Você, mero expectador...? Já se sentiu assim? 
Por algum tempo foi assim que me vi, mas ainda não sabia nomear essa angustia; era incapaz de distingui-la de mim mesma, provavelmente porque nos acostumamos facilmente com determinados estados de espírito e algo que deveria ser passageiro acaba fazendo parte de nossa natureza.

Mas felizmente Deus é grandioso, se compadece de nós, e as vezes se vê obrigado a interferir de estranhas formas para fazer com que nossos olhos vejam novamente. E foi isso o que aconteceu nesse mês de janeiro.. Após uma insônia incomum, eu decidi de ultima hora pegar um vôo para Brasília onde estava começando o CIVEBRA - Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília. São as coisas divinas que ocorrem em nossas vidas...Eu não podia ir e eu não queria ir! Mas havia algo me puxando para isso, impulsionando para que eu fosse... e fui.

No início não foi fácil. Ambiente diferente, pessoas muuuito diferentes, alojamentos com mais de quinze pessoas, condições não muito ideais, banheiros coletivos, horário de refeições como no serviço militar e por aí vai. O primeiro pensamento ao chegar na Escola de Música? "Onde raios eu estava com a cabeça quando resolvi parar aqui????????" Sim! Isso mesmo! Eu achei que não duraria uma semana, quem dirá os quase vinte dias que estavam programados. 

Como era de se esperar eu me isolei, me submeti (como sempre) ao papel de expectadora, mal humorada expectadora. Mas mesmo pessoas 'anti-sociais' (como eu) num lugar assim passam a desenvolver com o passar dos dias uma certa melancolia, "Todos fazem amigos menos eu...", como se eu estivesse de fato me esforçando para algo do gênero. E além da melancolia, companheira de alguns anos quase, não desgrudava de mim a tal Preocupação, com tudo o que tinha deixado para trás, todos os pequenos problemas que dependiam de mim.. Espere, dependiam mesmo?

E foi assim que lá pelo quinto dia, depois de um telefonema para a família, depois de um não-conseguir-segurar-as-lágrimas que me encontraram pela primeira vez. Esse rapaz que agora não me recordo o nome me viu chorando e veio solidário até mim. Naquele dia conversamos um monte, eu falei um pouco sobre mim, e ele um pouco sobre si e naquele momento percebi como eu me lamentava demais e o quanto não estava me esforçando nem um pouquinho para mudar minha situação, para ser diferente, para consertar tudo o que me incomodava e estava ao meu alcance. Esse foi o primeiro anjo. E a ele devo toda mudança a partir de então...

Depois disso eu me deixei levar mais, divertir mais, me preocupar menos e acima de tudo aproveitar cada instante. É engraçado como de tempos em tempos acabamos por reaprender aquilo que teoricante já sabíamos, não? E eu brinquei de Stop! como se ainda fosse uma menina até de madrugada, fui comer pizza as duas da manhã, tomei ônibus errado, fiz novos amigos, fui para a aula de havaianas, comi o que não podia, gastei o que não devia... E nesse meio tempo, eis que surge o segundo anjo! Em forma de professor, ou deveria dizer Mestre? Em forma de gente humilde, feliz em compartilhar o tanto que sabe, feliz em responder perguntas fora do contexto, em se atrasar até mesmo para um vôo para dedicar atenção aos curiosos. 

Esse anjo contou sua história de vida, disse a quem quisesse ouvir que não foi fácil, que houveram sacrifícios, que houveram DÚVIDAS, mas tudo foram degraus percorridos, cada um a seu tempo, cada um com seu desafio e cada um com sua recompensa. Essa pessoa certamente irá me influenciar pelo resto da vida... Ela também me presenteou com um dos mais belos presentes que se pode receber: palavras amigas!

Vieram outros anjos depois desses dois, cada um com seus méritos. Houve anjo bom de fala com direito a poesia, palavras amigas e algo mais, houve anjo cúmplice e repleto de compreensão, houve anjo prestativo, cheio de dicas e orientações e houve também o anjo-família que há muito me acompanha e fica sempre na torcida!

O curso terminou dia 21 e 22 amanheceu tímido, com carinha de 'Foi um belo sonho... Eu queria mais', com carinha de despedida, de lembranças lindas, de amigos ímpares, de novos sonhos e de muita vontade de fazer diferente de agora em diante.

A semana foi cheia. Muita coisa acontecendo simultaneamente, uma gama de novas informações, novas realidades para todos. O que eu achei que não iria nunca acontecer aconteceu, estou indo embora de minha cidade natal, estou deixando o único emprego que conheci até agora, emprego este que até então definiu quem sou. Cidade nova, casa nova, realidade nova.
Não é preciso ler o resumo no verso do livro para se ter ideia do que vem pela frente. Por hora tudo está empolgante; o novo quando não assusta nos enche de prazer. Mas tenho a consciência de que não será fácil esse começar de novo, tenho consciência de que não faço ideia do que vem pela frente. Sei que muitos sorrisos ainda irão se abrir, muitas lágrimas irão rolar, mas por hora necessito disso. Acho que todos precisamos aqui e acolá. Nos colocar à prova, testar nossas capacidades, aprender mais, aventurar-nos mais... Ser mais!

Há meses eu venho tentando postar algo interessante, algo bom de se ler, alguma nova lição. Mas o vazio me preenchia. Espero que este post sele uma nova fase do Dictum, sele uma nova etapa para todos nós. Hoje vejo que a maioria dos blogs que frequentava estão parados ou inconstantes. Eu não reclamo disso. Todos passamos por essas fases e é importante que vivenciemos isso.... Mas.... não há nada como RENASCER!!!


Beijos e bom resto de vida a todos!
 






23 janeiro 2012

Post de Ano Novo

Hoje eu re-acordei para a vida. Sabe quando você entra num transe ou passa alguns dias absorto numa realidade diferente e agradável? É ótimo, não é? Mas uma hora abrimos os olhos novamente  e lá está a mesa atulhada de coisas para serem organizadas, papéis para serem estudados e a vida para ser posta nos eixos novamente.

Transes assim sempre fazem bem, eu acho. Faz com que a nossa percepção seja aguçada, que passemos a enxergar melhor coisas que geralmente passam desapercebidas em função da rotina. Serve também para renovar as forças,  fazer renascer esperanças e a disposição para continuar na luta.
Esse mês de janeiro passei o tempo quase todo na 34ª edição do CIVEBRA- Curso Internacional de Verão de Brasília e foi ótimo, me fez relembrar o quanto diversas vezes paramos no tempo e o comodismo ajuda a não mais sairmos do lugar. Eu digo isso porque não fazia parte dos meus planos sair de casa esse mês de janeiro, não fazia parte dos planos dividir uma sala de aula - vulgo dormitório - com mais dezenove moças, nem fazer um curso de Musicografia Braille, por exemplo. Mas diferente dos planos, tudo isso aconteceu e foi ótimo. Eu já não me lembrava de ter vivido momentos tão divertidos e instrutivos assim, o que não é legal, pois mostra um fechamento para o mundo.

Esse fechamento é sempre muito desagradável e ele se dá de maneira tão sutil que na maioria dos casos torna-se imperceptível para o seu portador. Isso gera um peso demasiado para as costas, um negativismo nocivo, uma perda da visão.

Foi muito bom abrir os olhos novamente, foi muito bom enxergar novas possibilidades justo num momento em que julgava a vida tão turva... Foi bom! 

Eu cheguei a esse post hoje meio sem propósito... Mas não podia deixar de dividir essa alegria, que é poder ver o mundo um pouco mais colorido do que antes, que é a Fé nas sementes hoje plantadas e as esperanças de bons frutos no futuro.

Para esse ano novo, desejo olhos novos a todos. Que possamos enxergar as pequenas belezas que se colocam em nossa frente a cada dia e que muitas vezes na pressa do cotidiano deixamos de notar... Que possamos olhar para o céu ao menos de vez em quando e avistar as estrelas, ou quem sabe a lua. Que diante das dificuldades que vêm e vão, possamos tirar o melhor de todas essas adversidades, que cresçamos, que aproveitemos ao máximo todos os ensinamentos que a vida nos dá. E que por fim aprendamos com isso!
Assim desejo....

06 outubro 2011

Um post meio apocalíptico, sei lá...!



Acho que estou mesmo ficando velha e além disso ando tão revoltada com tudo. Acabei de assistir o finalzinho do filme Gladiador (de novo) e como sempre sobe aquela emoção, aquele misto de tristeza e alegria, aquele senso de justiça e tals.

Eu sei que a Bíblia diz em Mt 7:1 "Não julgueis, para que não sejais julgados.", mas ultimamente está difícil segurar a onda, sabe? Eu tenho consciência de que não sou melhor do que ninguém, de que todos nós somos passíveis de erro; que a gente "se sente" ao ter razão, e acha super desconfortável - para não dizer humilhante - quando alguém expõe o quanto estamos errados de algum modo. Mas eu tenho visto tantas coisas que me desagradam que fica difícil não deixar que tudo isso acabe nos contaminando.

Eu estou assistindo uma nova série, Game of Thrones que é bastante interessante apesar de não ser indicada para menores de 18. Além da imoralidade (sexual) exagerada da série, que me tem feito pensar se a humanidade foi sempre assim e só vestiam com mais fervor a máscara da hipocrisia, tem toda uma questão de honra e traições, principalmente traições.

Game of Thrones mostra uma sociedade sem escrúpulos, onde a busca por poder e riquezas atropela tudo e todos; e aqueles que honram a retidão e que querem apenas paz vêem-se envoltos nesse emaranhado de intrigas, maldade e um dos sentimentos que mais prevalece é o de impotência, injustiça.

Eu tenho visto muito isso e infelizmente não posso dizer que apenas em filmes, séries ou novelas... Eu tenho visto ao meu redor, com meus amigos, conhecidos, desconhecidos, familiares e até mesmo em minha vida. Nem precisa dizer o quanto dói, o quanto é ruim ver tanta gente tentando fazer o certo e levando patada aqui e acolá e pior, ver aqueles que vivem de fazer maldades com o próximo saírem sempre impune.

Eu tenho fé de que a hora dessas pessoas vai chegar, de que elas irão pagar beem caro por todo o mal que tem feito, assim como os justos ainda terão suas glórias. Mas apesar de tudo ainda me sinto culpada, acredita? Culpa por desejar que cada uma dessas pessoas más se explodam por aí. Eu não queria sentir isso, não queria desejar, pois temo me tornar igual ou pior do que esses que tanto tenho criticado. "Não julgueis, para que não sejais julgados.", lembram-se?

Hoje eu queria saber se é só eu que ando assim ou vocês também tem percebido o quanto as coisas tem ruído, o quanto o homem tem baixado o nível e o quanto as coisas tem ido de mal a pior. Eu sei que temos que olhar o lado bom de tudo também, afinal estamos vivos, não é? Estamos aqui para aprender e felizmente ainda existem alguns dispostos a fazer o bem. Isso vale muito, mas ainda acho que deveriam haver mais Maximus por aí, ou reformulando.. Deveríamos parar de pensar tanto só em nós e passar a olhar mais o que e quem existe à nossa volta. 

Eu termino esse post com frase escrita no muro de uma Maçonaria daqui, é mais ou menos assim: "Para que o corrupto vença, basta que o justo se cale."

É de fazer pensar ou não é?
 

06 setembro 2011

O direito de sentir-se chateado

Viver é complicado, viu? Assim como criar filhos e todo o resto, não existe manual de instrução, a gente tenta, tenta - tanto acertar quanto aprender -, muitas vezes se estrepa no meio do caminho, e quando acha que as coisas vão melhorar de vez, acontece algo para acabar com sua festa.

Eu sou daquelas que corre atrás de algo quando possui algum objetivo, e daquelas também que se sente imensamente frustrada quando o que eu queria e trabalhei para alcançar não se concretiza. Um dia desses, assistindo o Senhor dos Anéis pela 123456789...² e depois aproveitando a tarde de domingo para ver o making-off do filme, fiquei sabendo que antes de começar a ser filmado, o filme foi recusado por várias produtoras, sendo que a New Line Cinema era a última opção de Peter Jackson. 

Ele (Peter) chegou lá sem pretensões e teve um grande susto (agradável susto) quando ao sugerir condensar a trilogia de livros em dois filmes o diretor, dono, sei lá, pensativo disse: "São três livros, então faça três filmes!" - ou algo do gênero. Aquele momento foi de êxtase, algo que saiu melhor do que esperado. Hoje, olhando para trás é uma linda história, mas é decepcionante, quando se recebe um não - e veja que eles receberam vários antes de um sim....

E o que me tem acontecido ultimamente é isso... Tenho levado alguns "nãos", e é tão ruim. Eu tenho plena confiança em Deus (pelo menos quero acreditar que sim) e sei que quando uma coisa não dá certo de primeira como queremos é porque ainda não é a hora certa, ou Ele tem algo de muito melhor reservado para nós, mas mesmo sabendo disso é impossível  não ser afetada pelo maldoso Não.

E pensando por esse lado, acabo observando outro também: essa coisa toda de realizar sonhos, anseios, é tudo muito lindo, mas em alguns casos pode se tornar doentio, então, quando é hora de parar? A exemplo daqueles garotinhos que sonham em serem jogadores de futebol: é óbvio que muitos deles são bons e seriam revelações que fariam o povo brasileiro se orgulhar, mas e aí? 20 anos, nada ainda, o garoto sem estudo, sem qualquer qualificação profissional e a única coisa que sabe fazer "mais ou menos" é correr atrás de uma bola. Então eis a questão: quando é hora de aterrisar e encarar  a verdade? De que você é apenas mais um e que talvez a sua trajetória não seja exatamente a de um Ronaldinho Gaúcho?

Sonhos, futebol, frustrações... Acho que só uma criatura como eu para fazer esse tipo de ligações. Mas enfim, a questão é essa, tenho meus sonhos, e as vezes no caminho para realizá-los me deparo com vários contratempos e "nãos",  e por mais que parte de mim diga "siga em frente", sempre haverá aquela outra que pergunta: " já não é hora de desistir?"

Complicado, não? No momento apenas me concedo o direito de sentir-me chateada. Vamos ver o que o Amanhã tem para mim. Sei que não é fácil, para ninguém, nem para você. Mas agora é a sua vez, como você reage quando isso acontece? Até onde vai a sua persistência, e como é quando você finalmente desiste de lutar?

Bom feriado a todos ;)

20 julho 2011

É triste mas é verdade..



É muito triste – para não dizer decepcionante – quando você percebe admite que durante todo o tempo não eram as pessoas que possuíam algum tipo de preconceito relacionado a você, mas você mesmo criava isso em seu mundinho particular e encarava como verdade.

Mais triste ainda é verificar quantas amizades e amores que poderiam ter sido e que vão continuar nesse patamar: poderiam ter sido.

É terrível quando você toma nota da tamanha baixa auto estima que carrega consigo e dessa forma masoquista de encarar as coisas, de no fundo no fundo não fazer nada para mudar.

É de dar pena o lamento. O lamento que vai continuar lamento; vazio, pela falta da ação.

03 julho 2011

Voltei!!!


Olááá, pessoal! 
Como vão todos vocês?
Vocês não podem imaginar o quanto senti falta desse ambiente...Nos últimos meses foi humanamente impossível, mas agora estou de volta e espero poder coordenar melhor meu tempo para não mais ficar tanto tempo distante.

Bem, primeiro deixe-me contar um pouco do que aconteceu nesses últimos meses! Como já tinha comentado, eu consegui comprar o ingresso pro show do U2 que coincidiu na data do meu aniversário - o melhor presente de toda minha vida, né?! . E foi perfeito!! Valeu cada minuto que fiquei esperando para comprar o ingresso, cada centavo que foi gasto e todo o frio na barriga de viajar sozinha pela primeira vez para a maior capital do país e enfrentar aquela fila! Esse concerto foi minha última aventura antes de mergulhar de vez nesse universo cansativo chamado Monografia!

Pois é, pessoal, ela é a culpada. Se antes disso eu já postava com dificuldades e não sabia mais o significado de "fim de semana", depois do dia 10 de abril é que meu tempo foi para o brejo mesmo. Trabalho de segunda a sexta manhã e tarde, aulas a noite, estágio nos sábados e o tempo restante completamente dedicado à bendita!

Mas felizmente tudo passa (o que é bom e o que é ruim também) e esse ciclo se fechou no dia 24 de junho, uma sexta-feira conturbada com a apresentação do trabalho intitulado: "Implementação da Configuração de Aspecto em Aplicações NCL". O que é isso? É o conserto de uma pequena funcionalidade para o middleware Ginga, (o middleware  da TV Digital brasileira). E foi isso. Minha nota  e de meu companheiro de projeto foi 9,0 (\o/) e teoricamente somos cientistas da computação agora.

Bom, foi isso. E agora estou numa fase de resgate da origem. Quando sou indagada sobre o próximo passo, o famoso "E agora?", a resposta é a mesma: "Agora vou Descansar". E não apenas isso, esse é o período em que irei ler tudo o que não pude nesses últimos quatro anos e meio, ver todos os filmes que os finais de semana estudando não me permitiram, postar todos os pensamentos desajustados que pensei mas o tempo e o esquecimento me impediram de escrever. Me aproximar daquela pessoa que há em mim que eu nunca gostaria de ter me distanciado (alguém entende o que quero dizer com isso?), ou seja, quero alcançar aquela velha paz de espírito, aquele velho compasso de passos, pois só assim terei forças e disposição pra seguir em frente e fazer bem feito as tarefas que o destino colocar em meu caminho!

E é isso o que eu queria dizer hoje, por mais estranhos que sejam os caminhos que a Vida nos conduz, acredito que nunca devemos perder/esquecer a nossa essência (aquilo que somos e o que nos faz feliz). Se de tempos em tempos tivermos que dar uma pausa, tudo bem, mas jamais devemos abdicar daquilo que faz de nós o que somos. Porque caso contrário o que restará será apenas frustração.

Beijos e bom início de semana e férias a todos!!


28 março 2011

16 anos atrás...

Lá estava eu na casa de meus avós, era manhã e eis que vovô chegou, ele trazia notícias.
Notícias da maternidade.
Eis que meu longo período de filha única ia pro brejo.
Mas isso não era ruim, afinal eu desejara aquilo mais que tudo, até irmão emprestado eu pedi!
Contudo uma coisa deu errado.
Papai e mamãe que queriam dar maior emoção à coisa toda decidiram saber o sexo apenas no nascimento.
E quando vovô contou que não era Régis Fernando que viera ao mundo (esse ia ser o nome do menino que todos davam como certo), a decepção se abateu sobre mim.
Eu fora enganada!
E o irmãO? Quem disse que eu queria uma imrÃ?
Eu chorei. Realmente fiquei furiosa.
Então o vô disse: "Ah, não tem problema. Se você não quiser sua irmãzinha, eu posso ficar com ela!"
Haha.
Então naquele momento, quando me apareceu a possibilidade de ficar sem a única irmã que Deus me dera, era irmÃ, mas era Minha, eu disse:
__ Não vovô, tudo bem. Essa daí serve!!!!
Parabéns, Rô. Parabéns pelo seu dia, por seu aniversário. E como você serve, sabia? Te amo como poucos, embora nem sempre eu demonstre isso, ou não demonstre do modo como você desejaria que fosse.
 Minha pequena.

Minha e da mãe e do pai. Dos nossos avós, tias, tios, primas, primos e mais um monte de amigos que você conquistou ao longo desses anos e que te amam muuuito!







Como você cresceu!!

Lembra-se do seu aniversário de 6 anos? Agora são 16!! Nessas horas percebo como tô ficando velha, rsrs!
Mas nunca me esqueço também do quanto você desejou essa festa. A única até hoje... De como você segurou o choro emocionada quando cantaram parabéns para Você! E do quanto você se emociona até hoje quando cantam essa canção para ti.






E agora com feições e ações cada vez mais adultas. Minha caçulinha está se tornando uma liiiiinda mulher! Mas ainda é minha irmã pequena!
Te amo, te amo e te amo!
E te desejo tudo de bom, não apenas felicidades, mas principalmente saúde, paz, juízo nessa cabecinha de vento e que Deus te abençoe hoje e sempre, que Ele ilumine cada passo, cada pensamento, enfim!
Bjs bjs de sua Viii


20 março 2011

Puro, confuso e sincero

Minha mãe diz costuma dizer (principalmente em época de catástrofes naturais) que o homem se esquece o quão pequeno é, o quão impotente é diante da grandeza de Deus. E ela não está errada quanto a isso, acho, porque na maior parte do tempo o homem é apenas egoísta (como eu no post anterior), ganancioso e hipócrita. 

Tenho uma tendência a me fechar diante das desgraças que acontecem por aí, entre outros motivos porque isso me faz sofrer, me faz sentir mal justamente por toda a impotência que me cabe. É duro assistir a uma série de coisas erradas acontecendo e no fim apenas concluir que não se pode fazer muito ou praticamente nada.  E nem estou falando do Japão exatamente.

Está claro que daqui não podemos dimensionar de fato o tamanho da tragédia lá e  o tamanho do caos (mesmo que todos se mostrem resignados com a situação). Está nítido também que se aquilo tivesse acontecido aqui tudo seria muito pior por conta de nossa desorganização nata, pela falta de estrutura, pela falta de planejamento e por aí vai... 

Somente hoje é que assisti aquele filme, Tropa de Elite 2. Não vi o primeiro, e também não tenho cultura de filme nacional, até hoje o único que havia gostado foi O Auto da Compadecida. E assim como "O Auto" sempre me faz pensar, o Tropa também o fez. Sabe quando você vê um filme ou lê um livro e a chave do pensamento não desliga, horas e horas depois você ainda está a refletir sobre aquilo? Pois é.

Acho que já comentei aqui o quanto fiquei satisfeita no fim do ano passado quando invadiram o morro do Alemão lá no Rio, que implantaram aquela polícia pacificadora e tudo o mais. A sensação naquele período foi ótima, foi a conclusão de que quando se quer fazer algo, se faz; não há impedimentos. No entanto nunca é tão simples, não é? Por que será que sempre haverá o lado podre na história? Por que sempre haverá o policial corrupto ou mesmo os políticos? Por que será que sempre mesmo correndo o risco de "catástrofes catastróficas", os países continuarão a construir não apenas usinas nucleares, mas também hidrelétricas que acabam com o meio ambiente e seu equilíbrio natural? Por que será que mesmo estando sob morros desmoronando as pessoas insistirão em permanecer em suas casas e esses morros seguirão seu caminho de cair sobre as casas e matar todos seus habitantes? Por que será que sempre haverá pessoas como Kadhafi, Hitler e Mussolini?

Dinheiro? Poder?A pergunta é: justifica? Será que vale mesmo a pena? Quando eu falei das pessoas que permanecem em suas casas com o morro caindo logo atrás... Isso acontece porque elas não têm para onde ir. E por que não tem? Cadê o poder público numa hora dessas para apoiar essas pessoas? A matemática é simples, vejam o espaço dado para aquele casal e o filhinho que faleceram na região serrana do Rio no início deste ano; a TV mostrou até um pedacinho do velório. Mas e quantas outras pessoas não morreram ali? Quantas outras famílias não passaram pela mesma dor e ficou por isso mesmo? E o Tim Lopes? Virou aquele bafafá danado porque ele era jornalista da Globo. E quanto às outras pessoas que são vítimas desse tipo de crime, cidadãos comuns que tem direito a um fim digno tanto quanto ele, mas que não aparecem nem numa notinha do jornal?

Não é revoltante uma situação dessas? Acho que se focasse o pensamento nisso o tempo todo já teria desistido de viver. Numa visão otimista de tudo isso, alguns podem dizer que pensar assim faz alguma diferença; não se curvar ao que é ilícito é um bom começo e que de grão em grão "a galinha enche o papo". Mas será mesmo? Digo, um pouco de bem que fazemos vem um infeliz e desfaz. Será que não há mesmo jeito para essa humanidade? Quer dizer, a mudança parece algo tão simples - se todos decidissem vestir essa camisa. 

Ontem ouvi uma canção linda, do Padre Fábio de Melo, que resume (em minha opinião) o que deveríamos realmente fazer de nossas vidas. É o que estou tentando fazer, é o que acho que todos deveriam fazer, mas claro: nunca será tão simples.

A letra diz:

Sê inteiro em cada parte, em cada fragmento
Da vida que hoje está ao teu redor
Breve, leve, certo se despede este instante
Pra nunca mais pousar em tuas mãos
Tempo foge, escorrendo nos dias que vão
Vai seguindo os trilhos da luz
Não permitas que a vida termine sem que
Extraias dela todo sabor

Deixa que a aventura de ser gente te evolva
Prepara o que serás no que és
Não prenda os teus olhos nos olhares que te acusam
Esquece a voz que te condenou
 (...)
Nunca te aprisiones nos teus medos e receios
Nem sê refém de quem não sabe amar
Não, não te condenes a morrer com teus defeitos
Nem use a expressão não vou mudar
Pois a cada instante é possível crescer
Retirando excessos do ser
Aprimora o teu jeito de ver e de ouvir
E do amor tão perto estarás

Eis que trago noticias do céu
Deus resolveu te fazer vencedor
Ergue os olhos, destranca tua voz
Vem receber novas vestes de luz

      

Tenho feito um exercício interessante ultimamente. Não sei como funciona na sua região a questão de mão e contramão, mas aqui as ruas são alternadas, uma vai e outra vem, ou seja, uma mão e outra contramão. E esses dias a caminho do trabalho tenho trilhado um caminho diferente durante as caminhadas, determinada rua tenho ido pela contramão. É a mesma rua que na volta ando "na mão".  O interessante da experiência é que por mais que seja a mesma rua, mesmas casas e árvores, caminhar por ela no sentido contrário do convencional oferece uma visão totalmente diferente. O que é comum torna-se irreconhecível. O que aprendi com isso é que tudo tem dois lados. Ok, essa é uma constatação óbvia, mas faça um teste do gênero qualquer hora dessas e entenderão o que quero dizer; é espantoso como a maior parte do tempo acreditamos que sabemos de algo, ou que conhecemos bem alguma coisa, mas a uma simples mudança de ângulos nos vemos diante de algo novo novamente.

E para encerrar e mudando completamente de assunto, essa semana recebi um selo muito fofo da Patrícia do Meu infinito particular (Obrigada!!) 



e outro super curioso do Helio Tadeu, desenhadinho.blogspot.com, que achou meu blog a princípio "super feminino". Achei uma fofura já que ninguém havia dito isso. Mas depois ele voltou e me deu outro que se enquadrava melhor, rsrs: "Esse blog faz pensar!". Adorei.